CAROL PRONER: AO PRENDER TEMER, LAVA JATO TENTA MUDAR O FOCO E SE REERGUER


 

“Prisão inesperada” de Michel Temer, afirma a jurista, “vem num momento em que a Lava Jato está precisando de ampla visibilidade midiática”; ela lembra que a “operação está sendo conduzida com ampla cobertura da imprensa”, a fim de dar um “ar de espetáculo muito grande”; “A prisão de Temer, por espetaculosa, por inverter a presunção de inocência, obedece a interesses dos procuradores de Curitiba e tira um pouco o foco dessa ofensiva contra a Lava Jato”, avalia; assista

 

A professora de Direito Internacional da UFRJ e fundadora da rede Juristas pela Democracia, Carol Proner, avalia a “prisão inesperada” de Michel Temer, executada nesta quinta-feira 21 pela força-tarefa da Operação Lava Jato, vem num momento em que a equipe de Curitiba precisa recuperar o apoio da opinião pública, uma vez que está em baixo, em meio ao inquérito do Supremo Tribunal Federal sobre os ataques de procuradores e outras pessoas à corte e a perda de credibilidade do ex-juiz federal e agora ministro da Justiça do governo Bolsonaro, Sergio Moro, antigo garoto-propaganda da operação.

“Nós temos claramente uma ação da Operação Lava Jato, na minha avaliação, tentando se reerguer nesse momento de absoluta fragilidade pela revelação do modus operandi totalmente anti-soberano. A prisão vem num momento em que eles está precisando de ampla visibilidade midiática”, avalia, lembrando que “essa operação está sendo conduzida com ampla cobertura da imprensa”.

Carol observa o “ar de espetáculo muito grande nessa prisão”. “Apesar de ser o Michel Temer, que merece todo o nosso repúdio por tudo o que fez ao País e à democracia brasileira, tem que se tomar cuidado, porque [a prisão] não parece ter os atributos jurídicos de sustentação, algo que pode tornar essa prisão absolutamente reversível”, diz ainda.

“A prisão de Temer, por espetaculosa, por inverter a presunção de inocência – no sentido de que ele que tem que fazer prova, enquanto deveria ser o contrário – obedece a interesses dos procuradores de Curitiba, e tira um pouco o foco dessa ofensiva contra a Lava Jato”, acrescenta.

Em outro aspecto da análise, a professora afirma ainda que a prisão “fortalece o Moro, que está muito desmoralizado, não só porque ele assumiu como ministro do governo Bolsonaro, mas como também porque, depois de ter entrado nesse governo, não conduziu com o mesmo ímpeto persecutório e justiceiro contra os seus – os membros da família do Bolsonaro”. Matéria do Brasil 247.

 

 

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Sai ranking dos países mais felizes do mundo em 2019


Helsinki, Finlândia - Foto: Pixabay

Helsinki, Finlândia – Foto: Pixabay

Saiu o ranking dos países mais felizes do mundo em 2019 e o vencedor do ano foi novamente a Finlândia, como aconteceu em 2018.

O título foi concedido pelo World Happiness Report 2019, pesquisa produzida por especialistas de diferentes instituições, com apoio dos dados da consultoria Gallup e da Organização das Nações Unidas (ONU), e que monitora o estado da felicidade no mundo.

O resultado, divulgado nesta quarta-feira, 20, foi baseado em dados de 156 países entre os anos de 2016 e 2018.

Os indicadores que avaliam os países mais felizes são expectativa de vida (considerando os anos em que uma pessoa se mantém saudável), o apoio social que as pessoas têm do governo, confiança nas instituições públicas, a percepção de liberdade e a generosidade.

Assim como em anos anteriores, o topo do ranking das nações mais felizes do mundo é ocupado majoritariamente por países ricos, como Dinamarca, Noruega, Nova Zelândia e Canadá.

Veja o ranking 2019:

  • 1º Finlândia
    Nota geral: 7,769
  • 2º Dinamarca
    Nota geral: 7,600
  • 3º Noruega
    Nota geral: 7,554
  • 4º Islândia
    Nota geral: 7,494
  • 5º Holanda
    Nota geral: 7,488
  • 6º Suíça
    Nota geral: 7,480
  • 7º Suécia
    Nota geral: 7,343
  • 8º Nova Zelândia
    Nota geral: 7,307
  • 9º Canadá
    Nota geral: 7,278
  • 10º Áustria
    Nota geral: 7,246

América Latina

Entre os países da América Latina, a Costa Rica é a nação com a melhor pontuação no nível de felicidade da sua população e está situada no 12º lugar no ranking geral.

Em seguida aparece o México, um pouco mais embaixo, em 23º, e o Chile mais adiante, 26º.

O Brasil aparece em 32º e está melhor posicionado que o Uruguai (33º) e a Colômbia (43º).

Veja o ranking dos países mais felizes da América Latina em 2019:

  • 1º Costa Rica
    Colocação geral: 12º
    Nota geral: 7,167
  • 2º México
    Colocação geral: 23º
    Nota geral: 6,595
  • 3º Chile
    Colocação geral: 26º
    Nota geral: 6,444
  • 4º Guatemala
    Colocação geral: 27º
    Nota geral: 6,436
  • 5º Panamá
    Colocação geral: 31º
    Nota geral: 6,321
  • 6º Brasil
    Colocação geral: 33º
    Nota geral: 6,300
  • 7º Uruguai
    Colocação geral: 33º
    Nota geral: 6,293
  • 8º El Salvador
    Colocação geral: 35º
    Nota geral: 6,253
  • 9º Trindade e Tobago
    Colocação geral: 39º
    Nota geral: 6,192
  • 10º Colômbia
    Colocação geral: 43º
    Nota geral: 6,125

Com informações da Exame

Michel Temer é preso pela Lava Jato; PF faz buscas por Moreira Franco



Imagem de arquivo de junho de 2018 mostra o então presidente Michel Temer com o então ministo Moreira Franco durante assinatura de decretos que regulamentam o Código de Mineração — Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Imagem de arquivo de junho de 2018 mostra o então presidente Michel Temer com o então ministo Moreira Franco durante assinatura de decretos que regulamentam o Código de Mineração — Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

A Força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro prendeu, na manhã desta quinta-feira (21), Michel Temer, ex-presidente da República. Os agentes ainda tentam cumprir um mandado contra Moreira Franco, ex-ministro de Minas e Energia.

Os mandados foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio.

Desde quarta-feira (20), a Polícia Federal (PF) tentava rastrear e confirmar a localização de Temer, sem ter sucesso. Por isso, a operação prevista para as primeiras horas da manhã desta quinta-feira atrasou.

G1 ligou para a defesa de Temer, mas até as 11h25 os advogados não haviam atendido a ligação. Ainda não está claro a qual processo se referem os mandados contra Temer e Moreira Franco.

O ex-presidente Michel Temer responde a dez inquéritos. Cinco deles tramitavam no Supremo Tribunal Federal (STF), pois foram abertos à época em que o emedebista era presidente da República e foram encaminhados à primeira instância depois que ele deixou o cargo. Os outros cinco foram autorizados pelo ministro Luís Roberto Barroso em 2019, quando Temer já não tinha mais foro privilegiado. Por isso, assim que deu a autorização, o ministro enviou os inquéritos para a primeira instância.

Carro deixa a casa do ex-presidente Michel Temer, em São Paulo — Foto: Gessyca Rocha/G1

Carro deixa a casa do ex-presidente Michel Temer, em São Paulo — Foto: Gessyca Rocha/G1

Entre outras investigações, Temer é um dos alvos da Lava Jato do Rio. O caso, que está com o juiz Marcelo Bretas, trata das denúncias do delator José Antunes Sobrinho, dono da Engevix. O empresário disse à Polícia Federal que pagou R$ 1 milhão em propina, a pedido do coronel João Baptista Lima Filho (amigo de Temer), do ex-ministro Moreira Franco e com o conhecimento do presidente Michel Temer. A Engevix fechou um contrato em um projeto da usina de Angra 3.

Michel Temer e Moreira Franco são vistos durante cerimônia em Brasília em maio de 2018 — Foto: Mateus Bonomi/AGIF/AFP

Michel Temer e Moreira Franco são vistos durante cerimônia em Brasília em maio de 2018 — Foto: Mateus Bonomi/AGIF/AFP

Michel Temer (MDB) foi o 37º presidente da República do Brasil. Ele assumiu o cargo em 31 de agosto de 2016, após o impeachment de Dilma Rousseff, e ficou até o final do mandato, encerrado em dezembro do ano passado.

Eleito vice-presidente na chapa de Dilma duas vezes consecutivas, Temer chegou a ser o coordenador político da presidente, mas os dois se distanciaram logo no começo do segundo mandato.

Formado em direito, Temer começou a carreira pública nos anos 1960, quando assumiu cargos no governo estadual de São Paulo. Ao final da ditadura, na década de 1980, foi deputado constituinte e, alguns anos depois, foi eleito deputado federal quatro vezes seguidas. Chegou a ser presidente do PMDB por 15 anos. Matéria na integra do PTV Globo e G1 Rio.

Evangélicos pretendem usar pesquisa para ampliar pressão sobre Bolsonaro


Bancada evangélica orando.

O Painel, da Folha:

De acordo a matéria publicada no DCM, os dados da pesquisa que mostram que os evangélicos são os que mais aprovam o governo Bolsonaro foram celebrados pela bancada religiosa. Os resultados serão usados pelo grupo para dizer ao presidente que ele precisa valorizá-lo, ou encarar o risco de uma desidratação ainda maior em sua avaliação.

Um deputado diz que o apoio evangélico segue porque a insatisfação ainda não chegou ao púlpito das igrejas. Num estalar de dedos, diz ele, tudo pode mudar.

 

Dark web, armas e jovens frustrados: o que o Brasil pode fazer com o pós-Suzano?


O massacre ocorrido em uma escola em Suzano na semana passada deixou muitas perguntas e angústias que precisam ser resolvidas pela sociedade brasileira. A Sputnik Explica o que pode ser feito para que episódios como esses não virem recorrentes no país.

Era quarta-feira, dia 13 de março de 2019, 9h30 (horário de Brasília), e os 600 alunos da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo, desceram para o intervalo quando ouviram barulhos que pensavam inicialmente ser “bombinhas de festa junina”. Se enganaram.

Os barulhos eram tiros disparados de um revólver com numeração raspada da marca brasileira Taurus, calibre 38. Os autores dos disparos, os ex-alunos da escola Guilherme Tauci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, disparavam a esmo contra seus alvos como se estivessem em um jogo de videogame.

Polícia Militar no Rio de Janeiro durante operação no bairro de Santa Teresa, 8 de fevereiro de 2019
© AP PHOTO / CARSON GARDINER

A cena de terror deixou dez pessoas mortas, incluindo dois funcionários, os dois assassinos e seis alunos do colégio. Outros 11 foram feridos pelos ataques. Mas o que fica de lição após esse ataque? O que esse tipo de ação fala sobre a sociedade brasileira? Onde estamos errando?A Sputnik Brasil entrevistou especialistas de diversas áreas para saber o que fazer no pós-Suzano para que massacres desse tipo sejam evitados.

Armas nas mãos de professores e funcionários evitariam as mortes?

O luto e a dor das famílias que perderam os seus filhos não impediram que políticos de diversos espectros ideológicos usassem o acontecimento politicamente para fazer campanha pela flexibilização ou não do porte de armas no Brasil.

O senador Major Olímpio (PSL-SP) afirmou que o massacre teria sido evitado caso os funcionários da escola estivessem armados.

“Se tivesse um cidadão com arma regular dentro da escola, professor, servente, um policial militar aposentado, ele poderia ter minimizado o tamanho da tragédia. Vamos, sem hipocrisia, chorar os mortos e discutir a legislação, e onde estamos sendo omissos “, disse.

Policiais em torno da Escola Estadual Raul Brasil em Suzano
© REUTERS / AMANDA PEROBELLI

Horas depois Olímpio foi rebatido pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que afirmou que a ideia aventada por alguns defensores da ideia do porte de armas, levaria a uma “barbárie”.”O que eu espero é que alguns não defendam que, se os professores estivessem armados, teriam resolvido o problema. Pelo amor de Deus. Espero que as pessoas pensem um pouquinho primeiro nas vítimas dessa tragédia e depois compreendam que o monopólio da segurança pública é do Estado. Não é responsabilidade do cidadão”, disse Maia aos repórteres sem citar o Major Olímpio.

Um levantamento feito pelo Instituto Sou da Paz, a partir do ataque em Suzano, mostrou que desde 2002, ao menos oito escolas brasileiras sofreram com episódios em que alunos ou ex-alunos armados abriram fogo contra estudantes e funcionários. Os atentados deixaram um total de 28 mortos e 41 feridos no período.

“Se fizermos uma média, os massacres acontecem a cada dois ou três anos”, comentou Ivan Marques, diretor-executivo do Instituto à Sputnik Brasil.

Em metade desses casos, os jovens atiradores utilizaram armas que estavam armazenadas em suas casas, segundo o levantamento. Dos oito casos registrados desde 2002, seis utilizaram a pistola calibre 38 da Taurus.

 

“Agora imagina se nós, de fato, flexibilizarmos como muitos querem, outros tipos de armamento. Ou mesmo a flexibilização do acesso ao revólver Taurus 38. O estrago que isso teria sido causado, os danos e de vítimas poderiam ser muito maiores”, explicou Ivan Marques.

No entanto, o diretor-executivo do Instituto Sou da Paz, pondera dizendo que não é apenas do acesso às armas a culpa da tragédia ocorrida na Escola Estadual Raul Brasil e que “muito fatores que levam a situações como a de Suzano”.

“Acho que não há uma correlação direta entre mais armas em circulação e mais massacres em escolas. Mas, sem dúvida nenhuma, há uma correlação entre mais armas em circulação e mais armas disponíveis para resolução de conflitos de forma violenta e armada”, completou.

O que são os ‘chans’ e como eles ajudaram na tragédia de Suzano?

Os dois autores do atentado em Suzano estão sendo investigados por uma possível ligação com um grupo virtual no qual mensagens de ódio são espalhadas e crimes violentos são prometidos constantemente.

Os chamados “chans”, fóruns virtuais muitas vezes situados na dark web entraram na mira da Polícia Federal e do Ministério Público após os assassinatos.

Segundo Arthur Igreja, professor da FGV e especialista em tecnologia e inovação, esses fóruns virtuais, não são sempre espaços de propagação de ódio, mas em muitos casos são criados com esse fim.

“A dark web é totalmente voltada ao anonimato, foi criada originalmente para ser um canal de delação, um canal confiável para pessoas que são perseguidas, jornalistas, então háquem usa esse tipo de artifício usa para o bem”, disse em entrevista à Sputnik Brasil.

Um desses fóruns comemorou o massacre de Suzano minutos após o ataque ser noticiado, segundo uma matéria publicada pelo jornal Folha de S.Paulo.”Homens de bem honrados”, escreveu um usuário do fórum Dogolachan, abaixo da foto dos responsáveis pelo ataque mortos. “Temos os nossos primeiros atiradores sanctos formados no Dogola”, completou outro, segundo o jornal.

Esse tipo de fórum fica em uma parte da internet em que é difícil rastrear os usuários, só acessível com um navegador que mascara seus dados, o Tor.

“O problema que o anonimato gera é que quando acontece uma tragédia, nós não conseguimos identificar os usuários, ou seja, no fórum se fala em muitos usuários falando sobre técnicas de massacre, uma série de ameaças, só que nós não conseguimos de forma confiável atribuir identidade”, explicou Igreja.

Para o psicanalista Sérgio Luís Braghini, coordenador do curso de pós-graduação em Psicossociologia da Juventude da Fundação Escola Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), o problema é que esses jovens acabam absorvendo os discursos de ódio propagado nesses fóruns.

“O adolescente acaba reproduzindo, nas entrelinhas, algo que ocorre no discurso social. Quando a propagação desses discursos se torna algo além de um ato isolado, quando começa a ocorrer em certo número, não é mais um fenômeno individual, tem alguma coisa que está ocorrendo no social que de alguma maneira transmite isso”, comentou em entrevista à Sputnik Brasil.

Entre 2017 e o ano passado, houve aumento de 29% no número de ações na Justiça acompanhadas pelo Ministério Público Federal (MPF) relacionadas a crimes de ódio na internet — os registros passaram de 342 em 2017 para 442 no ano passado.

E agora, o que fazer no pós-Suzano?

Além das investigações policiais sobre as motivações que levaram esses jovens a atacar a Escola Estadual Raul Brasil, é necessário que se pense em como prevenir para que casos semelhantes não se tornem frequentes.

Armas apreendidas pelo Poder Judiciário e pelas polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro destruídas pelo Exército Brasileiro e o Conselho Nacional de Justiça (arquivo)
© FOTO : TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL

Para Ivan Marques, a resposta que tem que ser dada para que isso não ocorra passa pelo fato de ser necessário que olhemos menos para os nós mesmos e mais para os outros.

“É um trabalho da sociedade brasileira parar de buscar o individualismo e passar a ter coesão enquanto tecido social. A sociedade brasileira capaz de enxergar os seus membros, seus cidadãos para que elas não recorram a esse tipo de sociabilidade via dark web para que problemas psicológicos, frustrações, sentimento de não pertencimento e busca por vingança acabe permeando as motivações de muitos desses jovens que cometem esse tipo de atrocidade”, concluiu.

Já Sérgio Luís Braghini defende que seja construída algum tipo de memória desse caso na Escola Estadual Raul Brasil, para que seja lembrado e nunca mais repetido.

“A memória é fundamental para que a gente possa esquecer. A gente só pode lembrar de algo que esqueceu. Se eu apago, não tenho sequer a possibilidade de esquecer. (…) Não é a memória que nos é traumática, é o não poder esquecer que nos é traumático”, concluiu.

Resta saber como a sociedade brasileira vai reagir ao pós-Suzano para que as lembranças das imagens traumáticas desse 13 de março de 2019 não virem feridas abertas que se espalhem por outros lugares do país.

 

Maia colocou no Moro no devido lugar e é improvável que o ex-juiz reaja: no jogo de Brasília, ele perdeu importância


Moro vive pensativo, mas ainda não falou se já teve arrependimento de deixar de ser o juiz famoso para ser ministro

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, colocou Sergio Moro no seu devido lugar.  Moro não é mais o juiz a que (quase) todos prestavam reverência mesmo depois de tomar decisões excepcionais, fora do direito, e não ser contido pelas cortes superiores, dado o apoio que contava na mídia.

Ele já não conta mais com esse apoio, porque há outros interesses em jogo. Sua missão, a de criar o ambiente para derrubar Dilma Rousseff e depois ele próprio condenar Lula sem provas, já está cumprida.

Os olhos da velha imprensa estão voltados agora para a reforma da Previdência e, nesse aspecto, Rodrigo Maia vale muito mais do que o ex-juiz.

Por isso, Moro apanhou sozinho depois que se atreveu a criticar a decisão do presidente da Câmara dos Deputados de adiar a tramitação de seu projeto de segurança — na verdade um projeto eleitoral, “copia e cola”, como disse Rodrigo Maia.

Moro, provavelmente, vai ficar calado.

Como ele já não tem a caneta de juiz, reagiria como?

Se entrasse em uma briga aberta com Rodrigo Maia, correria o risco de ser repreendido por Bolsonaro, cuja sobrevida depende da reforma da Previdência, que está nas mãos do presidente da Câmara.

Pela primeira vez, Moro se vê diante do espelho, colocado por Maia.

Agora pode ver qual é seu real tamanho, sua importância de fato: Moro é uma peão no jogo em que o papel de rainha cabe a Bolsonaro.

O poder do ex-juiz depende da vontade do capitão aposentado.

Ele já deveria saber disso.

Tinha sido enquadrado quando nomeou para um conselho do Ministério da Justiça a especialista não aprovada por Olavo de Carvalho.

Recuou.

E continuará recuando.

O poder de Moro estará na capacidade de influência para nomear ministros e desembargadores. Mas, mesmo nessa seara, é provável que não consiga muita coisa.

Não é preciso ser nenhum grande analista de política para ver no brilho dos olhos do ex-juiz a ambição para ocupar o lugar que é de Bolsonaro.

E, nesse sentido, o capitão da reserva teria que ser burro demais para alimentar um potencial adversário. Depois de apanhar de Olavo de Carvalho e agora de Maia, Moro vai acabar caindo na real.

É só olhar para o espelho que lhe foi colocado e constatar que a farsa de super herói, construída na fraude da Lava Jato, não duraria para sempre. Matéria do DCM.

RECORD ARRISCA ALTO E APOSTA SUAS FICHAS NA REPRISE DE OS MUTANTES


 

Foto: Divulgação

Da TV Foco:

Com apenas 30 minutos de duração nos primeiros capítulos, a novela Os Mutantes – Caminhos do Coração ganhará mais espaço na grade de programação da Record a partir da próxima semana. É que nesse início a trama do autor Tiago Santiago está dividindo espaço com os últimos capítulos da reprise de Essas Mulheres.

No entanto, a partir da próxima quarta-feira, 27, a reprise da trama vai passar a ser a grande aposta do canal paulista. Os Mutantes será exibida de 15h45 às 16h45, ficando por uma hora no ar. A duração é digna de uma exibição inédita de alguma novela, seja em qualquer emissora.

Até o momento os índices de audiência na Grande São Paulo favorecem a reprise. O segundo capítulo, na terça-feira (19), cravou 7 pontos de média e consolidou o segundo lugar isolado para a Record. Já nesta quarta-feira, 20, apresentou leve queda mas continuou no 2º lugar. DCM.

Moro tem de aprender que ele não é mais o deus que ele pensava ser. Por Fernando Brito


Publicado originalmente no blog Tijolaço

Juiz Sergio Moro/ Foto Lula Marques/Agência PT

POR FERNANDO BRITO

Uma vez, durante o primeiro governo de Brizola, perguntei ao comandante dos Bombeiros como era a estrutura para manter impecáveis aqueles velhos caminhões vermelhos, de 40 ou 50 anos, que a corporação mantinha, enquanto os carros. no serviço público, se degradavam em quatro ou cinco anos . E a resposta veio, bem simples: “Brito, nos Bombeiros tem cadeia”.

Moro perdeu a cadeia e enfrenta dificuldades em colocar em curso a máquina de perseguição que sonhou montar no Ministério da Justiça.

Quis bancar o reizinho, correndo a encaminhar seu “pacote anticrime” antes da reforma da Previdência e deu-se mal, vendo-o ser fatiado e relegado à fila. Partiu para a intimidação do Supremo e tomou uma derrota significativa. Levou uma “enquadrada” do “chefe” Bolsonaro com o episódio da demissão da suplente de um conselho.

Assim, cheio de riscos e arranhões, saiu amassado de sua imprudente tentativa de reagir ao “banho-maria” em que Rodrigo Maia colocou  seu “pacote” e, em meio aos conflitos já duríssimos da reforma previdenciária, despachou cobranças, via Whatsapp, ao Presidente da Câmara.

A traulitada de ser chamado de “funcionário do Bolsonaro” é destas que deixa os danos visíveis a todos.

Se me perdoam o segundo aforismo do dia, quem não sabe calar, não sabe falar.

Não há escada mais difícil de descer que a da soberba e não está fácil para Sérgio Moro entender que decaiu da condição de deus onipotente que ostentou durante os anos de Lava Jato.

O fato de a ele tudo ser permitido, em razão de sua missão de destruir Lula, e o medo que inspirava em todos em que ousassem opor-se ou mesmo colocar reparos em suas ações atrabaliárias: eram “corruptos” ou, com muito favor, “defensores dos corruptos”.

Agora, divulgou um áudio respondendo a Maia, como você pode ver abaixo.

Como disse outro dia um ministro do STF, pode espernear à vontade.

Não tem mais a cadeia, não tem mais a mídia.

Ficou só com o apelo “padrão Cunha” de que “Deus abençoe esta grande nação”.

Mas ele não é mais “Deus”.

 

 

 

Ter armas não quer dizer segurança para o cidadão, mas sim, risco de morte, diz Renan


Para diminuir violência e morte, o brasil precisa investir mais na Educação, Cultura e Social. O homem de bem já disse que não é a favor e nem quer armas. Outros, também de boa índole, disseram que se passar o armamento do brasileiro, depois das 18 horas ele não sai mais de casa. Walter Salles.

Resultado de imagem para foto de renan calheiros

Renan Calheiros escreveu na Folha um artigo discorrendo sobre a questão das armas de fogo no Brasil:

Duas das recentes tragédias que abalaram o Brasil têm um denominador comum: armas de fogo. Parte da elucidação da execução da ex-vereadora Marielle Franco e de Anderson Gomes, em 2018, e a barbárie na escola Raul Brasil, em Suzano (SP), evidenciam a necessidade de rediscutirmos, organicamente, uma política de segurança pública, ações mais restritivas de acesso às armas de fogo e de repetirmos o referendo de 2005.

(…)

As causas da violência são múltiplas e complexas. Vão da questão social, como desemprego, ao irresponsável jogo de transferência de responsabilidade entre os entes públicos, mas a banalização e flexibilizações no acesso às armas potencializam o problema. Ninguém tem a pretensão de solucionar a intricada questão da segurança pública só proibindo armas de fogo, mas a medida contribuiria para diminuir as nossas vergonhosas estatísticas.

As sistemáticas pesquisas de especialistas e acadêmicos quanto à relação direta entre o volume de armas em circulação e a violência são tão convergentes quanto eloquentes. Várias ferramentas criadas para outros fins podem matar: carros, facas, machados, aviões –liquidificadores, não–, mas apenas a arma é concebida e fabricada para matar. 

Por isso, é imperioso que elas estejam restritas aos profissionais da segurança. O cidadão de bem não tem destreza no manuseio e sempre será o surpreendido. Com isso, ter arma não representa segurança. Ao contrário, aumenta o risco de morte. 

(…)

Na reabertura do debate, que o façamos pelo lado bom, pela perspectiva de preservar vidas, como o Estatuto do Desarmamento o fez com números verificáveis. Afinal, como nos ensinou o menestrel Gonzaguinha, “ninguém quer a morte, só saúde e sorte”.

Desigualdade cresce no Brasil, com 22,2% das famílias sem renda.


Basta um anúncio de menos de dez vagas numa empresa e a fila já fica assim. O salário? O mínimo que está ficando cada vez mais encolhido

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio – PNAD Contínua do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) diagnosticou que, no quarto trimestre de 2018, o número de domicílios no país sem nenhuma renda proveniente de trabalho chegou a 22,2%. No final de 2013, antes da recessão, as famílias que não tinham nenhum integrante em atividade remunerada representavam 18,6% do total.

Esse não o foi o único indicador que piorou. As famílias com renda muito baixa (menor que R$ 1.566,24) chegaram a 30,1% no último trimestre de 2018. No mesmo período de 2013, eram 27,5%.

O levantamento, que tem por base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua) do IBGE, também indica crescimento da desigualdade salarial entre os domicílios. No final de 2014, a média da renda domiciliar para famílias de renda alta era 27,8 vezes maior que a média das de renda muito baixa. No fim do ano passado 2018, a média era 30,3 vezes maior.

O estudo destaca que há, sim, expectativa de melhora do cenário econômico com a aprovação da Reforma da Previdência. Porém, os resultados – como a recuperação de renda e emprego – só poderão ser sentidos em 2020.

A geração de vagas de trabalho informais – sem carteira assinada – foi responsável pelo aumento da taxa de ocupação no país no trimestre encerrado em janeiro, enquanto o ritmo de criação de novas vagas formais vem perdendo fôlego nos últimos meses. No início de 2018, a taxa crescia a 2% na comparação com o ano anterior. No trimestre passado, a alta foi de 0,9%.

“Além de fraco, o aumento da ocupação aconteceu, basicamente, nos setores informais da economia”, informa um trecho da seção Mercado de Trabalho, do boletim Carta de Conjuntura do Ipea, que também usa dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged). “Adicionalmente, nota-se que quase um quarto dos empregos formais criados foram baseados em contratos de trabalho parciais ou intermitentes”.

Apesar de a geração de vagas informais puxar o crescimento da ocupação, o Ipea avalia que a desaceleração se deve à perda de intensidade no crescimento das vagas sem carteira assinada. No início de 2018, a criação de novas vagas informais era de 7,3%, enquanto no trimestre encerrado em janeiro deste ano, a expansão foi de 3%. Fonte Blog do Esmael.

 

Número de vítimas do ciclone no sudeste da África passa de 300


 estimativa das autoridades é que o número possa subir para mil mortes em Moçambique, no Zimbábue e no Malauí

[Número de vítimas do ciclone no sudeste da África passa de 300]
Foto : Reprodução / YouTube

Por Juliana Rodrigues

O número de vítimas do ciclone Idai, que atingiu o sudeste da África e devastou Moçambique, Zimbábue e Malauí, chega a 354. A estimativa das autoridades é que o número possa subir para mil mortes.

Segundo integrantes da Organização das Nações Unidas (ONU), os impactos podem resultar em um dos maiores desastres ligados a tempestades. A passagem do ciclone afetou pelo menos 2,6 milhões de pessoas e causou  graves inundações e deslizamentos de terra e destruiu milhares de hectares de plantações. Há registros de enchentes em várias comunidades.

Países vizinhos prometeram ajuda humanitária a Moçambique, Zimbabué e Malauí. As Forças Armadas da Tanzânia vão colaborar no transporte de 238 toneladas de medicamentos e alimentos.

 

 

 

Bahia lidera ranking de mortes de crianças e adolescentes por arma de fogo


De 2009 a 2016, o estado registrou o maior número de casos, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria

[Bahia lidera ranking de mortes de crianças e adolescentes por arma de fogo]
Foto : Pexels

Por Juliana Rodrigues

No período de 2009 a 2016, a Bahia liderou o número de crianças e adolescentes mortos no país por arma de fogo, segundo estudo divulgado ontem (20) pela Sociedade Brasileira de Pediatria.

De 1997 a 2016, foram registrados no estado 13.813 casos nos quais as vítimas tinham entre 0 e 19 anos, o que coloca a Bahia como o primeiro estado do Nordeste com mais mortes desse tipo e o terceiro em todo o país, perdendo apenas para São Paulo, que teve 21.864 casos, e para o Rio de Janeiro, com 19.220 ocorrências.

Desde 2009, a Bahia lidera o ranking nacional. Em 2016, 14% das mortes registradas no país com essa causa ocorreram no estado, segundo a entidade.

O levantamento ainda aponta que a cada 60 minutos, uma criança ou um adolescente morre no Brasil devido a ferimentos por arma de fogo.

 

Carne artificial: os cientistas britânicos que estão criando bacon em laboratório


Por BBC


Diversos projetos buscam produzir proteína animal artificial em larga escala, mas produtos ainda não estão sendo comercializados — Foto: BBCDiversos projetos buscam produzir proteína animal artificial em larga escala, mas produtos ainda não estão sendo comercializados — Foto: BBC

Diversos projetos buscam produzir proteína animal artificial em larga escala, mas produtos ainda não estão sendo comercializados — Foto: BBC

Cientistas britânicos da Universidade de Bath estão dando novos passos em direção à produção de carne artificial, com o cultivo em laboratório de células animais.

Se o processo puder ser reproduzido em escala industrial, é possível que amantes de carne venham a ter à sua disposição um suprimento infinito de bacon, mas sem a necessidade de obtê-lo com o abate de animais.

A engenheira química Marianne Ellis, líder do projeto na Universidade de Bath, acredita que a carne artificial possa ser, mais adiante, “uma fonte alternativa de proteína para alimentar o mundo”. Em seu laboratório, ela cultiva células de porco que podem, algum dia, levar à produção de bacon.

No futuro, a expectativa é de que, a partir da biópsia de um porco, seja possível isolar suas células-tronco, criar mais células a partir destas e colocá-las em um biorreator que as expanda. Assim, é possível obter um generoso suprimento de bacon – e o porco contunua vivo.

No entanto, ainda serão necessários anos de pesquisa para replicar o sabor e a textura idênticos ao bacon original.

Experimento com grama

Proteínas animais reproduzidas em laboratório ainda não estão no mercado, mas são amplamente estudadas pela ciência. Em 2013, uma equipe holandesa criou o primeiro hambúrguer de laboratório, enquanto cientistas em Israel produziram um bife com células criadas em laboratório em 2018. Ao mesmo tempo, uma empresa americana chamada Just afirmou que seus nuggets de frango, feitos a partir de células de penas de galinhas ainda vivas, em breve estarão disponíveis em restaurantes.

De volta a Bath, para criar a estrutura da carne artificial, a equipe de Ellis está conduzindo seus experimentos com algo natural: grama.

Os pesquisadores cultivam células de roedores sobre “andaimes” de grama.

“A ideia é, basicamente, dar ‘grama para nossas células comerem’, em vez de dar grama para uma vaca e daí comer a vaca”, explica Scott Allan, estudante de pós-graduação em engenharia química e participante do projeto.

Para o resultado final disso não ser puramente um tecido de músculo, os cientistas buscam formas de acrescentar células de gordura e outras células conectoras que ajudem a dar mais gosto e textura à proteína.

Outro desafio futuro é produzir carne do tipo em larga escala para fins comerciais.

“Estamos tentando projetar biorreatores, e o processo biológico em torno desses reatores, para cultivar células de músculo em larga escala, de um modo que seja econômico, seguro e de alta qualidade”, diz Ellis. “Assim conseguiríamos fornecer as células de músculo como carne de laboratório para todas as pessoas que queiram consumi-la.”

Ela almeja que as “células primárias” desse processo venham de um animal vivo ou recém-abatido, ou então de células “imortalizadas” deles, que continuem a se dividir e multiplicar. “Com isso, não seria necessário abater animais, (já que) teríamos uma célula imortal que poderia ser usada para sempre.”

Não mata, não polui e gasta menos água

A expectativa de pesquisadores é de que a carne in vitro atraia pessoas preocupadas com o abatimento de animais e com os impactos ambientais causados pela pecuária de larga escala.

Richard Parr é diretor-gerente na Europa do Instituto Good Food (boa comida, em tradução livre), uma ONG que promove alternativas para a produção agrícola tradicional.

Na opinião dele, a carne artificial também tem a potencial vantagem de usar muito menos água e espaço do que a pecuária atual, além de produzir menos dióxido de carbono, poupar bilhões de animais de sofrimento e ajudar a combater problemas de contaminação alimentar.

Alguns estudos, no entanto, apontam que talvez a produção de carne artificial consuma mais energia do que a produção de carne natural – embora essa conta não leve em consideração o uso de água e de terra para criar gado.

Segundo Marianne Ellis, apesar disso, a maioria das projeções atuais parecem indicar que a proteína in vitro deve reduzir a emissão de gases do efeito estufa.

Ela também acredita que, no futuro, seu projeto vai conviver com a agricultura e a pecuária tradicionais.

Mudanças futuras

Illtud Dunsford, cofundador com Ellis da start-up de biotecnologia Cellular Agriculture, vem de uma longa linha familiar de agricultores tradicionais no País de Gales, mas defende que, no futuro, será necessário alocar mais terras para a proteção natural, reduzindo (sem eliminar) o espaço destinado a criação de gado.

“Na minha pequena fazenda no oeste do País de Gales, idealmente gostaria de ver a manutenção de uma série de raças tradicionais de gado em uma escala muito pequena, e com níveis de bem-estar (animal) excepcionalmente altos”, opina ele.

“O produto derivado de seu uso no gerenciamento de terras – seja para limpar a terra ou para restaurar pastos – seria a colheita de células para cultivar carne artificial.”

Acredita-se que a carne in vitro não estará pronta para a comercialização em grande escala por pelo menos mais cinco anos. Resta saber se as pessoas terão vontade de comê-las – uma pesquisa feita no Reino Unido apontou que 20% dos consumidores gostariam de experimentá-las; 40% não gostariam; e os 40% restantes não têm opinião formada. Em geral, pessoas mais jovens e moradores de áreas urbanas demonstraram mais interesse no produto.

Maracás precisa ser mais limpa. Os olhos do povo não perdoa


A imagem pode conter: carro, céu e atividades ao ar livre

Café com Leite Notícias: Quem passar pelas ruas de Maracás e prestar a atenção nos detalhes, vai logo perceber que algo anda errado em relação à sua limpeza. É comum, por exemplo, se vê cachorros revirando sacos plásticos e espalhando o lixo e deixando aquela paisagem feia e com um mal cheiro terrível.

Não estamos aqui para criticar ninguém, mas sim falar a verdade, mostrar fatos com fotos. Na rua Antônio Rodrigues estava lá um saco de lixo no meio da rua (foto) e os carros se desviando para seguir o seu destino. Só que com as pessoas que estão cuidando das suas vidas num cotidiano natural, tudo bem, mas quando chegou a hora de um repórter desviar daquele embrulho no meio da rua, aí ele já pára e faz uma foto e pede para a empresa responsável pela limpeza cuidar mais da cidade. Cada um cuida da sua parte, o Café com Leite está nesse exato momento, cuidando da parte dele. A prefeitura também tem que fazer a parte dela e assim todos fazendo, tudo certamente ficará melhor.

As donas de casa também, procurem saber que horas deve colocar o lixo na calçada, para que não fique lá exposto. O carro de coleta não deve atrasar e assim as engrenagens funcionam melhor. Outro dia os olhos do repórter, que são uma espécie de câmera, flagrou duas garotas descascando um picolé e jogaram com a maior naturalidade, o papel na rua. Que triste! Que feio! Só que olhei em volta e não tinha cestinho de lixo preso ao poste. Mas um erro não pode justificar outro erro. Segure o lixo do picolé, do doce ou qualquer outro, na mão até chegar numa lixeira. Vamos todos fazer a nossa cidade mais bonita.

Só pra garantir que o Café com Leite não está interessado em fazer críticas apenas por fazer, vai aqui uma sugestão para a DM. Coloquem uma especie de sirene, mas com uma música agradável sempre que o carro estiver no bairro, na rua, que a dona de casa ouve e coloca o lixo na calçada bem na hora do caminhão passar. Que tal?