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Prefeito de Alagoinhas anuncia “lockdown” por 7 dias, a partir desta terça(30)


Com o objetivo de frear a disseminação do novo coronavírus, o prefeito Joaquim Neto anunciou “lockdown” em Alagoinhas, pelo prazo de 7 dias, a partir desta terça-feira (30).

A decisão tem por base a realidade epidemiológica do município, que apresentou, nos últimos 26 dias, um aumento de 347 % no número de casos confirmados e uma taxa de crescimento de 6,82%, nas últimas 24h.

“Estamos monitorando todos os dias esses indicadores, com muita responsabilidade e cautela, mas chegamos a um ponto da pandemia em que medidas mais rígidas precisam ser adotadas. Hoje, o município conta com Centro de Referência montado na UPA e eficiência na regulação de pacientes que necessitam de UTI para Salvador, conforme pactuado com o governo do estado, mas teremos um colapso no sistema de saúde se não forem implementadas ações que evitem a aceleração da doença”, explicou o prefeito Joaquim Neto.

Ainda de acordo com o gestor, diante do número crescente de casos na região, a expectativa é de que outros municípios também adotem a estratégia.

Os detalhes sobre o “lockdown” constarão em novo decreto, que será publicado nesta segunda- feira (29), em edição extraordinária do Diário Oficial do Município (DOEM).

Por: SECOM ALAGOINHAS

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Acordão no horizonte sinaliza nova tentativa de pacto entre elites


“Há que se perguntar aos arautos da “pátria mãe gentil” que aparecem nesses tempos sombrios: democracia para quem? Vida para quem? Liberdade para quem? Constituição para quem? Direitos ou privilégios?”, questiona o doutor em Ciências Sociais Robson Sávio Reis Souza.

 

Não é a primeira vez que isso ocorre nos últimos meses. Basta ler os editoriais dos jornalões (dos barões da mídia), observar as análises econômicas de banqueiros e rentistas, acompanhar as manifestações de empresários (muitos de mentalidade escravocrata), verificar as manobras dúbias de coronéis da política e do judiciário para se levantar uma hipótese: parece que se costura, ou se tenta costurar, um grande acordão, com o Supremo com tudo, para — fazendo vistas grossas aos muitos absurdos, crimes, violência à democracia e suas instituições protagonizados por Bolsonaro — manter o bode malcheiroso na sala.

Para os segmentos elitistas da sociedade brasileira (e seus líderes) tudo pode ser relativizado, inclusive a civilidade, desde que o projeto neoliberal, conservador e excludente não seja ameaçado.

Discursos limpinhos e cheirosos, decantados em prosa e verso, sobre o “valor da democracia”, a “defesa da vida”, a “importância de se respeitar a Constituição” são como palavras ao vento para os tradicionais defensores de uma democracia de baixíssima intensidade, geradora de exclusão e garantidora de benesses. Tais slogans agradam a todos, gregos e troianos e interessam profundamente o 1% (os ricos) e os 30% da classe média (privilegiada) que, majoritariamente, desejam manter o Brasil na sua histórica posição entre os líderes mundiais de privilégios (para esses) e de desigualdade, violência e exclusão para os outros 70% da população. O que vale é uma democracia formal. Nunca, uma democracia real; substantiva.

Há que se perguntar aos arautos da “pátria mãe gentil” que aparecem nesses tempos sombrios: democracia para quem? Vida para quem? Liberdade para quem? Constituição para quem? Direitos ou privilégios?

Para os velhos e novos privilegiados do Brasil, que controlam “com lei e ordem”, ou “ordem e progresso” — para agradar os positivistas –, um modelo de sociedade estruturada na violência, no racismo, na segregação socio-econômica-étnico-espacial, subserviente aos interesses de fora (primeiro da Europa, depois dos Estados Unidos da América), o importante é que Bolsonaro “se comporte” para atender aos seus interesses. E não atrapalhe Guedes e sua tropa neoliberal e rentista — prepostos dos verdadeiros donos do poder.

Não interessa ao grupo do 1% e dos privilegiados:

– Se milhares de brasileiros, a maioria pobre e preta, morrerá na pandemia vítimas da incúria do governo central e sua tropa negacionista;

– Se populações indígenas estão sendo, mais uma vez, vítimas de genocídio — com as vistas grossas desse mesmo governo;

– Se o povo é tratado como massa de manobra para atender aos interesses mais escusos das máfias e milícias incrustradas nos poderes econômico e político (e também religioso), com a complacência do governo;

– Se o estado está sendo militarizado para agradar os velhos intentos corporativos dos pretorianos das elites;

– Se no plano internacional o país se torna um pária, ignorado e gradativamente excluído, simbólica e objetivamente, no concerto das nações;

– Se o que resta do nossa soberania e meio-ambiente são negociados com quem der mais, de portas abertas para a boiada passar;

– Se o moralismo religioso (dos sepulcros caiados, obscurantistas e fundamentalistas) se impõe como política pública, estuprando o estado laico;

– Se o sistema de justiça continua um dos mais seletivos, elitistas e vingativos do planeta;

– Se o desmonte do Estado — com a dilapidação de suas riquezas e patrimônio e a destruição das políticas públicas e sociais — levará o país a bancarrota em pouco tempo…

Interessa para esses grupos de privilegiados a defesa de um modelo de sociedade que mantenha os lugares sociais historicamente pré-determinados (dos pobres, pretos, vulneráveis; enfim, dos descartáveis). E que a apropriação dos bens públicos, a expropriação das riquezas nacionais e a exploração do trabalho continuem monopólios garantidos às famílias dos coronéis de sempre.

Leia a matéria completa no Brasil 247

 

Lula é doutor da mesma universidade que Decotelli diz ter doutorado e foi desmentido


Lula recebeu o título de doutor honoris causa da Universidade Nacional de Rosário, pelo reconhecimento do fato de que o ex-presidente tirou milhões de pessoas do analfabetismo

 

(Foto: Ricardo Stuckert)
O ex-presidente Lula recebeu título de Doutor Honoris Causa na Universidade Nacional de Rosário, na Argentina, em 21 de maio deste ano.

O título foi concedido pelo reconhecimento do fato de que o ex-presidente brasileiro tirou milhões de pessoas do analfabetismo

A Universidade Nacional de Rosário é a mesma que o novo ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, afirmou ter um doutorado e foi desmentido pelo reitor da faculdade.

O Ministério da Educação (MEC) procurou rebater o reitor argentino apresentando documentação que, entretanto, não comprova se ele defendeu a tese e se ela foi aprovada.

 

Trabalhador que deseja recusar FGTS precisa avisar a Caixa 10 dias antes; Entenda!


Os nascidos em fevereiro têm até esta sexta-feira (26) para avisar a Caixa que não querem sacar o dinheiro.

Aqueles que não querem sacar o valor de R$ 1.045 do FGTS precisam avisar à Caixa Econômica Federal até 10 dias antes do início do calendário de crédito na conta poupança social digital para que o valor não seja debitado.

Lembrando que o calendário de pagamento é de acordo com o mês de nascimento do trabalhador.

Os nascidos em fevereiro têm até esta sexta-feira (26) para avisar a Caixa que não querem sacar o dinheiro, pois no dia 6 de julho o crédito cai automaticamente na conta. Já os que nasceram em março, têm até 3 de julho para recusar o dinheiro.

O cancelamento do saque pode ser solicitado através do site a aplicativo.

Para cancelar o recebimento, após consultar o saldo disponível, é preciso clicar em “Não quero receber”.

Você Pode Gostar Também:

De acordo com a Caixa, se o crédito tiver sido feito na poupança social digital do trabalhador e essa conta não seja movimentada até 30 de novembro, os recursos serão retornados à conta do FGTS.

Poupança digital

Inicialmente, a movimentação do valor do saque somente poderá ser feita por meio do aplicativo Caixa Tem. No entanto, a partir da data de disponibilização dos valores para saque ou transferência, os trabalhadores poderão transferir os recursos para contas em qualquer banco, sem custos, ou fazer o saque em espécie nos terminais de autoatendimento da Caixa e casas lotéricas.

“Após o crédito dos valores na conta poupança social digital, já será possível pagar boletos e contas ou utilizar o cartão de débito virtual e QR code para fazer compras em supermercados, padarias, farmácias e outros estabelecimentos, tudo por meio do aplicativo”, explica a Caixa. Fonte:Noticiasconcursos

Calendário de saques do FGTS de até R$1.045

Mês de nascimento Crédito em conta Saque ou transferência
Janeiro 29 de junho 25 de julho
Fevereiro 6 de julho 8 de agosto
Março 13 de julho 22 de agosto
Abril 20 de julho 5 de setembro
Maio 27 de julho 19 de setembro
Junho 3 de agosto 3 de outubro
Julho 10 de agosto 17 de outubro
Agosto 24 de agosto 17 de outubro
Setembro 31 de agosto 31 de outubro
Outubro 8 de setembro 31 de outubro
Novembro 14 de setembro 14 de novembro
Dezembro 21 de setembro 14 de novembro

 

Nova lista de demissão da Globo tem nomes como Susana Vieira e Fernanda Montenegro


Até o momento a emissora não se posicionou sobre a veracidade da suposta lista

 

Cinco grandes nomes da Rede Globo devem ter o contrato encerrado com a emissora nós próximos meses. Desde que a pandemia do coronavírus começou a rede Globo vem fazendo uma série de demissões e há quem diga que a situação sanitária foi apenas um ponta pé para algo já previsto.

Após Miguel Falabella, Zeca Camargo, Vera Fischer e outros nomes, uma suposta lista da rede Globo inclui os seguintes nomes: Cauã Reymond, que estará em uma produção na emissora e já foi avisado do término do contrato, Antônio Calloni e Elizabeth Savalla, que também estará em uma última produção na emissora.

Além destes, serão demitidos também as atrizes Susana Vieira e Fernanda Montenegro. As informações foram divulgadas pelo jornalista Alessandro Lobianco, da Rede Tv!, na tarde desta sexta-feira .

 

Casal de idosos se abraça e se beija com plástico após 102 dias: covid


Agustina e Pascual matam a saudade - Foto: Press Association
Agustina e Pascual matam a saudade – Foto: Press Association

Um reencontro emocionante. Após 102 dias separados por causa da Covid, dois idosos de 83 e 84 anos puderam finalmente se abraçar.

Dona Agustina Canamero e o marido Pascual Perez usaram uma película de plástico para matar a saudade com segurança. E era tanta saudade que eles acabaram também se beijando  através da tela de proteção, usando máscaras.

A imagem, que está correndo o mundo, foi feita em uma casa de repouso de Barcelona, na Espanha e publicada por jornais locais nesta quarta, 24.

Durante os 59 anos de casamento, o casal nunca passou tantos dias separados.

O reencontro

Assim que a casa de repouso Ballesol Puig i Fabra permitiu que as visitas fossem retomadas, com as telas protetoras, Agustina Canamero foi uma das primeiras a chegar.

A cena do reencontro dela com o marido emocionou a direção e funcionários do lar de idosos.

A Ballesol Puig i Fabra não revelou quantos moradores pegaram o novo coronavírus na casa de repouso.

Os lares de idosos da Espanha foram particularmente afetados pelo vírus, que matou pelo menos 28.300 no país.

Com informações da ABC, EnfieldIndependentGuernseyPres e

Saiba quem é Carlos Alberto Decotelli, o novo ministro da Educação


Carlos Alberto Decotelli da Silva

Carlos Alberto Decotelli da Silva assume o Ministério da Educação, após a saída de Abraham Weintraub. Antonio Paulo Vogel de Medeiros atuava como ministro interino no período de transição. Decotelli é o terceiro ministro da Educação no governo de Jair Bolsonaro, que teve na pasta, anteriormente, Ricardo Vélez Rodríguez e Weintraub.

O novo ministro é oficial da Reserva da Marinha, bacharel em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), mestre pela Fundação Getúlio Vargas, doutor pela Universidade de Rosário (Argentina) e pós-doutor pela Universidade de Wuppertal, na Alemanha. Ele trabalhou com o olavista Vélez Rodríguez quando assumiu a presidência do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), em fevereiro do ano passado – cargo que ocupou até agosto de 2019, quando foi para a Secretaria de Modalidades Especializadas do MEC.

Ele é integrante da equipe que criou um curso de pós-graduação em finanças na PUC-RS, ao lado do ex-ministro Sergio Moro; e que criou os cursos MBA Finanças no Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC), junto ao ministro da Economia, Paulo Guedes

Analistas avaliam que Decotelli foi um indicação dos militares para o cargo.

Com informação do 247

Dilma critica o PSDB e fala sobre privatização: “A água não pode ter dono”


Vale lembrar que a Dilma tem muita moral para dizer isso, pois nem só no seus seis anos de governo, mas também nos governos que lhe antecederam, do ex-presidente Lula, nada foi vendido. É preciso que as pessoas saibam e valorizem, que as riquezas do Brasil, aos brasileiros pertencem e não aos poderes estrangeiros. Com a privatização da água, que é um bem de todos, fica a incerteza de um mundo melhor e a provável certeza de escravização de um povo, sobretudo, como sempre os mais castigados, os mais fracos. Até aqui Café com Leite Notícias.

POR DILMA ROUSSEFF, ex-presidente, publicado no Twitter da autora

1/A lei aprovada no Senado autoriza a privatização do fornecimento de água e do tratamento de esgoto. A ideia já fracassou em vários países. Paris e Berlim, que haviam privatizado estes serviços, voltaram a estatizá-los, por causa da ineficiência e da exclusão dos mais pobres.

2/O tratamento de esgoto e a água limpa jamais chegarão a todos se forem concebidos para dar lucro a empresas privadas. Nenhuma empresa privada oferecerá tratamento de esgoto e água potável a quem não puder pagar suas tarifas, que por isto serão muito elevadas.

3/O PSDB liderou a aprovação da nova lei. Só a bancada do PT votou contra por unanimidade. O saneamento é essencial para oferecer vida segura e saudável à população. Significa fortalecer a saúde pública, que a crise do covid19 mostrou que só pelo Estado pode ser garantida a todos.

4/Ficam no Brasil as 2 maiores reservas de água do planeta, os aquíferos Guarani e Alter do Chão. A água é e será sempre a maior riqueza estratégica do mundo. Esta riqueza será entregue a empresas privadas, inclusive estrangeiras. Um crime contra a soberania e o povo brasileiro.

5/Ação criminosa e perversa, pois a água está sendo essencial no enfrentamento do covid19, e será fundamental contra qualquer vírus que no futuro nos ameace. A água não pode ter dono. É bem público que a todos pertence e por todos deve ser usufruída.

Fonte desta matéria Diário do Centro do Mundo.

 

VÍDEO: A mensagem de Brizola para os pedetistas que privatizaram a água


Brizola. Foto: Reprodução/Twitter

Brizola relacionava as privatizações com a corrupção.

“Nós vamos rever e anular tudo”, frisou, em entrevista ao Roda Viva.

Pegaram o recado, Cid e Ciro Gomes?

Para Brizola, a maior corrupção do país está nas privatizações.É a chamada corrupção em alta escala, em grosso calibre. Na verdade, o que Brizola quis dizer, é que quem privatiza as riquezas brasileiras, está na verdade, vendendo o que não lhe pertence, pois as riquezas do Brasil pertence unicamente aos brasileiros, enquanto muitos presidentes, como FHC e o atual, Bolsonaro, vendem, sabe-se lá como são feitos os negócios e quem ficará escravizados é o povo brasileiro, vendo poderes internacional tomando conta de tudo poe um cara que estava com uma caneta em punho, se achou no direito de entregar tudo.

 

 A ex-senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) repreendeu Ciro Gomes após o presidenciável do PDT-CE afirmar que ainda está consultando especialistas e precisa estudar para formar uma posição sobre o projeto aprovado nesta quarta-feira (24) pelo Senado que privatiza os serviços de água e esgoto no País. O senador Cid Gomes (PDT-CE), irmão do ex-ministro, votou a favor da proposta.

“Fale por si Ciro Não generalize. Sou contra o PL da privatização do saneamento básico. Li, debati e acompanhei Conseguimos segurar a votação por um bom tempo Vc podia ter estudado antes, para, pelo menos debater com o irmão! Veja como países estão reestatizando. Estude sbr Manaus”, escreveu a ex-parlamentar no Twitter.

Assista aqui no DCM o vídeo de Brizola

Veja alguns comentários

Conceição Rezende
Eu já estava procurando o Leonel Brizola para ele passar um carão nesses herdeiros safados!

Gilmar Mendes: bolsonarismo não terá apoio das Forças Armadas, “as milícias do Rio podem emprestar um soldado e um cabo”


Ministro Gilmar Mendes

Em entrevista à CNN na manhã desta quinta-feira (25), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), resgatou frase dita por Eduardo Bolsonaro durante a campanha presidencial durante comentário sobre os resultados da investigação conduzida pela corte sobre ameaças e a milícia digital bolsonarista que propaga fake news.

“Já disse, as Forças Armadas não emprestarão nem um jipe, nem soldado e nem um cabo, mas as milícias do Rio podem emprestar um soldado e um cabo”, afirmou o mnistro.

“No princípio, as pessoas pensavam que eram coisas leves, a sua opinião. Quando (o ministro Alexandre) Moraes fez o relatório houve um grande impacto na imprensa porque eram militantes que ameaçavam estuprar filhas de ministro, matar ministros, fazer atentados, fazer referência a essa (fala) de fechar o STF com um soldado e um cabo, que já virou um pouco uma gozação”, completou, contextualizando com a frase de Eduardo Bolsonaro.

Gilmar disse também que, entre outras coisas, a investigação serviu para debelar a organização que espalhava notícias falsas, mas também para identificar criminosos que estavam se articulando. “Daqui a pouco são milícias, daqui a pouco tem armas, todos defendem muito o porte.”

Fonte 247, mas a matéria completa está na Fórum

Mandetta: “não temos hoje um Ministério da Saúde, temos uma ocupação militar do Ministério da Saúde”


Luiz Henrique Mandetta

O ex-ministro da Saúde brasileiro, Luiz Henrique Mandetta, não poupa críticas à gestão de crise do presidente Jair Bolsonaro. Demitido durante a pandemia do coronavírus, Mandetta afirma que a gestão de Bolsonaro choca o mundo por manter o discurso da economia em detrimento às vidas e pela “falta de respeito às vítimas”. Em entrevista à televisão francesa France24, o médico disse que o Ministério da Saúde está “sob ocupação militar”.

Com mais de 50 mil vítimas da Covid-19, o Brasil chama a atenção do mundo por não ter adotado a política de confinamento e manter a população nas ruas com o vírus circulando.

Mandetta estava à frente do ministério da Saúde do governo de Jair Bolsonaro quando a pandemia começou a fechar os países da Europa. Naquele momento, enquanto o ministério da Saúde dava recomendações de isolamento social para a redução do contágio, o presidente brasileiro seguia dizendo que a doença não era grave e estimulava a população a sair para trabalhar.

“O presidente da República claramente optou por dar mais importância para o aspecto econômico que para o aspecto de saúde. Ele caiu em um falso dilema, como se essas coisas pudessem ser tratadas em separado, quando elas estão juntas,” disse Mandetta.

Em 16 de abril de 2020, o médico foi demitido por Bolsonaro. Seu substituto, o também médico de Nelson Teich, ficou no cargo por menos de um mês. Desde 15 de maio, o Brasil não tem um ministro da Saúde, e a pasta é comandada pelo interino general Eduardo Pazuello.

Para Mandetta, não existe mais um ministério da Saúde. O médico considera que a pasta está sob tutela militar e não segue nenhuma orientação de saúde.

“Nós, que somos oriundos da saúde, trabalhamos sobre três pilares: proteção incondicional à vida, proteção ao nosso sistema de saúde, o SUS, e uma defesa intransigente da ciência como método principal de tomada de decisões. Lá no Ministério da Saúde tiraram os técnicos de segundo e terceiro escalão, e colocaram no lugar militares seguindo uma norma militar. Nós não temos hoje um Ministério da Saúde, temos uma ocupação militar do Ministério da Saúde.”

Política em detrimento da ciência

Na entrevista, o médico avaliou como um falso dilema o discurso de ter de optar pela saúde ou pela economia.

“Não existe isso de sair forte de uma epidemia. Na história da humanindade, isso não é possível. Se tivéssemos optado pelo cuidado, nossa recuperação econômica seria muito mais precoce, como é demonstrado por qualquer análise econômica que é feita de qualquer tipo de epidemia. É uma questão muito mais pensando em 2022, quando acontecem as eleições.”

O ex-deputado considera que as decisões de Bolsonaro foram tomadas por motivações políticas: “É uma forma de se retirar desse assunto, deixando [o desgaste] para prefeitos e governadores”, considerou.

Ele voltou a criticar o uso da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19, remédio tratado como milagroso por Bolsonaro, mesmo após a decisão da OMS e de países como Estados Unidos de deixarem de testá-lo. O remédio, usado para malária, oferece riscos cardíacos aos pacientes e não tem efeito provado contra a Covid-19.

“Eles queriam liberar para uso em domicílio, sem monitoramento”, denuncia o médico. “[Bolsonaro] opta pela política em detrimento da ciência”.

Falta de respeito às vítimas

Questionado se o político acha que Bolsonaro poderá ser julgado no futuro por sua má gestão da crise sanitária, Mandetta afirmou que o presidente é o único líder mundial a seguir com o discurso inadequado e falta de respeito às vítimas.

“É uma condução [de crise] que choca os outros países porque o mundo optou primeiro por vidas e depois recuperar a economia. E ele vai na contramão e vai falar assim: ‘não, não vamos suspender a economia porque a economia vai ter mais danos do que essa doença’. E acabou sendo o único líder mundial a adotar esta linha. O Trump voltou atrás, Boris Johnson voltou atrás, o presidente do México voltou atrás. Somente o presidente do Brasil permaneceu e permanece até hoje com esse tratamento inadequado, e essa falta de respeito às vítimas”, assinalou.

Com informação do 247

 

 

DÍVIDA PÚBLICA BRASILEIRA: Um pouco de informação para que todos saibam de como tudo aconteceu


Voltando um pouco no tempo, para que as pessoas saibam da realidade, principalmente àqueles que insistem em dizer que os governos De Lula e Dilma contraíram dívidas públicas no Brasil, enquanto enquanto na verdade, a história é contrária. Até FHC o chamado Risco Brasil eram as duas palavras mais conhecidas nos telejornais, até porque o Brasil realmente vivia uma espécie de corda bamba. Vejam no desenrolar do texto abaixo, do professor renomado  Maurício Matri, uma realidade em que se pregam o contrário para, propositalmente, enganar até as pessoas que se dizem informadas. Até aqui Café com Leite Notícias.  

A dívida pública nos governos FHC, Lula e Dilma: uma análise comparativa, por Mauriício Macri

Publicado no Luis Nassif Online em 16-10-2014

banco central

Durante o 1º governo Cardoso (1995-1998), a política monetária esteve presa à estabilização do câmbio (então fixo e sobrevalorizado), a principal âncora para controle inflacionário. Pressões cambiais, decorrentes de saídas de capitais, eram arrefecidas por meio de elevações das taxas de juros básicas da economia. Como a valorização excessiva do real comprometia o desempenho das contas externas, essa política tornava estruturais e crônicos tanto a tendência altista da taxa de juros, quanto o componente financeiro do gasto público, além de submeter a economia a recorrentes solavancos recessivos. Em linhas gerais, a gestão da dívida pública brasileira esteve atrelada às necessidades de captação de recursos estrangeiros.

Nesse contexto, grupos privados, residentes ou não, aproveitaram para realizar oportunidades de lucros associados a uma ciranda financeira internacional. Tomavam recursos em mercados exteriores (em dólares) a juros baixos e aplicavam-nos no mercado financeiro brasileiro (em ativos denominados em reais), principalmente em títulos públicos federais. Como o câmbio era fixo e o diferencial de juros expressivo, o lucro tornou-se certo, considerável e sem grandes esforços. Para se ter uma ideia, enquanto as taxas de juros básicas praticadas pelo FED estiveram na casa dos 5% a.a. nesse período, as taxas básicas da economia brasileira oscilaram na faixa dos 20% a 40% a.a., com picos superiores a isto. Os dados confirmam o endividamento externo privado excessivo. Sua participação no total saltou de 40% em 1994 para 62% em 1997. Para maiores detalhes ver, Gremaud, et. al., A Economia Brasileira Contemporânea, Editora Atlas, São Paulo, 2002.

O que era uma oportunidade de ganhos fáceis e significativos transformou-se num pesadelo em 1998, quando ocorreu uma fuga expressiva de capitais do Brasil por contágio da crise russa, em meados daquele ano. Diante disso, o governo Cardoso bem que tentou arrefecer as pressões sobre o câmbio, a partir de uma expressiva elevação das taxas de juros, na ocasião, para acima dos 40% a.a. Ademais, acenou com um forte arrocho fiscal. No entanto, as medidas não surtiram efeito, e a sangria prosseguiu. Entre agosto e setembro, a perda de reservas do Banco Central foi da ordem de 30 bilhões de dólares. Ver Gremaud, et. al., op. cit.

Para o governo, o problema não era apenas econômico, mas também político, pois o presidente Cardoso encontrava-se em plena disputa eleitoral, e sua reeleição dependia da manutenção da estabilidade monetária e, portanto, cambial. Para os grupos privados endividados em moeda estrangeira, a situação também implicava sérias preocupações. Pairavam no horizonte prejuízos expressivos (ou mesmo risco de falência) decorrentes de uma provável e muito próxima desvalorização do real. A única saída para esses grupos passou a ser a de encontrar algum “desavisado” que se dispusesse a vender ativos em dólares ou atrelados a ele de modo a assumir o risco (prejuízo) cambial (certo), promovendo assim a proteção (o hedge) de que tanto necessitavam. Mas quem entraria no mercado “vendendo dólares” (ou emitindo dívidas indexadas direta ou indiretamente ao câmbio) com a certeza de uma desvalorização iminente? Quem se disporia a assumir os prejuízos dos que haviam ganhado muito dinheiro com uma ciranda financeira internacional?

Assim como em outros momentos da história econômica brasileira, coube ao Estado assistir os grupos privados fornecendo-lhes proteção e abrigo. Implementaram-se dois movimentos “estratégicos” durante o 2º semestre de 1998. De um lado, o governo recorreu ao FMI, que lhe concedeu recursos pouco antes das eleições, no valor de 42 bilhões de dólares, associados a uma agenda de contrapartidas bastante severas à sociedade brasileira. Por outro lado, além de atuar no mercado de câmbio vendendo dólares, o governo emitiu títulos públicos indexados ao dólar ou que acompanham indiretamente o movimento do mercado de câmbio (títulos com juros pós-fixados). A dívida pública transformou-se no instrumento de socorro aos grupos privados; sua gestão se orientou pela socialização de prejuízos privados; e, como estratégia, levou-se a cabo a sua quase que total “dolarização”. Em resumo, a dívida pública foi utilizada como uma espécie de “bolsa família” aos que haviam realizado grandes lucros e não aceitavam prejuízos de uma ciranda financeira internacional.

Por isto que, quando veio a desvalorização cambial de 65% em 01/1999, os agentes privados já não estavam somente “hedgeados” (protegidos) em relação às suas dívidas em dólares, mas também aproveitaram o contexto para realizar mais alguns outros ganhos patrimoniais. A magnitude do processo de socialização dos prejuízos privados pode ser estimada pelo impacto direto desta desvalorização sobre a dívida pública, que cresceu aproximadamente 50 bilhões de reais somente naquele mês. Para ser ter uma ideia do significado desse aumento, basta lembra que, dois anos antes, em 1997, a Companhia Vale do Rio Doce havia sido vendida por 3,5 bilhões de reais (valores corrigidos aos preços de 1999). Ver, Gremaud, et. al., op. cit.

Não por acaso, houve uma elevação da dívida pública líquida em relação ao PIB durante o primeiro governo Cardoso. Em 1994, ainda no governo Itamar, a dívida correspondia a 30% do PIB; em 1999, chegou a 44,5% do PIB; e, no último ano do segundo governo Cardoso, em 2002, a dívida já havia alcançado aproximadamente 50% do PIB. Maiores detalhes, ver: Sales, T. “Vulnerabilidade Externa ao Longo dos Governos FHC e Lula”, dissertação de mestrado, PEPI, IE-UFRJ, 2012.

Nota-se, também, que essa evolução da dívida pública não ocorreu como contrapartida de um processo de transformação de forças produtivas, de industrialização ou de conquistas sociais, mas como resultado de um endividamento externo privado excessivo e de seu repasse posterior a toda sociedade brasileira por meio das finanças do Estado.

Além da socialização de prejuízos, outra conseqüência dessa gestão foi, como dito, a quase que completa “dolarização” da dívida pública federal. Houve uma expressiva redução da participação dos títulos pré-fixados na dívida total (de 55% em 05/1998 para 3% em 12/1998), os quais não permitem proteção aos movimentos no mercado de câmbio. Em contrapartida, os títulos indexados ao câmbio passaram de 15% para 21% do total; e os pós-fixados, de 41% a 69%, contabilizando 90% de toda dívida pública. Para se ter uma noção, em 1994, estes dois tipos (indexados aos câmbio e pós-fixados) correspondiam a apenas 24% do total. Maiores detalhes, ver: Sales, T. op. cit.

Mas qual seria o problema em se ter 90 % do total da dívida pública “dolarizada”? Acentuou-se sobremaneira a vulnerabilidade da economia brasileira a choques internacionais. Oscilações cambiais passaram a ter, durante os anos seguintes, efeitos diretos e expressivos sobre a dívida. Como se tratava de uma economia com crônica tendência ao desequilíbrio externo (vulnerabilidade excessiva), comprometeu-se severamente a capacidade de o Estado realizar políticas públicas em geral, eliminando a possibilidade de iniciativa estratégica do governo na efetivação de investimentos públicos, gastos sociais, etc. Após publicidades continue lendo!

 

Se, por um lado, o governo Cardoso conseguiu salvar os grupos privados ao mesmo tempo em que garantiu a sua reeleição, por outro, lançou o Estado e seu segundo mandato (1999-2002) a um imobilismo excessivo e a uma elevada vulnerabilidade fiscal e externa. Para a sociedade, fora o prenúncio de anos bastante difíceis.

É difícil imaginar quais teriam sido os efeitos da crise de 2008 na economia brasileira, a maior desde 1929, caso a gestão da dívida pública prosseguisse na orientação do governo Cardoso no sentido de sua dolarização. No entanto, antes da crise, instaurara-se a percepção no governo Lula (2003-2010) acerca da necessidade de se retomar a capacidade de iniciativa estratégica do governo.

O contexto favorável para isto adveio dos resultados positivos nas contas externa no início do governo Lula, decorrentes da própria desvalorização da moeda, de uma diplomacia ativa em relação à política de comércio exterior, associada a uma política externa de orientação sul-sul, e do aumento dos preços das commodities internacionais. Nesse processo de restruturação da dívida pública, no sentido de sua “desdolarização”, o alvo principal foram os títulos indexados ao câmbio, que passaram de 22% (em 2002) para 1% (em 2008), e os pós-fixados, de 61% (em 2002) para 36% (em 2008). Em contrapartida, os pré-fixados aumentaram sua participação de 2% (em 2002) para 32% (em 2008). Ademais, o estoque da dívida pública líquida caiu de 52% do PIB em 2002 para 35% em 2008, voltando aos patamares do período do governo Itamar.

No governo Dilma (2010-2014), permaneceu a orientação de se evitar a dolarização da dívida pública. Em agosto de 2014, 40% eram de pré-fixados, 35% atrelados a índices de preços e, apenas, 20% de pós-fixados e 4% indexados ao câmbio.

O mais importante a se observar é que, quando se deflagrou a crise internacional de 2008 e seus desdobramentos durante os anos seguintes, já havia sido retomada a capacidade de o Estado atuar de modo a arrefecer os efeitos de uma severa crise econômica por meio de políticas fiscal e monetária expansivas. Os bons resultados nas contas externas nos anos anteriores e a “desdolarização” da dívida pública foram decisivos para tanto. Assim, diferente da crônica tradicional da história econômica brasileira, o governo não lançou mão de ajustes econômicos recessivos. Ao contrário, inverteu as prioridade e, por decisões de natureza política, trabalhou de modo a defender o nível de emprego e renda das camadas mais vulneráveis da população brasileira, em vez de priorizar a proteção dos interesses e a riqueza patrimonial de grandes grupos privados.

Mauricio Metri – Professor de Economia Política Internacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Bolsonaro põe Weintraub para dançar no temporal sem guarda-chuva. Por Fernando Brito


PUBLICADO NO TIJOLAÇO

POR FERNANDO BRITO

De acordo a matéria publicada no DCM, mas que tem origem do TIJOLAÇO, como você lê acima, Jair Bolsonaro publicou uma “retificação” do decreto de exoneração de Abraham Weintraub do cargo de Ministro da Educação, dando como data o dia 19 e não mais 20 de junho, como no testo anterior.

A esta altura, sem que tivesse havido a nomeação de alguém para seu lugar, isso significa apenas que todos os atos praticados por ele com as prerrogativas de Ministro são inválidos.

O principal deles, claro, o uso do passaporte diplomático para entrar nos Estados Unidos sem requisição de visto de “turista”, o que está proibido emitir-se por aquele país em razão da pandemia.

A “antecipação” da demissão de Weintraub o sujeita à aplicação do item “d” da Seção 3 da Proclamação Presidencial 9986, assinada por Donald Trump em 24 de maio:

(d) Um estrangeiro que contornar a aplicação desta proclamação por meio de fraude, deturpação intencional de um fato relevante ou entrada ilegal deve ser uma prioridade para remoção pelo Departamento de Segurança Interna.

“Remoção” é um eufemismo para “expulsão” e não é impossível que Weintrab seja gentilmente conduzido a um aeroporto, logo, logo.

Mas há mais: a revogação da portaria de Weintraub, cancelando o programa de cotas raciais nos programas de pós-graduação e as notícias vazadas por Paulo Guedes de que não se esforçará para manter a indicação do ex-ministro ao cargo de diretor do Banco Mundial.

A impressão que se tem é que o nosso tragicômico ex-ministro vai dançar na chuva, desta vez sem guarda-chuva.

 

 

Flávio Bolsonaro contrata advogado que atuou na defesa de Sergio Cabral, condenado a 282 anos de prisão


Flavio Bolsonaro (Foto: George Marques)

 

O advogado Rodrigo Roca foi contratado na noite deste domingo (21) para assumir a defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) após Frederick Wassef, que escondeu Fabrício de Queiroz durante um ano em sua chácara em Atibaia, no interior de São Paulo, anunciar que estava deixando o caso.

Wassef anunciou em entrevista à CNN que deixou a defesa de Flávio, que agradeceu a “lealdade” do jurista em publicação no Twitter. O advogado, no entanto, não falou se deixará também de atuar na defesa de Jair Bolsonaro.

Contratado por Flávio Bolsonaro, Rodrigo Roca foi advogado do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, até 2018. O jurista deixou de advogar para Cabral depois que ele resolveu assinar um acordo de delação premiada, contrarando a estratégia da defesa.

Cabral já acumula 13 condenações em casos de corrupção, com pena de 282 anos de prisão. Ele está preso no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó, em Bangu, mesmo local onde Queiroz foi levado.

O ex-assessor de Flávio Bolsonaro ocupa a cela C3 do presídio, ao lado do ex-policial militar Flavio Melo, que cumpre pena por tráfico e associação para o tráfico e chegou a ser investigado por ser o segurança particular do ex-governador Sérgio Cabral dentro do Presídio Frederico Marques, em Benfica.

 

VÍDEO – O dia em que Brizola colocou o amor pelo Brasil acima de seu projeto político pessoal e apoiou Lula


Hoje faz 16 anos que Brizola morreu, mas seu legado continua vivo, e forte. Político que se definia como de esquerda e socialista, sem meias palavras, Brizola foi o precursor no Brasil do projeto de escola em tempo integral.

Também combateu a violência policial, sem se descuidar da segurança pública.

Seus detratores dizem que a criminalidade aumentou no Rio de Janeiro depois que, como governador, proibiu a polícia de entrar nas favelas sem que houvesse um mandado a ser cumprido.

Quando confrontado num programa de TV com a crítica de que a violência no Rio de Janeiro tinha aumentado, ele mostrou reportagens, inclusive da revista Veja, que já mostravam o crescimento da criminalidade no Estado quando ele ainda estava no exílio.

Prova de que a crítica era sem fundamento é o que se vê hoje no Rio de Janeiro. O segundo e último governo de Brizola terminou há 26 anos e a criminalidade só aumentou. E pior: com a consolidação do poder mafioso das milícias.

Hoje, o nome de Brizola bombou na rede social — é um dos assuntos mais comentados do Twitter.

Ciro Gomes, que hoje está filiado ao partido que ele fundou — um dos muitos que Ciro já frequentou –, também o homenageou.

É um direito dele.

Mas não há traço de comparação entre os dois políticos.

Brizola foi trabalhista a vida inteira e teria pertencido a uma única legenda, o PTB, se esta não lhe tivesse sido roubada numa manobra da ditadura.

Hoje o PTB está nas mãos do apoiador de um governo miliciano, Roberto Jefferson.

A diferença entre Brizola e Ciro Gomes também fica evidente na comparação entre o comportamento do ex-governador do Rio de Janeiro no segundo turno das eleições de 1989 e do ex-governador do Ceará no segundo turno das eleições de 2018.

Brizola não foi para a Europa.

Proclamou uma das frases mais célebres da política brasileira — “vamos engolir o sapo barbudo”–, arregaçou as mangas da camisa, colocou o paletó no braço e foi à luta.

Ele tinha motivos emocionais para não apoiar Lula, já que a diferença de votos entre os dois no primeiro turno foi insignificante.

Já Ciro Gomes teve menos da metade dos votos de Haddad no primeiro turno, fez uma declaração protocolar e pegou o avião para o exterior.

Covarde, disse depois que não adiantaria ter ficado, já que Bolsonaro ganharia de qualquer jeito.

Brizola vive, porque a história lhe faz justiça.

Ciro ainda engana alguns.

Mas a história é implacável com figuras como ele.

Veja o vídeo da propaganda da campanha de Lula em que Brizola declara apoio a Lula, depois de uma reunião em seu apartamento em Copacabana.

O ex-governador do Ceará jamais terá a grandeza de tomar uma atitude como esta.

Com informação do Diário do Centro do Mundo.