O planeta Terra deve passar por uma aceleração temporária em sua rotação, resultando em dias mais curtos entre julho e agosto. Segundo o Observatório Nacional, ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), hoje será o dia mais curto do ano. Estima-se que em 22 de julho e 5 de agosto também ocorrerão encurtamentos nos dias. Mesmo que seja imperceptível para nós, diferenças na duração do dia são monitoradas desde a década de 1950 e podem chegar a milissegundos.
Cientistas têm observado uma sequência de dias mais curtos desde 2020. Desde a formação da Terra, há 4,5 bilhões de anos, com rotação entre 5 e 10 horas, houve uma desaceleração gradual, além de variações temporárias que podem acelerar ou desacelerar a velocidade de rotação.
Eventos como terremotos, movimentos do núcleo da Terra, oscilação dos polos geográficos e mudanças climáticas em larga escala podem influenciar temporariamente a velocidade de rotação da Terra. Mudanças bruscas na temperatura média do planeta, como a transição da era glacial, também já provocaram alterações significativas na duração do dia.
Em média, a Terra completa uma rotação a cada 24 horas, mas pequenas variações podem ser detectadas com o uso de relógios atômicos. Desde a década de 1950, o parâmetro que mede essas variações é conhecido como duração do dia (LOD, em inglês).
A órbita da Lua também impacta a rotação da Terra, fazendo com que o planeta gire mais rapidamente quando a Lua está mais distante do equador terrestre. Ainda não há uma explicação definitiva para essas acelerações momentâneas.