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quarta-feira, 28 de outubro de 2026
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Soberania Nacional e Defesa da CIDE São Destaques na Reunião do Conselho Diretor do FNDCT

Livia Campos31 de julho de 20253 min de leitura

Na abertura da 2ª Reunião Ordinária do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), realizada nesta quarta-feira, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) destacou que o encontro acontece num contexto muito peculiar, em que os Estados Unidos acabam de taxar em 50% uma série de produtos brasileiros.

A representante da pasta reafirmou o compromisso do presidente com a reconstrução do país, com o diálogo internacional e com o fortalecimento do Brasil como uma nação independente, altiva e próspera. Ela ressaltou a importância da Ciência, Tecnologia e Inovação para a soberania nacional.

“Num mundo 4.0, ciência, tecnologia e inovação são sinônimos de desenvolvimento e de autonomia. Essas são áreas que se tornaram campo de batalha para disputas geopolíticas, tanto que o próprio Trump cita as plataformas digitais nesse seu posicionamento sobre o país”, destacou a ministra.

Luciana Santos afirmou que, nesse cenário, fica claro que a soberania tecnológica é o desafio, e o FNDCT tem enorme papel a cumprir. “Não canso de destacar a importância que teve a decisão do presidente de descontingenciar o Fundo. E, depois disso, temos visto que o seu orçamento tem crescido a cada ano”, enfatizou.

Também foi debatido durante a reunião do Conselho o julgamento da Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE), que está previsto para o próximo mês, no Supremo Tribunal Federal (STF). A ministra lembrou que a pasta está travando uma batalha em relação a constitucionalidade da cobrança da CIDE sobre remessas de pagamentos ao exterior.

“Essa é uma discussão que transcende a esfera tributária, porque a CIDE é hoje a maior fonte de arrecadação do FNDCT. A arrecadação proveniente da CIDE responde por 71,5% da arrecadação total do Fundo em 2025”, afirmou.

O secretário-executivo do MCTI, Luis Fernandes, reforçou a importância do apoio de toda a comunidade científica e do setor produtivo para a defesa da arrecadação da CIDE.

A Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) apresentaram os resultados de chamadas como a do Programa INCT e o Pró-Infra. A chamada do CNPq para novos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia aprovou um total de 143 projetos, ampliando em cerca de 20% a quantidade de propostas contempladas nos resultados preliminares.

A FINEP apresentou os resultados da chamada Pró-Infra desenvolvimento Regional Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Foram recebidas 102 propostas com 235 subprojetos, totalizando uma demanda de R$ 1,3 bilhão. Foram aprovados 53 projetos, com investimentos de R$ 297 milhões, incluindo laboratórios multiusuários, centros de excelência e plataformas de bioinsumos. Desse total, 60% estão no Nordeste, 26% no Centro-Oeste e 14% no Norte.

Também foi apresentada a arrecadação do FNDCT que, em 2025, cresceu 23,7% em relação a 2024, superando em 17,8% a previsão da LOA. O Conselho Diretor do FNDCT também aprovou a criação dos Grupos de Trabalho de Comunicação e Governança, com a missão de aprimorar a transparência, a articulação entre instituições e a gestão estratégica dos recursos.

A diretora do departamento de Governança e Indicadores de Ciência e Tecnologia do MCTI, Verena Hitner, apresentou uma análise detalhada sobre o dispêndio nacional em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) no Brasil, entre 2014 e 2023, com foco no setor empresarial. O dispêndio total em P&D no Brasil passou de R$ 73,4 bilhões (2014) para R$ 130,6 bilhões (2023). A diretora reforçou a importância da Pintec para a formulação de políticas públicas de inovação e que a Nova Pintec está sendo reformulada para melhorar os indicadores.

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