Com o objetivo de ampliar a educação profissional e tecnológica (EPT) e proporcionar oportunidades às populações tradicionais do Amapá, os Ministérios da Educação (MEC) e da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR) estão discutindo a implantação do primeiro campus fluvial do Brasil para o Instituto Federal do Amapá (IFAP). A ideia é atender melhor as comunidades ribeirinhas e reduzir a desigualdade educacional no estado.
O campus está sendo planejado para oferecer cursos nas áreas de sistemas de energias renováveis, agricultura familiar, condução de turismo, pesca e áreas correlatas, a fim de atender a demanda local concentrada em atividades rurais e extrativistas. Aproximadamente 800 vagas serão oferecidas anualmente em diversas modalidades de ensino, garantindo acesso à educação técnica e tecnológica, profissionalização, pesquisa, extensão e inovação. Além disso, serão criadas oportunidades de emprego público por meio de concursos e seleções de profissionais docentes e técnicos.
A unidade será destinada ao atendimento das comunidades ribeirinhas do Amapá, com destaque para o Arquipélago do Bailique, que abrange oito ilhas e mais de setenta comunidades. A expectativa é que o campus possa também contemplar parte da Ilha do Marajó (PA). O formato fluvial do campus foi pensado para facilitar o acesso por embarcação, atendendo diretamente às comunidades locais, inclusive as mais isoladas, para oferecer cursos de qualificação profissional.
Este é um projeto inovador que visa levar educação de qualidade para as populações mais distantes, adaptando-se à logística regional e atendendo quem vive em áreas rurais e distantes dos grandes centros urbanos. A construção de um campus em Mazagão também está sendo analisada pelo MEC, com o intuito de expandir a rede do IFAP e oferecer mais oportunidades de ensino técnico e profissionalizante.