O Ministério da Educação (MEC) promoveu uma série de encontros transmitidos pelo canal do MEC no YouTube, entre os dias 22 e 28 de abril, para apresentar os resultados do primeiro ciclo de 2026 da Avaliação Contínua da Aprendizagem (ACA) e discutir estratégias pedagógicas para apoiar as redes de ensino na recomposição das aprendizagens. Estes encontros reuniram professores, coordenadores pedagógicos, gestores escolares, equipes técnicas de secretarias de educação e especialistas.
Essa iniciativa está inserida nas ações do MEC por meio do Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens e do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), políticas que visam apoiar estados, municípios e o Distrito Federal na superação de defasagens educacionais na educação básica. O objetivo do pacto é articular estratégias e fornecer ferramentas para que crianças, adolescentes e jovens possam reforçar conhecimentos e habilidades ao longo de sua vida escolar.
A ACA é uma das ferramentas desta estratégia. Com caráter censitário e baseada na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a avaliação permite identificar os níveis de aprendizagem dos estudantes e orientar o planejamento pedagógico das redes de ensino. Realizada em três ciclos ao longo do ano, nos meses de março, junho e setembro, ela possibilita o acompanhamento da evolução dos estudantes e a tomada de decisões embasadas em evidências.
Segundo a coordenadora-geral de Estratégia da Educação Básica do MEC, Ana Valeria Dantas, a avaliação é um instrumento fundamental para orientar as ações das redes de ensino. Ela ressalta que a Avaliação Contínua da Aprendizagem fornece informações importantes sobre as aprendizagens consolidadas pelos estudantes e aquelas que estão em desenvolvimento. Além disso, por ser contínua, permite acompanhar a evolução dos estudantes ao longo do ano, subsidiando o planejamento e a tomada de decisão dos profissionais da educação.
Os encontros realizados apresentaram os resultados da avaliação nas áreas de matemática, ciências da natureza e língua portuguesa, para os anos finais do ensino fundamental. Especialistas analisaram os indicadores e tendências identificados nos dados da avaliação e discutiram estratégias para apoiar o planejamento de intervenções nas escolas, visando a recomposição das aprendizagens. Essa iniciativa reforça a importância das avaliações formativas como instrumentos estratégicos para acompanhar o desenvolvimento dos estudantes e promover respostas pedagógicas mais efetivas.
O Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens, coordenado pelo Ministério da Educação, é uma política pública que busca enfrentar as defasagens educacionais e garantir o direito à aprendizagem de todos os estudantes. Por meio de ações estruturadas de avaliação, formação e mediação pedagógica, o pacto visa contribuir para a redução das desigualdades educacionais e para a promoção da equidade no ensino.