(77) 99152-6666

BRUMADO: Representante dos “Vanzeiros” esteve na câmara municipal de Brumado e fez importante discurso em defesa da categoria


O representante dos conhecidos “Vanzeiros”, mas que na verdade são, em parte, proprietários de ônibus de qualidade e aptos a viajar para qualquer lugar do país, Espedito Caetano, mas que é conhecido por todos como Téo da Van, não tem dado trégua em buscar juntos aos órgãos competentes, a regulamentação da categoria, para que os veículos possam viajar, pois com isso, quem vai ganhar são os usuários, mas também a importância da geração de empregos.

Téo, ultimamente está na luta para conseguir a licença que dê direito de criar linhas dentro do Estado da Bahia, o que ele tem encontrado dificuldade junto a AGERBA, que é um órgão fiscalizador. Como disse o representante, é preciso que seja quebrado o monopólio, para que a população seja a maior beneficiada.

Veja depois da foto, matéria da ocasião em que o representante e fundador da Coopertai, esteve na Câmara de vereadores de Brumado, onde o blog Brumado Urgente fez a cobertura. Até aqui Café com Leite Notícias.

O representante da categoria, ‘Téo da Van’ fez pronunciamento em defesa da categoria (Foto: Daniel Simurro | Brumado Urgente)

Na segunda feira, 16 de setembro, a Câmara de Vereadores da cidade de Brumado, teve a presença dos integrantes do Transporte Alternativo, os populares “vanzeiros”, os quais foram pedir apoio dos vereadores para a sua luta pela legalização. Mesmo ainda não tendo números oficiais, em Brumado, cerca de 120 “vanzeiros” estão em atividade, os quais estão muito apreensivos, já que a fiscalização ficou muito mais rigorosa. Fazendo uso da tribuna livre, o representante da Coopertai – Cooperativa dos Transportes Alternativos do Norteste de Norte de Minas, Expedito Caetano (Téo da Van) fez um pronunciamento contundente em defesa da categoria e do projeto de um novo modal para o transporte personalizado na Bahia. Seguro em suas palavras ele garantiu que está existindo uma perseguição implacável e injusta por parte da Agerba, que é o órgão que regula o transporte no estado. “O transporte alternativo é muito importante para economia, então a sua regularização só beneficiará a população que reconhece a qualidade e competência de nossa categoria”, argumentou e subindo o tom disparou que “existe um deputado federal que é dono de 3 empresas de transporte e que é integrante da comissão de transporte em Brasília, sabemos que ele tem muita influência na Agerba, então isso é desleal, pois milhares de pais de famílias irão ficar desempregados por causa dessa perseguição, lembrando que temos hoje no Brasil cerca de 13 milhões de desempregados, então, ao invés deles contribuírem para o bem, estão querendo acabar com a nossa vida”.

Muitos ‘vanzeiros’ participaram da sessão (Foto: Daniel Simurro | Brumado Urgente)

Ele também explanou que o Ministério Público Federal já está abrindo investigações para apurar essa situação, que, desde 2015, quando a categoria intensificou a sua busca pela legalização, começaram a serem feitas audiências públicas e assinado um TAC pelo transporte municipal, mas, segundo ele, isso foi “fictício”, só com o intuito de enganar a categoria. “Para vocês verem foi liberada duas linhas para Brumado, uma para Malhada de Pedras e outra para Contendas do Sincorá, mas ninguém ficou sabendo, não houve divulgação, foi tudo por debaixo do pano, então é uma luta muito desigual, tanto que as multas que estão sendo impostas podem chegar a 4 mil reais, o que é um absurdo”. No final ele pediu apoio de todos os vereadores pela causa da legalização da categoria que é uma questão urgente, já que foi dado o prazo de até 08 de outubro para que, pelo menos, se obtenha uma autorização precária para que se possa dar continuidade às atividades. “Buscamos a criação de um novo modal de transporte, o personalizado, o qual é conhecido e respeitos pelas milhares de pessoas da região que utilizam os nossos serviços, por isso estamos nessa luta e contamos com o apoio dos vereadores brumadenses”. Após o pronunciamento, os vereadores fizeram questionamentos ao representante e se comprometeram a entrar na luta pela legalização, buscando aproximação do poder público municipal nesse sentido, como também da UVB, União dos Vereadores do Brasil.

Error, no Ad ID set! Check your syntax!

Celulares contaminam UTIs com bactérias resistentes à limpeza, diz pesquisa da USP


Um mapeamento realizado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital das Clínicas da USP em Ribeirão Preto (SP) identificou que a maioria das bactérias está resistente à limpeza diária e que o celular é uma das principais fontes de contaminação nesses ambientes. Os resultados do estudo foram publicados em artigo na revista inglesa “Fronteiras na Saúde Pública”, em agosto deste ano. Segundo o pesquisador Lucas Ferreira Ribeiro, o objetivo do grupo é alertar profissionais da saúde sobre a importância da revisão constante dos protocolos de higiene. “Às vezes, o contato com determinado paciente e o toque em outras superfícies dentro da própria UTI, você pode criar contaminações cruzadas dentro deste ambiente. Então, há a necessidade de estar vigilante e comprometido com a higienização adequada”, diz. A pesquisa destaca ainda que o uso de antibióticos não é o único fator que torna as bactérias resistentes. De acordo com o G1, o uso do mesmo produto químico diariamente também leva os microrganismos – principalmente os que são potencialmente mais preocupantes – se tornarem adaptados e ele. Para mapear as comunidades de microrganismos, o grupo coletou amostras de superfícies que devem ser limpas diariamente, como colchões, camas, maçanetas e respiradores, em dias de funcionamento normal, sem que as equipes de enfermagem fossem avisadas. Também foram recolhidas amostras das superfícies de computadores, celulares e pastas de prontuários que estavam nas UTIs, assim como dos jalecos utilizados pelos profissionais. As coletas ocorreram antes e logo após a limpeza diária com produtos específicos. “Observamos que na UTI pediátrica havia uma diversidade maior de microrganismos e isso pode estar relacionado à entrada e à saída maior de visitantes. Em ambos encontramos esses microrganismos relacionados com infecções hospitalares”, afirma Ribeiro.

Áustria veta acordo Mercosul-União Europeia e a justificativa é o antiambientalismo de Bolsonaro


O  governo Bolsonaro conseguiu arruinar uma negociação de 20 anos para o Mercosul obter um acordo de livre comércio com a União Europeia. Nesta quarta-feira (18), o Parlamento da Áustria aprovou em peso uma moção contra a parceria comercial, obrigando o país a vetar o acordo no Conselho Europeu.

Apesar de ser uma negociação que dura duas décadas, quando a parceria comercial foi fechada, em junho deste ano, durante os eventos do G-20, em Osaka, o presidente Jair Bolsonaro anunciou como sendo um feito do seu governo. Mas, para vigorar, o acordo precisava ainda da ratificação de todos os países membros em seus respectivos parlamentos.

Segundo informações da Agência EFE, no parlamento austríaco, apenas o partido liberal Neos foi contra a moção, reivindicando algumas modificações no acordo. O partido conservador ÖVP, por sua vez, surpreendeu a todos apoiando em peso a proposta colocada no Parlamento pelos partidos da ala social-democrata.

O presidente do partido progressista SPÖ, Norbert Hofer considerou o veto como “um grande triunfo para os consumidores, meio ambiente, a proteção dos animais e os direitos humanos”.

A decisão da Áustria deve prejudicar mais a Alemanha, país que, apesar de sofrer ataques de Bolsonaro ao questionar a política ambientalista do presidente brasileiro, seria o maior beneficiado do acordo comercial e, por isso, não se manifestava no sentido de discordar do acordo União Europeia-Mercosul.

Até antes dos incêndios na Amazônia, apesar frequentes declarações anti-ambientalistas de Bolsonaro, a possibilidade de algum veto contra o acordo comercial era considerada baixa. Com a crise das queimadas, provocadas, ao que tudo indica, por agropecuaristas incentivados pela postura do presidente brasileiro, somada aos ataques de Bolsonaro contra lideranças europeias, começou a aumentar a pressão de organizações civis para que os países europeus não ratificassem o acordo.

Ainda em agosto, o presidente da França, Emmanuel Macron se manifestou contra a parceria Mercosul-UE, acusando Bolsonaro de ter mentido durante a cúpula do G-20 ao dizer que seu governo manteria os acordos internacionais pelo meio ambiente, um dos requisitos para selar a parceria Mercosul-UE.

“Tendo em conta a atitude do Brasil nas últimas semanas, o presidente da República observa que o presidente Bolsonaro mentiu para ele na cúpula [do G-20] de Osaka”, disse em nota do governo francês.

Na coluna desta quinta-feira (19) no UOL, o jornalista Jamil Chade ressalta que essa é a primeira vez na história que um acordo com o Brasil é vetado pelo parlamento de um país europeu.

Ele escreve ainda que a decisão tomada pelo Parlamento Austríaco, gerou “fortes preocupações entre diplomatas brasileiros sobre a possibilidade de que Viena abra uma onda de rejeição pelo continente”.

“Oficialmente, os austríacos vetaram o acordo sob o argumento de que as políticas ambientais de Jair Bolsonaro seriam inaceitáveis. No Parlamento, chamou a atenção o fato de que praticamente todos os partidos – de direita, extrema-direita e socialistas – apoiaram o veto ao tratado. A única exceção veio dos liberais. A moção, assim, pede que o governo de Viena veto, no Conselho Europeu, a aprovação do texto”, explica Chade.

O articulista ressalta, entretanto, que “diplomatas alertam que a crise ambiental pode estar sendo instrumentalizada”.

“Encontraram agora um motivo de forte apelo popular para justificar seu protecionismo”, comentou o representante da diplomacia brasileira.

O protecionismo desses países, entretanto, não teria encontrado justificativas suficientes não fossem as declarações pouco diplomáticas de Bolsonaro atacando lideranças europeias e a crise de queimadas na Amazônia, provocadas por produtores brasileiros.

Fonte desta matéria, GGN.

TSE pode devastar bancada do PSL na Câmara por causa do laranjal


A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de cassar  seis vereadores no Piauí por terem fraudado a cota para candidaturas femininas pode gerar um efeito cascata em diversos estados e na Câmara. Partido de Jair Bolsonaro, o PSL deve perder 7 deputados federais, sendo 6 deputados em Minas e 1 em Pernambuco, que seria Luciano Bivar, o presidente da sigla, acusada de preencher a cota de 30% de mulheres com laranjas. A legenda tem 65 parlamentares na Câmara, de acordo com a agência de notícias da Casa. Em junho, a Polícia Federa prendeu um assessor e dois ex-assessores do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

Em Minas, o titular da pasta, deputado federal mais votado no estado, teria patrocinado um esquema de candidaturas laranjas com verba pública da legenda. As quatro candidatas receberam R$ 279 mil. Pelo menos R$ 85 mil foram destinados a quatro empresas de assessores, parentes ou sócios de assessores de Álvaro Antônio. Juntas, as quatro candidaturas somaram apenas cerca de 2 mil votos. O ministro negou irregularidades e afirmou que “a distribuição do fundo partidário do PSL de Minas Gerais cumpriu rigorosamente o que determina a lei”.

Bivar teria apoiado o repasse de R$ 400 mil em verbas do fundo partidário para uma candidata “laranja” em Pernambuco. Maria de Lourdes Paixão, 68 anos, teria sido a terceira maior beneficiada com verba do PSL em todo o País. O agora ex-ministro Gustavo Bebianno teria autorizado o repasse;

Também no estado de Pernambuco, Bebianno liberou R$ 250 mil de verba pública para a campanha de uma ex-assessora, que repassou parte do dinheiro para uma gráfica registrada em endereço de fachada. A gráfica é a mesma usada por Maria de Lourdes.  Érika Siqueira Santos, que trabalhou como assessora do partido diretamente com o ministro até agosto, foi candidata a deputada estadual no estado e conseguiu 1.315 votos. Ela foi a oitava pessoa que mais recebeu dinheiro do PSL nacional em todo o país.

Fonte 247.

“Emagreceu, ficou mais bonita”: por que o comentário de Lulu Santos gerou revolta


the voice lulu santos tamires santana 0919 1400x800
REPRODUÇÃO/GLOBOPLAY

Lulu Santos gerou polêmica no “The Voice Brasil” ao fazer um comentário inapropriado sobre Tamires Santana, uma das participantes do seu time, que acabou sendo eliminada.

Durante a última Rodada de Fogo, o técnico soltou elogios para a performance da cantora, mas deixou muitos telespectadores revoltados ao falar sobre a aparência dela: “Emagreceu e ficou mais bonita”.

Lulu Santos vira alvo de polêmica no “The Voice”
the voice lulu santos ultima rodada de fogo 0919 1400x800
REPRODUÇÃO/GLOBOPLAY 

Tamires Santana, que cantou “Faraó, Divindade do Egito”, disputava a permanência no programa com Gaby Olliver, que se apresentou ao som de “Ritmo Perfeito”, sendo escolhida por Lulu Santos.

Na hora de entregar o resultado, o técnico fez um longo discurso sobre Tamires. “Eu quero apenas completar que o seu número, Tamires, foi tudo o que a plateia precisava. Como você vê, você tem um caminho”.

the voice tamires santana 0919 1400x800 2
REPRODUÇÃO/GLOBOPLAY

“Do início da edição para cá, você emagreceu, ficou mais bonita, a apresentação está mais legal, mais segura”, completou o cantor, que imediatamente foi alvo de críticas nas redes sociais.

O comentário do jurado pode ser considerado gordofóbico, já que associa a beleza de Tamires ao fato de ela ter emagrecido. Além disso, o discurso foi problemático por ressaltar um padrão imposto pela sociedade no qual a magreza se torna um ideal.

O termo “gordofobia” não existe oficialmente no dicionário brasileiro, mas é um conceito popularmente difundido usado para identificar pessoas que possuem medo excessivo de ganhar peso ou uma “preocupação” exagerada sobre o corpo de outras pessoas.

A fala de Lulu Santos pode ainda se tornar nociva por despertar gatilhos que façam com que pessoas que não se sentem bem com seu corpo se sintam mal.

Indignados, os telespectadores que acompanham a atração consideraram o comentário desrespeitoso e usaram o Twitter para se manifestar, gerando um debate sobre a postura do cantor.

 

SÃO PAULO: Já é o 3° motorista de aplicativo que é assassinado em menos de uma semana


Resultado de imagem para foto de carros nas ruas de são paulo

Motorista de aplicativo foi assassinada em Diadema, um dos três casos ocorridos nos últimos dias na Grande SP (Crédito: Reprodução/TV Globo)

 

Mais um motorista de aplicativo foi assassinado enquanto trabalhava na Grande São Paulo. No terceiro caso em menos de uma semana, o condutor foi enforcado com um cinto de segurança na noite desta quarta-feira, 18, em Itaquaquecetuba.

Segundo a Polícia Militar, policiais encontraram dois jovens em um carro no Jardim Valparaíso, por volta das 23 horas. Quando a viatura se aproximou do veículo – um Fiat Uno -, um deles fugiu a pé.

Os agentes perceberam, então, que havia um homem que aparentava estar desmaiado dentro do automóvel, com sinais de asfixia. A PM acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que constatou que o condutor já estava sem vida.

Um suspeito, menor de idade, foi apreendido. A Delegacia Central de Itaquaquecetuba investiga o caso.

Outros assassinatos

No domingo, 15, dois motoristas de aplicativo foram mortos. De manhã, em Pedreira, na zona sul da capital, Marco Aurélio Roncoli Filho, de 30 anos, foi assassinado durante uma tentativa de assalto por dois homens em uma motocicleta. A vítima foi alvejada na cabeça.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo, ao chegar ao local do crime, a PM encontrou um Chevrolet Onix preto que havia colidido entre um muro e um poste de iluminação.

O condutor estava com ferimentos na cabeça. O Samu foi acionado e levou a vítima até o Hospital do Campo Limpo, também na zona sul, onde morreu.

Imagens de câmeras de segurança registraram o crime, por volta das 6h. No vídeo, é possível ver que Roncoli Filho tentou acelerar o carro. O veículo arrancou desgovernado e só parou após a batida.

Os motociclistas fugiram sem levar nenhum pertence do motorista. O caso foi registrado como tentativa de roubo e comunicação de óbito no 98º Distrito Policial (Jardim Miriam).

Já à noite, a motorista Adriana Márcia de Almeida, de 46 anos, foi morta quando buscava duas passageiras que saíam de um baile funk, em Diadema, no ABC paulista.

O crime aconteceu por volta das 23h no Jardim Casa Grande. Adriana tentou acelerar o carro para fugir da abordagem criminosa, mas foi atingida com um tiro no pescoço. A Polícia Civil divulgou um retrato falado do suspeito.

Fonte desta matéria, ISTOÉ.

PMs fazem mutirão durante a folga para construir casa para mulher que cuida de duas filhas e pai doente, em Goianésia



PMs de folga fazem mutirão para construir casa para família, em Goianésia — Foto: Arquivo pessoal/Alexandre Fernandes de Castro

PMs de folga fazem mutirão para construir casa para família, em Goianésia — Foto: Arquivo pessoal/Alexandre Fernandes de Castro

Policiais militares realizaram um mutirão durante a folga para começar a construir uma casa para uma família de Goianésia, no centro de Goiás. O comandante das campanhas do batalhão da cidade, capitão Alexandre Fernandes de Castro, contou que a equipe se sensibilizou com a situação da auxiliar de serviços gerais Maristela Rodrigues, que é funcionária do quartel. Ela cuida das duas filhas, de 12 e 15 anos, e do pai.

 

“Ela é uma pessoa muito boa e está vivendo uma situação precária, o marido a abandonou, mas nós sabemos que ela é uma guerreira, cuida das filhas, do pai, que é muito doente, e paga a prestação do lote. Então, nós resolvemos ajudar”, disse o comandante.

A casa em que Maristela mora, atualmente, tem dois cômodos e foi construída com placas de concreto.

O mutirão, que reuniu 13 policiais, ocorreu na segunda-feira (16), mas os trabalhos não pararam, pois precisam terminar a nova casa. Os militares continuam mobilizados para arrecadar doações, já que, segundo eles, faltam vasos, pias, cerâmicas para piso, argamassa, canos, além dos móveis.

PMs de folga fazem mutirão para construir casa para família que mora em barracão de Goianésia, Goiás — Foto: Arquivo pessoal/Alexandre Fernandes de Castro

De acordo com Castro, ao ver a ação da equipe, outros voluntários também apareceram e até uma rifa eles estão fazendo para arrecadar dinheiro e doações para terminar a construção da casa. O prêmio é um par de alianças ganhadas de uma voluntária.

“Estamos recebendo doações ainda, até mão de obra, todos que puderem ajudar, porque ainda estamos em uma fase grossa da obra, ainda falta muita coisa e toda ajuda é bem vinda”, disse o policial.

A atitude da equipe emocionou Maristela.

“Eu estou muito feliz com isso, chego a ficar emocionada. Eu recebo um salário mínimo, e pago R$ 580 de prestação desse lote. Eu já tinha começado a tentar construir essa casa, mas ainda estava no alicerce, até que eles resolveram me ajudar”, disse Maristela.

PMs de folga fazem mutirão para construir casa para família que mora em barracão, em Goianésia — Foto: Arquivo pessoal/Alexandre Fernandes de Castro

ONU veta Brasil de discursar na cúpula do clima em Nova York


Segundo representante da secretaria-geral da ONU, o Brasil não apresentou nenhum plano para aumentar o compromisso com o clima

O Brasil está fora da lista de países que vão discursar na cúpula do clima da ONU, que acontece na próxima segunda-feira (23) em Nova York. As informações são do blog Ambiência, da Folha de S. Paulo.Ao canal, o enviado especial da secretaria-geral da ONU, Luis Alfonso de Alba, declarou que a ONU pediu aos países que enviassem um plano para aumentar a ambição dos compromissos climáticos e que a seleção foi feita com base nos documentos recebidos. “O Brasil não apresentou nenhum plano para aumentar o compromisso com o clima”, afirmou.

Ao todo, 63 países discursarão na cúpula, que tem o  objetivo de encorajar a ambição dos países, em uma conversa direta com os chefes de Estado. O evento acontece às vésperas da Assembleia-Geral da ONU, que começa na terça (25). Também devem ser vetados do discurso Estados Unidos, Arábia Saudita, Japão, Austrália e Coreia do Sul.

Segundo informações do blog, as contribuições anunciadas pelos países na assinatura do Acordo de Paris, em 2015, não são suficientes para conter o aumento da temperatura média do planeta abaixo de 2ºC e as metas devem ser revistas entre 2020 e 2023. No entanto, acontecimentos de proporção internacional, como o aumento de eventos climáticos extremos e as queimadas na Amazônia, pressionam para um adiantamento da discussão, que já deve começar na COP-25 do Clima, conferência que negociará os últimos detalhes da regulamentação do Acordo de Paris.

A COP-25 acontecerá em dezembro no Chile. O Brasil sediaria a conferência, mas desistiu após um pedido de Bolsonaro, ainda em novembro do ano passado. Na época, a recusa foi recebida pela ONU com preocupação, por sugerir uma diminuição do compromisso do país com as ações climáticas. Com informações: CartaCapital.

 

Dono da Havan é condenado pelo TSE por ‘propaganda eleitoral irregular’ a favor de Bolsonaro


Justiça determinou que Luciano Hang pague multa de R$ 2 mil, acrescida de juros e correções

[Dono da Havan é condenado pelo TSE por ‘propaganda eleitoral irregular’ a favor de Bolsonaro]
Foto : Reprodução/Twitter

O empresário Luciano Hang, dono da rede varejista Havan, foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral por ter praticado “propaganda eleitoral irregular” a favor do presidente Jair Bolsonaro (PSL), à época candidato a chefe do Executivo, no ano passado.

No início de outubro do ano passado, Hang gravou um vídeo em uma de suas lojas, falando por meio do sistema de som do estabelecimento a clientes e funcionários. “Todos sabem a minha posição. Eu sou Bolsonaro! Bolsonaro! Quero uma salva de palmas”. Na sequência, pediu a todos que saudassem aquele candidato, em coro: “Bolsonaro! Bolsonaro! Bolsonaro!”, dizia.

Na ação judicial, em que foi determinado o pagamento de multa em R$ 2 mil, acrescida de juros e correções, a defesa do empresário alega que eles estava em “exercício de livre manifestação de pensamento”.

O ministro Sérgio Silveira Banhos, no entanto, explicou que “embora o ato veicule manifestação espontânea do pensamento, particulariza-se pela intenção de persuadir, de forma propositada e sistemática, com fins ideológicos, políticos ou comerciais, as emoções, atitudes, opiniões e ações de públicos-alvo através da transmissão controlada de informação parcial através de canais diretos e de mídia”.Fonte:Metro1.

Chifre cresce em testa de idoso, que precisa fazer cirurgia


Medina
Crédito da Foto: Indian Today

Um homem de 74 anos fez uma cirurgia para retirada de um chifre que nasceu na sua testa na Índia. De acordo com o India Today, Shyam Lal Yadav, morador da vila de Rahli, no distrito de Sagar, convivia com o chifre há alguns anos.

Shyam Lal Yadav disse que a doença começou como um ferimento na cabeça e foi crescendo com o tempo. Segundo o portal indiano, ele tentou cortar sozinho a estrutura, mas não conseguiu e teve de procurar os médicos, que também não sabiam como retirar o chifre.

O indiano removeu o chifre no hospital Bhagyoday Tirth de Sagar, de acordo com as informações divulgadas no último sábado (14/9). Os médicos disseram que Shyam sofria de chifre sebáceo, conhecido popularmente como “chifre do diabo”, que geralmente ocorre nas áreas da pele mais expostas ao sol.

O médico Vishal Gajbhiye informou ao Indian Today que um raio-X mostrou que as raízes do chifre do idoso não eram muito profundas, o que possibilitou a cirurgia. O caso raro será enviado para publicação no International Journal of Surgery, para que a comunidade médica aprenda com o ocorrido.

 

Remanso Bahia: Com depressão e sem receber salário, servidor ameaça cometer suicídio


O escrivão encontra-se em quadro grave de depressão e está sem recursos para comprar os remédios que utiliza no tratamento antidepressivo.

A situação deste cidadão não é boa, pelo que está sendo relatado nesta matéria. Alguém aí de Remanso, se possível, façam algumas doações e procure fazer visitas para este homem. E que o órgão responsável pelo pagamento do salário, agilize.

O escrivão Adilson Carlos Muniz da Silva, lotado na Delegacia Territorial de Andorinha, denuncia que está há 16 dias sem receber o salário. Ele afirma que já entrou em contato com o RH da Polícia Civil e o setor de Recursos Humanos garantiu que o salário do servidor seria depositado em 13 de setembro. A promessa não foi cumprida e o escrivão continua sem recursos para garantir a sobrevivência e comprar os medicamentos que utiliza no tratamento da depressão, ansiedade e síndrome do pânico, além da alimentação, conta de água, luz, pensão alimentícia e demais despesas familiares.

O escrivão foi diagnosticado com depressão e está afastado das atividades laborais por 120 dias, mediante atestado médico emitido por psiquiatra do Centro de Assistência Psicossocial (CAPS) do Governo do Estado. O Servidor afirma que procurou diversas vezes o Departamento Médico da Polícia Civil (Demep) mas, até o momento, não obteve nenhum retorno. “Não tenho dinheiro nem para comprar meus remédios de depressão! Não posso ficar sem meus remédios! Estou muito nervoso e tendo pensamentos suicidas. Preciso receber o meu salário o mais rápido possível para poder dar continuidade ao meu tratamento”, lamenta o escrivão.

O servidor salienta que o quadro psicológico que enfrenta, atualmente, é resultado de diversos assédios que sofreu dos delegados ao longo da trajetória no funcionalismo público nas unidades onde trabalhou. “Estou debilitado agora por causa desses assédios que eu sofria dos delegados. Esses psicopatas! Eles se acham os donos da Polícia Civil! Eu não denunciava, ia levando com a barriga”, denuncia o escrivão.

O Presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sindpoc), Eustácio Lopes, afirma que o sistema do RH Bahia sempre apresenta diversos problemas. Segundo o sindicalista, cerca de 30 policiais civis não receberam o salário deste mês e destaca que o sindicato já protocolou diversos ofícios cobrando uma solução junto à Saeb, mas não obteve nenhum retorno. “Os policiais que trabalham em regime de Plantão têm direito a receber dois auxílios- alimentação. Entretanto, estão recebendo apenas um auxílio-alimentação. Estão também com problemas no pagamento das horas extras. Pedimos ao RH Bahia que resolva esses casos e corrija os erros que estão diariamente ocorrendo com o sistema”, pontua Eustácio Lopes.

Doações:

Adilson Carlos Muniz da Silva

Agência 0594-0
conta poupança 51.096-3 / Banco do Brasil
Remanso-BA

Ascom Sindpoc

Ficou ruim para Flávio: juízes mantêm operação que deu origem ao caso Queiroz


Não adiantou muito o Flávio limpar as lágrimas de crocodilo com a bandeira brasileira, na tentativa de comover parte da sociedade, se dizendo patriota. Um dia ou outro a corda quebra. E o que está sendo sinalizado é que ela, (a corda), vai quebrar.

 

Reportagem de Ricardo Brandt e Caio Sartori no Estado de S.Paulo informa que a Justiça Federal no Rio, em primeira e segunda instâncias, negou para réus da Operação Furna da Onça a maior parte dos pedidos de extensão da decisão que suspendeu a investigação sobre suspeita de “rachadinha” no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa. Operação que deu origem ao caso Queiroz, a Furna apura pagamento de “mensalinho” a integrantes da base aliada dos ex-governadores Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão, ambos do MDB. Pelo menos dez parlamentares e ex-parlamentares fluminenses foram presos nos últimos dois anos. Em julho, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, acatou pedido da defesa do filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro e mandou parar investigações em todo País em que houve compartilhamento de dados da Receita Federal, do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e do Banco Central com o Ministério Público sem prévia autorização judicial.

Segundo a publicação, desde então, pelo menos oito – dos 29 réus da Furna da Onça – pediram a extensão da decisão de Toffoli. Desses oito, cinco tiveram o benefício negado pelo juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal Criminal do Rio – responsável pela Lava Jato no Estado –, e pelo desembargador Paulo Espírito Santo, da 1.ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2.ª Região. Foi na Furna da Onça que surgiu o relatório do Coaf com movimentações suspeitas do ex-assessor Fabrício Queiroz, que trabalhou no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia. Revelado pelo Estado, o relatório deu origem, em 2018, a uma investigação do Ministério Público do Rio contra o hoje senador – a principal suspeita é a de prática da chamada “rachadinha”, quando o servidor repassa parte ou totalidade de seu salário para o político que o contratou. As defesas dos réus têm usado o despacho de Toffoli como argumento para trancar seus processos, além de alegarem falhas de procedimento e prolongamento excessivos de prisões cautelares decretadas por Bretas.

O entendimento, no entanto, foi o de que a decisão de Toffoli tem restrições a serem consideradas e não pode ser estendida automaticamente a todos os casos que tenham relatórios de inteligência financeira como os elaborados no caso Queiroz. Um dos pontos em discussão é se o relatório do Coaf detalha movimentações consideradas atípicas e se foi usado para abrir investigação sem autorização judicial. Outra questão é se o caso envolve réu preso provisoriamente. “Não há possibilidade de suspender a persecução com relação a réu que se encontra preso provisoriamente, conforme decidido pelo Supremo Tribunal Federal”, disse o desembargador Espírito Santo. No próximo dia 26, os seis desembargadores da 1.ª e da 2.ª Turmas Especializadas da Corte vão analisar pedidos de suspensão de processos dos deputados Luiz Martins (PDT) e Marcos Abrahão (Avante). Reeleitos, os dois foram presos na Furna da Onça, em novembro de 2018, e não tomaram posse, completa o Estadão. Com informações do DCM.

O agrotóxico que matou 50 milhões de abelhas em Santa Catarina em um só mês


abelhas mortasDireito de imagemGETTY IMAGESImage captionNeste ano foram registradas mortes de abelhas causadas por agrotóxicos em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e São Paulo

Uma investigação em Santa Catarina revelou que cerca de 50 milhões de abelhas morreram envenenadas por agrotóxicos em janeiro deste ano.

Os testes – pagos com recursos do Ministério Público estadual – mostraram que a principal causa foi o uso do inseticida fipronil, usado em lavouras de soja na região.

A substância foi proibida em países como Vietnã, Uruguai e África do Sul após pesquisas comprovarem que ela é letal para as abelhas.

Santa Catarina é o maior exportador de mel do Brasil e tem 99% de sua produção certificada como orgânica. Os produtores temem que a mortandade gere dúvidas sobre a qualidade do mel catarinense e abale seus negócios.

Ao inspecionar seus apiários, em janeiro, produtores do Planalto Norte catarinense – região onde as florestas nativas vêm perdendo espaço para o eucalipto – encontraram as abelhas dizimadas.

Entre os dias 22 e 31 de janeiro, a Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina), órgão do governo do Estado, coletou amostras de abelhas mortas nas duas cidades mais afetadas, Major Vieira e Rio Negrinho, e as enviou ao Ministério Público. As amostras também foram mandadas a um laboratório em Piracicaba (SP).

Os exames encontraram três agrotóxicos: o fungicida trifloxistrobina, o inseticida triflumuron, ambos fabricados pela Bayer, e, em maior quantidade, o inseticida fipronil, introduzido no país pela Basf — que deteve a patente do princípio ativo até 2008.

As duas empresas afirmam que seus produtos, se utilizados conforme as orientações, são seguros para o meio ambiente.

A Cidasc não responsabilizou nenhum produtor e considerou que a contaminação foi acidental.

“O impacto desses agrotóxicos é que eles são letais para as abelhas, agem diretamente no sistema nervoso central. As que não morrem durante o voo retornam adoecidas e contaminam toda a colmeia”, explica o agrônomo Rubens Onofre Nodari, professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Os três agrotóxicos encontrados no laudo são classificados pelo Ministério da Saúde como classe dois, que significa “altamente tóxico”. A classificação varia de um, “extremamente tóxico”, a quatro, “pouco tóxico”. Apesar disso, o Brasil os libera para uso em lavouras.

 

“O Brasil anda em marcha à ré em comparação ao resto do mundo. Substâncias que provocam mortes em animais e pessoas continuam no mercado. Sem contar que, somente neste ano, de janeiro a agosto, foram liberados 290 novos agrotóxicos. 40% desses venenos são proibidos em outros países”, diz a promotora Greicia Malheiros, que preside o Fórum de Combate aos Agrotóxicos e Transgênicos, órgão integrado por 80 instituições públicas e privadas.

Nos últimos três anos, foram liberados 1.587 agrotóxicos no país. De acordo com a Anvisa, 40% dessas substâncias estão classificadas como extremamente ou altamente tóxicas.

De 1990 até 2016, o consumo nacional de agrotóxicos cresceu em 770%, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), sendo que a área agrícola do país cresceu somente 48%.

Floração da soja

O fipronil é bastante utilizado nas lavouras para matar insetos como o bicudo e costuma ser pulverizado por aviões monomotores, o que é proibido. Ele também é aplicado na terra, antes do plantio, e nas sementes.

Segundo a Cidasc, os venenos foram pulverizados durante o período de floração da soja, quando há uma recomendação para que os produtores utilizem o bom senso e não envenenem as flores, pois haverá visita de polinizadores. Não há proibição ao uso, entretanto.

O professor Nodari, da UFSC, diz que as primeiras abelhas a morrer são as “operárias mais experientes que saem de manhã para vasculhar o território e procurar flores”.

“Quando encontram néctar, elas voltam para a colmeia e com uma dança comunicam a direção e a distância das flores. A flor de soja não é a preferida das abelhas, mas, com o desmatamento e a monocultura, elas têm cada vez menos opções”, disse.

Quase meio bilhão de mortes

Segundo a Repórter Brasil e a Agência Pública, o fipronil e neonicotinoides (inseticidas derivados de nicotina) foram responsáveis pela morte de 400 milhões de abelhas no Rio Grande do Sul, 45 milhões no Mato Grosso do Sul e 7 milhões em São Paulo entre o Natal de 2018 e fevereiro deste ano.

Os laudos foram feitos pelas secretarias de Agricultura dos Estados com apoio de universidades. Os estudos mostraram que 80% das abelhas mortas tinham essas substâncias no organismo.

“A questão pode ser ainda mais preocupante se considerarmos que, nesse cálculo de quase meio bilhão de abelhas mortas no Brasil em um curto período de três meses, as abelhas silvestres sequer entraram na conta”, disse o professor Nodari.

avião agrotóxicoDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionPulverização de agrotóxicos por aviões pode afetar abelhas que habitem florestas vizinhas às plantações

Sumiço das abelhas

Outro fenômeno que tem preocupado biólogos no Brasil e no exterior é o desaparecimento de abelhas operárias, que deixam para trás a colônia e sua rainha com muitas crias famintas.

O sumiço tem vários nomes populares, como doença de maio, colapso de outono e síndrome do ácaro vampiro.

Nos EUA, pesquisadores o chamam de CCD (Colony Collapse Disorder), uma desordem no sistema de navegação das abelhas provocada por agrotóxicos, que faz com que elas se percam.

Os EUA têm amplas pesquisas sobre o assunto, porque perderam 50% das abelhas em meio século, o que tem relação direta com o fipronil e os neonicotinoides.

No Brasil, o CCD foi registrado pela primeira vez na região de Altinópolis (SP) entre agosto e setembro de 2008. A região tem intensa produção de cana-de-açúcar com uso de neonicotinoides e fipronil.

Mel contaminado

De acordo com a Faasc (Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina), a mortandade atingiu mais de 200 apicultores, cujo mel é quase todo exportado para Alemanha e Estados Unidos. Apenas 10% da produção ficam no Brasil.

O secretário adjunto de Agricultura e Pesca de Santa Catarina, Ricardo Miotto, afirma que o mel contaminado foi jogado fora e representa um percentual pequeno da produção catarinense. “Temos 9,7 mil produtores e 315 mil colmeias em produção. As 50 milhões de abelhas afetadas corresponderiam a 1%”, disse.

O presidente da Faasc, Ênio Cesconetto, afirmou que os produtores têm receio de que esse episódio possa repercutir e cancelar o registro do mel como orgânico, o que afetaria as exportações. Santa Catarina está negociando para exportar mel para o Canadá.

“Não podemos correr o risco de exportar mel contaminado”, disse Cesconetto. Anualmente, são produzidas oito mil toneladas de mel em Santa Catarina.

“Este episódio não afeta o mercado do mel catarinense, que é considerado um dos melhores do mundo, visto que a quantidade não representa impacto na produção estadual, porém expõe a problemática da utilização indiscriminada e feita de forma incorreta de agrotóxicos”, diz Ivanir Cella, chefe da divisão de estudos apícolas da Epagri, vice-presidente da Confederação Brasileira de Apicultura e Meliponicultura e vice-presidente da Federação das Associações de apicultores e meliponicultores de Santa Catarina.

Em 2011, 30% das colmeias de Santa Catarina foram perdidas. Na época, porém, o motivo foi a proliferação de doenças causadas por fungos.

Queda na produção agrícola

Mortes de abelhas, principais polinizadoras da natureza, não afetam somente a cadeia do mel, diz o agrônomo Rubens Onofre Nodari, da UFSC.

“Sem a polinização das abelhas, a produção agrícola sofreria uma redução dramática, num diagnóstico conservador de 30% a 40%, mas há correntes de pesquisadores que falam em 73%, o que poderia gerar, inclusive, guerras por alimentos”, disse.

Ainda não houve pesquisas sobre a redução na produção agrícola de Santa Catarina por causa da mortandade de abelhas. Mas sabe-se que, sem elas, não haveria maçãs — importante cultura da região serrana, responsável pela segunda maior produção do país.

Em Sichuan, na China, as abelhas desapareceram. A polinização é feita por trabalhadores, os “homens-abelhas”. Eles sobem em árvores com uma pena de pássaro cheia de pólen para tocar as flores uma por vez.

O desaparecimento das abelhas na região, ocorrido há cerca de 20 anos, se deveu ao uso excessivo de agrotóxicos do tipo neonicotinoides.

Segundo o projeto Polinizadores do Brasil, 30% do valor anual da produção agrícola no nosso país dependem de polinizadores. Caso o serviço de polinização fosse pago, custaria em torno de US$ 12 bilhões por ano.

aplicação de agrotóxicosDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionA partir de 2020, Santa Catarina vai taxar agrotóxicos vendidos no Estado

Fipronil entrou no Brasil em 1994

De acordo com Dayson Castilhos, doutor pelo Departamento de Ciências Animais da Universidade Federal Rural do Semi-Árido com pesquisa sobre desaparecimento e morte de abelhas no Brasil, o fipronil foi descoberto em 1987 e comercializado a partir de 1993. No Brasil, conforme o Ministério do Meio Ambiente, foi regulamentado em 1994.

“Inicialmente se pretendia que o fipronil fosse mais um herbicida, característica da família dos azóis, mas se mostrou um potente inseticida”, disse o pesquisador.

Castilhou diz que o fipronil causa hiperexcitação neuronal nas abelhas, produzindo descargas elétricas que levam à paralisia e exaustão celular dos insetos.

Ele diz que a substância é altamente tóxica aos insetos em mínimas quantidades. “Processo semelhante ocorre com os neonicotinoides, a nova geração de agrotóxicos sintéticos”, disse.

Diante da comprovação dos malefícios do fipronil, o governo do Estado negocia internamente duas propostas que deverão ser incluídas no plano de gestão até o fim do ano.

A primeira é limitar o uso do fipronil a sementes – o que pode fazer de Santa Catarina o primeiro Estado do Brasil a restringir o uso do produto.

Outra medida seria exigir dos agrônomos que prescrevam uso de fipronil informação sobre a geolocalização das lavouras, para que fique no banco de dados do Estado. Se a plantação estiver próxima a colmeias, será emitido um alerta para que técnicos da Cidasc monitorem as abelhas.

Taxação de agrotóxicos

O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés, eleito pelo PSL com 71% dos votos, surpreendeu a todos por ir em sentido contrário ao do presidente Jair Bolsonaro e criar uma medida provisória para tributação escalonada de agrotóxicos.

A medida passará a valer em janeiro do ano que vem. Produtos altamente e extremamente tóxicos passarão a ser tributados em 17%, conforme a alíquota do ICMS.

Produtos moderadamente tóxicos terão carga tributária equivalente a 12%. Produtos pouco tóxicos, 7%. Improváveis de causar dano agudo, 4,8%, e bioinsumos terão isenção.

A Tributação Verde, como foi batizada, é inédita no país e pretende incentivar uma agricultura saudável em Santa Catarina.

“A tributação não é ideológica, não serve para agradar direita ou esquerda. É uma questão de segurança alimentar e saúde pública. Não é lógico que o governo incentive, onerando de tributos, produtos que comprovadamente causam danos às pessoas e ao meio ambiente”, disse o governador.

Pesquisas internacionais

Em 2012, o World Conservation Congress lançou a resolução 127, que denunciava os neonicotinoides, o fipronil e outros inseticidas sistêmicos como prováveis causadores do CCD. Em 2013, a União Europeia baniu temporariamente os neonicotinoides clotianidina, imidaclopride e tiametoxam.

Em abril de 2015, a revista Science publicou um estudo da Escola de Saúde pública de Harvard, segundo o qual esses agrotóxicos são absorvidos pelas raízes e folhas e distribuídos por toda a planta, incluindo seu pólen e néctar.

A tese foi reiterada inúmeras vezes. Cientistas da Universidade de Sussex, no Reino Unido, também estudaram efeitos dos pesticidas quando a União Europeia baniu três neonicotinoides. Eles concluíram que, além dos danos às abelhas, esses venenos podem estar ligados ao declínio das borboletas, pássaros, de insetos aquáticos e possivelmente de morcegos.

Ineficiência Brasileira

O rastreamento dos resíduos no solo, na água e no ar é extremamente limitado no Brasil e não há nenhuma informação pública que traga um diagnóstico realista sobre os impactos ambientais causados por inseticidas.

O secretário de Santa Catarina, Ricardo Miotto confirma a falta de informações.

“Não sabemos a quantidade de fipronil necessária para matar as abelhas, se a morte é repentina ou em longo prazo e se afeta mais animais. Não temos pesquisas”, disse.

No entanto, há no Brasil um esforço para o levantamento de dados. Um exemplo é o Bee Alert, a primeira plataforma de identificação por geolocalização das ocorrências de desaparecimento e morte de abelhas.

Os dados coletados são fornecidos por apicultores, meliponicultores e pela comunidade científica, numa atividade colaborativa.

Entre 2014 e 2017 foram monitoradas mortes de 770 milhões de abelhas em 18 Estados brasileiros. Como nem todos os apicultores utilizam a plataforma, a projeção é que tenham morrido um bilhão e meio de abelhas nesse período.

Em parceria com a Universidade Federal Rural do Semi-Árido, foram coletadas amostras e em 67% dos casos houve envenenamento por agrotóxicos, sendo que, das amostras envenenadas, 92% tinham fipronil do organismo.

Bayer e Basf dizem que produtos são seguros

“A utilização de produtos de proteção de cultivos não prejudicará as abelhas se forem aplicados corretamente e de acordo com as instruções do rótulo”, diz a Bayer.

A empresa também informou que “ensina como o trabalhador rural pode agir quando encontrar uma colmeia na fazenda e como manejá-la a outro ambiente”. A Bayer diz que investe há mais de 25 anos em estudos e projetos que contribuam para a saúde das abelhas, e possui um centro dedicado exclusivamente às pesquisas, o Bee Care Center.

Já a Basf, que deteve a patente do princípio ativo fipronil até 2008, quando perdeu a exclusividade, diz ter um “compromisso com o gerenciamento responsável e ético de todos os seus produtos, desde a descoberta do ingrediente ativo, passando pela distribuição, uso, descarte e reciclagem”.

“O inseticida fipronil é altamente eficiente em baixas dosagens e está registrado em mais de 70 países para o uso em cerca de 100 cultivos, sendo uma ferramenta importante para a agricultura, tratamento de sementes em culturas especializadas e controle de pragas em residências e empresas”.

Segundo a Basf, diversas empresas fabricam e comercializam produtos à base de fipronil. “Se utilizados seguindo as boas práticas agrícolas e as recomendações da Basf na bula, entre elas a não aplicação foliar do inseticida, os produtos aprovados com o ingrediente ativo fipronil são seguros para os seres humanos e meio ambiente, incluindo os polinizadores”. Fonte BBC News Brasil.

 

Viúvo de grávida que morreu a caminho de se casar comove com fala: ‘Serei pai e mãe’


 

No sábado (14), a enfermeira Jéssica Victor Guedes, de 30 anos, passou mal momentos antes de seu casamento. Ela foi levada ao hospital, mas morreu no domingo (15), em decorrência de um AVC causado por um quadro de pré-eclâmpsia, quando a gestante desenvolve hipertensão arterial.

A noiva estava grávida de seis meses e teve que passar por uma cesárea de emergência — a bebê, Sophia, está internada, mas passa bem. Flávio Gonçalves, que esperava a futura esposa no altar, falou um pouco sobre a filha e sobre como ele está se sentindo depois da tragédia.

Marido fala sobre a perda da mulher e sobre a filha

Em entrevista ao SBT, Flávio, que é tenente da Polícia Militar, disse que o sonho de Jéssica era se casar e ser mãe. Eles já estavam juntos há sete anos.

“Eu perguntei o que estava acontecendo e ninguém falava”, contou. “Essa mulher foi guerreira, ela foi um instrumento de vida. Ela deu a vida dela pela minha filha”, completou Flávio.

 

Ele falou sobre os obstáculos que espera enfrentar ao criar a filha sozinho, sem a ajuda de Jéssica: “Vai ser difícil, porque eu vou ser pai e mãe agora. Eu não sei o que é isso”.De fato, o tenente está passando por momentos extremamente delicados: após a perda da noiva, ele ainda tem que cuidar da pequena Sophia, que nasceu prematura e deve ficar internada por alguns meses.

Para ajudá-lo, familiares e amigos criaram uma vaquinha online para que pessoas possam contribuir com os custos do atendimento hospitalar da filha — a diária fica em torno de R$ 6 mil.

Flávio, no entanto, mostrou que é forte e que está disposto a enfrentar todos esses problemas: “Mas eu sei que vou vencer, eu não vou fraquejar”, finalizou.

 

 

 

Fundos que administram R$ 65 trilhões pedem que Brasil proteja Amazônia


ALTAMIRA, PARA, BRAZIL: Aerial image of burning in Altamira, state of Pará.

Um total de 230 fundos de investimentos, que juntos administram US$ 16 trilhões, cerca de R$ 65 trilhões, divulgaram nesta quarta-feira, 18, um comunicado conjunto em que exortam o Brasil a adotar medidas eficazes para proteger a floresta amazônica contra o desmatamento, que explodiu desde o início do governo de Jair Bolsonaro.

“Estamos preocupados com o impacto financeiro que o desmatamento pode ter sobre as empresas investidas, aumentando potencialmente os riscos de reputação, operacionais e regulatórios. Considerando o aumento das taxas de desmatamento e os recentes incêndios na Amazônia, estamos preocupados com o fato de as empresas expostas a desmatamento potencial em suas operações e cadeias de suprimentos brasileiras enfrentarem uma dificuldade crescente para acessar os mercados internacionais”,  diz a nota divulgada nesta quarta-feira (18).

Somados, esses fundos gerem o equivalente a 9,5 vezes do valor do PIB brasileiro de 2018. Entre eles está a gestora britânica Abeerden, que tem participação na BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, e em outras empresas do país.

Em declarações recentes, o governo Jair Bolsonaro (PSL) tem refutado ou minimizado as mudanças climáticas e o desmatamento ilegal, além de rechaçar críticas vindas de países como França e Alemanha.