Para o verão deste ano, que começa em dezembro e vai até março, a previsão é de chuvas acima da média em grande parte da região Norte e no Rio Grande do Sul (RS). Por outro lado, no Nordeste e em partes do Tocantins (TO), Goiás (GO), Minas Gerais (MG) e Rio de Janeiro (RJ), são esperados volumes de chuva abaixo da média histórica. No Centro-Oeste, é esperado um trimestre com chuvas variando entre média e ligeiramente altas na maioria do território, enquanto no Sudeste a tendência é de precipitação abaixo da média climatológica.
O coordenador-geral de Ciências da Terra do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), José Aravequia, confirma que o verão é uma estação chuvosa em grande parte do Brasil e explica que muitos eventos estão associados a tempestades severas. O Inpe é uma unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Quanto às temperaturas, a previsão aponta para valores acima da média em grande parte do país, com destaque para a região central. Amazonas (AM), Acre (AC) e Rondônia (RO), além do centro-sul do Pará (PA), devem ter temperaturas acima da média, enquanto Amapá e Roraima devem manter-se próximos da média histórica.
Nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul, as previsões indicam um verão com temperaturas predominantemente acima do normal. Essas análises são importantes para o planejamento estratégico nacional, especialmente para setores como agricultura, gestão de recursos hídricos e Defesa Civil, garantindo que o país tenha dados científicos precisos para lidar com as variações sazonais.
A previsão climática para o trimestre de janeiro a março de 2026 considera um possível episódio fraco do fenômeno La Niña, as anomalias observadas na temperatura da superfície do mar no Oceano Atlântico, e as projeções dos modelos do Inpe, Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e Funceme (Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos).
Para mais informações sobre o verão, acesse o site: https://www.cptec.inpe.br/.