Reforma da Previdência passa a ultimato de parlamentares e empresários


A menos de uma semana para o início da votação da reforma da Previdência, prevista no Plenário da Câmara no dia 20 de fevereiro, líderes partidários e a bancada governista tentam os últimos esforços para obter o quórum mínimo para a aprovação da emenda constitucional.
O cronograma foi definido ainda no fim do ano passado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), após a votação ser cancelada antes do recesso parlamentar. Maia, um dos defensores da medida, manifestava publicamente que não iria pautar a reforma da Previdência se não houvesse votos suficientes para a sua aprovação.
A decisão já é consenso dentro do governo: “A minha avaliação é que a gente tem que colocar em votação com a garantia de votos. A gente não pode ir pra um risco. Não é nem uma questão de governo, é uma questão do Estado brasileiro”, disse o líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), à Agência Brasil.
“Você impor uma derrota a uma matéria como essa não é uma derrota do governo, é uma derrota que acaba repercutindo mal para o país todo e acaba impondo sanções que talvez sejam muito graves num momento como esse. É melhor ter a prudência de colocar uma matéria como essa com a convicção de que nós aprovaremos, como aconteceu com a trabalhista e outros temas”, agregou.
O mínimo necessário e tentado pelo governo de Michel Temer até os últimos minutos são de 308 votos entre os 513 deputados. A medida ainda precisaria ser aprovada em dois turnos de votação na Câmara. Caso o número não seja atingido até a próxima terça, a reforma seria colocada em discussão no Congresso, desde o zero, apenas no fim deste ano.
Na corrida contra o tempo, empresários, parlamentares e o governo tentam juntar votos. A discussão e articulações serão intensificadas nesta semana e entre sábado e domingo o presidente Michel Temer, Rodrigo Maia e o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), se reúnem para fazer as contas e definir estratégias sobre o rito a ser seguido na semana seguinte.
Nesse impasse, empresários e representantes da indústria e do agronegócio pressionam, também, pela aprovação da matéria. Os lobbies estão sendo feitos em deputados federais indecisos, que somam cerca de 120 parlamentares atualmente. Com o fim do carnaval, a tática é apelar para as mudanças no texto de autoria de Arthur Maia (PPS-BA), apresentado na semana passada.
Considerada um pouco mais flexível, a proposta traz a manutenção da pensão integral a viúvas de policiais civis, federais e rodoviários federais mortos durante o trabalho, entre outros pontos, que poderiam adquirir mais votos a favor.
Na esfera do Executivo, prefeitos e governadores também foram convocados a se mobilizar pela pressão sobre a pauta. Os políticos são apoio fácil com a necessidade de fòlego para as crises fiscais nas federações. “As mudanças vão ajudar municípios e Estados que estão quebrados a voltar a investir. É importante que eles agreguem votos e a gente precisa que eles ajudem”, disse Rodrigo Maia, a jornalistas, no Rio de Janeiro.
O apoio também vem de figuras como o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, que acertou com o mandatário Michel Temer trazer apoio de centenas de entidades para pressionar os deputados. No Senado, a medida precisaria contar com pelo menos 49 senadores para valer.
Até aqui a matéria foi do Jornal GGN, que fala sobre a “preocupação” dos políticos que se comprometeram, não se sabe com quem, para fazer passar a votação desta emenda, que é a reforma da Previdência. O que não tem deixado o povo confiante, a palavra é essa, é o desespero dos políticos em aprovar a qualquer custo. Agora envolveram também empresários para fazerem parte do grupo que querem a qualquer custo atrair os deputados que faltam, ainda que para isso eles tenham que perder as eleições de outubro, pois o povo vai estar com a lista na mão fazendo campanha contra nas semanas que antecipam as eleições. Percebe-se que o sistema é realmente bruto e carrasco.
Por falar em empresários envolvidos no propósito de “contribuir” com a aprovação da reforma, não seria mais coerente forçar a classe empresarial, inclusive banqueiros que devem toneladas de dinheiro para a previdência, pagarem as suas dívidas? Dois últimos parágrafos Cafe com leite Notícias.