Novo presidente do TCU agradece Lula na posse em frente a Moro e Paulo Guedes


O ministro José Múcio Monteiro agradeceu a Lula durante o discurso da sua posse como presidente do Tribunal de Contas da União nesta terça-feira (11). Na plateia estavam futuros ministros Paulo Guedes, Sérgio Moro, Fernando Azevedo e Silva e Wagner Rosário.

O registro do Estadão aponta que também estavam presentes o “ilegítimo” Michel Temer (MDB); o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE); da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ); do STF, José Dias Toffoli e o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB).

“Preciso agradecer ao povo de Pernambuco que me deu cinco mandatos e ao ex-presidente Lula que me fez ministro”, disse Múcio.

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Veja como a Lava Jato transformou boato em acusação de crime contra Lula no caso de Atibaia. Por Joaquim de Carvalho


A entrada do sítio que pertence a Fernando Bittar

 

REPORTAGEM FINANCIADA POR CROWDFUNDING

O bairro do Portão, em Atibaia, não esquece os dias agitados em que carros da Polícia Federal passavam em alta velocidade pela estrada Clube da Montanha, na direção do sítio Santa Bárbara.

“O povo dizia que iam prender o Lula, mas ninguém aqui tem certeza se o sítio é do Lula. Uns dizem que sim, outros que não. Vá saber quem fala a verdade?”, comenta Emília Fortunato Dias, que foi dona do depósito de material de construção onde os responsáveis por uma reforma na propriedade fizeram compra, em 2014.

Ela e o pai já tinham vendido o depósito quando as compras foram feitas, com pagamento em dinheiro. O depósito, em dificuldades financeiras, já foi fechado e tem o antigo estacionamento tomado pelo mato.

Perto dali, na padaria Iannuzzi, o gerente Gesuldo lembra como ajudou os procuradores da república na investigação sobre o sítio.

“Foi mais ou menos há três anos, os procuradores sentaram em uma mesa da padaria e me perguntaram se eu tinha visto Lula e a família por aqui. Eu disse que não”, conta.

Mas não era verdade, segundo ele.

Ele teria comentado com o patrão que tinha sido abordado pelos procuradores, e este sugeriu que falasse o que sabia, só não podia ter a imagem gravada em vídeo.

“Eu telefonei para o número que tinham me deixado. Liguei e contei que a dona Marisa vinha à padaria”, diz.

Ele não sabe precisar a data, mas diz que foram muitas vezes. Parava um carro preto — Fusion ou Ômega — e descia o motorista, que comprava pão, mortadela Ceratti e café em um copo descartável.

Levava o café para o carro. Segundo ele, Dona Marisa descia para fumar, tomava o café e depois ia embora.

O sítio Santa Bárbara fica a cerca de três quilômetros dali, em uma estrada que começa à esquerda da rua da padaria (sentido São Paulo), em frente ao mercadinho Jandira.

“Eu só soube que era a ex-primeira dama quando uma pessoa me disse que era ela”, diz. Gesuldo relata, com aparente satisfação, que, em fevereiro deste ano, foi chamado como “testemunha do Sergio Moro”.

Ele foi a um prédio do Ministério Público Federal em Bragança Paulista, 30 quilômetros distante, e prestou depoimento por videoconferência.

O que Gesuldo diz, e foi recebido pelo Ministério Público Federal como uma grave denúncia, é a confirmação de que a família de Lula frequentava o Sitio Santa Bárbara.

Sim, mas e daí?

A padaria onde Marisa comprou pão: é verdade, mas e daí?

No roteiro traçado pelos procuradores da república para colocar Lula no centro de uma grande organização criminosa, o sítio seria propriedade oculta do ex-presidente.

Ele teria recebido o Santa Bárbara como propina pelos contratos milionários que a Odebrecht e a OAS mantinham com a Petrobras.

É uma história que ganhou as páginas da velha imprensa, muitos minutos (talvez horas) do Jornal Nacional, mas não encontra amparo em provas.

Os moradores mais antigos do bairro Portão lembram que o sítio foi do senhor Gastão, que, depois, o vendeu ao casal Adalton e Neusa Emílio Santarelli, donos de um loja na praça da Sé, em São Paulo.

Foi Adalton quem contratou para trabalhar como caseiro do sítio Élcio Pereira Vieira, que ganhou o apelido Maradona quando veio de Brumado, na Bahia, para se juntar à família que trabalhava na região.

“Ele é bom de bola e deram este apelido a ele logo que começou a jogar nos campos aqui da região”, conta um morador do bairro.

Maradona não dá entrevista nem atendeu à campainha quando estive lá, na quarta-feira, 25 de julho.

Colegas peladeiros contam que ele ficou arredio à imprensa depois que viu como o Jornal Nacional distorcia a notícia do sítio. “O que ele via na TV não tinha nada ver com o que via no sítio.”

Também se escandalizou com o vazamento de algumas fotos para a TV e para a revista Veja, em que aparece ao lado do Lula.

Em uma das fotos, está com a mãe.

“Eram coisas pessoais do cara. O que isso tem a ver com a história do sítio?”, conta um vizinho.

Maradona começou a trabalhar e a morar no Santa Bárbara em 2005, cinco anos antes da propriedade ser vendida.

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Para Lula?

Celeste, dono de uma loja de material de construção no bairro, diz que muito antes da Polícia Federal aparecer por lá havia o boato de que o sítio era de Lula, mas, como conhecia o Maradona, perguntou a ele: O sítio é do Lula?

“Ele respondeu que não, era de outra pessoa, acho que Fernando”, disse. E foi logo avisado: “Eu nunca apoiei o Lula, nunca votei nele, mas acho essa história muito estranha”.

Celeste segue na conversa, recusando gravação, e diz que, hoje, com a queda no movimento do comércio, começa a perceber que Lula faz falta. Não em Atibaia, onde nunca o viu, mas como presidente da república.

“Ele (Lula) é um vendedor, sabia como promover o Brasil. Faz falta um líder como este. Nunca pensei que fosse dizer isso: mas faz falta”.

Celeste é primo de Gesuldo, o gerente que ganhou destaque por dizer que viu Marisa na padaria. E fiz a pergunta a Gesuldo: Lula é dono do sítio?

“Não sei, não dá para afirmar. Hoje, quando você vê a internet, parece que tudo começou a inverter. O bandido agora é o Sergio Moro”, afirmou, sem esconder que admira o juiz de Curitiba.

A loja onde foi comprado cimento para a reforma: fechada

Se o Ministério Público Federal insistir na tese de que Lula é dono do Santa Bárbara, vai repetir a mesma farsa do triplex do Guarujá.

O antigo dono do sítio confirmou, em depoimento, que vendeu a propriedade a Fernando Bittar e a Jonas Suassuna, que são amigos do filho de Lula, Fábio, com quem já tiveram negócios.

No caso de Bittar, o dinheiro usado para a compra saiu de uma poupança do pai, Jacó, antigo amigo de Lula, e foi para a conta do filho e, daí, para a conta de Adalton, proprietário anterior.

Jonas Suassuna entrou na história porque Fernando e Jacó não tinham dinheiro para comprar toda a área, que inclui uma reserva de mata.

Jonas, que é rico, comprou a área de mata como investimento, e para atender aos amigos. Eles não queriam que, para chegar à área de mata, se fizesse uma estrada de acesso cortando o sítio.

No cartório, havia duas matrículas para a propriedade. Uma era da área onde ficava a casa, a piscina e o açude. A outra matrícula era de mata.

É o que contam os depoimentos e os documentos juntados no processo.

E Lula?

Ele está no centro desta história, mas não como proprietário. Nem como proprietário oculto.

Quem acompanhou de perto a transação conta que o sítio foi comprado para satisfazer dois interesses: Fernando Bittar procurava uma área de lazer para comprar, com recursos que o pai lhe transferiria, talvez como antecipação de herança — sobre isso, não há informação no processo.

Jacó Bittar, pai de Fernando, sofre de Mal de Parkinson e estava em crise de depressão quando foi chamado por Lula para passar a frequentar a Granja do Torno, uma das residências oficiais da presidência da república em Brasília.

Essa convivência teria feito bem a Jacó, que, no final do mandato de Lula, teria sugerido a compra de um sítio para que continuassem a conviver nos fins de semana.

Comprado o sítio entre outubro e novembro de 2010, parte do acervo presidencial de Lula foi levado para lá.

A dificuldade para encontrar um lugar para guardar o acervo é uma encrenca, que já foi alvo de processo contra Lula.

Neste caso, o ex-presidente foi absolvido — a outra parte do acervo, bem maior, foi guardada num depósito da Granero, com os custos pagos pela OAS.

No dia 15 de janeiro de 2011, Lula esteve no sítio pela primeira vez, com a família. Fernando e Jacó Bittar estavam lá e o receberam.

Em junho de 2011, foi feita a primeira festa junina na propriedade, com enfeites que eram do acervo presidencial.

O sítio era sempre muito movimentado, com encontros e festas frequentes, o que é um traço da da personalidade de Lula: ele não gosta de ficar sozinho.

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Como palestrante bem remunerado, Lula tinha recursos para comprar a propriedade e registrar no próprio nome — ela custou R$ 1,7 milhão.

Mas não fez isso porque, ao que tudo indica, a propriedade não foi comprada para ser dele. Lula tem um sítio pequeno, perto de São Bernardo, herança de família de Marisa Letícia.

Um jovem que prestou serviço na propriedade de Fernando Bittar em Atibaia conta que, uma vez, a pedido da ex-primeira-dama, cortou lenha para que ela levasse para o que ela chamava de “meu sítio”.

No sítio dela em São Bernardo, há um fogão a lenha, que ela gostava de usar. É um detalhe, um testemunho, suficiente para mostrar que Marisa separava as coisas.

“Ela me pediu para cortar lenha para ela levar para o sítio dela. Lembro bem”, afirmou.

Mas havia no sítio em Atibaia dois pedalinhos e uma canoa de alumínio que ela comprou. Sim, a família Lula usava o sítio.

Os pedalinhos, que custavam R$ 5,6 mil, foram comprados a pedido dos netos.

Marisa Letícia, Maradona e Lula: foto pessoal vazada como prova — prova de quê? Só se for da irresponsabilidade de procuradores

Uma pessoa que frequentou o sítio conta que estava lá quando os netos de Lula viram o termômetro da piscina, no formato de um patinho e pediram à avó que comprasse um patinho igual àquele, só que grande, para eles poderem passear pelo lago.

Na compra, Marisa aproveitou para comprar o barco de alumínio, usado por Lula para pescar. Onde está o crime?

Na parte mais delicada do processo, há a reforma da cozinha, feita pela OAS em 2014, quando Lula já não era presidente havia quatro anos.

É ilegal? Não.

Lula não era servidor público e, portanto, não pode se acusado de corrupção.

Mas se deve discutir essa reforma do ponto de vista ético.

As empreiteiras quiseram agradar um ex-presidente da república, como aconteceu no caso do aeroporto feito na propriedade vizinha à fazenda de Fernando Henrique Cardoso, em Minas Gerais.

São brechas que uma pessoa pública não deveria permitir, porque comprometem a independência e dão oportunidade a um escândalo, a depender do interesse da mídia.

No caso de Lula, a reforma da cozinha do sítio do amigo foi apresentada como crime grave, indício do maior esquema de corrupção da Via Láctea. No caso de Fernando Henrique, a construção do aeroporto foi ignorada.

É uma questão ética que precisa ser discutida, mas daí a imaginar que Lula se vendeu por uma reforma de cozinha ou que ele entregou contratos da Petrobras por essa reforma, feita no sítio que não lhe pertencia, é uma aberração. Por Joaquim de Carvalho, que é fundador e editor do Blog Diário do Centro do Mundo.

Conheça as pontes e estradas mais bizarras e perigosas do mundo


s estradas podem ser ruins por possuírem muito trânsito ou vários buracos, mas essas que você verá a seguir ganharam a fama de estradas mais perigosas do mundo por serem realmente bizarras.

1 – Zoji La, Índia

É a ligação vital entre os estados de Ladakh e Caxemira – na realidade, o único meio de ligação entre os habitantes da região indiana de Ladakh e o resto do mundo. A estrada fica a uma altitude de aproximadamente 3.528 metros e é a segunda mais alta passagem de montanha do planeta, depois de Fotu La.

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2 – Transfagarasa, Romênia

Construída nos anos 70, a estrada possui numerosas curvas, túneis e viadutos em meio a paisagens montanhosas lindíssimas e possui cerca de 90 km.

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3 – Dalton Highway, Alaska

Percorre boa parte do Alasca, e possui cerca de 667 km e por lá só passam caminhões preparados especialmente podem atravessar essa distância, passando por apenas três cidades com uma população total de cerca de 60 habitantes, normalmente em meio a nevascas e pouca visibilidade.

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4 – Estrada da Morte, Bolívia

Esse apelido nada carinhoso surgiu pela fama de ser extremamente perigosa e estima-se que entre 200 e 300 viajantes sejam mortos anualmente nessa estrada. Também é uma estrada estreita, sem proteção para evitar quedas montanha abaixo e trafegada por ônibus e caminhões.

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5 – Atlantic Ocean Road, Noruega

Ela se estende por 8,3 quilômetros e oferece vistas de tirar o fôlego. Porém, os carros são atingidos por fortes rajadas de vento e água, atrapalhando – e muito – a visibilidade dos motoristas. Para piorar, a estrada conta com diversas curvas bastante fechadas e perigosas.

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6 – Estrada do Túnel de Gouliang, China

O túnel passa por dentro e ao longo das montanhas de Taihang, na província de Henan, na China. O túnel teve sua construção iniciada em 1972 pelos próprios habitantes da cidade de Guoliang e foi aberto ao público em maio de 1977.

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7 – Passage du Gois, França

Trata-se de um trecho permanentemente alagado entre a costa oeste da França e a ilha de Noirmoutier, a cerca de 4,1 km da terra firme. Sim, você atravessa um pedacinho do mar de carro. Essa estrada só fica exposta duas vezes por dia e somente durante uma ou duas horas, quando a maré baixa.

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8 – Tianmen Mountain Road, China

A maior inclinação tem incríveis 37 graus. A maior atração para os aventureiros é um trecho de 11 km com 99 curvas, que atinge o topo da montanha e leva os visitantes para a Caverna Tianmen, um buraco natural na montanha com uma altura de 131,5 metros.

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9 – Kolyma, Rússia

Kolyma fica na área inabitada mais gelada do mundo, com temperaturas que podem chegar a -70ºC. Ela também continua a ser uma das mais desertas estradas do planeta, já que poucos viajantes a conhecem.

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10 – Col de la Bonette, França

Essa perigosíssima estrada fica a 2 mil metros de altitude nos Alpes

franceses, na fronteira com a Itália. Possui curvas perigosíssimas e inesperadas.

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11 – Passo de São Gotardo, Suíça

Também nos Alpes, é uma estrada de 64 quilômetros que surpreende tanto por suas curvas quanto por sua vista extraordinária.

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12 – Caminho ’Cáucaso’, Rússia

Linda, porém suas curvas são assustadoras.

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13 –  Eshima Ohashi Bridge, Japão

É uma ponte de concreto BIZARRA de 1,7 km de comprimento e 11,3 metros de largura, com duas pistas, sobre o lago Nakaumi, que liga as cidades de Matsue (Shimane) com Sakaiminato (Tottori), no Japão.

Muita loucura, não é? E a gente que mora aqui no sertão da Bahia, pensa que conhece muita coisa. Mas cá entre nós, eu prefiro o nosso sertão. Outra coisa, pra fazer uma ponte e estrada assim é preciso ter muita grana e o país não ter políticos viciados na corrupção. Então já sabe que obras assim no Brasil nunca vai acontecer. Se um Rio Tietê que corta São paulo e que poderia ter água límpida a corrupção não deixa ser realizado uma tratamento, o que dizer de construção de obras assim? Ultimo parágrafo Café com Leite Notícia.

 

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Câmara aprova aumento de pena para maus-tratos contra animais


Projeto de lei agora segue para o Senado

[Câmara aprova aumento de pena para maus-tratos contra animais]
Foto : Gabriel Jabur/Agência Brasília

Por Lara Ferreira

A Câmara aprovou hoje (11) um projeto de lei que aumenta a punição para casos de maus-tratos a animais. Agora o texto segue para o Senado.

Atualmente, a pena é de três meses a um ano de prisão para quem praticar maus-tratos, ferir ou mutilar animais. O projeto de lei prevê ampliação para um a quatro anos.

Na proposta ainda consta incremento de um sexto a um terço de detenção para casos de zoofilia ou morte do animal.

Nada menos de 12 partidos em 2014 foram comprados por Aécio, que recebeu R$ 110 milhões em propina, diz delação da JBS


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Do Congresso em Foco:

Segundo matéria do DCM a Polícia Federal (PF) deflagou na manhã desta terça-feira (11), a operação Ross, que faz buscas em endereços de políticos em 8 estados e no Distrito Federal, tem como principal alvo o senador Aécio Neves (PSDB). Não há pedidos de prisão. As investigações partiram de um dos termos da delação do grupo J&F (controlador do frigorífico JBS), que teria feito pagamentos de R$ 110 milhões por interesse do tucano.

Segundo Ricardo Saud, ex-diretor do grupo, a JBS comprou apoio de 12 partidos para formar a coligação que apoiou Aécio nas eleições de 2014 (veja lista abaixo). Um dos partidos beneficiados, segundo a colaboração, foi o Solidariedade, que teria recebido R$ 15,27 milhões.

O presidente da legenda, Paulinho da Força (SDD-SP), também é investigado na operação de hoje. Aécio acabou derrotado no segundo turno em 2014 por Dilma Rousseff (PT), no segundo turno, por uma diferença de 3,5 milhões de votos.

ACM Neto disse que o DEM vai esperar até Fevereiro pra decidir se vai ou não apoiar Bolsonaro


[DEM decide até fevereiro se apoia Bolsonaro, diz Neto ]

De acordo a matéria que circulou no Metrô, o prefeito de Salvador e presidente nacional do DEM, ACM Neto vai se encontrar amanhã (12) com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

“Será o primeiro encontro com Bolsonaro. Vamos ouvi-lo. A disposição do Democratas é contribuir para que o governo dê certo, porque isso significa dizer que o país vai dar certo”, disse.

ACM Neto explicou que o Democratas deve tomar a decisão sobre aderir ou não à base do presidente eleito entre o final de janeiro e início de fevereiro. “Depois do encontro, vamos nos aprofundar no conhecimento acerca da agenda que o novo governo tem para o ano de 2018, e submeter ao partido a decisão se integrará ou não a base do governo em caráter oficial”.

O prefeito de Salvador já se reuniu com o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para tratar sobre um eventual apoio do Democratas ao novo governo. Mas nesta quarta acontecerá o primeiro encontro entre o prefeito e o presidente eleito, a convite de Jair Bolsonaro. Fonte Metrô.

Alerta: 40 municípios tem pessoas doentes com micose pulmonar por comerem carne de tatu


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Um total de 40 municípios do Piauí já registrou mais de 100 casos de micose pulmonar, transmitida por um fungo que reside no solo. O fungo fica depositado no tatu, animal silvestre muito consumido e comercializado e que, ao ser capturado por seres humanos, transmite a doença. “Esses casos são uma mescla, entre o manejo do tatu e escavação de poços tubulares”, explica Fabiano Pessoa, médico veterinário e responsável pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
No Piauí, é comum, sobretudo nas estradas no Sul do Estado, o comércio ilegal de caças como o tatu e outros animais silvestres. O manejo e consumo do animal, além de crime ambiental, podem transmitir diversas doenças para os seres humanos. O Ibama faz um alerta para que a população não consuma carne de tatu, que pode provocar micose pulmonar e, de acordo com pesquisas recentes nos Estados Unidos e Espírito Santo, no Brasil, os bichos são depósitos de micróbio transmissor da hanseníase.
Além disso, o tatu ainda é reservatório da Doença de Chagas e de outras verminoses. No Piauí, ainda não há registros comprovados de casos de hanseníase que tenham ligação com o manejo e consumo do tatu. “Não temos porque não há pesquisas conclusivas nesse campo ainda. Mas estamos fazendo esse alerta, justamente para que possamos nos prevenir para que casos venham acontecer”, diz Fabiano Pessoa.
Uma pesquisa desenvolvida nos Estados Unidos, pelo pesquisador Richard W. Truman, comprovou que cerca de um terço dos casos de hanseníase que aparecem a cada ano no país é resultado do contato com tatus infectados. No Brasil, um estudo semelhante foi realizado no Espírito Santo e mais de 90% dos casos analisados na rede hospitalar no Estado estavam relacionados à manipulação do tatu.
O Ibama alerta ainda sobre a existência de mais de 150 doenças que podem ser transmitidas de animais para seres humanos e vice-versa, conhecidas como zoonoses. Pelo menos 70% das doenças infecciosas, como gripe e Aids, podem ser transmitidas de animais para humanos, mas no caso da hanseníase, um aspecto diferenciado é que a transferência do bacilo pode se dá nas duas direções.
Esses animais, quando em seu habitat, exercem papel importante no processo de manutenção do equilíbrio ambiental, sendo pequenas as chances de transmissão de suas doenças aos seres humanos. No entanto, quando adquirido do tráfico e levado as residências, o risco de contaminação por inúmeros agentes infecciosos assume níveis elevados, devido ao contato direto entre o ser humano e animal silvestre.
As ações de combate ao tráfico são atividades cotidianas do Ibama, Polícia Ambiental, secretarias de Meio Ambiente e Polícia Rodoviária Federal. Em 2011, foram capturados e entregues voluntariamente 1689 animais. O número é superior ao ano passado, que contabilizou 1.335 animais. Desse total, a grande maioria é de aves (84%), seguidos por répteis e mamíferos. Fabiano Pessoa explica que entre as aves mais comuns estão os papagaios, periquitos, jandaia e pássaros de canto. Entre os répteis, o jabuti é o mais comum e os macacos são os mamíferos mais frequentemente capturados. Fonte:Macaubenselife
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Rússia envia aviões de guerra para a Venezuela


Durante a campanha, o então candidato Jair Bolsonaro disse que iria invadir a Venezuela caso fosse eleito, o que muita gente chegou a conclusão de ser uma espécie de prestação de serviço aos EUA, ou melhor, ao Trump. Mas, depois,  o já presidente eleito não tocou mais no assunto. Agora chega em terra venezuelana, dois possantes aviões de guerra. Caso o Brasil venha realmente prestar esse serviço ao Estados Unidos da América, como será que vai ficar o velho Brasil cansado da Guerra? Até aqui Café com Leite Notícias.

Rússia aviões Venezuela

A Rússia enviou para a Venezuela dois bombardeiros com capacidade nuclear para manobras militares conjuntas entre os dois países. Segundo o Ministério da Defesa venezuelano, esses exercícios servirão para “preparar a defesa do país caso seja necessário”.

De acordo a matéria do blog O Nocaute,  dois aviões Tu-160 chegaram ao aeroporto de Maiquetía, nos arredores de Caracas, nesta segunda-feira (10) depois de uma viagem de 10 mil quilômetros.

O Tu-160 é capaz de carregar mísseis nucleares e convencionais com um alcance de até 5,5 mil km.

“Devemos dizer ao povo venezuelano e ao mundo que cooperamos (com a Rússia) em várias áreas e também nos preparando para a defesa da Venezuela até o último palmo de terra caso seja necessário”, disse o ministro de Defesa venezuelano, Vladimir Padrino.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, escreveu no Twitter que o envio dos aviões à Venezuela é “um desperdício de recursos públicos”. O porta-voz do presidente da Rússia, Dmitry Peskov, respondeu que os EUA não deveriam fazer esse tipo de declaração: “No que se trata de desperdício de recursos públicos, não concordamos. Além disso, talvez não seja apropriado um país em que metade do orçamento militar daria para alimentar toda a África fazer tais declarações”.

Na semana passada, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, visitou a Rússia para se encontrar com Vladimir Putin e discutir as relações bilaterais entre os dois países. Fonte Nocaute.

Moro, que tirou fotos com Aécio, hoje é papagaio de pirata de Bolsonaro. Por Carlos Fernandes


A verdade é que no Brasil na atualidade, já acontece o que um poeta falou há algumas décadas, onde a sua frase na época chocou a muita gente ao pronunciar numa entrevista, que não está longe de um tempo em que os honestos sarão castigados. Pasmem, mas o castigo em que o poeta se referia, era por ser honesto. Hoje já se pode vê os desonestos, ou melhor dizendo, os ladrões de colarinho branco se saindo melhor na finta. Mas como disse um pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia uma certa feita, “Muitas batatas estão assando e eles terão  que as engolir sem assoprar”. Até aqui Café com Leite Notícias.

O dia amanheceu com a Polícia Federal batendo à porta da família Neves. Aécio e sua irmã, Andrea, são alvos de novas investigações relacionadas à delação da JBS.

Segundo as denúncias, o ainda senador e deputado federal eleito por Minas Gerais teria recebido em propina algo em torno de R$ 100 milhões entre os anos de 2014 e 2017.

Para ser mais exato segundo as investigações, 109,4 milhões de reais.

Isso num espaço de tempo de no máximo 4 anos. E, pior, “só” ao tocante à JBS.

Para quem não lembra, dado o sumiço do rapaz, Aécio era aquele cidadão que iria livrar o país da corrupção quando concorreu à presidência da República contra a presidenta Dilma Rousseff.

Bajulado por todos os grandes meios de comunicação, o “mineirinho” era tido como a grande resposta a “tudo isso que está aí”. Era, para utilizar o linguajar messiânico de Marina Silva, o precursor da “nova política” no Brasil.

Badalado em todas as rodas do consórcio que promoveu o maior ataque à democracia brasileira desde o golpe de 64, não foram poucas as vezes em que pousou sorridente para fotos ao lado de outros baluartes do “combate à corrupção”.

O então juiz Sérgio Moro, praticamente um ator global, se desmanchava como um dos seus mais fervorosos convivas.

Pois bem! Como sabemos, não precisou de muito tempo para que o “mito” Aécio Neves fosse desmascarado.

Os grampos telefônicos que vieram à tona revelando suas falcatruas, além, é claro, o seu, digamos, instinto assassino, derrubaram por terra a falácia do político honesto e comprometido com o futuro do país.

A subsequente prisão de sua irmã, que ao contrário do menino prodígio não conta com foro privilegiado, só comprovou que família de políticos hipócritas unida é aquela que rouba unida.

Desmoralizado, viu-se como um pária entre àqueles que pouco tempo atrás confraternizava com tanta alegria e afinidade.

Moro, que já possuía uma reputação política a zelar, cuidou logo de se afastar do moribundo Aécio e buscou novas personagens com futuros mais promissores.

Sua cruzada contra Lula e o PT desembocou inevitavelmente no presidente eleito Jair Bolsonaro, outro “mito”.

Finalmente livre daquela incômoda toga, Sérgio Moro agora pode desfrutar de todas as benesses do mundo político. Sem constrangimentos, sem cerimônias, sem questionamentos.

Ministro nomeado, já não existem limites para os holofotes. Como um papagaio de pirata, poderá pousar em todas as manchetes em que estiver o novo “salvador da Pátria”.

O diabo é que o prazo de validade da maquiagem de “políticos honestos” da família Bolsonaro parece ser menor do que o da família Neves.

Ainda nem empossado, o novo governo já se vê às voltas com denúncias das mais graves possíveis envolvendo os consanguíneos do Messias.

Moro, cujo senso de oportunidade não pode ser negado, talvez já se questione sobre o preço cobrado a quem serve “heróis” tão frágeis e efêmeros.

A história desse país, que com Aécio se repetiu como tragédia, volta a se repetir agora como farsa.

E enquanto os oportunistas pulam de bote em bote, os ignorantes tapeados se afogam nos mares da burrice e da vergonha. Fonte DCM.

Maracás vai ganhar 2 ônibus novos, assegura Theo, presidente da Coopertai


Ônibus parado no Posto Fernandão na cidade de Pouso Alegre, Sul de Minas

 

Atualmente a população de Maracás e região já desfruta de poder viajar para São Paulo, Belo Horizonte e outras cidades do Sudeste  em ônibus confortáveis da Coopertai, com saídas de Maracás todas às quartas e sábados, onde o melhor de tudo é a economia que se pode fazer, pois as passagens são bem mais em conta.

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O motorista da empresa, Geovane, disse que em primeiro lugar o

motorista tem que ter muito respeito aos passageiros e procurar dar o melhor de si. 

 

Em uma viagem para São Paulo, que por sorte terminou embarcando num desses ônibus, um repórter do Café com Leite contou, ao chegar na redação, sobre a descontração de viajar nesses ônibus. Falou sobre o profissionalismo dos motoristas e que as paradas para as refeições são em locais muito agradáveis.

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Ônibus saindo de Pouso Alegre, cidade do Sul de Minas, com destino à São Paulo

 

A boa notícia é que se já é bom viajar nos ônibus da Coopertai, vai ficar ainda melhor, pois o proprietário dos ônibus com saída de Maracás, popular Theo da Van, já assegurou que logo nos primeiros meses de 2019 ele já pretende adquirir mais duas máquinas novas para oferecer mais conforto para os viajantes que moram nas cidades de Maracás e toda a região. Numa conversa informal e particular Theo disse que pretende equipar os ônibus dele com Wi-fi, cafezinho e outras itens mais.  Aí fica a pergunta: andar de avião pra quê, se vamos ter conforto aqui no chão?.

Para quem não sabe, Theo é presidente de uma grande cooperativa chamada Coopertai, com associados de todo o nordeste e norte de Minas Gerais, onde ele além de presidente, é proprietário dos ônibus que atendem as cidades de Maracás e adjacências. Outra boa notícia é que a Coopertai é uma associação legalizada, com todos os documentos , como foi dito, para que todos tenham tranquilidade na viagem. “A nossa meta é a cada dia melhorarmos a nossa frota, bem como adquirir, como assim já fizemos, toda documentação exigida pelos órgãos competentes, para que possamos seguir em frente com tranquilidade e oferecer essa mesma tranquilidade e conforto  aos nossos usuários.

 

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Fernanda Lima processa Eduardo Costa após ofensas em rede social


Apresentadora do programa ‘Amor & Sexo’ abriu queixa por calúnia, injúria e difamação contra cantor. Audiência preliminar acontece em 19 de dezembro.

Fernanda Lima e Eduardo Costa — Foto: Reprodução/Instagram

Fernanda Lima e Eduardo Costa — Foto: Reprodução/Instagram

Fernanda Lima entrou com um processo contra o cantor Eduardo Costa. A queixa cita os crimes de calúnia, injúria e difamação. A ação foi movida pela apresentadora após o sertanejo ofendê-la nas redes sociais depois que Fernanda fez um discurso feminista no encerramento de uma das edições do programa “Amor & Sexo”, em novembro.

“Vamos sabotar a engrenagem desse sistema de opressão. Vamos sabotar a engrenagem desse sistema homofóbico, racista, patriarcal, machista e misógino”, citou Fernanda no editorial. Entre as palavras de Eduardo na rede social, o cantor chama a apresentadora de “imbecil”.

A audiência preliminar do processo acontece no dia 19 de dezembro, às 14h30, no Rio de Janeiro.

Procurada, a assessoria informou que Eduardo “não vai se pronunciar sobre o assunto. É o jurídico que está analisando”.

Eduardo Costa ofende Fernanda Lima em rede social — Foto: Reprodução

Eduardo Costa ofende Fernanda Lima em rede social — Foto: Reprodução

Pedido de desculpas

Dias após as ofensas de Eduardo contra Fernanda Lima, foi ao ar uma edição do programa “Conversa com Bial” com uma entrevista com o cantor. Pedro Bial explicou que a entrevista já estava gravada antes da polêmica, mas convocou o sertanejo para dar explicações sobre o caso. Eduardo, então, pediu desculpas para Fernanda.

“Tinha gravado um feliz programa com Eduardo Costa quando sobreveio um infeliz incidente. Minha querida amiga Fernanda Lima encerrou programa ‘Amor & Sexo’ com um editorial feminista. Era mais uma manifestação do importante serviço que o ‘Amor & Sexo’ presta há 11 temporadas, que é acolher e apoiar grupos que historicamente sofrem com o preconceito e a intolerância. Só que aí, Edu foi para as redes sociais e atacou a Fernanda em termos grosseiros”, explicou Bial, chamando Eduardo em seguida via Skype.

“Eu acabei entrando nas minhas redes sociais e falando pelos cotovelos. Continuo pensando da mesma forma, não retiro o que eu disse, mas quero me retratar da forma como eu disse, jeito que me coloquei. Acho que eu poderia ter sido um cara mais brando, mais tranquilo. Mas com a mesma coragem que eu tenho pra falar e pra expor minhas opiniões, quero ter essa coragem de vir aqui no seu programa e pedir desculpas pra Fernanda Lima, pra família da Fernanda Lima, para o marido dela, os filhos, para os amigos, os fãs que ela tem no Brasil inteiro – inclusive eu sou um grande dela. (…) Me arrependo profundamente, acho que fui um babaca naquele momento ali”, afirmou Eduardo.

Leia a entrevista de Jaques Wagner concedida para A Folha e o comentário do Cafezinho


 

 

Wagner era o nome preferido por Lula (o repórter da Folha assim o afirma categoricamente na entrevista, então imagino que isso tenha alguma procedência) para ser o candidato do partido à presidência da república.

A tese fazia sentido. Nos primeiros meses da prisão de Lula, quando o PT ainda não havia definido sua estratégia, Wagner era um dos petistas que mais visitava o ex-presidente.

Entretanto, Wagner se recusou a assumir o papel mais tarde desempenhado por Fernando Haddad. Segundo fartamente divulgado na imprensa, um dos motivos para não aceitar a oferta de Lula, seria o temor de que exposição excessiva de uma candidatura presidencial poderia atiçar a fúria de setores lavajateiros, que há tempos tentavam “pegá-lo”.

A Lava Jata caça Jaques Wagner, sem sucesso, desde pelo menos 2016, quando o MPF convence Nestor Cerveró a citá-lo numa delação, acusando-o de ter sua campanha para o governo do estado bancada por verba desviada da Petrobrás. Cerveró, no entanto, não acrescenta nenhuma prova à denúncia, e esta não foi para frente.

Em fevereiro deste ano, dias depois de começarem a circular notícias de que Jaques Wagner era o “preferido de Lula” para disputar a presidência da república, a Lava Jato deflagra a operação Cartão Vermelho, que tinha o ex-governador como principal alvo. Na ocasião, a PF  pediu sua prisão com uma justificativa muito emblemática dos tempos sinistros que vivemos: como o STF havia proibido o uso de conduções coercitivas, numa de suas raras atuações contra o arbítrio lavajateiro, a PF achou conveniente que o ex-governador fosse preso temporariamente. Felizmente, nem todo juiz é Marcelo Bretas e o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) recusou a solicitação. Mas o chumbo foi grosso. A delegada da PF acusou Wagner de receber R$ 82 milhões em propinas e a denúncia teve grande repercussão da mídia, incluindo quase cinco minutos no Jornal Nacional. A acusação era absurda. A PF copiava uma confusão do Tribunal de Contas da Bahia, que demonstrou não entender a dinâmica de uma obra movida por parcerias público-privado, onde o conceito de superfaturamento não se aplica.

Assustado com o assédio da Lava Jato, Wagner não apenas decide afastar qualquer especulação em torno de seu nome como candidato presidencial, como se torna o principal defensor, dentro do PT, de um apoio da legenda a Ciro Gomes. A Wagner, se juntaria os governadores da Bahia, Rui Costa, do Maranhão, Flavio Dino, e, dizia-se, até mesmo Fernando Pimentel, governador de Minas, interessado em costurar um acordo que neutralizasse um de seus adversários mais perigosos no estado, Marcio Lacerda, do PSB. O governador do Ceará, Camilo Santana, do PT, era um dos mais animados com a candidatura Ciro. A lógica era simples: como Lula não podia ser candidato, e o PT estava sob fogo cerrado do partido da justiça, seria oportuno, para o PT, dar um passo atrás, fazer um recuo estratégico, para sair da frente dos holofotes. Convinha aceitar a mão que lhe estendia um dos partidos com quem tinha mais afinidade, um aliado de longuíssima data, o PDT, e que tinha um candidato experiente o qual, apesar de seu temperamento um pouco problemático, tinha provado ao longo dos anos sua lealdade nos momentos mais difíceis.

A reação no PT, todavia, foi muito negativa. O próprio Lula, aparentemente, recusa qualquer diálogo neste sentido e decide bancar sua candidatura até o fim, com apoio entusiástico de Gleisi Hoffmann, presidente do partido. A opinião de Wagner e dos governadores é complemente rechaçada pela cúpula do PT, que usa a forte comoção provocada pela prisão de Lula para taxar qualquer narrativa que não significasse apoio irrestrito e acrítico a uma candidatura própria do PT como uma espécie de traição.

O resto é história.

O PT levou adiante uma candidatura fadada à inevitável cassação pela Lei da Ficha Limpa, fechando-se num discurso messiânico, onde de vez em quando admitia, muito reservadamente, que se tratava de um desafio aberto ao judiciário. Para o grande público, em especial as massas iletradas, a campanha petista procurava emplacar a narrativa de que era possível a Lula, sim, ser candidato, tomar posse e se tornar presidente. A estratégia foi bem sucedida em pequenas cidades do interior e no nordeste, mas fez a rejeição ao PT explodir na classe média e nas grandes cidades.

A candidatura de Lula, por sua vez, foi vista como uma provocação ao judiciário (até porque era mesmo), fortalecendo os setores mais politizados e reacionários da instituição.  A determinação de Moro de entrar na política talvez se tenha forjado nesse momento.

A estratégia petista fraturou mortalmente a campanha eleitoral no país, conforme inúmeros analistas previam. O debate deixou de ser um projeto viável de desenvolvimento, para se tornar um plebiscito histérico, violento, ultrapolarizado, sobre o PT, facilitando o caminho para Bolsonaro, visto que as pesquisas apontavam, desde o início do ano, uma altíssima rejeição ao partido, em especial nas classes médias, cujo papel seria determinante numa campanha baseada nas redes sociais (e a gente cansou de escrever sobre isso aqui no blog).

A Lava Jato, no entanto, não desistiu de Jaques Wagner. No dia 23 de novembro deste ano, a Lava Jato, em sua 56ª fase, já sob o comando de Gabriela Hardt, substituta de Sergio Moro, voltou à Bahia e prendeu um monte de gente próxima do ex-governador, como Manuel Ribeiro, ex-diretor da OAS e ex-secretário de Estado no governo Jaques Wagner.

Os elementos que faltavam em denúncias anteriores, provas de que desvios na Petrobrás pagaram obras na Bahia, e ligações destes desvios com o PT, agora não faltam mais.  Entre os alvos da operação estão Valdemir Garreta, apresentado como marketeiro do PT, João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do partido, e sua cunhada, Marice Correa (mais tarde libertada pela própria Gabriela). Uma das teses centrais da denúncia é que o desvio de verbas na construção da sede da Petrobrás na Bahia abasteceu os cofres do PT e da campanha de Dilma Rousseff de 2014.

Na coletiva de imprensa da operação, a procuradora responsável, perguntada se Jaques Wagner não estava sendo investigado, responde que não, mas faz um longo e estranho circunlóquio, mencionando “duas operações” paralelas. Sua colega toma a palavra e tenta complementar, também de maneira confusa; então o representante da Polícia Federal pega o microfone e confirma que há duas operações paralelas (uma delas deve ser o inquérito contra Wagner) e que podem convergir. Para quem acompanha a operação desde seu início, e conhece seus métodos, sabe que é óbvio que Jaques Wagner é um dos alvos ocultos dessa nova fase da Lava Jato. Entre os presos estão possíveis delatores dispostos a envolver o senador eleito em alguma das inúmeras “narrativas” montadas pelo Ministério Público Federal. Para a Lava Jato é relativamente fácil envolver governadores e prefeitos, atuais e antigos, em seus power-points, pois governador e prefeito sempre tem, necessariamente, relações com empreiteiros, tanto para tocar obras como para financiar suas campanhas eleitorais.

Esta é a situação em que Jaques Wagner se encontra. Felizmente, foi eleito senador e um processo contra ele agora tem de correr no Supremo Tribunal Federal (STF), o qual, embora ainda sob forte influência de neoconstitucionalistas como Barroso e Fux, que preferem julgar conforme a opinião pública, também conta com nomes como Gilmar Mendes, Celso de Mello, Marco Aurélio Mello e Lewandowski, mais afeitos ao texto da Lei do que aos holofotes da televisão.

Em tese, portanto, Wagner está relativamente protegido contra novos arbítrios da Lava Jato, embora não de acusações sem prova oriundas de delatores, cuja finalidade, muitas vezes, é estritamente política.

 

Vamos à entrevista de Wagner. Vou reproduzir as perguntas e respostas e comentar em negrito, entre colchetes.

Folha: A eleição de Jair Bolsonaro se deu em parte pela rejeição ao PT. Que lição o partido tira do resultado?
JW: Teve gente que votou porque não queria o PT, mas isso é minoritário. Até porque pesquisas mostravam que Lula poderia ganhar no primeiro turno. Foi mais antissistema do que anti-PT. Entre os partidos tradicionais, o que se saiu melhor foi o PT.

[A análise de Wagner não é correta, ou pelo menos não é o que dizem as pesquisas e especialistas. Uma sondagem do Datafolha, realizada entre os dias 17 e 18 de outubro, ou seja, poucos dias antes da votação do segundo turno, mostrava que o desejo de “renovação e alternância” (30%) e a rejeição ao PT (25%) eram as principais razões do voto em Bolsonaro. Essa não era a única pesquisa. A rejeição ao PT nas classes médias, nas grandes cidades e no Sul/Sudeste vinha atingindo níveis alarmantes desde o início de 2018. A prisão de Lula tinha apoio da maioria da população, e maioria esmagadora nas classes médias e no Sudeste, de maneira que a sua candidatura seria vista naturalmente como um insulto para milhões de brasileiros. Na última pesquisa Datafolha antes do segundo turno, a rejeição a Haddad chegava a  58% entre quem ganhavam de 2 a 5 salários e 67% nas faixas de renda acima disso; no Sul, Sudeste e Centro Oeste, a rejeição ao petista ficou em 60%, 59%, 63%, respectivamente. Se isso não é “antipetismo”, não sei o que é. As pesquisas, além disso, jamais mostraram que Lula “poderia ganhar” no primeiro turno. Isso é uma falácia que o PT vem repetindo, sem base na realidade. Lula chegou perto disso, mas não ganhava. E temos que analisar a situação à luz do que as urnas disseram, não mais das pesquisas. E as urnas mostraram que Lula não ganharia no primeiro turno.  Não concordo igualmente que houve um voto “antissistema”. Bolsonaro não é antissistema. Bolsonaro é anti-PT. O esforço do PT, por sua vez, para se autodescrever como “vencedor” numa eleição em que foi derrotado por alguém tão grotesco como Bolsonaro é um tanto melancólico. Para isso, ele compara seu desempenho com partidos “tradicionais”, como PSDB e PMDB. Ora, não há nada de positivo nisso. A direita perdeu votos para a extrema-direita, ponto. Comemorar isso é um absurdo lógico. É uma pena que Wagner agora se veja ‘enquadrado’ pela lógica da burocracia petista, que se recusa a fazer uma autocrítica quanto a isso, mesmo diante de uma dos maiores desastres eleitorais jamais enfrentados pela classe trabalhadora brasileira.]

Folha: O senhor defendia a união da esquerda e dizia que o PT poderia abrir mão da candidatura. O partido errou?
JW: Não gosto de ser engenheiro de obra pronta. Minha tese era o Lula. Se não fosse o Lula, poderíamos apoiar alguém desse espectro. Querendo ou não, na esquerda o PT chegou na frente. Se eu estivesse certo, teria ganhado o Ciro.

[Wagner envereda aqui por dois tipos de cinismo: primeiro, ao dizer que a tese dele era Lula. Não era. Wagner sabia que Lula não poderia ser candidato. A tese dele era Ciro. E Ciro – aqui entra o segundo cinismo – apenas poderia ter chegado à frente, pela esquerda, se houvesse um acordo com o PT. Em nome da democracia e do interesse popular! Não apenas não houve, como o PT usou toda a sua máquina não contra Bolsonaro, mas contra Ciro, visto que suas articulações foram todas feitas, inclusive com grande sacrifício do partido, para isolar o PDT. Lula determinou que Dilma Rousseff não se candidatasse ao Senado pelo Ceará, conforme havia sido combinado com os irmãos Gomes, com medo de beneficiar, indiretamente, a Ciro, e com isso prejudicou Fernando Pimentel, que perdeu a eleição no primeiro turno, e Dilma, que também não se elegeu. A candidatura de Marília Arraes foi usada como moeda de troca, numa ação vergonhosa, para forçar a neutralidade do PSB, que vinha costurando, ao longo de vários meses, o apoio a Ciro. A retirada de Marília não seria tão grave se fosse discutida com ela própria com antecipação, para não expô-la e à militância petista, ao escárnio de seus adversários. Ciro tinha condições de obter apoio formal do PSB, PCdoB, de todo o centro, e, por fim, do PT, compondo uma coalização com chances infinitamente superiores de vencer as eleições. Mas o PT e Lula preferiram arriscar uma estratégia suicida a não perderem a hegemonia dentro do campo da esquerda. Uma curiosidade: como sói ocorrer nas entrevistas com petistas, fala-se mais de Ciro do que de qualquer outro tema. O nome Ciro nessa entrevista foi citado 8 vezes, contra 2 vezes Haddad e 13 Lula.] 

 

Mas no segundo turno o senhor disse que o Ciro era uma estratégia melhor.
É tudo interrogação. O PT entendia que, para chegar ao segundo turno, o candidato dependia do apoio do Lula, que foi uma coisa mal trabalhada. Se foi mal trabalhada pelo PT, foi mal trabalhada também pelo Ciro. Só não entendo por que ele virou um exímio atacante contra o PT. Diziam que não deveríamos apoiá-lo porque ele faria isso. Está confirmando a tese. E ainda diz “vamos isolar o PT”. Quem defende a democracia não pode querer o isolamento do PT.

[Quanto a esse “isolamento do PT”, Wagner e o PT precisam entender uma coisa.  Não é uma iniciativa de Ciro. Tem muita gente magoada com o PT. E não é por “antipetismo”. Essa acusação é cretinice. É porque muita gente entendeu que o PT cometeu um grande erro, ao insistir na estratégia suicida de lançar a candidatura Lula, mesmo com ele preso. Todas as previsões se confirmaram, e se confirmaram porque era lógico que era exatamente isso que iria acontecer. Os movimentos de “isolamento do PT” não partem de Ciro, mas de todo um campo político. Pode ser um movimento temporário, apenas para forçar o PT a adotar uma postura humilde e autocrítica. Como o PT se recusa a agir com humildade, então a reação natural de seus aliados é isolá-lo provisoriamente, até que se cure de sua arrogância, ponha os pés no chão, e demonstre que ouviu o recado das urnas, que deram um grito justamente contra a prepotência do partido. Quanto aos “ataques” de Ciro ao PT, aí novamente temos um desses casos tão comuns de cinismo. Ciro tem sido massacrado sem tréguas pela máquina petista desde que seu nome passou a ganhar força como um candidato competitivo. Ciro não tem máquina. Não tem blogs de apoio. Não tem influencers. Era um candidato modesto, de um partido médio, que estava fora da política e do governo há muitos anos. Mesmo no segundo turno, não houve um dia em que ele não tivesse sido atacado pelo establishment petista, ao mesmo tempo em que se fingia querer seu “apoio”. Conforme o PT vai pintando o processo eleitoral como uma disputa entre democracia versus fascismo, de bem contra o mal, o partido cria a narrativa, desde o início, de que Ciro tinha “fugido”. Esse é o recado do tweet de Leonardo Boff, dias após o início do segundo turno, que enfurecerá o pedetista. Quando Ciro volta de viagem, e faz um vídeo pedindo voto na “democracia”, sem mencionar o nome de Haddad, os petistas que ainda vinham tentando conter (por estratégia ou prudência) sua animosidade partidária por Ciro desde o primeiro turno, soltam tudo, e passam a atacar Ciro com todas as suas forças. Os xingamentos petistas, de ordem pessoal, a Ciro Gomes, sempre foram muito mais pesados do que aqueles destinados a Jair Bolsonaro. As provocações e agressões não se limitavam a Ciro.  Como os internautas que acompanham o Cafezinho puderam e podem testemunhar, as agressões se voltam contra qualquer um, dentro do campo progressista, que não tenha se submetido ao ‘delenda Ciro’ emanado, nem sempre tacitamente, da cúpula do partido. ]

Ciro diz que se sente traído e que o PT busca hegemonia na esquerda.
Não sei por que ele se sente traído. Eu sempre disse que ele era um belíssimo quadro. Quando diz “traído”, significa que alguém prometeu e não cumpriu. Desconheço essa promessa.

[Mais uma vez, Wagner não pode ocultar um certo cinismo. A “traição” ao Ciro foi a estratégia petista de isolá-lo no primeiro turno, ao passo que emitia sinais, inclusive via Wagner, de que haveria possibilidade do partido apoiá-lo. Sobretudo, foi a campanha furibunda que se desatou contra o pedetista, em especial no submundo das redes sociais petistas, após todo o seu histórico de lealdade a Lula.]

E a hegemonia?
Me perdoe, ninguém abre mão de poder graciosamente. O grupo do Ciro hegemoniza ou não no Ceará? Parece que queremos ser os donos da bola, como se alguém tivesse entregado a bola de graça. A hegemonia do PT não foi montada por decreto.

[o grupo de Ciro entregou o poder ao PT de Camilo Santana. A hegemonia do PT, de fato, não foi montada por decreto. Mas para acontecer contou com ajuda milionária de empreiteiras amigas, como mostra a eleição do próprio Wagner na Bahia. Esse era o momento, portanto, de ser humilde e aceitar a mão amiga que outros partidos tentaram estender ao PT, e que o PT, por egoísmo tolo, não aceitou, autoisolando-se e perdendo boa parte da solidariedade que antigos companheiros nutriam pelas aflições judiciais, muitas vezes injustas, vividas pelo partido.]

Lula quis que o senhor fosse candidato a presidente. Seu desempenho teria sido diferente?
Precisamos fazer a fila andar. Se havia essa onda de renovação, o [Fernando] Haddad tinha menos a cara da política déjà vu do que eu. E o Nordeste já estava consolidado. Era mais importante alguém do Sudeste.

O senhor também decidiu não concorrer por acreditar que ficaria exposto, dadas as investigações que existem contra o senhor?
Estou muito à vontade em relação a isso. Podem falar que deram doação, presente ou sei lá, mas nenhuma delação fala de superfaturamento em obra da Bahia. Cancelei um contrato com a Odebrecht e reduzi o preço. Fiz o metrô, chegaram OAS e Odebrecht e nem foram para a licitação, porque queriam R$ 800 milhões a mais para aportar como contribuição do governo. Chamo cem empresários e vários se oferecem para testemunhar a meu favor. Nem sequer fui indiciado.

Por que o PT resiste a fazer autocrítica?
Não é a melhor hora para reconhecer erros quando alguém quer amplificar eventuais erros. Em condições normais, podemos falar que esse ou aquele não foi o melhor caminho. Nessa questão de corrupção, que gente nossa fez bobagem está claro. Até porque só acabou o financiamento privado de campanhas agora. Eu sempre disse que essa relação criava promiscuidade. Sobre a política econômica do governo Dilma, não vejo constrangimento. Muita gente achava que era aquele o caminho, e eu achava outro. Isso não quer dizer falar mal dela.

[O PT hoje tenta culpar os erros de Dilma por uma série de desgraças que se abateram sobre o partido, mas continua agindo rigorosamente da mesma forma que Dilma no Planalto. Comunicação zero. A saída inteligente para o PT seria controlar a narrativa dessa  autocrítica, ao invés de deixá-la à grande mídia. Ou seja, seria fazer uma autocrítica inteligente, visando a recuperação da imagem do partido na sociedade, ao invés de permitir que seja visto como uma legenda arrogante, que não admite erros, para estupefação de todo o mundo não-petista, à esquerda e à direita. Aliás, culpar Dilma é até covardia, visto que é evidente que as escolhas da presidente não vieram de sua própria cabeça. Há o dedo de Lula na escolha de Joaquim Levy, assim como a própria Dilma foi escolhida por Lula. E a falta de uma estratégia de inteligência, para lidar com os desafios jurídicos e midiáticos do partido, é um erro do PT, não de Dilma. O PT, até hoje, prefere gastar seu capital nos sindicatos e movimentos sociais com “bom dia Lula” a montar estratégias objetivas de inteligência para fazer frente à máquina judicial, que continua ameaçando engolir o sistema político, a indústria nacional e o próprio regime democrático. ]

O PT foi leniente com quem fez “bobagem”, como o senhor disse?
Prefiro voltar à tese. A grande falha do PT foi não ter feito uma reforma política com financiamento público de campanha, já em 2003.

[O PT passou de 8 para 80. De um partido lacerdista, a UDN de macacão, como dizia Brizola, que vivia acusando todo mundo, passou a ser um partido que não responde às acusações da mídia, aparentemente satisfeito com as “narrativas” que os blogs – inclusive esse modesto Cafezinho – ajudaram a construir. Ora, os blogs, incluindo nós aqui do Cafezinho, conseguimos criar uma massa crítica que passou a questionar essa máquina midiático-judicial montada contra o PT e contra a política de forma geral. Mas o PT precisa fazer a sua parte, e montar uma grande estratégia de recuperação de sua imagem ética, discutindo isso abertamente com a população. Afinal, o PT foi um partido de governo, cujos acertos e erros atingiram a todos, então a prestação de contas deve ser pública. Nenhum partido pode esquecer a mais antiga lição da política de uma república: é preciso ser honesto e parecer honesto. Se um partido que represante a classe trabalhadora é honesto, mas não parece, então temos um problema grave, que não vai prejudicar apenas os representantes, mas que fragilizará também a situação dos representados, ou seja, de toda a classe trabalhadora. Todos nós, eleitores da esquerda, que votamos no PT ao longo de todos esses anos, somos atingidos pelas campanhas midiático-judiciais. Esses ataques nos fragilizam a todos. Então é preciso que se discutam estratégias para recuperar a imagem ética dos partidos, e não só a imagem, mas a própria ética em si…]

Mas fica a impressão de que o crime é inevitável.
É. Se na lógica da política você só ganha gastando dinheiro, e quem tem dinheiro é empresário…

Nem todo mundo agiu assim.
Não sei se nem todo mundo agiu ou se alguns foram mais eficientes para fazer sem ninguém descobrir. Por que tudo recaiu sobre o PT? Porque foi governo por 13 anos e quem tem obra é a União. Se houvesse uma Lava Jato no tempo do PSDB… Por que tudo recaiu sobre o PT? Porque foi governo por 13 anos e quem tem obra é a União. Se houvesse uma Lava Jato no tempo do PSDB…

Como será o futuro de Lula com o avanço dos processos contra ele?
Espero que façam justiça e tenham reconhecimento pelo que ele fez pelo Brasil. [Nelson] Mandela foi o líder do movimento antiapartheid, ficou 20 e tantos anos preso e saiu como herói nacional. Lula é um herói nacional. Mais importante que o Judiciário é a história do Brasil.

[Bem, deixemos de hipocrisia. Lula receberá a qualquer momento pelo menos duas novas condenações da Lava Jato, desta vez pelas mãos de uma outra juíza, Gabriela Hardt; há outros processos engatilhados. A direita judicial passará os próximos quatro anos montando espetáculos midáticos para destruir a imagem de Lula, e agora contando com a ajuda direta do governo federal, na figura do presidente Bolsonaro e de seu ministro todo-poderoso, Sergio Moro. A melhor opção para Lula teria sido evitar aumento de exposição, desintoxicar politicamente o judiciário e apostar num combate jurídico o mais afastado da política partidária possível. A batalha de Lula na justiça tem de ser política, mas não partidária. ]

Por que Lula resiste em buscar uma prisão domiciliar?
A privação de liberdade só deveria ser endereçada a quem representa um risco para a sociedade. Lula, fora do poder, representa risco zero. Se Lula resiste, é porque ele quer o reconhecimento de sua inocência.

Como o PT sobreviverá com a ausência de Lula?
A forma de comunicação vai continuar limitada, mas ele emite opiniões que são levadas em consideração. Não acho que o partido não consiga andar devido à não presença dele aqui.

[É um tanto incrível a despreocupação do PT em ficar parecendo um partido tão caudilhesco, ainda mais relação a uma liderança presa, que as eleições que acabam de ocorrer demonstraram que sofre, mesmo que injustamente, enorme rejeição popular nas regiões mais populosas do país].

O PT afirmava que Bolsonaro era um risco autoritário. Como vê seus primeiros passos depois da eleição?
É cedo. Quando ele mandar as primeiras matérias para o Congresso, vamos ver como vai se relacionar. Vai ser na intimidação? Desejo que ele jogue na democracia, apesar do estilo, de falar aquelas maluquices. A cadeira vai ajeitando a pessoa.

[Wagner é um dos quadros mais equilibrados do PT. Sua avaliação serena de Bolsonaro é a prova disso. ]

O ex-ministro José Dirceu disse que Bolsonaro é um fenômeno que pode durar anos e que tem base social. O senhor concorda?
Não acho que ele tenha base social consistente. O que ele fala representa o que as pessoas querem. As pessoas estavam com problemas de segurança, desemprego, descrença nos políticos. Pode ser que fique mais de quatro anos. Eleição é eleição.

[O sucesso de Bolsonaro dependerá também de uma oposição inteligente, que tenha estratégias menos voltadas para o brilho fácil das “lacrações” e das acusações sensacionalistas da mídia, menos interessada em intrigas partidárias, e disputas por hegemonia, e mais na construção de estratégias que unifiquem, ensinem, ouçam, o campo popular.]

 

O Brasil sem futuro e o Judiciário sem pudor, por Aldo Fornazieri


Café com Leite Notícias: É muito triste, mas a verdade é que nos últimos dois anos o Brasil empobreceu ainda mais e o sonho de caminhar para fazer parte dos países desenvolvidos, como de fato estava a caminho, a cada dia está ficando mais distante. Como disse o Aldo Fornazieri aí no seu texto, é preciso que apareça no Brasil, políticos que veja a recuperação do país como prioridade, bem como diminuir a pobreza que vem matando pessoas para que os inescrupulosos estejam cada vez mais ricos nas suas manções e ilhas paradisíacas. Para esses, o castigo é a velhice que chega para todos e posteriormente a morte que lhes vem fazer uma visita. Eles preferem estarem atolados na corrupção, que verem um país mais bonito e um povo mais saudável. No Japão, apesar da população sofrer com os estragos dos terremotos, que são constantes, onde eles têm que sempre reconstruir cidades inteiras, é primeiro mundo e a tecnologia está sempre à frente. Enquanto no Brasil, que é um país com tantas riquezas e ainda tem o privilégio de não acontecer terremotos, o atraso é grande exclusivamente por conta da corrupção. Até aqui Café com Leite Notícias.   Leiam a seguir a matéria do Aldo Fornazieri do GGN

 

O Brasil sem futuro e o Judiciário sem pudor, por Aldo Fornazieri

Nenhum país que tenha a imensa maioria de sua população pobre ou empobrecida, como é o caso do Brasil, terá futuro. Nenhum país brutalmente desigual como é o Brasil – o nono mais desigual do mundo – será um país social e politicamente pacificado. A paz sem justiça e elevados níveis de igualdade é uma mentira, é um discurso demagógico de políticos para enganar o povo. Sem superar a pobreza  e a desigualdade o Brasil não será um país desenvolvido, grandioso, próspero e feliz. E nenhum país superará a pobreza e a desigualdade se não fizer um ajuste de contas com os mecanismos de concentração de riquezas, a exemplo do sistema tributário; se não fizer um ajuste de contas com os privilégios do setor público, se não fizer um ajuste de contas com a sonegação e com a corrupção. O Brasil não superará a pobreza e a desigualdade se não surgir uma nova geração de políticos radicalmente reformistas, capazes de criar uma maioria social favorável à supressão das instituições iníquas que mantêm a pobreza do povo brasileiro. Não haverá felicidade se a imensa maioria da população não estiver ao abrigo das misérias e das necessidades básicas.

Os dados divulgados pelo IBGE na semana passada, acerca do aumento da pobreza, deveriam cobrir o Brasil inteiro e todos nós cidadãos de vergonha e opróbrio. São 54,8 milhões de brasileiros que vivem na pobreza e 15,3 milhões que vivem na extrema pobreza. Isto quer dizer: são 54,8 milhões de pessoas que vivem com até R$ 406 por mês e 15,3 milhões que vivem com até R$ 140 por mês. O rendimento médio domiciliar é de R$ 1.511. Já 26,9 milhões de pessoas vivem com menos de 1/4 do salário mínimo ou com menos de R$ 234,25 por mês. Os 10% mais ricos recebem 17,6 vezes mais que os mais pobres e concentram 43,1% de toda a massa de rendimentos contra apenas 12,3% da massa de rendimentos dos 40% mais pobres. O que mais violenta o futuro do Brasil é que 5,2 milhões de crianças vivem na extrema pobreza e 18,2 milhões vivem na pobreza. Os brancos ganham 80 vezes mais do que os pretos e pardos e os homens ganham 30 vezes mais do que as mulheres. Nos últimos dois anos a pobreza deu salto de 4%. É um gigantesco retrato de uma enorme tragédia, um aterrador retrato de uma insuportável injustiça.

Dentre os vários males que agravam a pobreza e a desigualdade no Brasil um deles está nos privilégios do setor público, particularmente do Judiciário, incluindo o Ministério Público. A diferença salarial entre o setor privado e o setor público é enorme; o setor público tem um regime previdenciário generoso, tanto no cálculo das aposentadorias quanto na idade; os salários das elites funcionais dos três poderes não só são injustos, mas são criminosos, escandalosos e configuram um crime de corrupção, ao menos do ponto de vista moral. Além de todos esses privilégios, gratificações os vários tipos de penduricalhos tiram ainda mais recursos das necessidades básicas da população.

É neste contexto que o Judiciário perdeu todo o pudor e toda a vergonha ao achar o país com um aumento de 16,5% auferindo um salário de R$ 39,2 mil. Mesmo assim, associações ligadas ao poder Judiciária e a própria procuradora geral da República pleiteiam a continuidade do auxilio moradia. Desta forma, o salário de um juiz é 280 vezes maior do que o que recebem as 15,3 milhões de pessoas que vivem na pobreza extrema; é 96,5 vezes maior das 54,8 milhões de pessoas que vivem na pobreza e é 41,83 vezes maior que o salário mínimo, que é até o que recebem mais de 106 milhões de pessoas. O salário do Judiciário brasileiro é de 3 a 4 vezes maior daquele recebido pelos Judiciários da maioria dos países ricos. Junto com os deputados, os procuradores e a alta cúpula do funcionalismo do Executivo, do Legislativo, das polícias e das Forças Amadas, o Judiciário compõem uma verdadeira casta de marajás que suga o sangue do povo brasileiro.

É preciso dizer ainda que são poucos os partidos e os parlamentares dos partidos progressistas e de esquerda que se colocam na linha de frente no combate a esses privilégios. Há um suspeito silêncio nesses meios. Não há como combater a pobreza e a desigualdade, não há como pugnar pela justiça e pelos direitos, sem proclamar uma guerra contra os privilégios do setor público. Se esta bandeira não for empunhada pelas esquerdas será empunhada por alguém, pois, aos poucos, a sociedade vai tomando consciência de que esta situação é inaceitável.

O Judiciário, um poder que viola sistematicamente a Constituição, a viola também na questão salarial. Os seus salários legais ferem os princípios da moralidade pública e da equidade. Não bastasse os salários escandalosos e inescrupulosos que os juízes recebem, estudos indicam que cerca de 70% deles recebem acima do teto salarial constitucionalmente estabelecido. Que moral têm os juízes e os procuradores em se apresentarem como paladinos do combate à corrupção se eles praticam uma corrupção legalizada?

O que se vê no Brasil  dos últimos anos é o seguinte: avanço das formas de corrupção legalizada através de salários escorchantes e privilégios criminosos no alto funcionalismo do setor público; descrença da sociedade em relação ao sistema político e aos partidos; um poder público incapaz de solucionar de forma satisfatória os inúmeros problemas da população, o que caracteriza uma aviltante ineficiência do setor público; aumento generalizado da violência e da degradação social; aumento da pobreza e das desigualdades; recuo dos direitos sociais em geral; com a eleição de Bolsonaro, recuo dos direitos humanos e perspectiva de aumento da degradação ambiental e da violência contra o ativismo social e político.

Diante deste quadro de recuo histórico e retrocesso civilizacional, que deverá se agravar com as dificuldades contradições que o governo Bolsonaro enfrentará, inclusive com a tendência do aumento da violência política e social, não basta colocar como tarefas a formação de uma frente democrática para defender a soberania, as liberdades e os direitos sociais; não basta desenvolver a campanha Lula Livre, não basta defender os interesses populares. Existe uma tarefa central que os progressistas e as esquerdas vêm negligenciando: a organização de base, a organização das periferias e a constituição de força organizada para resistir e lutar. Sem força organizada, as palavras de ordem, as táticas, podem ser palavras jogadas ao vento. Sem força organizada, ou se dependerá da sorte, da falta de virtude dos inimigos ou se colherá derrotas. Sem força organizada não há poder de mobilização e sem poder de mobilização não ocorrem lutas, enfrentamentos no plano capaz de produzir mudanças nas relações de força. É esta capacidade que os progressistas e as esquerdas perderam nos últimos anos e que precisam recuperar com urgência. Fonte GGN.

Ator Alexandre Nero explica, no Faustão, porque Lula é ‘o cara’ no Nordeste; assista


O ator curitibano Alexandre Nero, no programa Domingão do Faustão, explicou ao apresentador porque o ex-presidente Lula é respeitado no Nordeste brasileiro.

Desde novembro de 2017, Nero viajou pela região de São João do Cariri, por conta das gravações, onde ele viveu Pedro Gouveia, o protagonista de “Onde nascem os fortes”, supersérie ambientada numa fictícia cidade do sertão nordestino.

Segundo o ator global, a situação do povo nordestino é bastante difícil ainda, mas muito melhor — cem vezes melhor — do que era há 10 ou 15 anos atrás. “O povo do sertão admira Lula e não é à toa”, testemunhou Alexandre Nero.

Na verdade, o Nero aí se esqueceu de dizer que o Lula é respeitado não apenas no nordeste brasileiro, mas no mundo inteiro. Talvez essa se a raiva destes que acham que são importantes, porém nunca são citados lá fora, enquanto o Lula vive ganhando prêmios, por reconhecimento de grandes personalidades lá de fora, que realmente conhecem o Lula assim como os nordestinos. Este paragrafo foi do Café com Leite Notícias.

Mais sobre Lula

STF pode libertar Lula no próximo dia 19 de dezembro

Apesar do zum zum zum de que o Supremo Tribunal Federal (STF) examinará o habeas do ex-presidente Lula somente em 2019, é possível que o ministro Gilmar Mendes devolva no dia 19 de dezembro o pedido de liberdade para a conclusão da votação na Segunda Turma.Confira os últimos livros lidos por Lula na prisão

Gilmar pediu vista no julgamento do HC no último dia 4. A velha mídia, que torce para Lula permanecer preso durante o Natal, pede que a análise do habeas corpus só ocorra no ano que vem.

Outra ala fundamentalista da mídia e do judiciário concorda com a liberdade de Lula, desde que o petista utilize tornozeleira eletrônica e cumpra a pena em prisão domiciliar.

O ex-presidente rejeita a hipótese de viver como “pombo” de tornozeleira.

“Não sou pombo-correio para usar tornozeleira”, já disse antes Lula sobre a possibilidade de prisão domiciliar.

Lula é mantido preso político há 8 meses na Polícia Federal de Curitiba.

 

Na prisão Lula passa o tempo lendo livros importantes

O ex-presidente Lula, preso injustamente há 8 meses, tem passado seu tempo lendo livros. Ele divulgou em sua rede os títulos “devorados” nesses últimos dias. Confira abaixo.

A seguir, veja quais obras Lula leu nos últimos dias:

O Petróleo – Uma história mundial de conquistas, poder e dinheiro (Daniel Yergin/Editora Paz Terra)

A Virtude da Raiva – (Arun Gandhi/Editora Sextante)

Grande Sertão Veredas (João Guimarães Rosa/Editora Nova Fronteira)

Zelota: a Vida e a Época de Jesus de Nazaré (Reza Aslan/Editora Zahar)

O Lulismo em Crise (André Singer/Companhia das Letras)

A Ralé Brasileira: Quem é e Como Vive (Jessé Souza/Editora Contracorrente)

Cartas da prisão de Nelson Mandela (Nelson Mandela/Editora Todavia)

Sobre a China (Henry Kissinger/Editora Objetiva)

Conselhos de um Papa amigo: Palavras do Papa Francisco que ajudam a viver melhor (Andrea Tornielli e‎ Domenico Agasso Jr./Editora Canção Nova)

Contos e Poemas (Mário de Andrade/Editora Expressão Popular)

Em busca do desenvolvimento perdido: um projeto novo-desenvolvimentista para o Brasil (Bresser-Pereira/Editora FGV)

O Tiradentes: uma biografia de Joaquim José da Silva Xavier (Lucas Figueiredo/Companhia das Letras)

Vontade Popular e Democracia: Candidatura Lula? (Eugênio José Guilherme de Aragão, Gabriela Shizue Soares de Araujo, José Francisco Siqueira Neto, Wilson Ramos Filho/Editora Canal 6)

Memórias (Gregório Bezerra/Editora Boitempo)

Governos do PT: um legado para o futuro (Aloizio Mercadante e Marcelo Zero/Editora Fundação Perseu Abramo) Fonte Blog do Esmael.

Lula é premiado em festival de cinema de Madrid; ex-presidente envia carta


 

O ex-presidente Lula foi premiado pelo Festival de Cinema e Direitos Humanos de Madrid cuja premiação será entregue nesta segunda (10) na capital da Espanha.

Sem poder receber a premiação pessoalmente, por estar preso há 8 meses, Lula mandou uma carta lamentando a ausência no festival por conta de “uma sentença kafkania que o condenou por ‘atos indeterminados’”.

Além de Lula, o festival também a família de Santiago Maldonado, ativista político desaparecido na Argentina em 2017.