Arábia Saudita suspende exportação de 33 frigoríficos brasileiros


De acordo a matéria publicada no GGN, a Arábia Saudita desabilitou 33 dos 58 frigoríficos da lista dos exportadores brasileiros de carne de frango para o país, entre e eles a BRF e a JBS.
Segundo informações da coluna de Mauro Zafalon, na Folha, um dos motivos seriam irregularidades identificadas por técnicos de uma missão árabe em alguns frigoríficos brasileiros. Outro, é a busca da Arábia em reduzir a dependência de proteína brasileira, mas não está descartada uma pressão econômica sobre as manifestações do presidente Jair Bolsonaro de transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, em Israel.
Jerusalém é reivindicada como capital da população árabe e judia, que entraram diversas vezes em conflito por causa do controle do espaço, considerado sagrado tanto na religião dos judeus, quanto na religião muçulmana.
Fontes não oficiais do Ministério da Agricultura disseram à Folha que o corte representará uma queda de até 30% no volume de exportações de carne de frango do Brasil. Já o presidente da ABPA (Associação Brasileira da Indústria de Proteína), Francisco Turra, disse que alguns dos frigoríficos desabilitados já não exportavam para a Arábia, sem informar o quanto a decisão irá afetar no volume das exportações.
A Arábia Saudita é considerada a maior compradora do produto brasileiro. Em 2018, importou 486,4 mil toneladas, 14% do volume total da carne de frango vendida para fora. O segundo maior comprador é a China, que comprou 438 mil toneladas no ano passado.
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Alpinista famosa por tirar fotos de biquíni, morre de hipotermia em montanha


A alpinista de Taiwan Gigi Wu morreu vítima de hipotermia durante uma escalada no Parque Nacional Yushan, em Taiwan. Ela caiu em um barranco e acabou tendo sua temperatura corporal chegando a níveis letais. Ele ficou mundialmente famosa por postar fotos de biquíni durante suas expedições.

igi, de 36 anos, chegou a telefonar para o socorro, mas o mau tempo atrasou seu resgate e ela não conseguiu resistir.

O jornal local ‘Liberty Times’ publicou a informação de que Gigi Wu estaria tentando tirar uma selfie antes de sofrer o acidente. Seu corpo foi encontrado na segunda-feira.

A experiente alpinista tinha muitos anos de rodagem no esporte e fazia muito sucesso nas redes sociais por usar biquíni. Para se ter uma noção da fama de Wu, sua última postagem no Facebook teve mais de mil comentários. O DIA.

Gigi WuREPRODUÇÃO / FACEBOOK

Gigi WuREPRODUÇÃO / FACEBOOK

Queiroz indicou mãe e irmã de miliciano para gabinete de Flávio Bolsonaro


Segundo o Globo, o ex-assessor Fabrício Queiroz admitiu nesta terça-feira, em nota emitida pela defesa, que indicou a mãe a mulher do ex-policial militar Adriano Magalhães da Nóbrega, apontado pelo Ministério Público do Rio como chefe de milícia, para trabalhar no gabinete do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Também em nota, Flávio Bolsonaro afirmou que era Queiroz o responsável pelas indicações.

Queiroz e Adriano se conheceram na época em que ambos trabalhavam no 18º Batalhão de Polícia Militar (Jacarepaguá).

(…)

A defesa afirma ainda lamentar “que sejam lançadas informações acerca da sua movimentação bancária diariamente na mídia, sem que lhe seja oportunizado ter acesso às informações, para que possa exercer seu direito constitucional de apresentar sua defesa”.

O ex-capitão Adriano Magalhães da Nóbrega, tido pelo Ministério Público do Rio como o homem-forte do Escritório do Crime, organização suspeita do assassinato de Marielle Franco.

O policial foi alvo de um mandado de prisão nesta terça-feira  e está foragido. Ele é acusado há mais de uma década por envolvimento em homicídios. Adriano e outro integrante da quadrilha também  foram homenageados por Flávio na Assembleia Legislativa do Rio  (Alerj).

A mãe de Adriano, Raimunda Veras Magalhães, e a mulher, Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, ocuparam cargos no gabinete de Flávio Bolsonaro. Elas tinham o cargo CCDAL-5, com salários de R$ 6.490,35. Raimunda é uma das servidoras do gabinete que fizeram repasses para a conta de Queiroz. A ex-assessora, de 68 anos, repassou R$ 4,6 mil para a conta do ex-assessor.

“Continuo a ser vítima de uma campanha difamatória com objetivo de atingir o governo de Jair Bolsonaro. A funcionária que aparece no relatório do Coaf foi contratada por indicação do ex-assessor Fabrício Queiroz, que era quem supervisionava seu trabalho. Não posso ser responsabilizado por atos que desconheço, só agora revelados com informações desse órgão”, diz Flávio na nota.

 

Garoto de 12 anos distribui milhares de refeições a desabrigados


Foto: Scott Hannon

Um garoto de 12 anos está fazendo a diferença e alimentando desabrigados em Massachusetts, nos EUA. Liam Hannon é o fundador e operador do Liam’s Lunches of Love, uma organização dedicada a distribuir refeições a pessoas em situação de rua Cambridge.

Ao longo do último ano, Liam distribuiu mais de dois mil almoços para a população desabrigada de sua vizinhança – um ato de bondade que não passou despercebido pela comunidade.

“Neste momento, quando parece haver muita negatividade, talvez você tenha que se voltar para uma criança de 12 anos para liderar o caminho”, disse o prefeito de Cambridge, Marc McGovern, à WBZ-TV .

“Liam me dá esperança para o futuro de Cambridge, o país e o mundo”.

Mensagens encorajadoras

Em cada saco de papel, Liam escreve uma mensagem à mão, muitas vezes acompanhada de um pequeno rabisco encorajador.

Outras pessoas de todos os EUA contribuíram para a missão de Liam, enviando a ele seus próprios sacos de almoço ilustrados.

“É uma maneira de dar alegria às pessoas, talvez despertar algo nelas que possa mudá-las”, disse Liam à agência de notícias.

O pai de Liam, Scott, criou um GoFundMe para arrecadar dinheiro para a organização de seu filho em abril, e arrecadou mais de US $ 44 mil, mais de R$ 165 mil.

Liam usará o dinheiro para comprar um caminhão de alimentos, para poder viajar mais facilmente por Boston e oferecer seus lanches gratuitos. a população sem-teto.

Assista ao vídeo da CBS News: Fonte Notícia boa. Veja vídeo.

Enquanto debate autoritarismo em Davos, Doria restringe direito à manifestação em SP


Publicado originalmente no Brasil de Fato

João Doria Jr. Foto: Nelson Almeida/AFP

POR JUCA GUIMARÃES

O governador João Doria (PSDB) está em Davos, na Suíça, para participar do Fórum Econômico Mundial. O representante do Estado de São Paulo participa de um painel sobre o avanço das autocracias no mundo, uma das principais preocupações do evento, assim como as ameaças à liberdade de imprensa. Por outro lado, um dos últimos atos do tucano antes de sua viagem foi assinar um decreto que restringe e criminaliza protestos populares com mais de 300 pessoas. Um dos alvos do decreto é o Movimento Passe Livre (MPL) que atua contra a tarifação do transporte público.

“O governo cria uma imagem com verniz democrático mas, na prática, está muito mais interessado em acabar com qualquer luta por direitos”, disse Gabriela Dantas, do Movimento Passe Livre, durante coletiva de imprensa, nesta terça-feira (22) na sede do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.

Nesta terça-feira (22), a partir das 17h, acontece o terceiro ato deste ano contra o aumento da tarifa de ônibus e contra a licitação dos serviços de transporte público para os próximos 20 anos com o corte de, no mínimo, 211 linhas na cidade. A entrega das propostas das empresas será nesta  quarta-feira, 23.

O decreto do governador proíbe o uso de máscaras e bandeiras, e determina que os organizadores façam uma solicitação prévia de cinco dias, informando local, horário e percurso do ato.

Segundo Sofia Sales, do MPL, o decreto é inconstitucional e impede o direito de livre manifestação. As máscaras servem para proteção da identidade das pessoas e também por questão de saúde, por conta das bombas de gás de pimenta usadas pela Polícia Militar.

Por conta das regras que potencializam a repressão contra os manifestantes, o MPL criou o troféu Catraca Armada para o governador João Doria.

“É muita hipocrisia mesmo querer propagandear o governo dele no exterior, claramente com interesse de chamar as empresas para participar das privatizações, enquanto cria este tipo de decreto”, disse Gabriela.

Desde o reajuste das tarifas de metrô e de ônibus, de R$ 4 para R$ 4,30, que representa quase o dobro da inflação acumulada, nem o governador Doria ou o prefeito Bruno Covas falaram sobre as críticas levantadas pelo MPL.

No segundo ato, que aconteceu na avenida Paulista, ainda antes da publicação do decreto, a Polícia Militar lançou bombas nos manifestante durante o jogral, momento de fala das liderança quando todos estão sentados no chão. Fonte DCM.

 

Português dono de padaria dá pão de graça a pessoas necessitadas e viraliza


Foto: Marta Braghetto de Souza - reprodução / Facebook

Uma padaria de Pirajuí, em São Paulo, fez uma boa ação que está viralizando no Twitter: está dando pão de graça a pessoas necessitadas.

A “Padaria do Português”, como é conhecida, colocou no último fim de semana uma cesta com pães na porta com um cartaz dizendo: “Pra você que hoje não tem condições de comprar o seu pão de cada dia, pode se servir a vontade. Tenha um excelente dia. Jesus te ama. Mateus 6:11”.

A foto mostrando a boa ação – tirada e postada no Facebook de uma moradora da cidade, chamada Marta Braghetto de Souza – viralizou depois que foi para o Twitter de @marceloindaniel e foi retuitada nesta segunda, 21, no perfil do padre Fabio de Melo. Foram mais de 18 mil curtidas e 3,5 mil compartilhamentos.

“Que lindeza! O amor ao próximo é a semente que germina sem fazer alarde. É assim que crescem as florestas. Sem que percebamos a força que está sob a terra. A solidariedade é uma linguagem que todo mundo entende”, escreveu o padre.

O curioso é que o dono da padaria, José Carlos Quintino, de 45 anos, é evangélico, mas ele disse em entrevista ao SóNotíciaBoa que nessa hora religião não importa.

”O importante é o amor ao próximo. Deus é maior”, lembra.

Desde o fim de semana, pelo menos 50 pessoas têm passado na padaria por dia para pegar os pãezinhos gratuitamente.

Corrente do bem

Após a iniciativa, várias pessoas começaram a procurar a padaria para colaborar e participar de alguma forma para que a boa ação continue.

“Uma cliente doou 20 reais para comprar farinha”, contou Tatiane Carolina Quintino, de 23, filha de José Carlos.

Ela, o pai e a pastora deles tiveram a ideia de doar depois que uma pessoa foi até a padaria e pediu um pãozinho, porque estava com fome.

A família, que já doa os pães que sobram no fim do dia para uma casa de repouso, deu o pãozinho ao homem e decidiu ampliar a boa ação.

O cartaz que viralizou nas redes sociais foi escrito por Tatiane com ajuda do pai.

Vai continuar

José Carlos garantiu ao SóNotíciaBoa que a oferta de pãezinhos vai continuar.

“Não é só pra hoje, não. Vai ser pra sempre!”, prometeu.

”Quando a gente começa a doar parece que o saco de farinha não acaba. Passa uma semana, você vai contar e parece que tem a mesma quantidade”, falou José Carlos.

E ele espera que essa multiplicação se repita por aí.

”Que mais padarias copiem em outras cidades, tenham bom senso. Não é todo mundo que tem dinheiro para comprar o pão de cada dia”, lembrou o comerciante. Notícias boas.

Cerca de 3 mil pessoas se reúnem em primeiro grande ato em defesa da Justiça do Trabalho


Manifestantes protestam em defesa da Justiça do Trabalho

Nesta segunda-feira, 21, um primeiro grande ato em defesa da Justiça do Trabalho marcou o lançamento nacional de movimento pela manutenção da instituição, criada há mais de 70 anos. Organizada após declarações do presidente da República, Jair Bolsonaro, de que pretende enviar ao Congresso Nacional uma proposta para acabar com esse ramo do Judiciário, especializado na regulação das relações trabalhistas, a iniciativa foi impulsionada pelos representantes da população usuária da Justiça do Trabalho, os advogados trabalhistas, e imediatamente abraçada por entidades de servidores, juízes e mais de 30 segmentos da sociedade civil.

O evento realizado em frente ao Fórum Trabalhista Ruy Barbosa, o maior do país, foi organizado pela AATSP (Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo) em parceria com a AMATRA-2 (Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 2ª Região), SINTRAJUD (Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal no Estado de São Paulo), MATI (Movimento dos Advogados Trabalhistas Independentes) e a FENADV (Federação Nacional dos Advogados). Manifestações similares aconteceram em outros dez estados.

Ato foi realizado em frente ao Fórum Trabalhista Ruy Barbosa, o maior do país

“Jair Bolsonaro, o brasileiro quer Justiça do Trabalho”, puxou as palavras de ordem o presidente da AMATRA-2, o juiz Farley Ferreira, logo após discursar em cima de um carro de som para um público de aproximadamente três mil pessoas. O magistrado afirmou que o presidente da República recebeu informações erradas sobre a Justiça do Trabalho. “O presidente precisa nos conhecer melhor, conversar e discutir com a sociedade antes de encaminhar uma proposta para o Congresso Nacional que tire das mãos de juízes especializados as ações que tratam da relação capital-trabalho”, afirmou o representante dos juízes e juízas da 2ª Região, que engloba São Paulo capital, região metropolitana e Baixada Santista – o maior regional do país, o TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho).

“Me perguntaram, ‘por que este ato agora?’. Porque, ao que eu me lembre, nunca se havia ouvido de um presidente da República uma palavra que pudesse significar uma ameaça à Justiça do Trabalho”, afirmou o presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), juiz Guilherme Feliciano, que participou do ato em frente ao Fórum Trabalhista Ruy Barbosa representando magistrados trabalhistas de todo o país. No próximo dia 05 de fevereiro, a Anamatra realizará um ato em caráter nacional em Brasília.

“Temos de nos preparar, pois o ano de 2019 vai ser um ano intenso de lutas pela Justiça do Trabalho e contra a PEC 300, que quer ampliar a jornada diária de trabalho para dez horas”, disse o representante do Sintrajud, Henrique Sales Costa. Fonte DCM.

Mourão defende que pensões de viúvas de militares sejam tributadas


Da Reuters:

O presidente em exercício, general da reserva Hamilton Mourão, defendeu no início da tarde desta segunda-feira a tributação das pensões de viúvas de militares na reforma da Previdência, bem como um aumento do tempo de contribuição dos militares para 35 anos nas mudanças que deverão ser propostas pelo governo do presidente Jair Bolsonaro.

“São mudanças que seriam positivas para o país”, disse ele, em rápida entrevista na saída do gabinete da Vice-Presidência, de onde despacha durante a interinidade com a viagem de Bolsonaro a Davos, na Suíça, onde vai participar do Fórum Econômico Mundial.

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Nego do Borel é vaiado em show de Anitta e cantora sai em sua defesa, mas é criticada


Da TV Foco:

Nego do Borel toma atitude sem noção e ao tentar ajudar o amigo Anitta acaba sendo hostilizada e perde cada vez mais credibilidade com o seu público que é de maioria LGBT. Para refrescar a sua memória, há um tempo, Luisa Marilac elogiou o cantor em uma das publicações em seu Instagram onde aparecia sem camisa e mostrava a sua boa forma.

O comentário não passou desapercebido e Nego do Borel acabou chamando Luisa de gato também, foi aí sua perdição, diversos fãs e cantores Pabllo Vittar, Gloria Groove e Luísa Sonza não gostaram a postura preconceituosa do funkeiro. A repercussão foi tanta que ele teve que fazer um vídeo pedindo desculpas a trans Luisa Marilac.

Porém, o público não tem memória curta e quando se sente desrespeitado não perdoa, prova disso, foi que no último domingo (20) Anitta chamou Nego do Borel para participar de um show que seria um ensaio para a sua apresentação no Bloco das Poderosas no Carnaval carioca. Mesmo cantando juntos Você Partiu Meu Coração, Anitta e Nego do Borel foram duramente vaiados, ele especialmente.

“Não significa que eu concorde com coisas que ele pense ou que faça, mas significa que eu o amo independente disso e que eu estou aqui para ensinar eles as coisas. As pessoas aprendem com os erros, ele aprende com os dele, com certeza ele está aprendendo agora”, disse a carioca em cima do palco, mas sua ajuda não surtiu o efeito desejado. No local, vários fãs começaram a gritar: “fora”, além das diversas vaias proferidas ao artista.

Já nesta segunda-feira (21), Anitta e Nego do Borel continuaram a ser duramente criticados, no Twitter, Nego é um dos assuntos mais citados e outra tag foi Anitta Is Over Party. Onde os internautas estão se manifestando contra a cantora de renome internacional, para você ter uma ideia, internautas estão mandando diversas mensagens para a cantora Madonna para que o feat (parceria) entre elas não aconteça. Essa hipótese foi levantada depois que as duas se encontraram nos Estados Unidos a pouco tempo.

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Globo critica falta de perguntas a Flávio Bolsonaro em entrevista da Record; veja vídeo


Minutos após a exibição da matéria no Domingo Espetacular, os apresentadores do Fantástico falaram sobre o assunto

[Globo critica falta de perguntas a Flávio Bolsonaro em entrevista da Record; veja vídeo]
Foto : Reprodução / YouTube

Por Juliana Rodrigues no dia 21 de Janeiro de 2019 ⋅ 10:20

Minutos após a exibição, pela Record, da entrevista de Flávio Bolsonaro ao programa Domingo Espetacular, ontem (20), a Globo fez uma crítica pública ao jornalismo praticado pela concorrente. Na ocasião, o senador eleito pelo PSL do Rio de Janeiro respondeu a duas denúncias divulgadas pelo Jornal Nacional nas edições de sexta (18) e sábado (19).

Os apresentadores do Fantástico, Ana Paula Araújo e Tadeu Schmidt, resumiram o conteúdo das respostas dadas por Flávio à Record. Em seguida, Ana Paula observou que o programa concorrente deixou de fazer perguntas que poderiam ter esclarecido melhor o que foi dito, além de ironizar a ausência de questionamentos considerados essenciais.

“Ao senador, não foi perguntado, e por isso ele não respondeu, por que optou por 48 depósitos de R$ 2 mil com diferença de minutos em cada operação em vez de depositar o total que recebeu em espécie de uma só vez na agência bancária onde tem conta. Também não foi questionado por que preferiu receber parte do pagamento da venda em dinheiro e não em cheque administrativo ou transferência bancária”, disse a apresentadora. Fonte Metrô1.

Confira:

Túlio e Fátima curtem o sítio, mas Maria Gadu não gostou da legenda


Reprodução/Instagram

Rio – Túlio Gadelha, namorado de Fátima Bernardes, postou no Instagram uma foto de seu final de semana romântico com a apresentadora e acabou levando uma bronca da cantora Maria Gadu.

“Namorada boa é aquela que tá contigo até na hora de ordenhar a vaquinha”, escreveu Túlio na legenda da foto, em que aparece com Fátima no sítio.

Nos comentários, Maria Gadu acusou Túlio de machismo pela forma como ele se referiu a Fátima e também à vaquinha. “Dois casos graves de machismo. Namorada boa é namorada que não se condiciona a especifismo algum. Não existe ‘namorada boa é a que blá blá blá’. Dois: vaca também é feminino e mexer nas tetas também te coloca numa situação delicada. Sem contar as condições e abusos cruéis. Vamos indo juntos até onde?”, escreveu a cantora.

E até o vegano Dado Dolabella se meteu na história. “Deixem os animais em paz”, escreveu o ator.

Muitas pessoas nos comentários ironizaram Maria Gadu. “Ela tá brincando?”, perguntou um seguidor de Túlio. “O cara de boa com a namorada e vem a Maria Gadu problematizar”, disse outro internauta. “Gadu, mulher, para com isso. Fátima Bernardes saberia muito bem lidar caso Túlio fosse machista”.

Nesse caso aqui o Café com Leite Notícias vai ter que dar uma pitacada. Certamente a cantora Maria Gadu meteu o bico onde não devia. A namorada do rapaz, a Fátima Bernardes, certamente tem sabedoria o suficiente para separar uma frase normal, ou até agradável, de uma frase machista. O vegano também viajou na maionese da cantora e deu uma escorregada e caiu. A verdade é que o Túlio e a Fátima, na atualidade é o casal top e morreu bola sete.

Flávio Bolsonaro comprou R$ 4,2 milhões em imóveis em 3 anos


O que se pergunta é se o pai, hoje presidente da República, não sabia dessas transações do seu filho?

 

Reportagem da Folha de S.Paulo informa que documentos obtidos em cartórios mostram que o então deputado estadual e hoje senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) registrou de 2014 a 2017 a aquisição de dois apartamentos em bairros nobres do Rio de Janeiro, ao custo informado de R$ 4,2 milhões. Em parte das transações, o valor declarado pelos compradores e vendedores é menor do que aquele usado pela prefeitura para cobrança de impostos. O período da aquisição dos imóveis pelo filho de Jair Bolsonaro é o mesmo em que o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) teria detectado movimentação de R$ 7 milhões nas contas de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio, segundo reportagem do jornal O Globo publicada neste domingo (20). O ex-motorista é investigado sob suspeita de ser o pivô de um esquema ilegal de arrecadação de parte dos salários de servidores do gabinete, prática conhecida como rachadinha.

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De acordo com a publicação, Flávio começou na vida pública em 2002, tendo como único bem na época um Gol 1.0, segundo sua declaração de bens. Em outro relatório, divulgado pelo Jornal Nacional, da TV Globo, sobre movimentações atípicas na conta do filho do presidente, o Coaf identificou um pagamento de R$ 1.016.839 de um título bancário da Caixa —o órgão não teria conseguido identificar a data exata e o beneficiário. De acordo com os documentos obtidos em cartórios, Flávio registrou em junho de 2017 a quitação de uma dívida com a Caixa no valor aproximado de R$ 1 milhão para aquisição de um dos apartamentos que comprou, no bairro das Laranjeiras. Segundo dados de uma das escrituras, o débito foi pago em 29 de junho daquele ano. Segundo informações cartoriais, Flávio comprou o imóvel na planta, por valor declarado de R$ 1,753 milhão. Ele se desfez do bem em 2017, quando fez uma permuta, recebendo em troca uma sala comercial na Barra da Tijuca e um apartamento em na Urca, além de R$ 600 mil em dinheiro —sendo R$ 50 mil em cheque e R$ 550 mil sem descrição da forma de pagamento— para completar o negócio. Na escritura, o imóvel dado por ele tinha passado a valer R$ 2,4 milhões.

O novo bem, na Urca, teve valor registrado de R$ 1,5 milhão –vendido depois, em maio de 2018. Em entrevista na noite de domingo ao programa Domingo Espetacular, TV Record, Flávio afirmou que o pagamento do título bancário se refere à negociação imobiliária. Ele levou papéis, mas não quis mostrá-los, afirmando que a imprensa não é o foro adequado para esse tipo de esclarecimento. Segundo ele, a parte recebida em dinheiro vivo explica os depósitos fracionados em sua conta bancária. Na sexta (18), o Jornal Nacional revelou que o senador eleito recebeu R$ 96 mil em um período de cinco dias, entre junho e julho de 2017. Foram 48 depósitos no valor de R$ 2.000, realizados em espécie no autoatendimento da agência bancária que fica dentro da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio). Segundo o senador eleito afirmou à Record, os depósitos foram fracionados em R$ 2.000 porque esse era o limite aceito no caixa eletrônico. No Itaú, único banco no qual o senador eleito tem conta declarada, o limite para depósito em espécie no caixa eletrônico é de fato R$ 2.000. Na Alerj, onde foram feitos os depósitos, há um autoatendimento do Itaú, de acordo com o jornal.

Outro apartamento adquirido pelo senador eleito entre 2014 e 2017 foi um na Barra da Tijuca, pelo valor de R$ 2,55 milhões. Para a compra, ele também pegou uma espécie de empréstimo, dessa vez com o Itaú, pelo valor de R$ 1,074 milhão. O apartamento fica em uma das regiões mais nobres do bairro, na avenida Lúcio Costa, de frente para a praia, próximo do condomínio em que o pai tem casa. No mesmo período, o senador eleito vendeu dois imóveis, um em Copacabana e outro também na Urca, pelo valor de, somados, R$ 2 milhões. Nos registros cartoriais também figura o nome da mulher de Flávio, Fernanda Antunes Figueira, completa a Folha. Fonte desta matéria, Diário do Centro do mundo. Legenda da foto, Café com Leite Notícias.

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Lula sobre delação de Palocci: “TRF-4 decidiu validar as falas sem provas”


Da Agência PT de Notícias.

A assessoria do ex-presidente Lula divulgou uma nota, nesta sexta-feira (18), para rebater mais uma das acusações caluniosas de Antonio Palocci. Ao longo do texto, é lembrado que nenhum dos delatores, beneficiados com reduções de pena e até mesmo com milhões, apresentou alguma prova sequer contra o ex-presidente.  A assessoria apontou também que a divulgação de mais essa falsa acusação só serve para desviar o foco de investigações em curso, contra futuro senador, repleta de provas documentais.

onfira a íntegra da nota da assessoria de Lula

A Lava Jato tem quase 200 delatores beneficiados por reduções de pena. Para todos perguntaram do ex-presidente Lula. Nenhum apresentou prova nenhuma contra o ex-presidente ou disse ter entregue dinheiro para ele. Antônio Palocci, preso, tentou fechar um acordo com o Ministério Público inventando histórias sobre Lula. Até o Ministério Público da Lava Jato rejeitou o acordo por falta de provas e chamou de “fim da picada”. 

Mas o TRF-4 decidiu validar as falas sem provas de Palocci, que saiu da prisão e foi para a casa, com boa parte de seu patrimônio mantido em troca de mentiras sem provas contra o ex-presidente. O que sobra são historinhas para gerar manchetes caluniosas.

Todos os sigilos fiscais de Lula e sua família foram quebrados sem terem sido encontrados valores irregulares. Há outros motoristas e outros sigilos que deveriam ser analisados pelo Ministério Público, que após anos, segue sem conseguir prova nenhuma contra Lula, condenado por “atos indeterminados”. Curiosa a divulgação dessa delação sem provas justo hoje quando outro motorista ocupa o noticiário.

Assessoria de Imprensa do ex-presidente Lula

Maior revista da Europa põe Bolsonaro na capa como ameaça à Amazônia e ao planeta


Assim como os europeus, é preciso que os brasileiros também estejam atentos ao que pode vir pela frente. A base que está sendo montada não sinaliza que terá no Brasil uma construção segura.

De acordo ao blog DCM, a revista alemã Der Spiegel, uma das mais prestigiadas do mundo, maior semanal da Europa com 1 milhão de cópias, colocou Jair Bolsonaro numa chamada de capa: “O machado na floresta tropical – Presidente do Brasil reduz o pulmão do planeta”.

Bolsonaro, diz a reportagem, “quer abrir territórios indígenas protegidos na Amazônia para mineração, pecuária e agricultura. A decisão pode ser fatal para o clima global”.

Alguns trechos:

Vista de cima, a destruição parece um pouco com o esqueleto de um peixe. “Primeiro os madeireiros constroem uma estrada para os tratores, então eles constroem estradas na floresta para que possam transportar as árvores”, diz Adriano Karipuna, chefe da tribo Karipuna, na região amazônica do Brasil.

A organização ambientalista Greenpeace forneceu fotos de satélite. Seu território protegido pode ser visto nas imagens como um ponto verde alongado, 153.000 hectares (378.071 acres) de floresta tropical predominantemente virgem. Ao redor, há manchas brilhantes – fazendas de gado e campos cultivados com grãos de soja. De suas bordas, trilhas abrem caminho para o território indígena.

“Uma vez que os invasores tiraram a madeira, eles dividiram nossa terra em lotes e a venderam”, diz Karipuna. O homem de 32 anos está vestindo jeans e camiseta e está no escritório da organização de ajuda indígena Cimi em Porto Velho, a capital do estado de Rondônia. (…)

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Bolsonaro, por sua vez, é amigo de criadores de gado, lenhadores, garimpeiros e produtores de soja – os mesmos que representam uma ameaça à floresta tropical. Seus representantes no Congresso Nacional, os representantes da indústria agrícola brasileira, têm um poderoso lobby, e apoiaram Bolsonaro durante sua campanha eleitoral.

Ele agora está mostrando sua gratidão com um gesto que ameaça a maior floresta tropical do planeta. Um dia depois de assumir o cargo, despojou a Fundação Nacional do Índio (Funai), responsável pela proteção dos povos indígenas desde 1967, de seu poder. De acordo com a Constituição Brasileira, a autoridade é encarregada de identificar os habitats tradicionais dos povos indígenas e designá-los como territórios protegidos e invioláveis. (…)

Mas isso é história agora. Desde então, Bolsonaro delegou essa função ao Ministério da Agricultura, que é liderado por Tereza Cristina, representante do lobby agrícola. Seu ministério é agora responsável pela administração dos territórios protegidos. A nova ministra ganhou o apelido de “musa do veneno” por sua defesa de uma lei que levantaria restrições ao uso de pesticidas. É improvável que ela resista aos planos do presidente de abrir os territórios indígenas para pecuaristas, agricultura e mineração. (…)

É essa teoria da conspiração que impulsiona Bolsonaro. Sua política amazônica nem mesmo leva em conta a política econômica do próprio país, muito menos os efeitos que teria sobre a mudança climática. A política é parte de uma contra-revolução de direita. (…)

Ele declarou o fim da era da corrupção, os privilégios e vantagens que a classe política ganhou. “Vamos restaurar a ordem”, prometeu Bolsonaro. Os ilustres convidados nas arquibancadas aplaudiram suas palavras – incluindo o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán e Mike Pompeo, secretário de Estado de Donald Trump.

 

Bolsonaro se vê como um pioneiro em uma revolução cultural global de direita. Como Trump, ele não se importa muito com os acordos multilaterais e pode tentar romper acordos assinados por seus antecessores. E como Trump, ele coloca os interesses dos negócios acima de tudo, especialmente a política ambiental, e Bolsonaro também considera a mudança climática como uma fantasia. Ele preencheu três cargos importantes no gabinete com ideólogos que devem impulsionar a transformação: o Ministério da Educação, o Ministério da Família e o Ministério das Relações Exteriores.

O novo ministro da Educação é Ricardo Vélez Rodríguez, um teólogo e filósofo cujo objetivo declarado é o de “limpar” o sistema educacional de supostos esquerdistas. A pastora evangélica Damares Alves, que quer avançar com o trabalho missionário entre os povos indígenas, tornou-se ministra da família e anunciou em um vídeo que as meninas deveriam vestir roupas cor-de-rosa e os meninos roupas azuis.

Enquanto isso, Bolsonaro está considerando se retirar do acordo climático de Paris, assim como Trump. O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, descreveu a mudança climática como uma invenção marxista e sob pressão de Bolsonaro, uma conferência internacional sobre o clima programada para ser realizada no Brasil neste ano teve que ser transferida para outro país.

Os cientistas consideram a destruição da floresta tropical um fator importante na mudança climática global, e uma retirada do acordo de Paris pelo presidente seria uma reversão radical das políticas de seus predecessores. Cerca de 20% da floresta tropical já foi destruída. (…)

 

VEJA ENTREVISTA DE CID GOMES A REVISTA ISTO É


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Por Rudolfo Lago
Edição 18/01/2019 – nº 2560

O senador eleito Cid Gomes (PDT-CE) recebeu ISTOÉ na noite de terça-feira 15 no gabinete do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Usou o escritório do colega como base na sua vinda a Brasília esta semana. É um sinal de como andam azeitadas as conversas para a formação de um bloco reunindo PDT, Rede, PSB e PPS. Conversas semelhantes acontecem também na Câmara, envolvendo ainda o PCdoB. A ideia é promover um novo modelo de oposição, que fuja da polarização que tem marcado o debate político nos últimos anos. Nesse sentido, Cid trabalha para eleger para o comando do Senado alguém que não se alinhe automaticamente ao governo, nem faça oposição sistemática. Para ele, o debate maniqueísta tem feito com que o país fuja dos temas importantes para se perder em discussões acessórias que ele classifica como “ridículas”. Como o debate sobre o “perigo marxista” na educação. “As escolas brasileiras não estão ensinando nem o bê-a-bá, vão ensinar marxismo?”.

As eleições sinalizaram um grande desejo de renovação. Mas no Congresso, ao que parece, haverá a reeleição do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e a volta de um ex-presidente do Senado, Renan Calheiros. Isso não vai na contramão desse desejo do eleitor?

Fundamentalmente o que marcou estas eleições foi uma manifestação de negação da política. E, de fato, isso se colocaria como um paradoxo. A Câmara e o Senado são ambientes obviamente da política. Mas não necessariamente a ideologia ou o pensamento dos candidatos a presidente será o fator decisivo para a definição. Prezam-se muito relações pessoais. Questões partidárias. São fatores que acabam ficando meio descolados. Não está aqui nenhuma simpatia minha nessa avaliação por uma candidatura ou outra. Na Câmara, me parece natural a candidatura de Rodrigo Maia. No Senado, surpresas poderão acontecer.

O PDT trabalha pela alternativa da candidatura do senador Tasso Jereissati, do PSDB?

Na Câmara, o partido se reuniu, ouviu manifestações dos componentes da bancada, e, de forma majoritária, foi manifestada uma simpatia pela candidatura de Rodrigo Maia. E o argumento mais forte foi que, como presidente, ele, mesmo sendo uma pessoa mais conservadora, preservou os espaços das forças mais progressistas. Mesmo havendo essa manifestação, não houve uma decisão partidária de apoiá-lo. Nós vamos procurar até a exaustão a preservação de um bloco que se deseja criar unindo ao PDT o PSB e o PCdoB. Isso é uma questão importante. O PSB parece ter uma posição majoritária contra a candidatura Rodrigo e isso levava a não haver ali uma definição nossa. Em relação ao Senado, eu tenho defendido que a gente também constitua um bloco e tome uma posição conjunta. O bloco ainda não deliberou sobre nomes. Espero que a gente possa reunir uma espinha dorsal que leve em conta uma postura que não seja nem de alinhamento automático ao governo nem de oposição sistemática.

Renan poderia ser uma ameaça a essa necessidade de não se cair no alinhamento automático ao governo nem na oposição sistemática?

A conjuntura de hoje não recomenda uma candidatura como a de Renan. A simpatia que há no Senado por ele é porque os senadores reconhecem nele uma pessoa de palavra, que enfrenta quem ofende o Senado. No entanto, os mais novos enxergam no Renan o protótipo do que há de mais antigo na política. Então, eu acho que essa não é uma boa hora para ele.

Que papel o senhor defende para um bloco oposicionista com relação ao novo governo? No que ele deve diferir do modelo de oposição que já conhecemos?

Nós temos papeis e responsabilidades distintas. O PDT será um partido de oposição. Que vai se diferenciar do Psol ou do PT porque, embora concorde na divergência, não concorda com a proposta que vai se colocar no lugar da proposta apresentada pelo governo. Além disso, a gente deve ter uma preocupação com o futuro do país. Se não é possível que a gente atinja o nosso objetivo, a gente pode contribuir no sentido de que se dê um passo na direção que a gente quer. É assim que eu enxergo uma oposição razoável, uma oposição que pensa no futuro. Não é porque instantaneamente a proposta não é igual à minha que eu vou discordar totalmente dela.

Quando o PT vai à posse de Nicolás Maduro ou se manifesta contra a extradição de Cesare Battisti, não acaba fortalecendo um discurso contra o partido que compromete talvez todo o esforço de oposição?

Eu ando me disciplinando para não ficar fazendo comentários com relação à postura do PT. Fui companheiro do PT nacional. Sou companheiro do PT no Ceará. Entendi que o PT não é uma coisa só. Tem várias correntes lá dentro, várias posturas. Mas eu fico preocupado às vezes com o país por conta da prevalência dessas pautas que não são fundamentais, não são importantes. O Brasil se posicionar quanto aos países latino-americanos tem sua importância, mas afeta muito pouco na vida da grande maioria das pessoas. Também essa agenda de costumes, essas coisas da ministra Damares Alves, eu sinceramente acho isso tudo distração. A gente tem que encontrar soluções para o problema do desemprego, para o empobrecimento, a desindustrialização do país. Isso é que deveria ser colocado como pauta. O papel do Brasil com relação à Venezuela deve ser acompanhar e pensar nos seus interesses de balança comercial. Tudo mais é distração.

Falando nessa discussão sobre costumes, além da ministra Damares, há o discurso do ministro Vélez Rodrigues. O senhor foi ministro da Educação. Há um perigo real de disseminação nas escolas de um pensamento marxista?

A escola brasileira não está ensinando nem o bê-a-bá, nem a aritmética básica, e esses caras ficam imaginando que estão ensinando marxismo… Vamos cuidar de melhorar o nível de aprendizado das nossas crianças e não ficar distraindo a atenção com essas coisas ridículas.

Como o senhor avalia essas primeiras três semanas de governo Bolsonaro?

A nossa disposição é que a gente deve sempre respeitar o resultado das urnas e dar um crédito de confiança ao novo governo. Agora, do jeito que as coisas estão no governo Bolsonaro, esse crédito está ficando cada vez mais difícil a gente dar. É tanta polêmica inútil, tantos atropelos, tantas reviravoltas, tanto vai-e-vem, que realmente fica difícil.

Passa uma impressão, tanto da parte do presidente Bolsonaro, quanto da parte do PT, que ambos não querem abandonar a campanha, a polarização que estabeleceram no país. O senhor concorda?

Isso é muito claro. Para que um viva, é importante que o outro seja uma ameaça. É importante que o público de Bolsonaro continue enxergando o PT como ameaça. E para o PT sobreviver, é importante que a ameaça Bolsonaro, no que eles colocam como ameaça, permaneça muito viva. Eu prefiro esse caminho mais complicado, mas que é mais consequente, mais responsável, e que de fato pode melhorar a vida das pessoas. Precisamos retornar à racionalidade.

Esta semana, o governo anunciou o decreto que flexibiliza a posse de armas. O senhor elegeu-se senador pelo Ceará, que vive um problema gravíssimo de segurança. Armar a população ajuda?

Primeiro, é preciso entender melhor o problema do Ceará. O que está motivando o conflito no Ceará é uma decisão do governo cearense de enfrentar uma realidade que é comum a 90% dos Estados brasileiros. Os Estados brasileiros se renderam às facções criminosas. Elas tomaram conta dos presídios no Brasil inteiro. E o Ceará resolveu enfrentar isso. Obviamente, isso gera uma reação. No final, nós podemos sair lá disso fortalecidos. O Ceará está enfrentando. E tudo indica que está conseguindo vencer.

Não vamos ter uma postura que se alinhe automaticamente ao governo, nem que faça oposição sistemática

E quanto à posse de armas?

Esse decreto afronta a Polícia Federal. Quando tira o papel regulador, fiscalizador prévio da PF. Os prejuízos podem ser gravíssimos à população. Você permitir que uma pessoa compre até quatro armas, desde que não tenha ficha na polícia. Vamos à prática. Você pode ser um bandido e tem uma mãe, um irmão, um filho com a ficha limpa. Eles podem comprar quatro armas e depois passar para você. Mas isso também me parece medida de distração. Pode trazer consequências graves, pode ampliar a violência. Me parece também que esse é um daqueles temas que não vão de fato melhorar a vida das pessoas.

E a reforma da Previdência?

Previdência está umbilicalmente ligada a uma coisa chamada cálculo atuarial. As contas têm que bater. Se houve uma mudança de perfil na humanidade, uma elevação da expectativa de vida, é óbvio que a Previdência precisa ser rediscutida. A Previdência consiste em se guardar um pouco a cada mês da renda com salário para sustentar no final a aposentadoria. O modelo foi concebido para um tempo em que a pessoa vivia em média até os 60 anos. Se hoje a pessoa ultrapassa os 70, a conta não fecha. E o serviço público notadamente acumulou ao longo da história muitos privilégios. Há contas diferentes. Perfis atuariais diferentes. E só há situações de importância social, se contabiliza fora. Trabalhador rural, por exemplo.

Quando o senhor deixou o Ministério da Educação, foi a partir de uma reação à pressão da velha política. O senhor acredita que é possível governar sem o toma-lá-dá-cá?

Naquele episódio, eu me indispus com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Fui convocado a ir ao Congresso. O que não é comum, geralmente o que há é um convite. Não fui com posição beligerante. Fui para tentar um armistício. Mas o ambiente estava organizado para me desmoralizar. E eu prefiri perder o cargo a perder a minha honra. Reagi. Entreguei o cargo, e Dilma aceitou. Se eu fosse a Dilma, não teria aceito minha renúncia. Porque ali foi o primeiro teste de Eduardo Cunha para desestabilizá-la. Quem dita a relação entre Legislativo e Executivo, é o Executivo. Se o Executivo se impõe e é coerente, o Legislativo acaba aceitando. Se não, se cria um clima beligerante. Fui governador e prefeito e terminei sempre com apoio dos deputados e vereadores. Sem toma-lá-dá-cá. Sem essa história de cargo, porteira fechada. Dá mais trabalho. É mais complicado. Mas é possível.

O senhor enxerga essa capacidade no governo Bolsonaro?

(Risos) Essa pergunta é para rir? Fonte o Cafezinho.