O Ministério da Educação (MEC) participou da inauguração do Programa Escola Nacional de Hip-Hop (H2E) na Escola Municipal de Educação Básica Pedro Pereira, localizada na Comunidade Quilombola Muquém, município de União dos Palmares (AL). A comunidade é reconhecida por sua importância na valorização da cultura negra no país.
Durante o evento, a secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão do MEC, Zara Figueiredo, ressaltou a relevância das ações para a redução das desigualdades educacionais e raciais. Ela destacou a necessidade de combater as disparidades de aprendizagem, principalmente as questões raciais, e citou o sucesso do território quilombola como exemplo.
O Programa Escola Nacional de Hip-Hop junta-se a outras iniciativas recentes do MEC para fortalecer a educação em relações étnico-raciais. Dentre elas, está o Guia de Declaração Étnico-Racial para o Censo Escolar, que orienta gestores e profissionais da educação sobre a coleta de informações sobre a etnia dos estudantes.
Essa é uma das diversas ações do MEC para apoiar as redes de ensino na melhoria da qualidade dos dados educacionais e na promoção da equidade. Além disso, o programa busca incluir saberes urbanos, periféricos e negros no ambiente escolar por meio de atividades relacionadas ao hip-hop.
O período de adesão à Escola Nacional de Hip-Hop está aberto até o dia 30 de junho, por meio do Sistema de Monitoramento, Execução e Controle (Simec). O programa oferece trilhas formativas para apoiar MCs, atividades de grafite, batalhas de rima, entre outras ações culturais ligadas ao hip-hop na educação.