O Ministério da Educação (MEC) está participando de uma reunião da alta cúpula do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), que está acontecendo em Brasília. Mais de 60 países estão representados no encontro, com o objetivo de garantir a comparabilidade das avaliações educacionais internacionalmente, subsidiando a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) na elaboração do Pisa. Além de coordenar a avaliação, a OCDE também é responsável por discutir as necessidades educacionais dos países participantes do programa.
A representante do ministro da Educação, Leonardo Barchini, a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, deu as boas-vindas ao grupo. Ela ressaltou a importância de conectar as avaliações do Brasil com os diferentes contextos e movimentos da aprendizagem, levando em consideração a diversidade do país para melhorar os resultados educacionais.
No Brasil, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao MEC, é responsável por conduzir e executar o programa. O presidente do Inep, Manuel Palácios, destacou a relevância da participação do instituto nas avaliações educacionais e ressaltou a importância de trocar ideias, encontrar parceiros e definir propostas de trabalho.
O Pisa é uma referência internacional para o estabelecimento de metas educacionais e tem um significado especial para o Brasil, que é um país pioneiro no tema. A avaliação dos estudantes brasileiros de 15 anos ajuda a pensar em estratégias sistêmicas para a melhoria da qualidade educacional e do desenvolvimento, em consonância com outros países.
O programa realiza reuniões semestrais do Conselho Diretor do Pisa, com locais rotativos em países participantes. Além disso, são debatidos temas como inteligência artificial, questões ambientais e de sustentabilidade, que são destaques nesta edição do evento.
O Pisa é um estudo comparativo internacional realizado a cada três anos pela OCDE, que fornece informações sobre o desempenho de estudantes de 15 anos em matemática, leitura e ciências. A OCDE se dedica a analisar, comparar e melhorar políticas educacionais globalmente, auxiliando países, inclusive o Brasil, a aprimorar o desempenho, financiamento e equidade na aprendizagem.