A partir desta quarta-feira, 1º de julho, as instituições públicas de ensino superior participantes do Sisu+, etapa complementar ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu), iniciarão o processo de convocação da lista de espera. Os candidatos serão chamados conforme a ordem de classificação, modalidade de concorrência e disponibilidade de vagas. Os estudantes que manifestaram interesse em participar na lista de espera devem verificar o resultado diretamente no site da universidade escolhida.
O candidato deverá realizar a matrícula ou registro acadêmico na instituição de ensino superior pública para a qual foi selecionado, obedecendo aos dias, horários e locais definidos em edital próprio. Segundo o Edital nº 36/2026, a seleção do estudante garante apenas a expectativa de direito à vaga escolhida, sendo a matrícula condicionada à comprovação dos requisitos legais e regulamentares junto à instituição.
Na chamada regular, o Sisu+ teve uma ocupação de 99,51% das 9.436 vagas oferecidas. Participaram do processo 132.488 candidatos, totalizando 236.804 inscrições, uma vez que cada estudante pôde escolher até dois cursos. A oferta abrangeu 532 cursos de graduação em 34 instituições públicas de ensino superior de todo o país. Do total, 3.822 candidatos foram aprovados na ampla concorrência, enquanto categorias de cotas, como estudantes de escolas públicas autodeclarados pretos, pardos e indígenas, somaram quase 3 mil aprovados.
O Sisu+ faz parte de um ciclo de melhorias do Sisu, como as recentes alterações na Lei de Cotas, melhorias no sistema de inscrição e organização de vagas. Essa etapa complementar visa ampliar o acesso ao ensino superior, beneficiando as instituições públicas ao utilizar a estrutura do Sisu para ofertar vagas de forma mais eficiente.
O programa é destinado às instituições públicas que participaram do Sisu regular de 2026 e formalizaram a adesão. O Sisu+ é uma opção especialmente indicada para cursos que costumam ter chamadas sucessivas, para vagas no segundo semestre, para áreas estratégicas associadas a políticas públicas, entre outros. O objetivo é reduzir a necessidade de processos seletivos próprios paralelos e facilitar a organização das ofertas acadêmicas de forma mais padronizada e acessível.