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Bahia pode chegar a 1,1 milhão de pessoas infectadas com o coronavírus em maio


Covid-19 vai exigir mais leitos do que o estado e municípios possuem atualmente

O número de pessoas infectadas com o novo coronavírus na Bahia vai chegar a 1,1 milhão em meados de maio. A projeção foi feita por pesquisadores da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) e divulgada nesta quarta-feira (1º). Ontem, outro estudo apontou que o número de casos vai triplicar nos próximos dez dias se a população abandonar as medidas de isolamento social.

A pesquisa foi realizada pelo professor e coordenador do Grupo PET, da Faculdade de Economia da Uefs, Cleiton Silva, e pela estudante do 9º semestre Yasmin Oliveira. O levantamento observou que o crescimento diário de casos confirmados da doença, de 6 a 31 de março, tem sido de 23%. Ele apontou que dos 14,9 milhões de habitantes que vivem na Bahia, cerca de 1,1 milhão serão infectados, o que representa aproximadamente 7,4% da população.

“O número assusta, eu também fiquei assustado quando concluí os cálculos, mas está em acordo com estudos internacionais. As projeções podem mudar dependendo das medidas que forem adotadas pelas autoridades nos próximos dias e do comportamento do vírus em nossa sociedade, mas, no cenário atual, essa é a estimativa. Haverá um pico de infectados no meio do mês de maio e depois vai começar a diminuir”, afirmou Silva.

O professor disse que o objetivo da pesquisa é fornecer informações científicas de forma transparente para ajudar a sociedade na tomada de decisões. O estudo será atualizado a cada dez dias para verificar se a previsão está se confirmando, mas ele contou que nem todas as notícias são negativas.

“Fiz um comparativo com outros estados e na Bahia a situação não é das piores. Foram registrados dois óbitos em um mês de pandemia e a curva de infectados está abaixo das projeções iniciais. Muito disso se deve as ações adotadas pelas autoridades, como o isolamento social e a redução do fluxo de pessoas entre os municípios”, disse.

A estudante de Economia Yasmin Oliveira, 22 anos, participou do estudo e contou que a metodologia usada foi embasada nos boletins divulgados pela Secretaria Estadual da Saúde (Sesab) com os dados de pessoas infectadas, e em cálculos epidemiológicos usados em pesquisas internacionais e de outros estados. Foram cerca de dez dias de coleta de informações e de análises até a publicação.

“Despertamos o interesse em monitorar essa situação depois que o primeiro caso da doença foi confirmado em Feira de Santana. Começamos a pesquisar, ver o que estava sendo feito lá fora para possivelmente replicar aqui. Inicialmente, elaboramos mapas usando modelos mais simples até que nos deparamos com um modelo epidemiológico que é usado para projetar o avanço de doenças no mundo todo. Estudamos as equações do modelo e aplicamos aqui”, afirmou Yasmin.

O estudo divide a população em três categorias: os que estão suscetíveis de serem contaminados, os infectados, e os que adoeceram e se recuperam. A pesquisa afirma que na Bahia a incidência de casos é maior entre 70 e 79 anos, que os infectados representam cerca de 4% do total de casos notificados, e que mais de 60% deles estão concentrados na capital. A taxa de mortes provocada pela doença tem sido de 4,9% no mundo e 3,6% no Brasil, mas ela não foi estimada na pesquisa.

Situação complicada
O trabalho da Uefs afirma que se for considerado, hipoteticamente, que 15% das pessoas que contraem a Covid-19 precisam de internamento médico, seria necessário 165 mil leitos para atender aos enfermos na Bahia. O dado preocupa porque de acordo com o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (Cnes), até esta quarta-feira (1º), o estado tinha apenas 3.284 leitos de UTI Complementar, sendo que 1.815 deles estão disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e 1.469 pela rede privada.

O Cnes aponta que nos hospitais particulares 290 camas já estão reservadas para pacientes com o novo coronavírus. No sistema público são 245 unidades de isolamento já pré-determinadas.

O cenário é ainda pior quando observado em nível nacional. Todos os oito estados vizinhos da Bahia, no Nordeste, têm menos leitos que os baianos. Pernambuco é o que mais se aproxima com 2.892 unidades, sendo seguido do Ceará (2.145), Maranhão (1.260), Paraíba (952), Rio Grande do Norte (811), Alagoas (724), Piauí (624), e Sergipe (503). Os baianos estão à frente em número de leitos também de todos os estados do Norte e do Centro-Oeste, ficando atrás apenas de São Paulo (15.975), Rio de Janeiro (7.936), Minas Gerais (5.482), e Paraná (4.080).

Desde que a pandemia começou o governo do estado criou 300 novos leitos, incluindo a reativação do Hospital Espanhol, com 160 unidades, e a utilização do Centro de Treinamento do Bahia e do antigo Hotel Riverside, ambos em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana, e que juntos vão possibilitar 140 internamentos de pacientes em tratamento de baixa complexidade, o que deve ajudar a desafogar os hospitais de referência no combate à Covid-19.

Já a prefeitura de Salvador pretende criar até 250 novas vagas para internamento no município. Foram anunciadas até agora 10 leitos no Hospital Municipal, 14 no Hospital Santa Izabel, seis no Hospital Português, e 30 nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). No espaço de eventos Wet’n Wild, na Avenida Luis Viana (Paralela), vão funcionar outros 50 unidades de UTI.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) a cidade tem 275 leitos hospitalares entre adultos e pediátricos contratualizados atualmente, além de outros 112 leitos clínicos e de UTI instalados no Hospital Municipal.

Procurada para comentar a pesquisa, a Secretaria Estadual da Saúde (Sesab) apresentou o plano de contingência, já divulgado pelo governo do estado, com ações voltadas para diversas áreas da saúde. O órgão não comentou as projeções feitas pelos pesquisadores.

Confira a pesquisa divulgada nesta quarta-feira (1º).

Isolamento social
Dois outros estudos realizados por pesquisadores de universidades baianas sobre o novo coronavírus foram divulgados está semana. Em um deles, professores da Universidade Federal da Bahia (Ufba), identificaram os bairros de Salvador que estão mais vulneráveis a disseminação da doença.

Foram listados Tororó, Vila Canária, Santa Cruz, Pirajá, Nova Constituinte, Santa Luzia, Boa Vista de São Caetano e Sussuarana. A análise cruzou o fluxo das viagens por meio do transporte coletivo com os indicadores socioeconômicos de cada lugar. Os pesquisadores usaram também o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, o Índice de Vulnerabilidade Social, a densidade de ocupação domiciliar e a vulnerabilidade ao abastecimento de água e esgotamento sanitário.

O segundo estudo foi comandado pela Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), em parceria com a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e com a Ufba, e revelou que o número de casos confirmados da doença no estado pode triplicar nos próximos dez dias se a população abrir mão das medidas de isolamento social.

Os cerca de 30 pesquisadores envolvidos no estudo criaram uma ferramenta que faz a projeção no número de casos confirmados da doença em dois cenários, com e sem isolamento. A pesquisa diz que a quantidade de caso pode saltar de 359 para 1.093 doentes nos próximos dez dias e a população abandonar as orientações da OMS e voltar a se aglomerar.

Para o reitor da Uefs, Evandro Nascimento, essas pesquisas são fundamentais nesse momento. “É muito importante que a academia esteja mobilizando pesquisadores para estudar esse fenômeno da pandemia do novo coronavírus. É um vírus novo, desconhecido e a maior dificuldade para controlar a pandemia são os poucos conhecimentos científicos sobre o tema. Esses estudos vão contribuir para conhecer melhor a disseminação do vírus, além de ser um legado para a posteridade”, afirmou. Fonte: Correio

 

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Caixa divulgou hoje calendário para pagar auxílio de R$ 600


Trabalhadores informais que não tenham nenhum tipo de cadastro poderão se inscrever pelo aplicativo para receber o benefício duranta três meses

Caixa vai apresentar aplicativo e calendário do auxílio emergencial

Caixa vai apresentar aplicativo e calendário do auxílio emergencial

Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Caixa Econômica Federal vai divulgar nesta segunda-feira (6) os procedimentos e o calendário de pagamentos do auxílio emergencial de R$ 600 mensais. Aplicativo que estará disponível na terça-feira (7) deverá viabilizar o cadastro e o pagamento para os trabalhadores informais, autônomos e microempreendedores que não estão registrados em nenhuma base de dados do governo federeal.

Leia mais: Veja quem tem direito ao auxílio emergencial de R$ 600 por mês

Para quem não sabe se está no Cadastro Único para programas sociais, o aplicativo também servirá como consulta, bastando colocar o número do CPF.

O acesso será pelo celular ou pelo computador para a realização da chamada “autodeclaração”. O próprio aplicativo avaliará se o trabalhador cumpre os cerca de dez requisitos exigidos pela lei para o recebimento da renda emergencial.

O pagamento poderá ser feito em até 48 horas depois que a Caixa receber os dados dos beneficiários. Quem não tem conta em bancos poderá retirar o benefício em casas lotéricas.

Bolsa Família

Beneficiários do Bolsa Família não precisam se inscrever no aplicativo. Eles já estão inscritos na base de dados e poderão, entre os dias 16 e 30, escolher se receberão o Bolsa Família ou a renda emergencial, optando pelo valor mais vantajoso

A Caixa também lançará outro aplicativo, exclusivo para o pagamento da renda emergencial. O benefício será depositado em contas poupança digitais, autorizadas recentemente pelo Conselho Monetário Nacional, e poderá ser transferido para qualquer conta bancária sem custos.

“Coronavoucher”

Apelidado de “coronavoucher”, o pagamento será feito durante três meses para diminuir os impactos da pandemia de coronavírus na população de renda baixa. A ajuda inclui também idosos e pessoas com deficiência na fila do INSS para receber o BPC (Benefício de Prestação Continuada), e mães que são chefe de família (família monoparental).

Para receber o auxílio, o trabalhador não pode ter aposentadoria, seguro-desemprego ou ser beneficiário de outra ajuda do governo. Também não pode fazer parte de programa de transferência de renda federal, com exceção do Bolsa Família.

Segundo o projeto, até dois membros da família terão direito ao auxílio. Se um deles receber o Bolsa Família, terá que optar pelo benefício que for mais vantajoso.

Quem tem direito ao benefício:

– Trabalhador informal, microempreendedores individuais (MEIs), trabalhadores que contribuem com a Previdência Social como autônomos e trabalhador com  contrato intermitente que estiver inativo.
– Pessoas com deficiência e idosos candidatos a receber o BPC (Benefício de Prestação Continuada).
– Mães chefes de família (sem marido ou companheiro).

Quanto cada família vai receber:

– O benefício é de R$ 600 e limitado a duas pessoas de uma mesma família.
– A mãe chefe de família (sem marido ou companheiro) tem direito a duas cotas do auxílio, no total de R$ 1,2 mil.
– Duas pessoas de uma mesma família podem acumular benefícios: um do auxílio emergencial de R$ 600 e um do Bolsa Família.
– Quem receber o Bolsa Família e se encaixar no critério do benefício emergencial, vai receber o que for maior.

Os requisitos para receber o benefício:

– Ser maior de 18 anos de idade.
– Não ter emprego formal.
– Não receber benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou de outro programa de transferência de renda federal, com exceção do Bolsa Família.
– Renda familiar mensal per capita (por pessoa) de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total (tudo o que a família recebe) de até três salários mínimos (R$ 3.135,00).
– Não ter recebido rendimentos tributáveis, no ano de 2018, acima de R$ 28.559,70.

O interessado deverá cumprir uma dessas condições:

– Exercer atividade na condição de microempreendedor individual (MEI).
– Ser contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social (RGPS).
– Ser trabalhador informal inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
– Ou ter cumprido o requisito de renda média até 20 de março de 2020.
– Também será possível preencher uma autodeclaração a ser disponibilizada pelo aplicativo da Caixa.

Como será o pagamento

– O auxílio emergencial será pago por bancos públicos federais por meio de uma conta do tipo poupança social digital.
– Essa conta será aberta automaticamente em nome dos beneficiários, com dispensa da apresentação de documentos e isenção de tarifas de manutenção.
– A pessoa poderá fazer ao menos uma transferência eletrônica de dinheiro por mês, sem custos.
– A conta pode ser a mesma já usada para pagar recursos de programas sociais governamentais, como PIS/Pasep e FGTS.
– Os bancos são Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco da Amazônia e Banco do Nordeste. Também podem ser utilizadas para o pagamento agências lotéricas e agências dos Correios.

 

Médicos prevêem 111 mil mortes em SP, mesmo com quarentena.


Dimas Covas, diretor do Instituto Butantã e coordenador da equipe médica que acompanha e projeta cenários para a infecção por coronavírus em São Paulo mostrou números aterradores, que só reforçam a necessidade de que a população adira e as autoridades públicas fazerem cumprir o isolamento social.

Mesmo com as medidas de restrição, projetam-se 111 mil mortos em 180 dias que estimam durar, até que termine totalmente, a pandemia que nos assola.

Sem elas, mais 166 mil. Isso mesmo, 277 mil mortes.

Apenas em São Paulo, frise-se.

Torcemos todos para que as projeções de especialistas estejam erradas, mas se forem apenas uma fração do que são, é apavorante.

Os números, para o já próximo 13 de abril, serão 5 mil infectados, um décimo do que o estado teria sem as restrições de circulação.

Doria agiu com energia e correção no anúncio da extensão – apenas a primeira – da quarentena para o dia 22, o que certamente acontecerá pelo menos mais uma vez.

Teve o cuidado de colocar a seu lado uma equipe de médicos infectologistas, o que emprestou a credibilidade necessária e foi duro com quem está clamando pelo retorno à circulação normal.

Sabemos que os números disponíveis são precários, por conta da baixa incidência de testes.

Reforça-se a convicção de que a sabotagem que Jair Bolsonaro faz é criminosa e genocida, pois tratam-se de dezenas de milhares de vidas que, desnecessariamente. Do Tijolaço

Profissionais de saúde do HGI reclamam de condições de trabalho e temem por novas infecções de covid-19


Hospital tem sido epicentro de contágio na microrregião.

A reportagem do GIRO foi procurada por alguns profissionais do Hospital Geral de Ipiaú, que pedem anonimato, reclamando de condições inadequadas para cuidar de pacientes com sintomas da covid-19 e do risco de novas infecções, principalmente com os profissionais da área de saúde. Até a tarde de domingo (5), o Hospital Geral de Ipiaú, segundo boletim divulgado pela unidade hospitalar, tinha 30 casos notificados em profissionais de saúde, 8 deles confirmados, 7 descartados, 9 aguardando resultados e 9 aguardando realização de testes. Já em relação a pacientes, o boletim do hospital citou apenas o caso de Itagibá, no entanto, uma paciente de Barra do Rocha testado positivo para a covid-19 afirmou ao GIRO que foi infectada após acompanhar uma parente na unidade hospitalar.

Segundo denúncia de alguns profissionais da equipe de saúde, apesar do hospital contar com um ambiente específico e equipe que foi treinada para acolher e manejar os casos que chegam com Síndrome Respiratória Aguda e Grave, ou casos suspeitos da Covid-19, o que tem acontecido é “imperícia no manejo destes pacientes” que na sua maioria, quando não apresentam sinais de gravidade, estão sendo encaminhados para enfermarias comuns, fora do ambiente destinado para este acolhimento.

Conforme a denúncia, os profissionais que atuam nestas enfermarias não tem EPIs adequados e suficientes, os acompanhantes dos pacientes suspeitos circulam no hospital sem restrições, profissionais usam mesmo avental para cuidar de outros pacientes com patologias diversas mesmo após contato com os pacientes suspeitos de COVID19 e que o isolamento destes pacientes nas enfermarias não é efetivo, indo de encontro às recomendações preconizadas para o enfrentamento da pandemia no ambiente hospitalar. Além disso, segundo a denúncia, apenas a equipe de Covid-19 foi treinada de forma específica, sendo que os demais profissionais, incluindo os das Enfermarias, não tiveram treinamento algum.

Os profissionais ainda denunciam que existe a subnotificação de casos no ambiente hospitalar, que ultrapassa a escassez de testes, chegando a caracterizar negligência e imperícia da equipe de saúde, incluindo médicos e Enfermeiros que estão na linha de frente de combate ao COVID 19. “A realidade é que está havendo conflito entre as equipes, não estão seguindo os protocolos de forma coerente e estão negligenciando a assistência ao paciente que procura o serviço, consequentemente aumentando rapidamente o número de casos entre os profissionais e demais cidadãos de Ipiaú e municípios vizinhos”, comentou um dos denunciantes.

Diretor do HGI comenta

Na manhã desta segunda-feira (06), nossa reportagem entrou em contato com o diretor do Hospital Geral de Ipiaú. Ele classificou como “natural” o medo dos profissionais que ficam na linha de frente do combate ao novo coronavírus e assegurou que as medidas protetivas estão sendo tomadas para evitar a disseminação do vírus em pacientes e trabalhadores. O diretor Alex Miranda enviou uma nota detalhando o motivo que levou a proliferação da covid-19 na unidade hospitalar. Acompanhe:

“Após a confirmação do primeiro caso (no HGI), devido a este quadro, a paciente demandou uma mobilização maior da equipe, sem o devido isolamento, já que a doença em foco era um infarto agudo do miocárdio e não havia manifestação clínica, no momento, da COVID. ​Diante da suspeita da infecção pelo coronavírus após evolução, todas as medidas foram, prontamente, tomadas. Paciente foi isolada e testada, familiares, pacientes contactantes e autoridades municipais informadas sobre o ocorrido, funcionários contactantes isolados em domicílio e testados conforme protocolo da Secretaria Estadual de Saúde.

Diante das evidências de disseminação de proporções não dimensionáveis da doença entre os funcionário, foram tomadas medidas extremas, sem deixar os usuários desassistidos. Abrimos em caráter de urgência a Ala COVID, com recepção e equipe separada. Foi criado o Núcleo de Saúde do Trabalhador, com monitorização dos profissionais, medidas de sinais vitais, inquérito de sinais e sintomas suspeitos, realização de hemograma e PCR, intensificação de treinamento ao uso correto de EPIs, blitz de ajustes e fiscalização dos mesmos, acolhimento psicológico, isolamento e teste a qualquer sinal de alarme, fluxograma de isolamento, além de todos os paciente suspeitos, como também acima de 60 anos com deterioração de doença de base, mesmo sem sintomas da COVID-19″, diz a nota enviada pela direção do Hospital Geral de Ipiaú. Com informações do Giro Ipiaú

 

Prefeito de Varginha, em MG, renuncia após tentar reabrir comércio em meio à pandemia do coronavírus


Pressionado por empresários, Antônio Silva (PTB), emitiu decreto reabrindo parte do comércio na sexta-feira (3), mas voltou atrás neste domingo, antes de renunciar ao cargo

O prefeito de Varginha, Antônio Silva (PTB), entregou uma carta de renúncia na manhã desta segunda-feira (6) à Câmara Municipal após ser pressionado a revogar o decreto que permitiu a reabertura do comércio na cidade do sul de Minas Gerais.

“Procurei, ao longo desse tempo, desempenhar minha função com honestidade, probidade e integral dedicação, no afã de corresponder às expectativas daqueles cidadãos que me confiaram o seu voto. Não sou Prefeito, apenas estou Prefeito, mas, nas atuais circunstâncias e por razões de foro íntimo, reconheço não ter condições de continuar administrando a Prefeitura”, diz Antônio Silva na carta.

O prefeito voltou de férias na semana passada e, em meio à pandemia do Coronavírus, se rendeu à pressão de empresários, emitindo um decreto na última sexta-feira (3) que permitiu a reabertura de parte do comércio da cidade.

Questionado por diversos órgãos como o Ministério Público, a Associação Médica, a comissão de enfrentamento ao Covid-19, o Conselho Municipal de Saúde e a Superintendência Regional de Saúde, o prefeito voltou atrás e revogou o decreto neste domingo (5), um dia antes de entregar a carta de renúncia ao cargo.

“Relembrando as palavras do Apóstolo Paulo, posso afirmar que “combati o bom combate, terminei a carreira, guardei a fé”, e encerro a minha missão com a consciência do dever cumprido”, diz Antônio Silva no documento recebido pela Câmara Municipal, que marcou reunião extraordinária para oficializar a renúncia e dar posse ao vice-prefeito, Verdi Lúcio Melo.

Na última sexta-feira, o município confirmou três casos de Covid-19 na cidade. Além disso, conforme a Secretaria Estadual de Saúde, Varginha é agora a cidade com o maior número de suspeitas da doença no Sul de Minas. Ao todo, conforme boletim da SES-MG, a cidade tem 283 casos em investigação.

Matéria na íntegra na Revista Forum

Flávio Dino sobre a cloroquina: no Maranhão são médicos que receitam remédios e não políticos


Alheio às medidas para contenção da propagação do coronavírus, Bolsonaro aposta todas as fichas na cura da doença pela hidroxicloroquina, medicamento que ainda está sendo testado

 

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O governador do Maranhão, Flavio Dino, afirmou em sua conta do Twiter, nesta segunda-feira (6), que no seu estado “os médicos decidem sobre quais remédios os doentes de coronavírus devem tomar”.

Dino disse ainda considerar “mais um delírio politizar o debate sobre cloroquina. É tema técnico, não ideológico”.

“Aqui no Maranhão, os médicos decidem sobre quais remédios os doentes de coronavírus devem tomar. Portanto, é mais um delírio politizar o debate sobre cloroquina. É tema técnico, não ideológico.”

Flávio Dino 🇧🇷

@FlavioDino

Aqui no Maranhão, os médicos decidem sobre quais remédios os doentes de coronavírus devem tomar. Portanto, é mais um delírio politizar o debate sobre cloroquina. É tema técnico, não ideológico.

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Alheio às medidas para contenção da propagação do coronavírus, que já infectou mais de 10 mil pessoas no Brasil, Bolsonaro segue firme em sua saga de apostar todas as fichas na cura da doença pela hidroxicloroquina, medicamento que ainda está sendo testado, mas sem comprovação científica, segundo Luiz Vicente Rizzo, diretor de Pesquisa do Hospital Albert Einstein, que coordena estudos com 70 hospitais e 1.360 pacientes submetidos ao tratamento.

Com informação da Revista Forum

China lança manual sobre coronavírus em português com orientações precisas para cada família e pessoa (leia versão integral)


O “Manual de Controle e Prevenção da COVID-19” explica sobre o novo coronavírus, quais são as fontes de infecção e transmissão, período de incubação, sintomas e tratamento, e quais os grupos risco. Na reportagem, o livro está na íntegra e você pode ler e baixar o manual em seu computador

– A versão em português do “Manual de Controle e Prevenção da COVID-19”, segundo o doutor Wenhong Zhang, médico chinês especialista em doenças infecciosas e referência no tratamento do novo coronavírus, começou a ser distribuída gratuitamente pela internet em formato PDF. Clique aqui para baixar o arquivo.

O livro concentra informações importantes em um único material de forma compreensível para o público e apresenta detalhes de experiências e práticas bem-sucedidas no combate ao coronavírus na China. Com uma linguagem simples e uso de imagens, o livro explica sobre o novo coronavírus, quais são as fontes de infecção e transmissão, período de incubação, sintomas e tratamento, e quais os grupos risco.

O livro aborda também as formas de prevenção em casa, no período de quarentena, e orienta sobre o uso de máscara, luvas e óculos de proteção. O manual traz informações sobre a forma correta de lavar as mãos, cuidados ao pegar o elevador, uso de ar-condicionado, a higiene dos animais de estimação, e protocolo de contato próximo com pessoas infectadas. Esclarece ainda sobre desinfeção e higiene em casa; cuidados ao pegar transporte e frequentar locais públicos, e prevenção no ambiente de trabalho. Por fim, o livro aborda sobre cuidados com gestantes e crianças, e quando é necessário procurar ajuda em um hospital. Fonte 247

 

Maia decide não arquivar pedidos de impeachment contra Bolsonaro


Neste final de semana, presidente da Câmara endureceu as críticas a Bolsonaro sobre os ataques nas redes sociais ao Congresso

[Maia decide não arquivar pedidos de impeachment contra Bolsonaro]
Foto : Lula Marques/AGPT

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), negou que irá arquivar pedidos de impeachment que forem protocolados contra o presidente da República, Jair Bolsonaro (Sem partido), durante a pandemia de coronavírus. Segundo a Revista Época, o democrata também decidiu que não vai arquivar as ações. A decisão sobre os pedidos será tomada após a crise da doença, que já vitimou 488 pessoas no país.

Neste final de semana, Maia endureceu as críticas a Bolsonaro e disse que ataques nas redes sociais ao Congresso são promovidos por assessores de Bolsonaro que se comportam como “marginais”.

“Essas brigas paralelas comandadas por um gabinete do ódio, comandadas por assessores do presidente que são mais marginais do que assessores do presidente, não vão de forma nenhuma mudar atitudes do Parlamento brasileiro. Continuamos votando. Nós que aumentamos o valor da renda mínima”, disse o presidente da Câmara, em entrevista ao jornal O Globo, em referência ao repasse de R$ 600 para os trabalhadores

Agredida pelo governo Bolsonaro, China troca soja brasileira por soja dos Estados Unidos


China inicia retaliação aos ataques despropositados do governo brasileiro de Jair Bolsonaro ao maior parceiro comercial do país e única nação capaz de fornecer equipamentos para o combate ao coronavírus. A primeira medida é reduzir as importações da soja brasileira

 

Governo chinês prepara-se para aumentar as importações de soja dos Estados Unidos e reduzir as do Brasil, como retaliação aos seguidos ataques do governo Bolsonaro ao país durante a crise do coronavírus. Decisão do governo chinês comprova que ataques de Abraham Weintraub e Eduardo Bolsonaro à China atendem apenas aos interesses dos Estados Unidos – e não do Brasil. Com isso, os ruralistas, que ajudaram a colocar Bolsonaro no poder, serão prejudicados porque, na prática, colocaram um governo que serve a interesses internacionais – e não do Brasil.

Segundo o jornalista Nelson de Sá, na Folha de S.Paulo o diário Xin Jing Bao, de Pequim, noticiou no sábado (4) uma coletiva sobre “segurança e suprimento alimentar” de um diretor do ministério chinês da agricultura, convocada porque “muitas pessoas se preocupam que a soja importada do Brasil venha a ser afetada”.

Wei Baigang afirmou que “as importações do Brasil não foram afetadas em março”, mas que as importações dos EUA devem crescer”, agora que “a primeira fase do acordo comercial sino-americano foi implementada”.

A China é o principal importador de produtos agrícolas brasileiros. O valor das aquisições pelo país asiático foi US$ 31,01 bilhões em 2019, de acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Em segundo lugar ficaram os Estados Unidos (US$ 7,18 bilhões).

De acordo com a agência de notícias chinesa Xinhua, em levantamento que envolveu 13 correspondentes na América Latina, o número de confirmações de coronavírus gira em torno de 30 mil na América Latina, sendo mais de um terço no Brasil, que tem pelo menos 11,2 mil e 489 mortes provocadas pela doença.

Segundo relato da coluna de Nelson de Sá, O tabloide Huanqiu/Global Times ironizou em título que, em meio à escalada dos números, “Presidente brasileiro convoca jejum para se livrar do pecado”. Na rede CCTV, “três epidemias estão para acontecer ao mesmo tempo no Brasil”, acrescentando dengue e gripe.

O fato é que, em meio a uma pandemia global, o governo Jair Bolsonaro ainda consegue arrumar briga com a China, após integrantes da atual administração acusarem o país asiático de esconder informações sobre a covid-19 e de querer dominar o mundo com a doença.

De acordo com artigo do jornalista Leonardo Attuch, editor do 247, “um dos maiores erros dos analistas políticos no Brasil é dividir o governo Bolsonaro entre uma ala de ministros técnicos, uma ala militar e uma suposta ala formada por ministros ‘ideológicos’, que teria como principais representantes Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, e Abraham Weintraub, da Educação – os ministros “olavistas” que seriam protegidos pelo deputado Eduardo Bolsonaro, que por muito pouco não foi indicado embaixador do Brasil em Washington”.

“Volta e meia, há quem diga que Ernesto Araújo e Abraham Weintraub são ‘loucos’ ou ‘burros’. Nem uma coisa nem outra. Ambos sabem muito bem o que estão fazendo e conhecem também as consequências de seus atos. Sabem que, no limite, o Brasil poderá sofrer retaliações econômicas da China”, diz. “O que interessa à dupla é agradar aos patrões. E ambos sabem que Bolsonaro deve sua eleição ao pesadíssimo esquema de fake news desenvolvido pela extrema-direita estadunidense e por Steve Bannon – um personagem que já declarou que o Brasil é o principal território em disputa por Estados Unidos e China”.

Com informação do 247.

Mandetta diz que não ouviu fala de Bolsonaro sobre demissão; ‘Eu estava dormindo’


O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), se esquivou dos recados do presidente Jair Bolsonaro dados neste domingo, 5, que sinalizou que poderia demitir do governo quem está “se achando”. Questionado pela reportagem cerca de uma hora após as declarações, Mandetta afirmou que ainda não tinha visto a frase. “Eu estou dormindo”, disse, parecendo bocejar ao telefone. “Amanhã eu vejo, tá?”, completou, antes de encerrar a ligação.

Bolsonaro disse a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada que “algo subiu na cabeça” de alguns de seus subordinados, mas que a “hora deles vai chegar”. “A minha caneta funciona”, afirmou Bolsonaro. “Algumas pessoas no meu governo, algo subiu a cabeça deles. Estão se achando. Eram pessoas normais, mas de repente viraram estrelas. Falam pelos cotovelos. Tem provocações Mas a hora deles não chegou ainda não. Vai chegar a hora deles. A minha caneta funciona. Não tenho medo de usara a caneta nem pavor. E ela vai ser usada para o bem do Brasil, não é para o meu bem”, disse Bolsonaro.

Mandetta e Bolsonaro têm divergido sobre estratégias de isolamento da população contra o novo coronavírus. O ministro defende uma ação mais ampla, para evitar aglomerações e estimular redução de fluxo urbano, com medidas como trabalho em home office e fechamento do comércio em locais com grande número de casos. Já Bolsonaro defende um “isolamento vertical” em que sejam afastadas pessoas acima de 60 anos ou que apresentem outras doenças.

Bolsonaro escancarou descontentamento com Mandetta na última semana. O presidente disse que falta “humildade” ao ministro e, embora tenha afirmado que não pretende dispensá-lo “no meio da guerra”, ressaltou que ninguém é “indemissível” em seu governo. O protagonismo do auxiliar diante da crise envolvendo a pandemia do coronavírus já vinha incomodando o presidente há algum tempo. Questionado pelo jornal O Estado de S. Paulo sobre as declarações de Bolsonaro, feitas na última quinta-feira, 2, Mandetta respondeu: “Trabalho, lavoro, lavoro”, repetindo a palavra que significa “trabalho” em italiano.

Comminformação do Correio.

Prefeito de São Bernardo chora ao deixar UTI: “achei que não ia voltar”


O prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando (PSDB), de 45 anos, diagnosticado com a Covid-19 no dia 25 de março, gravou vídeo emocionado ao receber alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Morando teve o quadro agravado e foi para a UTI no dia 29. Ele continua hospitalizado e isolado.

“Estou muito feliz. Não tenho outras palavras, a não ser agradecer. Agradecer a toda equipe médica, enfermeiros, auxiliares, o pessoal da limpeza (que foi muito carinhoso comigo). Só Deus pode pagar por tudo que vocês fizeram por mim. Agradecer às milhares de correntes, de orações, de torcida, de fé, [vindas] de adultos, crianças. Isso tudo me deu coragem para estar de volta. Muito obrigado, de coração. Eu achei que não ia voltar. Mas eu estou bem. Agradeço a cada um de vocês. Muito obrigado do fundo do coração”, disse ele, chorando.

Quando revelou que estava com coronavírus, Morando atacou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por não mostrar o resultado de seus exames.

“Como eu disse, eu tomei e vou continuar tomando todas as medidas para proteger. Fui para a linha de frente e vou comunicar a todos vocês que, infelizmente, eu fui atingido. É triste, é triste. Está aqui o meu exame. Diferente do presidente da República, que não tem coragem de mostrar. Infelizmente, deu positivo o meu exame”, disse Orlando, no Instagram.

Com informação da Revista Furum

 

Como ministros decidiram transformar Bolsonaro na “Rainha Louca”: continuará na presidência, mas sem poder. Por Joaquim de Carvalho do DCM


As declarações de Bolsonaro para um grupo de evangélicos sobre “estrelas” de seu governo confirmam o que um dos jornalistas mais prestigiados da Argentina disse na sexta-feira: ele não tem mais poder.

Ontem, Bolsonaro disse que usará a caneta para demitir ministros estrelas, que falam “pelos cotovelos”. A frase foi interpretada por políticos como uma referência a Luiz Henrique Mandetta, da Saúde, e Sergio Moro, da Justiça.

Quem tem poder não precisa avisar.

Conhecido por revelar o passado de fraqueza do papa Francisco em relação à ditadura argentina, Horacio Verbitsky disse em um programa de rádio que o Brasil tinha o general Walter Braga Netto como “presidente operacional”.

A declaração foi dada na rádio El Destape, em um programa de debate e análise política.

Abaixo, o áudio do comentário do jornalista, conhecido na Argentina por revelar também que militares jogavam presos políticos no rio da Prata, em voos da morte.

“Uma comunicação telefônica de um alto chefe do Exército brasileiro com um alto chefe do Exército argentino, no qual o brasileiro informou que havia tomado a decisão de tirar o presidente Bolsonaro em todas as decisões importantes”, relatou Verbitsky.

O movimento institucional para isolar Bolsonaro começou quando Gilmar Mendes entrou em contato com os militares ministros depois que Bolsonaro ameaçou revogar a quarentena. E também depois que Bolsonaro desafiou a orientação das autoridades sanitárias, inclusive do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, com o passeio pelo Distrito Federal, que gerou aglomeração.

A comunicação de Gilmar Mendes foi “para informar que o Supremo não iria permitir que Bolsonaro revogasse a quarentena”. A conversa teria ocorrido sábado da semana retrasada, logo depois do passeio de Bolsonaro.

Participaram da conversa, segundo Verbtsky, os dois militares. O relato do jornalista é feito com detalhes precisos sobre a trajetória de cada um dos envolvidos neste movimento, o que dá ainda mais credibilidade ao relato.

“Braga Netto é um personagem muito importante, Walter Braga Netto. Foi chefe do Estado Maior do Exército até que Bolsonaro, em fevereiro deste ano, o designasse chefe da Casa Civil. Ele passou à reserva do Exército, mas continua sendo uma figura relevante em todas a Forças Armadas.”

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Incentivados por Bolsonaro, grupos desrespeitam isolamento e fazem manifestações no DF, PR e SP


Seguindo o discurso do presidente, manifestantes de verde e amarelo se aglomeram pedindo a reabertura do comércio, indo contra todas as recomendações da OMS para a contenção do coronavírus

Mesmo diante do crescimento vertiginoso dos casos de coronavírus e mortes em decorrência da doença no Brasil, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro seguem desrespeitando as recomendações de isolamento social e se aglomerando, o que para especialistas é como gasolina em um incêndio.

Neste domingo (5), além do “jejum contra o coronavírus”, manifestantes realizaram atos pedindo o fim do isolamento social e a reabertura do comércio, encampando o discurso que vem sendo promovido por Bolsonaro, que minimiza a pandemia e vai contra as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em Brasília (DF), um grupo de cristãos deu as mãos e orou em frente ao Palácio da Alvorada. Outro grupo se reuniu em frente o Palácio do Buriti, sede do governo do DF, para pedir o fim do isolamento social e gritar palavras de ordem e apoio a Bolsonaro.

Revisa Forum

 

Surge uma luz: Diretor da Johnson diz que empresa testa vacina com 80% de êxito contra o coronavírus


Empresa já iniciou a produção da vacina, mesmo antes de testá-la em humanos. Enquanto isso, pesquisadores de quatro países tentam provar eficácia da vacina BCG para prevenir o covid-19

: Em uma entrevista para o diário espanhol El Mundo, o diretor científico da Johnson & Johnson, Paul Stoffels, afirmou que sua empresa trabalha para lançar uma vacina contra o covid-19, e em tempo recorde.

O cientista e empresário belga admite estar “relativamente esperançoso” com os avanços realizados até agora por sua equipe de pesquisas, e embora não conte maiores detalhes: apenas diz que o produto surgiu a partir de uma vacina para o vírus do resfriado, e dá a entender que os primeiros testes realizados com o produto, com cobaias, foram um sucesso.

O curioso do caso é que a empresa já iniciou a produção da vacina, mesmo antes de testá-la em humanos. A confiança de Stoffels é a chave para entender o caso. “Eu diria que a probabilidade de a nossa vacina ser sucesso é de mais de 80%”, assegura o cientista, que espera ter o produto a venda talvez ainda neste primeiro semestre, caso o teste em humanos seja bem sucedido.

Em outro momento da entrevista, o diretor compara o desafio que a humanidade enfrenta hoje como o da chamada “gripe espanhola”, entre os anos de 1918 e 1919. “Este é o maior desafio médico que já enfrentei. Acho que não víamos uma crise médica com tanto impacto desde a gripe espanhola, em 1918”, especificou.

Sobre uma possível segunda onda de infecções, Stoffels diz que “dependerá de como vai evoluir o número de infecções, internamentos e mortes”.

“Se começarem a baixar, temos que permanecer calmos por algum tempo, para evitar o início de uma segunda onda. É crucial medir quantas pessoas produziram anticorpos e até que ponto elas fornecem proteção. Teremos que reunir muitas informações. Devemos reiniciar até o verão. O distanciamento social continuará, mas a sociedade precisa voltar ao trabalho”, opina o empresário.

Vacina BCG

Enquanto isso, pesquisadores de diferentes países iniciaram experimentos com a vacina BCG, usada para prevenir a tuberculose, com o objetivo de descobrir se ela pode ter o mesmo efeito contra o covid-19

Segundo o jornal francês Le Monde, o ponto de partida da investigação é a correlação encontrada em estudos epidemiológicos entre a taxa de vacinação do BCG e as taxas de mortalidade do novo coronavírus.

Os ensaios já começaram em grande escala na Austrália, com cerca de 4 mil voluntários, e nos Países Baixos, com outro mil voluntários. Espanha e França são os próximos a se unir à iniciativa, que é liderada pela cientista Camille Locht, diretora de pesquisa do Instituto Pasteur, na cidade de Lille. Os primeiros resultados desse experimento devem estar disponíveis dentro de três meses.

Ma[eria na ínegra na Revista FORUM

Guru de Bolsonaro, Olavo de Carvalho pede saída de Mandetta: ‘Fora, ministro Punhetta’


Olavo de Carvalho e Jair Bolsonaro

O guru ideológico do bolsonarismo, Olavo de Carvalho, pediu em sua página no Facebook a saída do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. “Fora, ministro Punhetta!”, escreveu.

O ministro “é o exemplo típico do que acontece quando um governo escolhe seus altos funcionários por puros ‘critérios técnicos’, sem levar em conta a sua fidelidade ideológica”, afirmou Olavo, que tem uma influência direta no governo de Jair Bolsonaro – tendo indicado ministros como Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Abraham Weintraub (Educação).

“Tudo o que os comunistas mais desejam é que o adversário tente vencê-los

Os ataques ao ministro da Saúde são parte de uma tática do governo para forçar a sua renúncia ou demiti-lo mais adiante. Olavo, desta forma, atua em conjunto com o resto do bolsonaristas e o próprio Bolsonaro, que o atacou publicamente.

Em recente jantar com os chefes do Legislativo, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, Mandetta revelou que o presidente pediu-lhe, por telefone, para que renunciasse ao cargo. Ao que ele respondeu: “o senhor que me demita, presidente”. O ministro disse aos parlamentares que a situação no Planalto estava “insustentável”.

O principal motivo de crise entre os dois é a questão do isolamento social e da quarentena como forma de conter a propagação do coronavírus. Enquanto o médico defende as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) pelo isolamento social, Bolsonaro iniciou uma campanha contra a quarentena (“O Brasil Não Pode Parar”).

Nas redes sociais, a militância digital de extrema-direita iniciou uma campanha de constrangimento contra o ministro, relacionando-o inclusive a esquemas de corrupção para beneficiar grandes hospitais e desenvolvedores de tecnologia do E-SUS (versão digital do Sistema Único de Saúde). Também, Osmar Terra, ex-ministro de Temer e Bolsonaro – e atual cotado para assumir o cargo de Mandetta – adentrou na campanha contra a quarentena no País, afirmando que esta aumenta os casos de contaminação.

Segundo o presidente da Câmara de Deputados, Rodrigo Maia, Bolsonaro “não tem coragem de tirar o ministro e mudar oficialmente a política de enfrentamento à pandemia” e por isso está pressionando o ministro para que renuncie. O presidente confirmou, ressaltando que não pode “demitir ministro em meio ao combate”, mas que Mandetta “está extrapolando”. “Nenhum ministro meu é indemissível”, salientou na quinta-feira 2;

Com informação do 247