Saiba os impactos da nova cédula de R$ 200 no seu dia a dia e na economia brasileira


Saiba os impactos da nova cédula de R$ 200 no seu dia a dia e na economia brasileira

Foto: Reprodução

Anunciada pelo Banco Central nesta semana, a criação e emissão da nova cédula de R$ 200, que chegará aos brasileiros ainda no mês de agosto, não traz indícios de grandes impactos na dinâmica econômica do Brasil. De imediato, implicações como o risco de aumento da inflação, instabilidades nos preços dos produtos essenciais e desvalorização da moeda brasileira estão descartadas. A análise é do economista e mestrando do Programa de Pós Graduação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Jomar Andrade. 

“Não há medo da inflação. Este projeto da cédula de R$ 200 já estava previsto e foi só a identificação de que esse é o momento oportuno. As pessoas estão realmente demandando mais moeda e a Casa da Moeda está tendo uma dificuldade de imprimir e essa logística de distribuição está difícil. É previsível que essa demanda por moeda se dê por mais alguns meses e possa até aumentar”, explica Andrade, ressaltando que esse comportamento da economia é natural em momentos de crise, a exemplo deste momento da pandemia do novo coronavírus. 

O especialista acrescenta ainda o país passa por um momento econômico denominado “entesouramento”, que é quando as pessoas retêm dinheiro, papel-moeda em mãos. “Isso está acontecendo aqui no Brasil e em outros países também e isso tem pressionando as Casas da Moeda em todo o mundo e também aqui no Brasil”, diz. 

Apesar de colocar mais papel em circulação no território nacional, o Banco Central anunciou que não ampliará a base monetária, fator que, de acordo com Andrade, afasta riscos de impactos negativos. “Não vai ter mais dinheiro circulando na economia”, alerta. A criação desta nova cédula difere da operação de injetar dinheiro na economia, utilizada, sobretudo, para financiar gastos públicos. 

A posição de solidez econômica e controle da inflação no país também é partilhada pelo administrador de empresas Alex Cruz. “Ao invés de lançar duas notas de R$ 100, lança uma única nota com valor de R$ 200. A inflação poderia se dar se começássemos a lançar no mercado dinheiro acima da demanda e da necessidade. Momentaneamente, não vejo essa possibilidade”. 

Cruz pontua, no entanto, há possibilidade de alguma dificuldade no uso efetivo da nota, demanda por troco e um desafio para o comércio, sobretudo para o setor de serviços, que já enfrenta impasses na relação de troca com dinheiro em espécie. 

Um dos principais influenciadores para a “fuga” das cédulas no Brasil é o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 – ou R$ 1.200 no caso de mães solo chefe de família. De acordo com Andrade, a velocidade com que o dinheiro, a cédula, retorna para a dinâmica econômica é proporcionalmente mais lenta se comparada com a velocidade que é distribuída. A renda emergencial foi inicialmente fixada em três parcelas e prorrogada por mais duas devido ao alargamento do período crítico da Covid-19 no Brasil. Mais de 50 milhões de pessoas tiveram o pedido efetivado. 

A decisão pela criação de uma nova cédula foi criticada por alguns especialistas da economia, que atestam ser uma atitude que caminha na contramão do mundo, visto que, mesmo outros países emergentes, têm investido na eliminação de cédulas e priorizado outros tipos de pagamentos. Dentre as argumentações que fundamentam a crítica está a de que investir na produção de cédulas facilita operações ilegais, a exemplo do tráfico de entorpecentes, lavagem de dinheiro e outras ações fraudulentas. 

Andrade, no entanto, pondera a leitura macro da questão e pede um olhar direcionado para a realidade brasileira.


“ A gente precisa entender que a nossa realidade não é a da maioria dos brasileiros. Hoje, 40 milhões de brasileiros não possuem conta bancária. Um levantamento do próprio Banco Central concluiu que a forma de pagamento mais frequente no Brasil é realmente o dinheiro em espécie. 60% das pessoas ainda utilizam o dinheiro em espécie como forma principal de pagamento e 57% como forma de recebimento. Só depois aparecem os cartões de débito ou crédito. Os brasileiros ainda têm uma relação muito forte com o dinheiro, com o papel físico”, destaca. Do BahiaNotícias

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Lamentável: Repórter da Rede Globo é demitida ao denunciar assédio de diretor


Em entrevista ao jornalista Leo Dias, do Metrópoles a jornalista Ellen Ferreira da Rede Globo, foi pega de surpresa na sua volta ao trabalho, após recuperar da COVID-19 que havia contraído. Quando chegou para trabalhar, foi levada para a sala de reuniões, onde foi comunicada que estava sendo demitida.

A direção da emissora alegou o que o seu desligamento do Jornal era devido as renovações que a Rede Globo está fazendo. A jornalista ficou indignada e disse que o motivo não seria esse mas sim que um diretor da emissora acusado por ela e por outros vários funcionários, Edison de Castro por diversos motivos, inclusive assédio.

A jornalista Ellen Ferreira disse com toda a sua revolta pela injustiça:

“Edison Castro é um psicopata que já havia passado pelas redações de Goiás, Maranhão e Tocantins. Homofóbico, racista, gordofóbico. Praticava assédio moral e sexual, deixou toda a equipe doente. Uma moça da TV Anhanguera (Goiás) chegou a tentar se matar por causa dele”, afirma Ellen. “Debochava de um repórter que era gay. Chamou o cabelo de uma repórter negra de moita feia”,

A jornalista chegou a fazer tratamento para conviver com o diretor Edison Castro.

“Ele dizia que eu era repugnante, gorda, que me vestia mal. Me ameaçava de demissão constantemente. A fama dele era de o João de Deus da redação. Havia gente que desejava bater nele”,

Parece que no Brasil, várias mulheres que precisam trabalhar ainda sofrem esse tipo de preconceito e assédio de homens que se julgam poderosos, como exemplo temos casos recentes como do famoso João de deus e o  médico Roger Abdelmassih.

A jornalista enviou este relato a Rede Globo:

“Essa mensagem é um desabafo. Apenas um breve relato do que a praça de Roraima tem vivido.  Eu ainda estou de luto em família. Estamos no limite com a situação de coronavírus e estamos trabalhando com muita garra diante de um fade grande, no meu caso de 1h20 minutos.

Com tantas coisas acontecendo, o Edison, chefe de Roraima, ameaça, cria briga entre funcionários, deturpa as coisas e situações e estamos exaustos de tanta pressão psicológica.  Ele repete que vai me demitir (também ameaça a outras pessoas ) e, no meu plantão de sábado passado, repetiu todo tempo que ia me demitir e que minha situação ‘estava complicada ‘. Não sou de faltar, cumpro minhas obrigações, produzo, apresento, faço reportagens, e nunca me vi como agora com pavor e mandando mensagens de ajuda. E me sinto sozinha e oprimida.

Se ouvissem os funcionários, mas não nos ouvem, estamos no limite. Reforço que estamos dando o nosso máximo na cobertura jornalística. Mas viver com medo e sensação de que vamos perder emprego é algo sufocante e ruim.

Ele faz fofocas, intrigas, joga um contra o outro. Estou esgotada.  Quando ele chegou a Roraima, pensávamos que seria uma nova era e estamos frustrados com tanta humilhação. Comigo fez uma fofoca e sou a bola da vez, onde me trata um dia bem, outro não, vira a cara e faz ameaças. Para os chefes maiores, é o cara, lúcido, visionário e persuasivo. Pra nós, meros funcionários, perseguidor e eu estou à base de remédios.

De fato, ele entende de TV. Mas com as pessoas tem criado clima insustentável e não podemos falar, fazer nada, porque somos oprimidos. Ele afirma às pessoas: ‘A empresa tá do meu lado’, e a gente engole seco.  Quando me deu aumento de 500 reais, fiquei feliz demais, mas repetidas vezes jogou na minha cara o aumento e pensei em ir no RH pra voltar meu salário antigo.

Ele reverte tudo. Ele faz uma artimanha de humilhar, bater na pessoa e, no dia seguinte da flores, elogiar. Isso é desgastante. Doentio. É acusado de assédio sexual também, a moça levou pro RH de Manaus, mas acabou desistindo por medo dele. E eu só quero trabalhar em paz, sem pressão e humilhação, assim como os funcionários desta emissora que vivem com medo.

Na quinta feira, durante uma entrevista pela internet, ele que cria situações pra me desestabilizar no JRR1 , mandou eu repetir sobrenome do entrevistado que eu tinha dito certo. Pois ele atrapalhou duas vezes a minha entrevista indo ao estúdio dizer que quem manda é ele.

Eu apresentei por 1h20 querendo chorar. Angustiada e pedindo força pra Deus. Quem vê, não mexe porque ele disse que a empresa está do lado dele. Por fim, pedi ajuda de Manaus, daqui de Roraima e só me sugeriram demissão. E segunda-feira eu terei a resposta. Jamais imaginei enfrentar tudo isso e me sentir só mesmo sabendo que não sou errada e estou sendo assediada mas não tenho voz . Estou em pânico. Não sei mais o que fazer. Obrigada”. Fotojornalísticos

 

Celso Tres: “Parcialidade de Moro é escandalosa. Mais escandaloso apenas se o STF não a reconhecer”


Para o procurador Celso Antônio Tres, 57, a parcialidade de Moro é escandalosa. “Mais escandaloso apenas se o STF não a reconhecer”, disse o gaúcho de Tapejara, “pai” da “lava jato”, que na década de 1990 atuava nas investigações da CC5 do Banestado.

O HC 165.973 está com o ministro desde dezembro de 2018, depois que votaram Luiz Edson Fachin e Carmem Lúcia. Eles foram contra a concessão do HC, mas podem mudar o voto. Gilmar pediu vistas.

Em junho de 2019, depois que estourou o escândalo da “vaza jato”, o ministro disse que devolveria a ação para julgamento e sinalizou que votaria pela parcialidade de Moro. Em seguida, devem votar Ricardo Lewandowski e Celso de Mello, todos pela 2ª Turma do Supremo.

Porém, em razão da decisão de Gilmar de só reiniciar o julgamento quando as sessões presenciais voltarem, isso poderá ocorrer depois da aposentadoria de Celso de Mello, com a presença de um ministro indicado pelo presidente Jair Bolsonaro e aprovado pelo Senado. O decano completa 75 anos em novembro deste ano.

Sobre o recente “enfrentamento” do consórcio de Curitiba contra as ordens da Procuradoria-Geral da República, Tres lembrou que operações se iniciaram no segundo governo de Fernando Henrique Cardoso (1999-2002), quando a Polícia Federal ganhou mais musculatura.

“Desde lá, são pautas permanentes. Geraram big data de informações. Sempre foram partilhadas pacificamente. A “lava jato” inventou direito autoral de operação. Acho que logo buscarão seus direitos no Ecad. Em suma, o parquet, os dados, apurações, são meus. Que faria de indevido o PGR Aras com os dados? Processaria inocentes? Pode, aí o temor, descobrir o limbo, submundo descortinado pelo Intercept. Pessoas que foram investigadas indevidamente, que nunca foram processadas. Que digam eles, objetivamente, no que Aras impede que investiguem ou denunciem.”

Leia abaixo os principais trechos da entrevista de Tres à ConJur, feita por telefone e e-mail.

ConJur — Sergio Moro atribuiu-se a prevenção da “lava jato” porque foi juiz da delação de Alberto Youssef no caso Banestado. A autodenominada “força-tarefa” inicia-se com a investigação da família do deputado José Janene (1955-2010), e Moro vincula esse inquérito à sua vara, pois quem estaria lavando o dinheiro da família seria o “primo” [Alberto Youssef]. E, segundo o então consórcio recém-formado, descumprindo o acordo, cujo processo já havia sido arquivado. Existe prevenção de caso encerrado?
Celso Antônio Tres — Paraná não é sede da Petrobras, tampouco de qualquer de suas unidades que teve desvios. Igualmente jamais foi o locus delicti da corrupção, hegemonicamente urdida em Brasília, onde agentes políticos têm domicílio funcional. Em 2016, a ConJur já atestava que no espectro de mil mandados judiciais [busca domiciliar, prisão, condução coercitiva], ínfimos 3% foram cumpridos naquele estado, provando que lá nada acontecera. O ex-procurador-Geral da República Rodrigo Janot, em seu livro “Nada menos que tudo”, diz que o procurador natural da “lava jato” seria Pedro Soares, não sabendo porque declinou a Deltan Dallagnol.

Declinação não pode ser por reles ato de vontade. Há de haver causa de impedimento ou suspeição. Na realidade, a “lava jato” em Curitiba procedeu tal qual têm agido os americanos com seu Foreign Corrupt Practices Act — FCPA, consoante também explicada pela ConJur, em reportagem mês passado. Ou seja, foro universal, processando quem bem entendem.

Basta ver o introito das sentenças, exaustivo exercício de conexão a justificar a competência. Um acordo de [Alberto] Youssef, a pedido do Ministério Público do Paraná, foi anulado pela Justiça Estadual. Eis que ele voltara delinquir. Tudo, porém, foi avalizado a reboque do tsunami pela derrubada do governo Dilma, tendo ápice na divulgação por Moro da fala entre a presidente e Lula, clandestinamente interceptada, sabido estopim do impeachment, incendiando o país à decapitação da chefe do Executivo.

Aliás, Moro, não por coincidência, também está no epicentro de espúria divulgação da reunião ministerial de Bolsonaro por Celso de Mello [em 22 de abril último], igualmente tendo por única função derrubar o governo, inútil à investigação, trazendo brutais prejuízos ao país, algo que nunca seria feito em outra nação.

ConJur — Qual a chance do Supremo declarar a suspeição de Moro na condenação do ex-presidente Lula?
Tres
 — Rogo vênia para indicar um artigo da Conjur, do juiz e professor Carlos Alberto Garcete, abordando o código de ética dos juízes norte-americanos. Igualmente abordado pela Conjur, escrito de Antonio Vieira, professor em Salvador: “Como a justiça dos EUA tratou casos de troca de mensagens entre juízes e promotores, durante julgamentos criminais”. A imparcialidade não se deduz se da seara subjetiva, dolo ou não do julgador. Tampouco é presumida. É ônus estético da autoridade, conduta objetiva, ostensiva, pois é dela que emana a confiança da sociedade na Justiça.

Isso vale, inclusive, para o Ministério Público. Parte sim, porém necessariamente imparcial, pois na acusação deve estar movido, não por alvos, consoante confessa dos chavões das operações, sim pelo encalço, sempre balizado pelo devido processo legal, de esclarecer autoria do fato criminoso. Diz o Conselho da Europa, órgão de 1949, reunindo os ministros dos Estados, recomendação 19/2000, sobre atuação do Ministério Público: “O MP deve ser objetivo e justo durante o o julgamento. Deve, em particular, zelar para que o tribunal disponha de todos os elementos de fato e de direito necessários a uma boa administração da justiça”. Portanto, o problema central não é espetacularizar denúncia com PowerPoint. Veja que até hoje, embrenhado e assumido como ator político, Sergio Moro exibe desabrida catilinária contra Lula. Olvida que foi o juiz dele, agora apenas expressando a repulsa que sempre cultivou pelo réu, causa confessa de suspeição. A parcialidade de Moro é escandalosa. Mais escandaloso apenas se o STF não a reconhecer.

ConJur — Até quando pode durar a “lava jato” como o país a conheceu até 2018?
Tres — Confessa o big boss da “lava jato”, Rodrigo Janot, no livro “Nada Menos que Tudo” (página 41), que o Aras [procurador Vladimir] se lembrou, então, de um diálogo que teve com com um procurador  menos incensado que Dallagnol, mas, certamente, o principal estrategista da força-tarefa no Paraná. “Segundo ele, disse que a intenção da força-tarefa era “horizontalizar para chegar logo lá na frente”, e não “verticalizar” as investigações, e que, por isso, teríamos dificuldade em fundamentar os pedidos de inquérito. O que seria horizontalizar para chegar logo lá na frente”? Não entendi direito o conceito. Creio que meus colegas também não. Só depois de muito tempo, quando vi Sergio Moro viajando ao Rio de Janeiro para aceitar o convite para ser o ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro, é que me veio de novo à cabeça aquela expressão”.

Então, já cumprido o desiderato da “lava Jato”? Não. Eis que, uma vez mais capitaneado por Moro, agora a bola da vez é o próprio Bolsonaro, a quem se busca destronar, reprisando a práxis de usurpar a decisão do povo na eleição.

Na Itália, operação “mãos limpas” — que elegeu [Silvio] Berlusconi, homólogo de Bolsonaro —, decantado standard da “lava jato”, condenou cerca de 3 mil acusados. Quantos temos no Brasil? Em seis anos da “lava jato”, se você buscar a média de denúncias criminais de procuradores pelo país que atuam na área criminal, individualmente, eles fizeram — inobstante sem similar performance em palestras, seminários, viagens, eventos, celebridades — mais denúncias que a operação. Óbvio que, na média, sem a complexidade e importância da “lava jato”. Porém, também óbvio que há um batalhão de procuradores, quando há apenas dois juízes federais, titular e substituto. Pergunte a Deltan e cia. se gostariam de integrar força-tarefa à repressão da momentosa e gigantesca fraude no recebimento de auxílio emergencial? Não há interesse. Tal qual não há ibope.

ConJur — O senhor foi o precursor do caso Banestado, embrião do que seria a “lava jato” uma década depois. Porque a segunda obteve o principal objetivo traçado pelo núcleo do consórcio, com a condenação em tempo recorde do ex-presidente Lula, ao contrário do embrião, que teria morrido de inanição em 2003?
Tres — Minha atuação foi em Cascavel (PR). No contexto de efervescentes CPIs dos Precatórios e do Sistema Financeiro, clara leniência do Banco Central na controladoria das contas CC5 [Carta Circular nº 5 do Bacen-1969], destinada a enviar dinheiro a domiciliados no exterior. Obtive na Justiça Federal quebra de sigilo de todas as remessas do país, ocorridas entre janeiro de 1992 a dezembro de 1998, cujo total —  excluídos valores até US$ 150 mil — pertencente a milhares de pessoas físicas e jurídicas, somou US$ 124 bilhões. De per si, envio nada tem de ilícito. Deveria ser apurado a tributação ou não dos valores, bem assim sua origem, podendo ser produto de crime. Assim, pedi à Justiça distribuição da apuração a todo o país, de acordo com o domicílio fiscal dos remetentes. A Receita Federal foi eficaz, tendo muitas autuações. O Ministério Público Federal, não. Tivemos poucas investigações que prosperaram. Muitas figuras exponenciais da República, pródigos no discurso em prol da moralidade pública, figuravam como remetentes de milionárias somas. Portentosos grupos de comunicação tiveram valores de expatriação revisados e rebaixados pelo Banco Central. Presumem-se todas elas legítimas. Passados 20 anos, até assassinato hediondo estaria prescrito. O Banestado era um dos tantos que atuavam nas CC5.

No Paraná, também tivemos a Araucária, instituição sem ativos, expatriando valores bilionários com sendo seus, claramente disfarçando titularidade de terceiros. A força-tarefa CC5, criada pelo PGR Claudio Fonteles em 2003, já com Sergio Moro atuando em Curitiba, com vários procuradores que depois criaram a “lava jato”. Fizeram um bom trabalho, dentro dos limites de então.

Muitos fatos eram anteriores à lei de lavagem de dinheiro. A grande defecção foi não identificar os destinatários dos recursos no exterior, consoante êxito da “lava jato”. Consta que no Banestado de Nova York, conta matriz (beacon hill), teriam de titulares a elite pátria. O PT, assumindo em 2003, porém, nunca fez força para levar a apuração adiante.

ConJur — O senhor já disse que os lavajatistas cometeram “erros capitais” no decorrer de toda a operação: atropelaram o devido processo legal, flexibilizaram medidas, como conduções coercitivas e buscas e apreensões a rodo “para assustar seus alvos” e, “nos contratos de delação premiada, não incluíram nenhuma cláusula que evitasse o desemprego e a quebradeira em massa” de empresas que negociavam com a Petrobras. Além disso, politizaram as operações, “focando na destruição de alguns partidos”.
Tres
 — A “lava jato” é a maior investigação da história. Depois dela, tudo será menor, ibope depreciado. Procuradores celebrizaram sua atuação ad aeternun. Volume e status da elite política e do capital que interage com o Estado, valores desviados — parte recuperados — , repercussão no centro do poder, definindo impeachment e eleição de presidentes, são inigualáveis.

Todavia, no seu épico transcurso, padeceu de três graves desvios: a) econômico; b) político; c) devido processo legal. Sabido que a diferença entre o remédio — repressão à corrupção — e o veneno — destruição do bem público, empresas, empregos, democracia — pode estar na dosagem (modus operandi da investigação). Portanto, a questão não é investigar ou não, mas a maneira de fazê-la. Não pode ser operação de Pirro [rei Pirro do Epiro, após guerra contra os romanos na qual teve pesadas perdas (280 a.C.), respondeu a quem o louvava pelo sucesso: “mais uma vitória dessa e estaremos completamente arruinados”].

Precioso standard de modus operandi, autêntica aula magna, foi o mensalão. Aparato investigatório insignificante, PGR Antonio Fernando, breve temporis, sem danos colaterais, produziu imputação na Suprema Corte.

Já a operação carne fraca foi desastroso exemplo oposto. Apunhalou a exportação da proteína brasileira, raro segmento que somos potência mundial, dizimando milhares de empregos. Bastava investigar os ínfimos desvios sem estardalhaço, em suma, sem operação. Aliás, para que operação? O jornalista Alberto Dines dizia que o impeachment de Collor, quando a imprensa foi protagonista de várias revelações, contaminou a mídia brasileira, no sentido de conceituar jornalismo competente aquele que derruba governo, ou seja, aquele que desfaz o que o povo fez quando elegeu a autoridade. Esse vício contaminou o Ministério Público brasileiro. Atacar e derrubar político virou láurea.

Soma-se a isso à demofobia que permeia o estamento judiciário nacional. Entendem que o povo é inepto, escolhe erroneamente seus representantes, devendo, portanto, ser tutelado. Não é contra PT, PSDB, PMDB, PP. É contra a política. Nisso, a distopia de Deltan quando projetou monumento à “lava jato”, consoante revelou o The Intercept Brasil”, simbolizando coluna da política tombada pela da Justiça, a qual, depois da batalha, remanescia triunfantemente ereta.

Veja trecho da mensagem do PGR Janot dirigida a todos os membros do MPF quando ele encerrou seu mandato: O Brasil é nosso! Precisamos acreditar nessa ideia e trabalhar incessantemente para retomar os rumos deste país, colocando-o a serviço de todos os brasileiros, e não apenas da parcela de larápios egoístas e escroques ousados que, infelizmente, ainda ocupam vistosos cargos em nossa República”.

CNJ e CNMP têm pesquisas a respeito do perfil dos agentes da Justiça. É uma elite branca na nação recordista mundial da desigualdade. Concursados nas disputas mais acirradas da nação, capazes, na média muito bom nível de probidade e dedicação. Mas elite branca, com honrosas exceções. Cada pessoa enxerga o mundo das frestas de sua biografia.

Acusar e julgar exige empatia, alteridade com o imputado e a vítima. Isso não está nos livros. Está na vida. Bem diz Lula: “todos falam da fome; eu passei fome; quem entende melhor de fome? Rodrigo Janot e Deltan Dallagnol são elite branca. Não têm a menor ideia do quanto relevante ter emprego, carteira assinada, mesmo que por indigno salário. Por isso, sequer cogitaram de proceder delações, acordos tendo por prioridade máxima o seguimento da atividade econômica, manutenção dos investimentos e empregos. Espoliando a Petrobras, vítima da delinquência, foram colaboracionistas para que os americanos crucificassem a estatal. Pior. Ainda inventaram fundação para propagandear contra a corrupção. A ConJur já repercutiu vários estudos de gabaritados economistas, todos atestado o colossal desastre econômico provocado pela “lava jato”.

Os valores recuperados são insignificantes em face dos prejuízos. Exemplo aqui gaúcho, Porto de Rio Grande, dezenas de milhares de empregos foram ceifados porque exportaram a construção das plataformas da Petrobras à China. Igualmente, nada sabem de política, necessidade que o povo busca, realidade de uma campanha eleitoral. Exemplo típico é que criaram o inexistente delito de caixa 2 eleitoral. Os próprios, na proposta das dez medidas contra corrupção, criminalizavam a prática, atestando sua atipicidade.

Enfiaram na falsidade (artigo 350 do Código Eleitoral). Lei quando sequer existir prestação de contas. Sabido que falso existe apenas quando, de per si, o ato tem valor jurídico. Exemplo, atestado de domicílio eleitoral, valor em si relevante aos processo eleitoral. Levado ao cabo, todas as prestações de contas têm falsidade. Simples, espontânea e irrelevante entrega de santinho por simpatizante a eleitores é auxílio, caixa 2 não declarado.

O jurista argentino Sebastián Soler diz que tipo penal deve apontar não apenas o que é crime, mas também o que não é delito.

Quando toda conduta vira crime, é porque não há delito. Pior. Inventaram o caixa 2 e depois promoveram patética cruzada contra o STF porque ele disse o óbvio, sabido desde sempre, qual seja, sendo a Justiça Eleitoral de natureza especial, ela prevalece sobre a Justiça Comum.

ConJur — Qual a avaliação do senhor sobre o projeto de centralização das investigações anticorrupção na Procuradoria-Geral da República?
Tres — 
Pior que unificada, as forças-tarefas sempre foram personalizadas. Regra geral, amigos do procurador natural. Extremamente competentes, mas amigos. Curiosa a hipocrisia do discurso republicano. Moro teve um chilique porque Bolsonaro pretendia amigo da família na direção da Polícia Federal. Quem Moro levou para o Ministério da Justiça? Encheu, lotou, incluindo cargos sem qualquer afinidade, de delegados da Polícia Federal, seus amigos em Curitiba.

ConJur — Existe razões para tanto barulho dos procuradores de Curitiba diante da ação do comando em Brasília?
Tres — 
Óbvio que não. Operações iniciaram nos segundo governo de FHC, quando a Polícia Federal alçou estruturação. Desde lá, são pauta permanente. Geraram big data de informações. Sempre foram partilhadas pacificamente. A “lava jato” inventou direito autoral de operação. Acho que logo buscarão seus direitos no Ecad. Em suma, o parquet, os dados, apurações, são meus. Que faria de indevido o PGR Aras com os dados? Processaria inocentes? Pode, aí o temor, descobrir o limbo, submundo descortinado pelo Intercept, pessoas que foram investigadas indevidamente, pessoas que nunca foram processadas e assim por diante. Que digam eles, objetivamente, no que Aras impede que investiguem ou denunciem.

Augusto Aras, amplamente aprovado no Senado por todas as forças políticas e que é uma figura altamente respeitável, quer apenas uma coisa da força-tarefa da “lava jato”: prestação de contas. Apenas isso. Conformidade e controle.

ConJur —  Há falta de humildade, autocrítica, que diaboliza membros do STF que não atendem os anseios de integrantes da autodenominada “força-tarefa”?
Tres — A “lava jato” pretendeu fazer a lei (10 medidas contra a corrupção), investigar, acusar, condenar — conluio com Moro revelado pelo Intercept — e tutelar todas as instâncias do Judiciário. Alguém precisa avisar a operação do anacronismo. Isso realmente podia, mas antes de Montesquieu, no absolutismo do rei Luís 14, “o estado sou eu”. Aliás, de Montesquieu, preciosa lição à “lava jato”: “até a virtude precisa de limites”. Veja o momentoso caso da crítica de Deltan a Toffoli, em razão da cassação da busca e apreensão no gabinete do senador José Serra. Fato é de 2014, delito de per si ínfimo, caixa 2 eleitoral, determinada devassa indiscriminada de crasso e clássico desvio de finalidade: a) não se quebra sigilo para desvendar delito prenunciado em provas; quebra-se para, a esmo caçar, encontrar algum delito, prova fortuita preordenada; b) procede-se assim à desmoralização do Poder Legislativo; vencidos seis anos do fato, Estado-Acusação, até então incompetente e relapso em produzir imputação por delito anão, decide ostentar serviço.

ConJur — Como o senhor avalia o que restou do projeto anticrime tão propagandeado por Moro e os amigos de Curitiba, sancionado por Bolsonaro na véspera do Natal do ano passado?
Tres — 
Moro e “lava jato” sempre crucificaram a legislação vigente em praça pública. A lei sempre padece em silêncio em face de seus hermeneutas tendenciosos e demagogos. Não foi com a lei vigente que a “lava jato” procedeu suas façanhas? Então, como será ela tão ruim. Pacote anticrime tinha aspectos positivos. Alguns hediondos, a exemplo da exculpação da polícia em atentados contra vida, que Moro inseriu a pedido de Bolsonaro. No geral, bom resultado, especialmente na parte rejeitada.

ConJur —  O senhor já disse que delator é assistente da acusação remunerado pelo Estado mediante a moeda da impunidade. Como aperfeiçoar esse instrumento?
Tres — 
O STF errou gravemente quando conferiu ao Ministério Público poder absoluto em negociar a delação, ou seja, podendo ele exculpar qualquer delito, obtenha provas consistentes ou não contra outrem, seja qual for o crime desvendado, menos ou mais grave, bem assim a relevância da participação do seu autor. Isso é um poder de fazer e desfazer da lei que nenhum outro Poder, sequer o STF, goza.

Evidente que no conceito de legalidade da delação sempre esteve contido seu sentido lato, da proporcionalidade (delinquente/delito exculpado & delito/delinquente imputado), eficácia (prova condenatória produzida pelo delator), vedação à proteção insuficiente (delação não pode isentar lesão a bem jurídico relevante) e assim por diante. Tudo isso deve ser avaliado pelo juiz. Está no STF o caso do Paraná, onde o Ministério Público isentou de estupro contra menor à obtenção de prova contra corrupção. Com a recente mudança da legislação, inserida a adequação, o panorama deverá mudar.

Fonte deste conteúdo DCM.

Conversa afiada e Nocaute: o fim e a falta de dois grandes sites


A comunicação tem duas vertentes principais: Tem a que serve aos chefes que também têm seus chefes, no caso, hoje, a TV  aberta brasileira que serve ao governo, inclusive até demitem alguns funcionários “rebeldes” que aqui acolá dá uma pancadinha de leve no presidente da república, que já pede a cabeça de tal jornalista, como aconteceu com Paulo Henrique Amorim que antes de morrer repentinamente teria sido demitido da Record.
Também tem àqueles que preferem levar uma vida fazendo um jornalismo verdadeiro e independente, mas, esses, muitas vezes têm que “tirar leite de pedra” pra sobreviver, só que quando a pedra deixa de dar leite, ele, talvez com muita tristeza, é obrigado a tirar do ar, como aconteceu com estes dois gigantes. Parabéns para ambos! Melhor assim que jogar seus diplomas no lixo divulgando fake news.   Até aqui Café com Leite, que aliás,  também enfrenta as suas dificuldades e que se for preciso fecha, para não ter que se prostituir servindo a quem não merece. A imprensa foi criada para servir ao povo e não se servir do do povo, sobretudo dos de menos conhecimentos.
Por Moisés MendesNocaute e Conversa Afiada

Duas perdas para o jornalismo de combate nesses tempos em que as trincheiras de esquerda são desafiadas a sobreviver em ambientes infectados pelas fake news, pelo ódio e pelas difamações da extrema direita.

Ontem, o jornalista Fernando Morais anunciou o encerramento do seu blog Nocaute, mantido desde outubro de 2016. E hoje ficamos sabendo do fim do Conversa Afiada:

Morais escreveu:

“O dinheiro era pouco e se acabou. Conseguimos sobreviver mais de três anos, sempre com a corda no pescoço. Temos repetido aqui o bordão de que tempos perigosos exigem jornalismo corajoso. Mas fazer jornalismo e corajoso e independente tem um custo”.

Hoje, a equipe do Conversa Afiada anunciou o fim do blog criado por Paulo Henrique Amorim em 2003. O texto que informa sobre a extinção da página admite que, sem o jornalista, o time se fragilizou.

“Em 2019, com a morte de Paulo Henrique Amorim, esta equipe não se permitiu abaixar as bandeiras e abdicar de seu dever perante a democracia. Continuou a defender, dia após dia, os princípios que nortearam o Conversa Afiada desde a sua criação. Os últimos meses, entretanto, foram um desafio duplamente extenuante: além das dificuldades inerentes à luta pela construção de uma imprensa independente e progressista, a equipe teve de lidar 24 horas por dia, 7 dias por semana com o peso de uma ausência irreparável – porque, afinal de contas, há sim pessoas insubstituíveis”.

Desaparecem os espaços virtuais criados por dois dos maiores jornalistas brasileiros.

É do jogo e mais ainda em uma guerra. Parte do jornalismo com perfil assumidamente militante está sendo derrotada pela incapacidade de sobreviver apenas com as contribuições dos leitores e os anúncios que pagam migalhas.

O mundo virtual ainda é Marte para o jornalismo de pequenos times, muitas vezes apegado às referências românticas das redações analógicas.

Conversa Afiada e Nocaute duraram o tempo que foi possível, como os nanicos da época da ditadura (alguns duravam apenas alguns meses). Mas os sobreviventes vão em frente, alguns mais fortes do que antes do golpe de 2016.

Eu sobrevivo com essa turma, mantendo este blog e escrevendo para os jornais Extra Classe, Brasil 247 e DCM. Enquanto houver um leitor, um só, haverá quem escreva pra ele.

Fonte desta matéria, DCM.

AO VIVO: Juristas lançam livro que explica como a Lava Jato violentou o direito e a democracia


Juristas renomados do Brasil se uniram para preparar um livro que acaba de ser lançado, onde o leitor vai poder entender melhor sobre tudo que aconteceu com a Lava Jato e o que essa “farsa” representou ao Brasil, inclusive sendo responsável por quase 100 mil mortes de brasileiros com a covid19. O que tem a ver? Claro que tem! Foi devido a implantação da Lava Jato que o atual presidente foi eleito e ao se deparar com a chegada do vírus no seu país, nem só ignorou como também debochou da situação e nessa brincadeira de mal gosto, quase 100 mil vidas se foram.

Seja paciente e se informe melhor ouvindo os relatos destes juízes e jornalistas de maiores gabaritos deste país, como Luiz Nascif e muitos outros, e o próprio Joaquim de Carvalho que tem realizado grande trabalho com o Site DCM, que aliás, foi quem publicou essa matéria em vídeo, que você irá assistir a seguir, pois o Café com leite Notícias está retransmitindo para os seus leitores.

Fugiu: blogueiro Allan dos Santos anuncia que está fora do Brasil em live com deputada bolsonarista


Allan dos Santos diz que Moraes deu maior golpe na história do STF

O blogueiro bolsonarista Allan dos Santos informou, numa live na madrugada desta sexta, que está “fora do país”.

O dono do Terça Livre não especificou sua localização.

A transmissão foi organizada pela deputada Bia Kicis, e teve participação do youtuber de extrema direita Bernardo Küster e do americano Ryan Hartwig.

Hartwig é autor de uma suposta denúncia de censura do Facebook a “conservadores”. Credibilidade nível Sara Winter.

Küster, Allan e a deputada são investigados no inquérito das fake news no STF.

Os dois primeiros tiveram suas contas bloqueadas internacionalmente no Twitter na quinta, dia 30, segundo determinação do ministro do Supremo Alexandre de Moraes.

Allan dos Santos acusou o ministro Luís Roberto Barroso de “prevaricação”.

Ele estaria ciente de que a China e a Coréia do Norte espionam o telefone de Bolsonaro, mas não notificou Bolsonaro. 

Barroso, juntamente com Moraes, mais o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, estariam fazendo escuta telefônica em Bolsonaro para derrubá-lo.

“A esposa do Barroso tem data para fugir do Brasil”, afirmou.

“Se alguma coisa acontecer comigo ou com minha família, vem da embaixada da China em Brasília, da embaixada da Coreia do Norte, do Kakay, do Partido dos Trabalhadores, do Barroso ou do Alexandre de Moraes”, disse o sujeito.

É a fake news da fake news. O absurdo é nenhuma autoridade reter o passaporte desses meliantes.

Fonte DCM

Professor anda 7Km de bike para ajudar alunos sem internet na pandemia


Professor Athur na bike - Foto: Catarina Lima / Arquivo pessoal
Professor Athur na bike – Foto: Catarina Lima / Arquivo pessoal

Como tem gente boa nesse mundo! de acordo ao Notícia Boa, Um professor brasileiro pedala 7km toda semana para ajudar alunos que não têm internet em casa e por isso, não conseguem acompanhar as atividades online nesses tempos de pandemia.

professor de Ciências Arthur Cabral, de 29 anos, leva as atividades pessoalmente na casa dos estudantes pra eles poderem estudar, da mesma forma que os outros.

Ele faz a maratona de bicicleta toda sexta-feira, desde que descobriu um grupo de 20 alunos da Escola Estadual Deputado Oscar Carneiro –  em Camaragibe, no Grande Recife – não tem internet para estudar em casa. Arthur diz que é uma questão de igualdade.

“A educação tem que chegar em todo mundo. Quando terminei a graduação, sempre achei que eu estava aqui para ajudar meus alunos. Se 20, 10 ou mesmo um não tiver acesso ao ensino, não vou estar ajudando”, contou ao G1.

Mestre em biologia, Arthur Cabral trabalha há três anos na Escola Estadual Deputado Oscar Carneiro que, a exemplo de outras instituições de ensino de Pernambuco, teve as aulas presenciais suspensas depois da pandemia da Covid-19.

7 km

O professor Arthur dá aula a seis turmas do ensino fundamental.

Morador da Várzea, na Zona Oeste do Recife, ele percorre ao menos sete quilômetros para chegar à região da escola, que fica no bairro da Vila da Fábrica, onde moram os alunos.

As entregas de material didático são feitas sempre de bicicleta, porque alguns deles moram em locais de difícil acesso. Ele conta que a primeira vez que chegou na casa dos estudantes eles se assustaram:

“Quando comecei o trabalho, eles não esperavam por isso, tanto os estudantes quanto os parentes. Ficaram ‘caramba, o professor aqui’. Quando chego na casa deles, sempre dou uma conferida se eles fizeram as atividades anteriores e deixo novas. Vários pais disseram que os filhos se alegraram em poder voltar a estudar, porque muitos deles não têm acesso à internet, ou têm, mas não têm celular compatível ou precisam dividir o aparelho com mais cinco irmãos, por exemplo”, disse.

Corrente do bem

Arthur gasta por semana R$ 100, em média, para imprimir as atividades que leva aos estudantes.

No começo, ele tirava o valor do próprio bolso, mas, com o tempo, uma rede de solidariedade se formou e abraçou a causa.

“Eu contei a história ao dono de uma gráfica, aí o rapaz me deu um desconto bom, e alguns amigos doam folhas de papel, ou me dão um valor em dinheiro para fazer a impressão. Você percebe que começa a se formar uma rede de ajuda. O valor varia do tamanho da atividade, mas é uma média de R$ 100, porque tem cópias de livros, às vezes. Por isso que a ajuda dos amigos tem grande importância”, agradeceu.

Professor Arthur e as apostilas - Foto: Catarina Lima / Arquivo pessoal
Professor Arthur e as apostilas – Foto: Catarina Lima / Arquivo pessoal

Hormônio do amor pode ajudar a tratar Alzheimer, diz estudo


Foto: Matthew Bennett / Unsplash

Nada melhor que uma boa notícia logo cedo não é mesmo? pois é: pesquisadores descobrem uma nova célula que pode acabar com um mal que tem trazido muitas tristezas para os lares. que o mal de Alzheimer. Ao lê essa matéria alguns vão dizer que é o poder do amor, mas para os cientistas é mais que isso. Eles descobriram que a ocitocina, conhecida como hormônio do amor e da felicidade, pode tratar e em alguns casos, reverter o Alzheimer em ratos.

Partindo dessa descoberta, os pesquisadores esperam agora avançar em pesquisas e encontrar a cura da doença.

O estudo sobre a ocitocina foi feito pela Universidade de Ciência de Tóquio e publicado no último dia 20, no Biochemical and Biophysical Research Communication.

Ele revelou, pela primeira vez, que o hormônio do amor pode ter benefícios terapêuticos para distúrbios cognitivos, incluindo demência.

A pesquisa

Liberada pela glândula pituitária, a ocitocina, além de melhorar o humor, também pode aumentar o aprendizado e a memória, descobriram os cientistas.

O estudo sugere que os sinais no cérebro que ficam bloqueados, levando à demência, podem ser desbloqueados com o hormônio do amor.

Quando a ocitocina foi adicionada ao cérebro dos ratos, os cientistas descobriram que as habilidades de sinalização deles aumentaram. Isso, de acordo com os cientistas, sugere que a ocitocina pode reverter o comprometimento da plasticidade sináptica causada pela proteína beta amilóide.

Os cientistas também “bloquearam” artificialmente os receptores de ocitocina nas amostras cerebrais de ratos para mostrar que o hormônio precisa que esses receptores ainda sejam eficazes para aumentar as sinapses.

Eles descobriram que a oxitocina em si não afeta a plasticidade sináptica do hipocampo, mas é capaz de reverter os efeitos negativos da beta amilóide.

Primeira vez

O professor Akiyoshi Saitoh, que liderou uma equipe de cientistas do Japão na Universidade de Ciência de Tóquio, diz: “Este é o primeiro estudo no mundo que mostrou que a ocitocina pode reverter as deficiências induzidas por Aβ no hipocampo de ratos”.

“Recentemente, descobriu-se que a ocitocina está envolvida na regulação do desempenho da aprendizagem e da memória, mas até agora, nenhum estudo anterior lida com o efeito da ocitocina no comprometimento cognitivo induzido por Aβ”.

Remédio

Este é apenas um primeiro passo e mais pesquisas precisam ser realizadas em animais vivos e, em seguida, em seres humanos antes que se possa reunir conhecimento suficiente para usar a ocitocina como um medicamento para a doença de Alzheimer, disse a equipe.

Saitoh, porém, continua esperançoso de que seu novo estudo possa ser o começo de um avanço no tratamento da doença de Alzheimer.

“Nosso estudo apresenta a possibilidade interessante de que a ocitocina possa ser uma nova modalidade terapêutica para o tratamento da perda de memória associada a distúrbios cognitivos, como a doença de Alzheimer.

“Esperamos que nossas descobertas abram um novo caminho para a criação de novos medicamentos para o tratamento da demência causada pela doença de Alzheimer”.

Com informação de Notícia Boa.

Pera aí: a cloroquina queimou o cérebro do Alexandre Graicia? Questiona Rafinha


O Alexandre Garcia, em vídeo, diz que o presidente da república é a própria comprovação da eficácia da cloroquina, mas ele se esquece que o próprio Bolsonaro  ficou assustado ao realizar um segundo teste e o vírus ainda permanecia no seu corpo.

Na verdade, a única coisa que foi comprovada de verdade, é que a cloroquina atrapalha no tratamento. E isso o presidente comprovou realmente ao realizar um segundo teste na certeza que já estaria livre, mas se enganou.

Jornalista Alexandre Garcia comenta na CNN

O comunicador Rafinha Bastos, um dos maiores influenciadores das redes sociais, criticou duramente o jornalista Alexandre Garcia, que se tornou porta-voz informal do bolsonarismo na CNN e também passou a defender a hidroxicloroquina, remédio sem eficácia contra o coronavírus – e que vem sendo propagandeado por Jair Bolsonaro. “Que argumento de merda. O que aconteceu com esse sujeito? A Cloroquina derreteu o cérebro do caboclo? Alguém ajuda!”, questionou Rafinha. Confira:

“Presepada” com Bolsonaro faz Marcelinho Carioca ganhar uma demissão


Marcelinho Carioca será candidato a vereador em 2012

Depois da péssima repercussão em live com Bolsonaro, o ex-jogador Marcelinho Carioca acabou perdendo um contrato de publicidade. A aparição nas redes caiu muito mal entre os torcedores do Corinthians, cuja camisa foi usada pelo presidente.

A reportagem da revista Veja destaca que “o encontro também gerou constrangimento na diretoria do Corinthians e no banco BMG, seu patrocinador. O clube se apressou em dizer que não tinha qualquer relação com o encontro. “O Sport Club Corinthians Paulista torna público que não teve qualquer participação na iniciativa do ex-jogador Marcelinho Carioca, em Brasília. A entrega da camiseta nesta quarta, na Presidência da República, foi uma ação única e exclusiva do ex-atleta.”

A matéria ainda acrescenta que “o presidente do clube, Andrés Sanchez, ex-deputado federal pelo PT, afirmou que “Marcelinho não é contratado nem funcionário do Corinthians. Como cidadão, faz o que bem entende”. O ex-jogador, no entanto, era embaixador de uma parceria entre o Corinthians e o banco BMG, patrocinador master do clube. No Twitter, a hashtag #VergonhaBMG entrou entre os assuntos mais comentados do Twitter.”

Com informação do 247

Noiva pede que cantora ‘alise’ cabelo para tocar em festa: ‘Tudo tem que ser perfeito’


Noiva pede que cantora 'alise' cabelo para tocar em festa: 'Tudo tem que ser perfeito'

Foto: Reprodução / Instagram

O cabelo crespo da cantora e compositora Laís Raquel Teodora de Abreu, de 22 anos, não se encaixaria no quesito “dia único que tudo tem que ser perfeito” de uma noiva que desejava contratá-la para cantar na festa de casamento. A situação foi contada nas redes sociais pela própria Laís. No Instagram, ela relatou ter sido vítima de racismo há cerca de duas semanas durante uma conversa com uma possível cliente. A noiva, depois de ver fotos da cantora, pergunta se no dia do casamento era poderia alisar o cabelo,  pois “ficaria melhor nas fotos”.  

De acordo com o portal Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, Laís é apaixonada por música e canta em casamentos, cafeterias e restaurantes do Distrito Federal. Ela afirma nunca ter recebido um pedido como esse, tampouco ter imaginado que seu cabelo pudesse ser um empecilho para a realização de um trabalho. 

 

Ao receber a foto da cantora, a possível cliente teria perguntado se Laís “costumava cantar com o cabelo assim mesmo”. A jovem riu: “Uai, sim, é meu cabelo”. Com a resposta, a noiva questionou se a cantora poderia usar o cabelo liso, que “fica melhor nas fotos.” Não houve acordo: Laís recusou o pedido. Fonte:BahiaNotícias

 

CONFIRA A CONVERSA: 

 

Clique nas imagens para ampliar

 

 

Polêmica: Malafaia prega boicote à Natura por campanha com Thammy e ataca jornalista da Globo


O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, foi às redes sociais nesta terça-feira (28) para pedir boicote à Natura após a empresa divulgar sua campanha de Dias dos Pais com Thammy Miranda, filho da cantora Gretchen.

Em comentário transfóbico, o evangélico se referiu a Thammy, um homem transexual, como mulher e disse que a propaganda da empresa é uma “afronta aos valores cristãos”.

“Vamos boicotar a Natura! Coloca uma mulher para fazer papel de homem no dia dos pais. Uma afronta aos valores cristãos. Somos a maioria”, diz imagem compartilhada pelo pastor.

Em outra postagem, Malafaia atacou o jornalista Lauro Jardim, do O Globo, que publicou uma matéria citando outras tentativas – sem sucesso – de boicote do pastor.

O jornalista conta que, em 2015, Malafaia tentou liderar um boicote ao Boticário. A empresa de cosméticos, concorrente da Natura, havia utilizado casais homossexuais em sua campanha do Dia dos Namorados.

“Lauro Jardim! Você é um tremendo bobalhão! O boicote ao Boticário foi tão violento que eles mudaram toda a tônica da sua publicidade e não colocaram casais gays, só homens caracterizados como macho. Porque mudaram então se a publicidade tivesse dado certo? Pesquise melhor”, respondeu o evangélico.

Com informações da Revista Forum

Enfermeiro se despede antes de ser entubado: “Quero rosas brancas no meu caixão”


enfermeiro Klediston Kelps coronavírus
Klediston Kelps se despediu antes de ser entubado

“Quero rosas brancas no meu caixão”, disse profissional de saúde de 22 anos antes de ser entubado por conta do coronavírus. Mãe revela que filho já sabia que não resistiria

 

 

Klediston Kelps, de 22 anos, morreu vítima de coronavírus no último sábado (25) em Primavera do Leste (MT). O jovem era técnico de enfermagem e cursava o último período na universidade de Enfermagem.

O quadro de saúde de Klediston se agravou no dia 18 de julho e ele precisou ser internado na UTI. Elisângela da Silva Faria, mãe do jovem, conta que no dia em que seria entubado ele mandou mensagem para a família dizendo que poderia não resistir. Na mensagem à mãe, o jovem disse que, caso fosse a óbito, gostaria de ter flores brancas e uma vermelha no caixão dele.

“Eu perdi a coisa mais preciosa da minha vida. Ele era uma luz para mim e na hora em que ele morreu, antes mesmo de saber, eu senti meu filho indo embora”, desabafa a mãe.

Elisângela contou que não pôde realizar o desejo do filho, já que, por causa da doença, não houve velório e o sepultamento foi feito com o caixão lacrado. No entanto, a mãe levou as flores pedidas pelo filho até o local em que ele foi enterrado.

“Ele dizia que queria seguir meu passos e que por isso tinha escolhido a enfermagem. Mas também dizia que não queria parar por ali, sonhava em terminar o curso e se tornar enfermeiro e depois estudar ainda mais, até chegar ao doutorado. Meu filho era muito dedicado em tudo que fazia. Ele estudou muito para passar no concurso do local em que trabalhava. E estudava ainda mais”, relata.

A família do técnico em enfermagem acredita que ele foi contaminado pela Covid-19 durante os plantões no trabalho. Klediston havia pegado dengue semanas antes. Por causa disso, o sistema imunológico já estava debilitado.

“Ele me mandava mensagem, estava sofrendo. As enfermeiras me falavam que ele rolava de dor”, lembra. Apesar disso, a mãe conta que ainda tinha esperanças e esperava pela saída do filho, mas notou que nos últimos dias de vida, ele estava se sentindo mais cansado e sem forças.

A prefeitura da cidade de Primavera do Leste lamentou a morte do jovem e disse que no trabalho ele era dedicado, atencioso e cuidadoso. Do PragmatismoPolítico

Elisângela levou as rosas que o filho pediu no outro dia

Após revelações de Aras, Paulo Pimenta propõe CPI da Lava Jato


Paulo Pimenta

A espionagem feita pela Lava Jato foi revelada pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, em live do grupo Prerrogativas, retransmitida pela TV 247. “Os 50 mil documentos que a Lava Jato possui arquivados em um sistema paralelo, sem controle da PGR ou das Corregedorias, revela um Estado Policial dentro do País. Trata-se de uma afronta ao Estado de Direito e não pode ser tolerado impunimente pelo STF e pelo Congresso”, escreveu o deputado no Twitter.

“A Câmara deve imediatamente instalar a CPI da Lava Jato, q já foi lida e aguarda decisão do @RodrigoMaia para iniciar o funcionamento. Ainda hoje, precisamos acionar o @STF_oficial e o @MPF_PGR p/ acompanhar as medidas adotadas para investigar e identificar os responsáveis”, completou em outro post.

Pimenta também ressaltou “que a possibilidade de compartilhamento de informações pessoais entre Receita Federal, Lava Jato e PF sem autorização judicial, para criar um banco de dados sobre 38 mil pessoas é criminoso. É uma ‘polícia política’ p/ ser acionada contra todos que não se intimidam aos abusos.”

Para ele, é preciso saber quem são os 38 mil investigados irregularmente pela Lava Jato, além de saber se existem deputados, senadores, advogados, ministros do STF ou STJ, além de seus familiares. Ainda segundo ele, é preciso descobrir o que contém os 50 mil documentos contidos no sistema paralelo, se a Receita Federal teve alguma participação e se existiu alguma autorização judicial para que este tipo de ação fosse realizada. “Por que em um sistema paralelo? Perguntas que só uma CPI pode responder”, disse o parlamentar.

Leia as postagens do deputado Paulo Pimenta sobre o assunto e assista a live do grupo Prerrogativa com Augusto Aras: