A 77ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) teve uma mesa redonda que ressaltou o papel estratégico do projeto Sirius, acelerador de partículas localizado em Campinas, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), organização social do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
O encontro foi coordenado pela professora Helaine Sivini, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), e contou com a participação de Antônio José Roque, diretor do CNPEM, Vitor Acioly, da Universidade Federal Fluminense (UFF), e Sérgio Morelhão, da Universidade de São Paulo (USP).
O diretor do CNPEM, Antônio Roque, explicou sobre o Sirius, o acelerador de partículas mais avançado da América Latina e um dos poucos no mundo com tecnologia de quarta geração, despertando o interesse dos jovens presentes no evento.
Roque ressaltou a importância do Sirius como infraestrutura científica no Brasil, mencionando que o país está no padrão de elite, com um projeto 100% brasileiro.
Um dos pontos altos da discussão foi o programa ESPEM (Escola Sirius para Professores do Ensino Médio), que oferece formação continuada a educadores de ciências da rede pública. O objetivo é aproximar os professores da ciência de alto nível, levando essa experiência para a sala de aula.
O professor Vitor Acioly (UFF) explicou que desde o início do programa, em 2019, mais de 700 professores participaram do curso, impactando mais de 800 mil estudantes diretamente.
O professor Sérgio Morelhão (USP) destacou que ações como essa ajudam a reduzir o distanciamento entre ciência e sociedade, mostrando que o Brasil é capaz de produzir conhecimento de ponta que deve chegar à escola pública.