Entenda O Papel Do Brasil Na Coalizão Para A Alimentação Escolar

Nos dias 18 e 19 de setembro, Fortaleza (CE) sediará a 2ª Cúpula Global da Coalizão para a Alimentação Escolar, evento que contará com a presença de ministros, especialistas, organizações internacionais e lideranças de mais de 100 países. O objetivo é fortalecer políticas públicas que garantam, até 2030, que todas as crianças tenham acesso diário a refeições saudáveis e apropriadas, unindo esforços para combater a fome, a má nutrição e seus impactos na educação e no desenvolvimento sustentável.

Criada em 2021 durante a Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU, a Coalizão para a Alimentação Escolar tornou-se uma das maiores iniciativas globais de cooperação multissetorial. Atualmente, possui 109 países-membros e cerca de 150 organizações parceiras, representando mais de 65% da população mundial. Seu objetivo inclui garantir refeições nutritivas para todos os estudantes, promover a agricultura local, reduzir desigualdades, fortalecer cadeias curtas de produção e incentivar a sustentabilidade ambiental.

O ministro da Educação destacou a importância da cúpula para o protagonismo brasileiro, reconhecendo a liderança do país no programa de alimentação escolar e reafirmando o compromisso do governo federal com a luta contra a fome e a promoção de hábitos alimentares saudáveis.

Como copresidente da coalizão, ao lado da França e da Finlândia, o país é referência internacional com o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que atende diariamente cerca de 40 milhões de estudantes da educação básica pública. O programa destina parte significativa de seu orçamento anual à compra de produtos da agricultura familiar, reforçando o compromisso do país com a produção local e a segurança alimentar.

A presidente do FNDE ressaltou o impacto social da iniciativa, destacando a importância da alimentação de qualidade para a educação e a valorização das culturas alimentares locais.

A cúpula também tem como objetivo articular financiamento sustentável e parcerias entre diferentes setores, buscando soluções para os desafios globais da alimentação escolar, como as mudanças climáticas, a pobreza e a desigualdade. Os temas centrais da reunião deste ano incluirão a diversidade cultural na alimentação e a proteção dos recursos naturais, consolidando a alimentação escolar como uma política pública estratégica para o presente e o futuro.