Parceria Entre MCTI e FAO Impulsiona Inovação Para Recuperar Áreas Degradadas Na Amazônia

Assegurar a qualidade dos alimentos, proteger o meio ambiente e criar oportunidades para as comunidades locais são metas que agora dependem cada vez mais do avanço da ciência. Com esse propósito, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, recebeu nesta terça-feira (5), em Brasília (DF), o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, Jorge Alberto Meza Robayo. Durante a reunião, foram abordadas ações conjuntas que combinam pesquisa, inovação e políticas públicas para lidar com desafios como a recuperação de áreas degradadas, a segurança alimentar e a mitigação dos impactos climáticos. A FAO atua em mais de 130 países apoiando governos na formulação de estratégias para agricultura, nutrição e uso sustentável dos recursos naturais. Um dos principais temas discutidos foi o Projeto de Cooperação Internacional para a restauração de zonas úmidas e outros ecossistemas estratégicos da Amazônia, conhecido como Mamirauá II. A ministra salientou o papel da ciência como base para o desenvolvimento regional e para a criação de soluções sustentáveis. O representante da FAO no Brasil destacou a convergência de esforços entre o organismo internacional e o governo brasileiro em relação à agenda amazônica. A cooperação tem avançado com foco na ciência e na inovação como instrumentos para o desenvolvimento sustentável da região. Também foram mencionados programas como o Mais Ciência na Amazônia e o Pró-Amazônia, ligados ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), que apoiam projetos para o uso sustentável dos recursos naturais e o fortalecimento da base científica regional. O ministério mantém presença na região através de instituições como o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e o Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, responsáveis por pesquisas e formação de profissionais. As ações discutidas no encontro estão alinhadas com compromissos internacionais, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ao promover a conservação da biodiversidade, o acesso à alimentação e o fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis.