Em conversa com Haddad e Gleisi, Lula veta acenos a Ciro Gomes e reafirma candidatura


 

Muitos barabadás sobre apoio a Ciro, não apoio, Lançar Haddad, não lançar, alguns petistas governadores ensaiaram apoiar Ciro e rachar não só a esquerda, mas principalmente o PT e por aí seguiu as conversações. Depois da visita da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad ao ex-presidente Lula, tudo ficou mais esclarecido. Acontece que o Lula não é o tipo de político de pedir menos. Ele já nem só disse que consegue provar que é inocente e que a sua prisão é injusta, como desafia a quem prove com documentos cabais de que ele têm culpa. Baseado nessa certeza é que ele vem reafirmando sempre que é candidato ao Palácio sim. Sendo assim, faz sentido o Líder maior dizer que não apoia ninguém para candidato agora. O Lula sempre gostou de lutar por uma causa até o fim. Se apoiar outro candidato agora, seria uma espécie de estar entregando os pontos. Veja a matéria abaixo, do Diário do Centro do Mundo.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em conversa com a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e o coordenador do seu programa de governo, Fernando Haddad, desautorizou tratativas com o pré-candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, e reafirmou que se mantém candidato, disse à Reuters uma fonte a par do assunto.

Lula, no entanto, nunca deixou que as conversas fossem além de uma aproximação inicial e não as levou para fora de um pequeno círculo de amigos mais próximos dentro do PT, segundo contaram à Reuters fontes ligadas ao partido. Agora, preso, o ex-presidente endureceu o discurso e disse a Haddad e Gleisi que não quer conversas de apoio a Ciro e reiterou que será candidato.

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Estado corta impostos e vende gasolina a R$ 2


FOTO: SNB

O motorista vai pagar a gasolina mais barata para saber quanto o governo cobra de impostos sobre o combustível no Brasil.

Donos de postos do Rio Grande do Sul vão vender o litro da gasolina por R$ 2.

O protesto pacífico será em 5 de junho, Dia da Liberdade de Impostos.

O evento, promovido pelo Instituto Liberdade e órgãos do estado, quer deixar claro para o motorista o valor real de venda de gasolina comum sem a cobrança de impostos.

O consumidor vai pagar R$ 2 no litro do combustível, 54% menos do que o valor atual no RS, que é de R$ 4,37, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, a ANP.

Protesto

O Dia da Liberdade de Impostos é para chamar a atenção da sociedade sobre a alta carga tributária cobrada dos cidadãos todos os dias.

Entre os impostos incluídos no preço da gasolina estão PIS, Cofins, ICMS, entre outros, responsáveis por dobrar o valor cobrado na bomba.

Limite 

Durante o protesto, o número de motoristas que poderão abastecer o carro será limitado.

Cada estabelecimento participante vai distribuir 100 fichas a partir das 7h da manhã, que darão direito a 20 litros, com o custo de R$ 40.

O abastecimento acontecerá ente as 8h e as 11h30.

Com informações do Yahoo

PAPA CONDENA GOLPES FORJADOS PELA MÍDIA


 

Na manhã desta quinta (17), na missa em Santa Marta, que o papa preside sempre que está no Vaticano, Francisco condenou o golpe de maneira dura. Sem citar o Brasil ou o nome de Lula diretamente, fez uma descrição perfeita do que acontece no país. O Papa descreveu à perfeição a situação brasileira: “a mídia começa a falar mal das pessoas, dos dirigentes, e com a calúnia e a difamação essas pessoas ficam manchadas”. Depois chega a justiça, “as condena e, no final, se faz um golpe de Estado”.

A seguir a íntegra da reportagem do Vatican News, serviço de informação da Igreja Católica:

Na missa celebrada esta quinta-feira (17/05) na Casa Santa Marta, o Papa Francisco dedicou a sua homilia ao tema da unidade, inspirando-se na Liturgia da Palavra.Nenhum texto alternativo automático disponível.

Existem dois tipos de unidade, comentou o Pontífice. A primeira é a verdadeira unidade de que fala Jesus no Evangelho, a unidade que Ele tem com o Pai e que quer trazer também a nós. Trata-se de uma “unidade de salvação”, “que faz a Igreja”, uma unidade que vai rumo à eternidade. “Quando nós na vida, na Igreja ou na sociedade civil trabalhamos pela unidade, estamos no caminho que Jesus traçou”, disse Francisco.

A falsa unidade divide
Porém, há uma “falsa unidade”, como aquela dos acusadores de São Paulo na Primeira Leitura. Inicialmente, eles se apresentam como um bloco único para acusá-lo. Mas Paulo, que era “sagaz”, isto é, tinha uma sabedoria humana e também a sabedoria do Espírito Santo, lança a “pedra da divisão”, dizendo estar sendo julgado pela esperança na ressurreição dos mortos”.

Uma parte desta falsa unidade, de fato, era composta por saduceus, que diziam não existir “ressurreição nem anjo nem espírito”, enquanto os fariseus professavam esses conceitos. Paulo então consegue destruir esta falsa unidade porque eclode um conflito e a assembleia que o acusava se divide.

De povo a massa anônima
Em outras perseguições sofridas por São Paulo, se vê que o povo grita sem nem mesmo saber o que está dizendo, e são “os dirigentes” que sugerem o que gritar:

Esta instrumentalização do povo é também um desprezo pelo povo, porque o transforma em massa. É um elemento que se repete com frequência, desde os primeiros tempos até hoje. Pensemos nisso. O Domingo de Ramos é: todos ali aclamam “Bendito o que vem em nome do Senhor”. Na sexta-feira sucessiva, as mesmas pessoas gritam: “Crucifiquem-no”. O que aconteceu? Fizeram uma lavagem cerebral e mudaram as coisas. E transformaram o povo em massa, que destrói.

Intrigar: um método usado também hoje
“Criam-se condições obscuras” para condenar a pessoa, explicou o Papa, e depois a unidade se desfaz. Um método com o qual perseguiram Jesus, Paulo, Estevão e todos os mártires e muito usado ainda hoje. E Francisco citou como exemplo “a vida civil, a vida política, quando se quer fazer um golpe de Estado”: “a mídia começa a falar mal das pessoas, dos dirigentes, e com a calúnia e a difamação essas pessoas ficam manchadas”. Depois chega a justiça, “as condena e, no final, se faz um golpe de Estado”. Uma perseguição que se vê também quando as pessoas no circo gritavam para ver a luta entre os mártires ou os gladiadores.

A fofoca é uma atitude assassina
O elo da corrente para se chegar a esta condenação é um “ambiente de falsa unidade”, destacou Francisco.

Numa medida mais restrita, acontece o mesmo também nas nossas comunidades paroquiais, por exemplo, quando dois ou três começam a criticar o outro. E começam a falar mal daquele outro… E fazem uma falsa unidade para condená-lo; sentem-se seguros e o condenam. O condenam mentalmente, como atitude; depois se separam e falam mal um contra o outro, porque estão divididos. Por isso a fofoca é uma atitude assassina, porque mata, exclui as pessoas, destrói a “reputação” das pessoas.

Caminhar na estrada da verdadeira unidade
“A intriga” foi usada contra Jesus para desacreditá-lo e, uma vez desacreditado, eliminá-lo:

Pensemos na grande vocação à qual fomos chamados: a unidade com Jesus, o Pai. E este caminho devemos seguir, homens e mulheres que se unem e buscam sempre prosseguir no caminho da unidade. E não as falsas unidades, que não têm substância, e servem somente para dar um passo a mais e condenar as pessoas, e levar avante interesses que não são os nossos: interesses do príncipe deste mundo, que é a destruição. Que o Senhor nos dê a graça de caminhar sempre na estrada da verdadeira unidade. 247.

FHC COORDENA MANIFESTO DAS FORÇAS GOLPISTAS


 

REUTERS/Nacho Doce

Após apoiar o golpe parlamentar de 2016 que alçou Michel Temer ao poder, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso volta a articular uma nova movimentação para tentar unificar os partidos do chamado “centro”. Ele é um dos avalizadores do manifesto intitulado “Por um polo democrático e reformista” – que envolve lideranças do PSDB, MDB, DEM e PTB – visando criar um palanque único para disputar a eleição presidencial de outubro.

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O manifesto, que será lançado no final de maio, tem dentre seus signatários o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), o senador Cristovam Buarque (PPS-DF) e o secretário-geral do PSDB, deputado Marcus Pestana (MG). A articulação vem na esteira da movimentação do DEM que tenta firmar uma aliança para barrar uma possível união entre o MDB e o ex-governador e pré-candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, Geraldo Alckmin.

A articulação encabeçada por FHC foi definida em uma reunião realizada na semana passada na casa do Heráclito Fortes (DEM-PI), em Brasília. O encontro teve a participação do ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann (PPS-PE), do ex-ministro da Educação Mendonça Filho (DEM-PE) e dos deputados Jarbas Vasconcelos (MDB-PE), José Carlos Aleluia (DEM-BA), Benito Gama (PTB-BA) e Danilo Forte (PSDB-CE).

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“Depois do lançamento, vamos buscar em junho bilateralmente cada um dos candidatos. Esse campo vai dos liberais, como João Amoedo (Novo) e Flávio Rocha (PRB), passa por Paulo Rabelo de Castro (PSC), Rodrigo (Maia), Alckmin e Alvaro Dias (Podemos) – e, no limite, vai até a Marina Silva (Rede)”, disse Pestana ao jornal O Estado de São Paulo.

Segundo o manifesto, a eleição de outubro deverá ser a “mais “complexa e indecifrável” dos últimos tempos. Apesar de não citar nomes, o documento ressalta a possibilidade de uma polarização entre um candidato de esquerda e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ). “À direita, se esboça o surgimento inédito de um movimento com claras inspirações antidemocráticas. À esquerda, um visão anacrônica alimenta utopias regressivas de um socialismo autoritário”, destaca o texto que ainda afirma que a união dos partidos de centro é necessária para evitar o espelhamento “em experiências desastrosas como a vivenciada pelo povo venezuelano”. O manifesto também prega a necessidade da Reforma da Previdência. Brasil 247.

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Por que a proposta do governador Camilo Santana de “matar” Lula deve ser refutada. Por Joaquim de Carvalho


 

Depois de Flávio Dino, é Camilo Santana, governador do Ceará, que vem a público para dizer que o PT deve apoiar Ciro Gomes logo no primeiro turno.

A declaração de Camilo Santana foi dada dois dias depois da pesquisa que indica a vontade do eleitor de que Lula seja candidato, pois é disparado o líder das intenções de voto.

Por que os políticos com mandato estão indo na contramão da vontade do eleitor?

Pragmatismo.

Os governadores estão preocupados agora com sua própria reeleição e querem ter alianças que garantam tempo de TV e um palanque nacional.

Fazem política de acordo com um padrão estabelecido há anos e não conseguem enxergar como poderiam se eleger com o candidato da coligação a presidente preso e sem poder fazer campanha na rua.

É, de fato, inédito, e, aparentemente, mais difícil fazer campanha nestas condições.

Mas a situação que o Brasil vive hoje também é inédita.

Existe legalidade aparente, com a prisão de Lula obedecendo a formalidades, assim como o rito de impeachment de Dilma Rousseff seguiu regras constitucionais.

A violência é de outra natureza. É o que move as instituições, o que as faz seguir formalidades atropelando fatos.

Por exemplo, não existe prova de que o triplex do Guarujá tenha sido de Lula ou que ele ou família tenham usufruído do bem.

Sendo assim, onde está o crime?

Lula foi condenado por corrupção sem que tenha sido apontado um ato formal dele em benefício das empresas que se participavam de esquemas de propina na Petrobras — que, aliás, sempre existiram.

Atropelando o que diz a lei, Moro considerou que houve corrupção por fatos indeterminados. Mas não existe lei no Brasil que determine punição a alguém por fatos indeterminados.

A condenação de Lula, porém, seguiu o rito processual e o TRF-4 manteve a condenação, também com argumentos que não se sustentam na lógica dos fatos descritos como crime.

O relator do processo considerou que, mesmo não havendo fatos determinados que caraterizassem crime, era preciso considerar que a corrupção deve ser analisada caso a caso.

Em outras palavras, o desembargador João Pedro Gebran Neto manifestou o entendimento de que o que vale para Lula pode não valer para outro.

É um padrão de julgamento que só se verifica em países totalitários, como na União Soviética sob Stálin.

Do ponto de vista da lógica jurídica que garante o estado democrático de direito, é inaceitável, porque, sendo assim, não se garante a ninguém segurança contra arbítrios e abusos das autoridades.

Na democracia, o que manda é a lei, não a análise caso a caso. O que vale para um vale para todos.

Na formalidade, porém, Lula está condenado em segunda instância.

Mas ele ainda pode recorrer, justamente para apontar o que sua defesa considera excessos — e são mesmo.

Contrariando a Constituição, Lula só pôde recorrer preso.

Ainda que venha a ser absolvido pelo Superior Tribunal de Justiça ou pelo Supremo Tribunal Federal, não teve direito de continuar livre.

A Constituição assegura que todo cidadão brasileiro só pode ser preso depois de sentença transitada em julgado.

Mas, desde que a Lava Jato assumiu a hegemonia do discurso jurídico no Brasil, isso não vale.

O Supremo Tribunal Federal (STF) está dividido quanto a questão, porém o debate foi interditado porque a atual presidente da corte, Cármen Lúcia, não quer colocar em pauta duas ações nesse sentido.

Vale o artigo 283 do Código de Processo Penal, que garante a liberdade ao brasileiro até trânsito em julgado do processo criminal?

Enfim, o Brasil vive tempos anormais e, dentro da anormalidade, é que se coloca a candidatura de Lula.

Está correta a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, quando enumera as razões pelas quais Lula é o candidato formalmente indicado pela Executiva do partido:

“Primeiro porque ele é inocente. Segundo porque ele pode ser candidato, à luz da legislação, e, terceiro, porque ele quer ser candidato para resolver os problemas do povo brasileiro”, afirmou, em vídeo divulgado esta semana.

O Le Monde, um dos jornais mais influentes do mundo, publica hoje artigo de Lula, em que ele próprio explica as razões pelas quais quer voltar a ocupar o Planalto:

“Na minha vida nada foi fácil, mas aprendi a não desistir. Quando comecei a fazer política, mais de 40 anos atrás, não havia eleições no País, não havia direito de organização sindical e política. Enfrentamos a ditadura e criamos o Partido dos Trabalhadores, acreditando no aprofundamento da via democrática. Perdi 3 eleições presidenciais antes de ser eleito em 2002. E provei, junto com o povo, que alguém de origem popular podia ser um bom presidente. Terminei meus mandatos com 87% de aprovação popular. É o que o atual presidente do Brasil, que não foi eleito, tem de rejeição hoje”, escreveu.

O que os governadores, legitimamente interessados na sua sobrevivência política, não estão entendendo é que esta campanha eleitoral se dará em torno de um movimento: Lula Livre.

Não é Ciro nem Lula: é Lula Livre.

É um mote, do mesmo padrão político que levou, na década de 80, à eleição de governadores de oposição à ditadura militar.

E, no final da década de 80, à escolha de Fernando Collor e do próprio Lula para disputarem o segundo turno das eleições.

Os políticos que se moviam pelo protocolo da época, representantes dos partidos hegemônicos, ficaram de fora.

A eleição de 2018, também a primeira após uma ruptura democrática (ainda que formalmente legal), também será de inovação.

O ônus de interditar Lula deve caber a quem o quer fora da disputa, não a seus aliados, como Flávio Dino e Camilo Santana.

São os colunistas dos grandes jornais e da televisão, que defenderam a queda de Dilma, que insistem na tese de Ciro cabeça de chapa e um vice do PT.

Querem matar Lula politicamente. A morte política de Lula pode ser bom para o projeto de alguns, mas não atende ao interesse da maioria do povo brasileiro. Com informação do DCM.

Ciro, o canto das sereias e o preço moral, ético e político de uma traição a Lula. Por Carlos Fernandes


Numa das passagens mais sublimes da Odisséia – seguramente um dos maiores e mais importantes livros já escritos na humanidade – Ulisses, ao navegar próximo à ilha de Capri, enfrenta o perigo do canto das sereias.

Para que não se deixasse seduzir e consequentemente condenasse toda sua tripulação à morte certa, o herói ordena que o deixem amarrado ao mastro.

O ato de sabedoria e bravura, apesar de todo o sofrimento e desespero causados pela impossibilidade de atender aos apelos e promessas das belas sereias, permitiu que sua embarcação seguisse firme ao seu destino. Não, é claro, sem muitos outros desafios pela frente.

A Odisséia foi escrita há pelo menos três mil anos atrás por Homero, mas poderia muito bem ilustrar o atual dilema que uma parte minoritária (mas não insignificante) da esquerda brasileira vive em relação à sua tortuosa travessia para 2019.

Com o maior líder popular da América Latina enclausurado e com os promissores e inquestionavelmente capacitados Guilherme Boulos e Manuela D’Ávila patinando nas pesquisas com índices inferiores a 1%, eis que Ciro Gomes ressurge como a possibilidade única de sobrevivência.

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Aqui, dois pontos precisam ser esclarecidos.

“Ressurge” porque não é a primeira vez que o ex-governador do Ceará disputa uma eleição presidencial sob as trombetas de um discurso milagroso tanto à esquerda quanto à direita.

“Possibilidade única de sobrevivência” porque se vende como o único candidato na disputa com chances reais de impedir a continuação do golpe, ainda que não faça tanta cerimônia de ser apoiado por uma classe mais, digamos, “limpinha” de golpistas.

Ciro Gomes, definitivamente, representa o canto das sereias de Homero.

Conhecedor que é das oportunidades alvissareiras que se apresentam na política, Ciro Gomes se diz de esquerda quando o local e o interlocutor assim o permitem. Basta uma revista como a Veja fazer-lhe a mesma pergunta e o seu liberalismo econômico desabrocha de imediato.

Não é fácil resistir a um canto como esse onde uma grande parcela de um lado a outro está sedenta de alguma forma de empatia ideológica, mesmo que ilusória.

Ainda mais quando gente como Jair Bolsonaro e Marina Silva ameaçam chegar ao poder pela escalada dos escombros de nossas instituições, motivados pela pura descrença na própria política.

Um cenário de desolação como esse, ninguém pode negar, causa vertigens.

É claro que todos os partidos possuem o direito legal e legítimo de apresentarem suas candidaturas e propostas, e nessa afirmação inclui-se, obviamente, o PDT e Ciro Gomes.

Mas o que não podemos perder de vista, sob nenhuma condição, é o que de fato uniu a verdadeira esquerda: o sentimento de solidariedade e gratidão a um homem que hoje encontra-se injustamente preso, vítima de uma das maiores atrocidades jurídicas, políticas e midiáticas já vistas nesse país.

Trair Lula nessa altura do campeonato em nome de um político de carreira que quando mais se precisou dele, limitou-se a dizer “que não é puxadinho do PT”, seria um vergonhoso desfecho para todos os movimentos sociais que lutaram e ainda estão dispostos a lutar até o fim para reverter o golpe de 2016.

Pior ainda, representaria a vitória sublime das forças reacionárias que levaram o país ao caos que nos encontramos atualmente. Mais do que aniquilar o indivíduo Lula, seria a consagração de fascistas ao eliminarem, simbolicamente, o ideal Lula.

A meu ver, não haveria derrota maior para a esquerda não só brasileira, mas mundial. Independente do resultado das eleições.

Abandonar a essa altura do campeonato o presidente que retirou 36 milhões de brasileiros da pobreza e que elevou esse país a um seleto grupo de potências mundiais justamente no momento em que líderes de todo o mundo se solidarizam a ele, pedem a sua liberdade e exigem a sua participação nas urnas, é um preço moral, ético e político muito caro para ser assumido.

Não existe outro caminho a seguir. O Brasil só voltará à normalidade democrática com Lula livre e candidato.

Qualquer coisa diferente disso, não passa de cantos de sereias. Com informação do DCM

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Ano político e de copa, mas o povo parece paralizado


O assunto que mais deveria está na boca do povo, principalmente da juventude, era política na atual circunstância que se encontra o país. As eleições estão chegando, mas nada de comentários diante de um cenário que encontra o Brasil. O único político que lidera as pesquisas está preso, e, o povo, indo no embalo da mídia maior e da elite chamada de dominante, mas que na verdade também é vítima de um modelo de administração que surgiu e que, ao que tudo parece, vai engolir tudo e todos. Os aumentos abusivos de combustíveis são semanais, isso é assunto político; as medidas tomadas pelo presidente e acatada pelos nobres deputados (maior parte deles) também é assunto político; e muitos outros fatores também são motivos de conversações nas esquinas bares e onde quer que seja. Como foi dito, estamos num ano de eleições majoritárias, que é para presidente, senador, governador e deputados e as pessoas parecem anestesiadas. É hora de mudar. Pior que os candidatos não passam de 8 ou 9% nas intenções de votos. Isso prova o desinteresse da população. tirando o Lula, que está preso e lidera com mais de 30%, só o Bolsonaro que está chegando a 18%. Só que o Bolsonaro, como está em muitas manchetes da mídia digital, já bateu no teto.A imagem pode conter: comida

O Geraldo Alckmin, ex governador de São Paulo, achando que fez uma boa administração lá em Sampa, disse que não está entendendo porque não decolou. Até porque ele é um político que sempre foi carregado “no colo da Globo”. Mas o que ele, o Geraldo, não sabe é que esse poder que parecia infinito da Globo, está chegando ao fim. Tanto é que tentou engrenar um filhote dela para chegar ao Planalto, que foi um Luciano, mas não passou de ensaio.

veja esse texto do DCM que fala sobre o Geraldo Alckmin.

 

Sem agenda pública desde sábado, o ex-governador e presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin, recolheu-se nos últimos três dias em reuniões fechadas com colaboradores e dirigentes partidárias em uma tentativa de conter um princípio de crise em sua pré-campanha. A cinco meses da eleição, aliados lhe cobram planejamento e apontam erros de estratégia em meio a perplexidade geral com os resultados pífios do tucano até o momento nas pesquisas de intenção de voto.

Interlocutores de Alckmin reconhecem que o ex-governador enfrenta uma “maré ruim” com os dados das recentes pesquisas que atestam sua dificuldade em crescer na preferência do eleitorado e o avanço de investigações contra o tucano no Ministério Público. O cenário “preocupante”, como definiu um colaborador, norteou boa parte de um encontro entre o presidenciável do PSDB e dirigentes do partido na segunda-feira para debater a conjuntura eleitoral.

“Geraldo não está entendendo porque isso está acontecendo. O povo está sendo duro. Ele fez uma boa gestão em São Paulo e não atrasou salários”, afirma o presidente do PSDB paulista, deputado estadual Pedro Tobias, ao comentar um levantamento do Ibope no Estado, realizado em abril, que coloca o presidenciável tucano atrás numericamente, mas em situação de empate técnico com o deputado Jair Bolsonaro (PSL) no cenário sem o ex-presidente Lula na disputa.

A sondagem da CNT/ MDA, divulgada na segunda-feira, foi ainda pior para Alckmin ao mostrar que a intenção de voto no tucano variou de 8,6% para 5,3% ao mesmo tempo que sua rejeição cresceu cinco pontos percentuais (55,9%). O ex-governador também perde nas simulações de segundo turno para Bolsonaro, a ex-senadora Marina Silva (Rede) e o ex-deputado Ciro Gomes (PDT). Segundo Tobias, técnicos serão contratados para “entender” os números da pesquisa.

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Mulher confunde linguiça com cobra e pede ajuda ao Corpo de Bombeiros


Ocorrência foi em Viçosa, na Zona da Mata, na noite da segunda-feira. Linguiça estava em local escuro e mulher se assustou, pensando ser uma coral

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Linguiça pode ter sido deixada no local por cão ou gato

Um metro de linguiça mobilizou militares do Corpo de Bombeiros, em Viçosa, Zona da Mata de Minas Gerais, na noite desta segunda-feira. O motivo, é que uma moradora de uma casa, no Bairro Maria Eugênia, no escuro, pensou que se tratava de uma cobra coral, venenosa. Ela então ligou para um 193 pedindo ajuda.

Três militares seguiram para a casa com o devido equipamento, mas para a supresa deles, quando chegaram no local perceberam que era uma linguiça e, sem ter o que fazer, desmontaram todo o esquema transportado para a captura do animal peçonhento.

 

A origem da linguiça não ficou definida, mas acredita-se que um cão ou um gato tenha causado o prejuízo a alguma dispensa, arrastando o embutido até a varanda do imóvel. O tenente Lima, que comandou a operação dos bombeiros disse que a pouca iluminação fez a moradora pensar que se tratava de uma cobra.

Porém, a mulher agiu de forma correta, pois é crime ambiental matar animais da fauna brasileira. Ao encontrar uma espécie silvestre, cobras, lobos, raposas, onças, porco espinho, entre outros, deve-se ligar para o Corpo de Bombeiros ou unidade da Polícia Militar de Meio Ambiente, caso tenha na cidade. Os animais silvestres somente atacam quando se sentem acuados. Fonte: Em.com.br

Filho tira nota vermelha e a reação da mãe emociona web


Foto: reprodução / Twitter

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Qual a sua reação, ou dos seus pais, quando o filho chega em casa com nota vermelha? Uma mãe do Rio de Janeiro reagiu de forma surpreendente e vem emocionando seguidores nas redes sociais.

Em vez de brigar, Adriana Fogaça deixou um bilhete lindo para o filho, com dois chocolates. (leia abaixo)

A história foi postada no Twitter por Duda, 16 anos. Ela é filha de Adriana e irmã de João Pedro, de 10, que tirou a nota baixa no colégio. O caso aconteceu no mês passado, mas é tão lindo que vale pra inspirar a gente todos os dias.

“Meu irmão de 10 anos estava triste ontem pq tirou 2 notas vermelhas. Então, hj minha mãe antes de sair deixou isso em cima de cama dele pic.twitter.com/HufFPk3iM5“, escreveu Duda no Twitter.

Agora veja o que a mãe dela escreveu no bilhete:

“Você é um filho maravilhoso e muito inteligente. Vamos nos esforçar juntos para você melhorar a letrinha e estudar mais um pouquinho para as próximas provas. Mamãe acredita em você! Te amo.“, escreveu Adriana Fogaça.

Bilhetes motivadores

A família vive em Araruama, no Rio de Janeiro.

Adriana tem o hábito de deixar bilhetinhos motivadores para os filhos.

Nesse dia, a ideia surgiu quando o menino chegou da escola chorando.

Quando perguntou o por quê do choro, a mãe descobriu que era por causa de duas notas vermelhas.

Aí Adriana percebeu que era hora de incentivar o filho para que ele continuasse se esforçando e não repreendê-lo.

“Eu nunca fui mesmo ligada em nota, né? Não que eu não goste de ‘nota azul’, mas eu acho que empenho é muito mais importante do que isso“, diz a mãe.

Como no mesmo dia o marido trouxe uma caixa de bombons para ela, Adrianna pegou dois chocolates e colocou junto com o bilhete, para animar o dia do filho.

Aprendeu com o pai

Adriana conta que a inspiração para estes gestos veio de pai dela, que sempre fez questão de colocar o amor em primeiro lugar, para que até as coisas ruins se tornassem mais agradáveis.

“Eu tento agir sempre com eles assim: com leveza, porque a vida já é muito dura, né?“.

Com informações da FolhadeVitória

 

 

Aécio Neves teve três crises de overdose quando era governador, afirma jornalista em livro


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Capítulo Ligações Perigosas, do livro “Diálogo com ratos – censura e perseguição no jornalismo digital”

Na medida em que ia subindo o número de views do Novojornal, aumentavam as preocupações de Andrea Neves. Já não era apenas o Mensalão Tucano Mineiro, a Lista de Furnas e a Gang dos Castos ou o temor do depoimento do advogado Joaquim Engler. Principalmente a partir do instante em que foram noticiadas crises de overdose de Aécio Neves, no Palácio das Mangabeiras, residência oficial dos governadores de Minas Gerais. O público ficou sabendo que ele teve de ser transportado de helicóptero para o hospital Mater Dei, também em Belo Horizonte. Além do mais, a irmã do governador sabia da existência de provas concretas sujeitas à apreciação judicial da exceção da verdade em caso de abertura de processo criminal.

Como o Novojornal poderia obter tais documentos tão sigilosos? Qualquer agente policial ou um jornalista investigativo, ainda inexperiente, pode afirmar, mas irá supor ser alguém ligado à PM-2, órgão encarregado da segurança pessoal dos governadores mineiros. No meu caso, não ficarei em suposições. Digo ter sido mesmo informação obtida mediante compromisso firmado que, por razões ligadas à segurança da família de quem informou, nem após ele falecer, eu direi. É visando casos assim que, em países verdadeiramente democráticos, a Constituição garante o sigilo das fontes dos jornalistas. “Garganta Profunda” era o codinome de Marck Felt, ex-diretor-assistente do FBI, o homem que revelou a Bob Woodward e Carl Bernstein, do Washington Post, os dados que os possibilitaram produzir a série de matérias que culminaram com a renúncia do ex-presidente norte-americano Richard Nixon quando do episódio envolvendo o escândalo Watergate. Em momento algum, eles disseram ou foram forçados a dizer quem era a fonte, tendo o próprio Felt, quase ao final da vida, feito a revelação de ser ele o Deep Throat.

Tais overdoses, em número de três, foram publicadas a primeira vez em 2013, gerando pânico entre os formuladores da Teoria da Falsidade (como o autor chama a operação para fazer os eleitores desacreditarem de fatos divulgados que contrariavam interesses dos governantes à época).

Intensificaram-se também os contatos sigilosos entre Marco Aurélio Carone* e Andrea Neves, como se fora, na história moderna, outra Agripina e cuidar de Nero. Diante do agravamento da crise, o Novojornal enviou um e-mail a Aécio, que não foi respondido, abordando tal questão.

O site enviou também outro documento, de igual teor, à direção do Hospital Mater Dei, que respondeu somente poder divulgar assuntos relativos às perguntas formuladas mediante ordem judicial ou com expressa autorização do paciente. Não disse sim, evitou a colocação do não, mas o teor da resposta, para quem sabe ler e entende que um pingo é letra, desfaz muitas dúvidas. Em suma: assuntos de tal natureza só podem ser divulgados com expressa autorização do paciente ou ordem judicial. Então? Houve um paciente. Quem era ele? A indagação feita pelo site deixa sinais claros.

Documentos citados na matéria: e-mail encaminhado ao Hospital Mater Dei em 9 de janeiro de 2013. Reenvio do e-mail ao Hospital Mater Dei em 17 de janeiro de 2013. E-mail encaminhado ao ex-governador e atual senador Aécio neves em 9 de janeiro de 2013. E-mail encaminhado ao procurador André Estevão Ubaldino Pereira em 18 de novembro de 2013.

É necessário destacar que tais overdoses ocorreram dentro do Palácio das Mangabeiras, residência oficial do governador de Minas, guarnecido pela Polícia Militar, 24 horas por dia. Corporação militar que cumpriu sua obrigação, entregando, através de seu serviço reservado, um detalhado relato do ocorrido à Coordenadoria Antidrogas, inclusive sobre a transferência de Aécio Neves em helicóptero operado pela Polícia Militar para o Hospital Mater Dei, em Belo Horizonte.

 

Geraldo Elísio

Geraldo Elísio, um dos repórteres mais experientes de Minas Gerais, ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo — categoria regional –, em 1977, por reportagens que denunciaram um caso de tortura nas dependências da PM. Foi secretário-adjunto de Cultura (governo Newton Cardoso, PMDB). É escritor e poeta. Em 2014, teve casa revirada por policiais civil, em cumprimento a um mandado de busca e apreensão. Levaram um netbook, onde fazia seus textos, além de pen-drives, nunca devolvidos. Era editor do Novojornal.

Marco Aurélio Carone, citado no capítulo, é publicitário e jornalista, dono do Novojornal. Filho de um ex-prefeito de Belo Horizonte e de uma deputada, foi candidato a governador de Minas em 2002, na mesma eleição em que Aécio se elegeu. Não era propriamente um concorrente do governador, porque, por um acordo entre partidos, apoiava o candidato tucano, atacando concorrentes dele e também fazendo sua defesa.

Marco Aurélio Carone foi preso em 2014, num processo em que, ao final, acabou absolvido. Passou nove meses na cadeia –justamente no período de pré-campanha e campanha de Aécio –, a maior parte em solitária, onde desenvolveu o hábito de dialogar com um rato,  a que deu o nome de Danilo, daí o título do livro: “Diálogo com ratos”.

Muito do que se sabe hoje de Aécio foi noticiado pelo site, mas os arquivos ainda se encontram apreendidos pela Justiça.

Livro: “Diálogo com ratos – censura e perseguição no jornalismo digital”, editora Letramento. DCM.

Livro do jornalista

Que coisa feia! Revista Veja e a fake news contra Lula e Boff, por Michel Arbache


O Boff no seu cantinho quanto foi proibido de visitar o Lula, mas depois conseguiu e tiveram uma boa e emocionante conversa

 

Tome um suco, esfrie a cabeça e leia com bastante atenção, é o que sugere Walter Salles editor deste blog. Esta matéria chegou do GGN, que é um site responsável e comprometido com a verdade, assim como o Café com Leite Notícia. Veja o comportamento dos grandes jornais e revistas deste país. 

Michel Arbache. No último domingo, recebi de um amigo, via WhatsApp, um link “bombástico” do site da revista Veja em que Leonardo Boff teria se voltado contra Lula, Dilma e o PT. Curioso constatar como a fúria contra o PT continua intensa mesmo após o partido estar há dois anos longe do governo federal. Fui checar e constatei que se trata de um post do jornalista Ricardo Noblat de 24 de abril de 2018 (1). O título, em destaque, é: “Leonardo Boff diz que se enganou ao defender o PT”. Em seu post, Ricardo Noblat começa o texto da seguinte maneira (grifo meu):

“Nota postada no seu blog no último dia 18 [de abril] pelo teólogo Leonardo Boff, até outro dia defensor do PT, de Lula e de Dilma. Em seguida, Noblat põe entre aspas trechos tirados do artigo de Boff, inclusive o início do texto:

“Precisava vir alguém de fora, de uma jornalista Carla Jiménez do jornal espanhol El Pais, para nos dizer as verdades que precisamos ouvir. Seguramente a grande maioria concorda com o conteúdo e os termos desta catilinária contra corruptos e corruptores que tem caracterizado nos últimos tempos o Brasil”.

A malandragem de Noblat começa pela própria data do post: 24/04/2018, cinco dias após Leonardo Boff ser impedido de visitar Lula na prisão. Detalhe: sob o título do artigo está escrito, sem destaque: “Memórias do blog” (uma “série” de artigos antigos que Noblat costuma publicar). Logo abaixo, em itálico, outro detalhe sem destaque: “Texto do dia 24/04/2017”. O amigo que me passou o link não se deu conta destes detalhes. Aliás, quem se dá conta de que o artigo é velho? Mas, independente do fato de ser uma notícia requentada com um ano de idade, trata-se de uma genuína fake news. Note-se, por exemplo, a malandragem da expressão acima grifada “até outro dia defensor do PT, de Lula e de Dilma”. Ou seja: como se Leonardo Boff, por conta de um artigo no El País, tivesse mudado de opinião em relação a Lula, Dilma e o PT. Acontece que Noblat lançou mão do sofisma para contar uma mentira. Vamos aos fatos…

Desmontando a falácia

O artigo de Carla Jiménez no El País, publicado em 19/04/2017, traz o seguinte título: “Uma elite amoral e mesquinha se revela nas delações da Odebrecht” (2). Para quem conhece o contexto do fla-flu esquerda x direita no Brasil, o título já fala por si. Pois quando usamos os termos “elite”, “corrupção” e “hipocrisia”, o assunto transcende a política e acaba tocando em podres que tocam inclusive na própria cumplicidade da mídia, núncia da putrefação que incorporou a semãntica do esgoto. E o título do artigo de Leonardo Boff, de 21/04/2017, é reprodução fiel do título escolhido pela articulista do El País: “Uma elite amoral e mesquinha se revela nas delações da Odebrecht” (3). Noblat, obviamente, esconde de seus leitores este título. Desnecessário dizer que Noblat esconde também o escopo do artigo de Carla Jiménez, que é um tapa na cara da hipocrisia da elite corrupta que tirou o PT do poder. Eis alguns trechos do artigo no El País que Noblat escondeu:

“Elite criminosa. O que é a pedalada fiscal hoje, se não cosquinhas perto da monstruosidade que o topo da pirâmide política e econômica promove no Brasil. Que fatiaram o país e o dividiram entre os partidos políticos, tal qual o boi nos cartazes do açougue, segundo as investigações.

(…)

 As hidrelétricas de Furnas, do PSDB de Aécio, segundo Marcelo Odebrecht. O metrô de São Paulo, do PSDB paulista, segundo as investigações. E assim por diante. Está tudo ali, para quem quiser ver. Definitivamente, a propinocracia brasileira tem muitos reis”.

Ao final do seu artigo, Leonardo Boff, sempre fiel à sua honestidade intelectual, trouxe o artigo de Carla Jiménez na íntegra para quem quiser ler. Noblat, claro, omitiu a fonte – não dando chance alguma para os seus leitores checarem o artigo original no El País, que ataca a elite e todos os partidos políticos brasileiros sustentáculos do establishment. Se é verdade que a articulista não poupa Lula e o PT, também é verdade que estes são detalhes menores perto da corrupção como um todo retratado pelo artigo no El País – e que Boff trata no artigo dele. E também é verdade que a articulista poupa Dilma – fato este manipulado por Noblat. Vale lembrar ainda que, no dia da sua publicação (19/04/2017), as “bombas” contra membros do PSDB ainda não eram inteiramente conhecidos como hoje. Outro detalhe é que Leonardo Boff, em momento algum, faz crítica ou menção a Lula ou Dilma. Da mesma forma, a menção de Boff ao PT não é sequer uma crítica negativa ao partido. Pelo contrário: a emenda à crítica (contra a corrupção do partido) acaba calhando em elogio. Escreveu Boff: “Enganam-se aqueles que eu, pelo fato de defender as políticas sociais que beneficiaram milhões de excluidos, realizadas pelos dois governos anteriores, do PT e de seus aliados, tenha defendido o partido. A mim não interessa o partido mas a causa dos empobrecidos que constituem o eixo fundamental da Teologia da Libertação, a opção pelos pobres contra a pobreza e pela justiça social, causa essa tão decididamente assumida pelo Papa Francisco. É isso que conta e por tal casusa lutarei a vida inteira como cristão e cidadão”. O que Boff diz vai nos mesmos moldes do que afirmou Luis Fernando Veríssimo numa crônica – sob o título “Ódio” – publicada em junho de 2015: “o PT justificou-se no poder. Distribuiu renda, tirou gente da miséria e diminuiu um pouco a desigualdade social — feito que, pelo menos pra mim, entra como crédito na contabilidade moral de qualquer governo. O argumento seria inútil porque são justamente estas conquistas que revoltam o conservadorismo raivoso, para o qual ‘justiça social’ virou uma senha do inimigo”. (4)

Leonardo Boff continua amigo e apoiador de Lula

A inabalável amizade entre Leonardo Boff e Lula dispensa comentários. O fato é que, poucos dias após a publicação do texto malicioso de Noblat, Boff conseguiu visitar Lula na prisão e revelou que ambos se abraçaram e choraram juntos. Em seu próprio relato sobre o encontro — “encontrei um velho amigo” — , Boff se emocionou (5). A falsidade do artigo que insinua que Boff “mudou de ideia” em relação a Lula” lembra muito outra fake news da mídia quando afirmou que o escritor Eduardo Galeano “mudou de ideia” em relação à obra mais famosa dele, ‘Veias Abertas da América Latina’ (6). Ou seja, fizeram deliberadamente uma confusão com a autocrítica de Galeano em relação ao estilo da escrita dele na época (em que lançou o livro) – e que nada tem a ver com a ideia contida na obra, que continuou intacta no autor, ou seja, a realidade de como os impérios econômicos, ao longo de décadas, exploraram e dilapidaram os países latino-americanos. Como a mídia está a serviço dos exploradores – e nunca dos explorados –, é oportuno, para eles, deturpar o que afirmou Galeano para tentar descaracterizar uma obra importantíssima. Mas isto é um outro tema que merece um texto à parte.

O que fica evidente é que as pragas mais perniciosas das falsas notícias não vêm de mercenários pagos para disseminar a desinformação – mas sim da chamada mídia tradicional que, no meio do turbilhão de mentiras que rolam na web, se gaba de ser o porto seguro das informações corretas. Longe disto, claro. Nunca é demais lembrar que, no mundo inteiro, empresas de mídia são braços de grupos empresariais bilionários que tratam tão-somente de moldar as notícias ao sabor dos interesses deles. E, segundo o jornalista Mino Carta, a imprensa brasileira consegue ser a pior entre os países ditos democráticos (7). E é com este trecho de uma entrevista de Mino Carta que opto por encerrar:

“No mundo todo, você vai encontrar posições diferentes entre os jornais. Cada jornal tem a sua postura, que se diferencia da do concorrente. No Brasil, não. Todos os jornais e revistas se juntam contra um inimigo comum. No caso, o PT. Eles não querem incentivar o debate. A nossa imprensa é de uma safadeza e de uma hipocrisia imbatível. Não existe igual no mundo. A imprensa está sempre a favor do que é pior, do que há de mais rançoso, do que há de mais reacionário. Eles gostam de ser súditos, gostam de ser súditos dos Estados Unidos.” Matéria do GGN.

A PM heroína e o delegado morto após reagir a assalto no Morumbi. Por Nathalí Macedo


Armas de fogo estão nas manchetes da semana como metralhadoras – com a licença do trocadilho duvidoso.

Depois do episódio da PM que matou um assaltante a tiros em Suzano, o delegado Mauro Sérgio Salles Abdo.trocou tiros com dois homens que invadiram a sua casa numa tentativa de roubo no Morumbi,  e não teve um final tão feliz quanto o da mãe PM: foi atingido no abdômen e morreu no hospital. Um dos suspeitos também saiu ferido.

Em outro assalto a uma mansão de luxo também no Morumbi, dez suspeitos morreram em troca de tiros em setembro do ano passado.

Ilude-se quem não enxerga a guerra urbana que se instala cada vez mais vertiginosamente no país, e o armamento seria oferecer irresponsavelmente subsídios para essa guerra.

“Armar o cidadão de bem” para autodefesa como enfrentamento à violência usando artefatos que existem para produzir a violência é, no mínimo, contraditório.

Em um confronto com armas, alguém sempre sairá morto ou, com sorte, ferido.  No caso da mãe PM, o assaltante. Neste caso, o delegado – e em ambos os casos a violência e a carnificina são igualmente lamentáveis.

Os defensores do armamento inventam mil argumentos: “A regulamentação do porte de armas tem que prever treinamento e testes de aptidão”, “tem que ter psicoteste”, “ninguém vai sair atirando por aí.”

O treinamento para o manuseio de armas de fogo – ao qual também se submetem delegados da polícia civil e federal – não garante a segurança de ninguém em um país violento, muito pelo contrário: armas só servem para materializar – nocivamente – a violência, como provam exaustivamente os últimos acontecimentos (no Brasil e no mundo, para lembrar dos atiradores das escolas nos Estados Unidos).

Enfrentar a violência não é armar todo mundo e aguardar o desenrolar do caos. Uma sociedade não pode se tornar um “salve-se quem puder” do ódio.

A segurança pública existe – embora não pareça – para que mães não precisem matar na frente da escola de suas filhas e homens não precisem morrer ao reagir a assaltos dentro de suas casas. Fonte DCM.

Maracás: A pedido do vereador Álisson, deputado Alan Castro trouxe Feira de Saúde e muita gente foi atendida


 

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Durante os dois dias o local de atendimento permaneceu lotado. A Secretaria de Saúde cedeu uma sala para facilitar os atendimentos

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Muita gente para ser atendida pelo médico Alan Castro

 

Café com Leite Notícias: Os dias 11 e 12 de Maio foram de grande movimentação na cidade de Maracás, com a instalação de uma feira de saúde, denominada de Caravana da Saúde,  para atender a população com uma diversidade de enxames, onde centenas foram realizados. Na sexta feira já começou com vários enxames como: Eletrocardiograma, Raio X, Preventivo e outros. No sábado, com a presença do deputado Alan, que também é médico, o Ultrassonografia também foi realizado em muita gente que compareceu ao local.

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Deputado Alan, vereador Álisson e pessoas que foram atendidas

 

Em conversa com algumas pessoas, o que disseram, com palavras de muita gratidão à dupla Alan e  Álisson,  foi que trazer essa feira de saúde para Maracás, foi uma das melhores atitudes dos parlamentares. Apesar de já ser a quarta edição da vinda da Caravana ao município, o povo, que é carente de atendimentos de determinados enxames, pediu que o deputado venha mais vezes. Em resposta, Alan Castro disse que não deve demorar, e que pretende estender os atendimentos para moradores de Lajedo do Tabocal e Planaltino.

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Um bate papo sobre futuro

No final da tarde do sábado, o Dr Alan que disse não ter tido tempo nem de almoçar,  conversou com a reportagem do Café com Leite sobre vários assuntos, onde ao ser abordado sobre trazer benefícios para Maracás, ele disse que apesar de não ter sido votado na cidade, já conseguiu muitos benefícios para Maracás,todos a pedido do vereador Álisson, dentre eles R$ 600 mil reais para calçamento, uma ambulância, está chegando aí um poço artesiano, um trator para servir ao homem do campo, mas não vai parar por aí não. à medida em que Álisson fazendo os pedidos ele vai procurar atendê-lo. “O povo pode até pensar que essa atenção à Maracás é por amizade com o prefeito, mas não é. O prefeito Soya é gente boa e eu o considero muito, mas a minha amizade aqui é com Álisson. É ele que tem me pedido para conseguir esses benefícios”, frisou o deputado. Questionado sobre o que ele acha do vereador Álisson, a resposta foi que se trata de um parlamentar municipal das melhores qualidades, que apesar do pouco tempo de conhecimento, disse que o vereador tem demonstrado ser um lutador para trazer benefícios para o povo, principalmente na área social, e que ao que tudo indica, tem um futuro político muito grande. “Digo isso por ele ser um vereador novo na política e novo de idade, que vem realizando um trabalho muito bom como parlamentar. Eu vejo ele muito em Salvador, sempre em busca de algo para o povo de Maracás e isso é um sinal bom como um político que representa o seu povo. A gente nunca sabe sobre o futuro, pois o futuro Deus dará, mas o que tenho a dizer é que trata-se de uma pessoa de bem, inclusive quero trazê-lo para o meu partido, o PSD que é o mesmo de Otto Alencar, que é um senador honrado, o qual já o comuniquei e só temos que esperar passar o período eleitoral para acontecer essa filiação.

 

 

Outros assuntos:  Assuntos como A RETRAN  que o vereador está trazendo para Maracás e a possibilidade de Maracás ganhar uma indústria para gerar empregos, ele respondeu que a questão da RETRAN é da orçada do governo federal e que o Bacelar, que é a seu ver um deputado de responsabilidade, está cuidando do assunto, mas, ao que ele está vendo, o vereador tem condições sim de trazer mais esse benefício que será muito importante para Maracás e toda a região.

Sobre a indústria ele disse que vai lutar juntamente com o Bacelar, pois o Governo Ruy Costa tem incentivado muito aos empresários para virem para a Bahia e que Maracás é um lugar muito apropriado para instalação não só de uma indústria, mas sim fazer um polo industrial. “Teve até uma empresa que se mostrou interessada em vir para cá, mas na época não foi possível um encontro com o prefeito e terminou perdendo essa possibilidade, mas o vereador tem me pedido para que eu continue à procura, juntamente com Bacelar, para que seja possível a chegada dessa ou outra industria para essa terra”, informou. Disse que geralmente quando vem uma empresa para uma cidade do interior, a prefeitura arca com o galpão e isenção de impostos e a empresa entra com o maquinário para então iniciar os trabalhos e a geração de empregos diretos e indiretos.

Projeto de água da Barragem Bandeira de Melo

O Café com Leite questionou sobre tirar o projeto do papel, de vir água da Barragem Bandeira de Melo, localizada no Rio Paraguaçu, para que então dê mais segurança aos empresários que queiram montar as suas empresas em Maracás, já que a cidade oferece outros atrativos, como clima, localização geográfica e facilidade de escoamento, ele disse que vai procurar em que pé está esse projeto e que vai ajudar no que for possível para se tornar uma realidade.

No final, o Deputado Alan deixou uma mensagem de carinho para o povo de Maracás, o qual ele disse já conhecer boa parte, pois já atende a muita gente de Maracás lá na sua clínica no centro de Salvador, assegurando que juntamente com o vereador Álisson, eles vão procurar fazer o máximo que puderem pelo povo. Disse que a população maracaense está de parabéns por ter um vereador da qualidade de Álisson na sua cidade.

O vereador Álisson disse ter ficado muito satisfeito em saber que centenas de pessoas realizaram os seus enxames, assegurando que vai continuar na luta para, através do deputado Alan, trazer mais benefícios para essa terra, a qual ele classifica de terra boa e de um povo bom.

PF vê “indícios muito claros” de que dinheiro do narcotráfico foi para políticos


DO UOL:

O delegado da Polícia Federal responsável pela Operação Efeito Dominó, Roberto Biasoli, disse nesta terça-feira (15) que há indícios de que dinheiro oriundo do narcotráfico tenha sido entregue a políticos e agentes públicos corruptos investigados pela Operação Lava Jato. “Há indícios de um vínculo muito claro do dinheiro do narcotráfico, em espécie, indo parar nas mãos de políticos”, afirmou Biasoli.

A Operação Efeito Dominó foi deflagrada nesta terça-feira e prendeu oito pessoas, entre elas dois doleiros que atuavam para o narcotraficante Luiz Carlos da Rocha, o Cabeça Branca, conhecido também como o “embaixador do tráfico”. Ele é apontado pela PF como o maior traficante de drogas do Brasil e um dos maiores do mundo.

O vínculo entre o narcotráfico e as investigações da Operação Lava Jato é o doleiro Carlos Alexandre Souza Rocha, o Ceará. Em 2015, ele firmou um acordo de colaboração premiada com a PGR (Procuradoria-Geral da República) que foi homologado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

No acordo, Ceará afirma que trabalhava para o doleiro Alberto Youssef como entregador de valores e mencionou repasses de dinheiro em espécie direcionados a diversos políticos como os senadores Fernando Collor de Melo (PTC-AL), Renan Calheiros (MDB-AL) e Aécio Neves (PSDB-MG). Os repasses teriam sido ordenados por empreiteiras investigadas pela Operação Lava Jato.