Um novo estudo sobre as Terras Raras no Brasil mostra que o país possui recursos significativos para se destacar no mercado global desses elementos. O grande desafio é desenvolver capacidades industriais, especialmente nas etapas de refino e metalurgia. O estudo foi realizado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) a pedido do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), apresentando durante o VII Seminário Brasileiro de Terras Raras, no Rio de Janeiro.
A região da Amazônia tem um papel estratégico, com reservas de longo prazo que podem manter a posição do Brasil no mercado mundial de terras raras além de 2040. O país conta com reservas minerais significativas, base científica sólida e recursos humanos qualificados. A próxima década será crucial para determinar se o Brasil será apenas um fornecedor de matérias-primas ou terá relevância na nova economia global.
Além de identificar reservas minerais e descrever mercados, o estudo propõe um plano estratégico para orientar políticas públicas, investimentos e desenvolvimento tecnológico nos próximos 15 anos. As terras raras são essenciais para tecnologias que sustentam a transição energética e a transformação digital, sendo amplamente utilizadas em diversos setores industriais de alta tecnologia. O Seminário Brasileiro de Terras Raras, iniciado em 2011, é o principal evento nacional sobre minerais estratégicos, organizado pelo Cetem em parceria com outras instituições.