Plano Safra 2026/2027 Amplia Crédito Para o Agro e Reforça Papel da Ciência e da Inovação na Modernização do Campo

O governo brasileiro lançou o Plano Safra 2026/2027 para a agricultura empresarial, com um volume de R$ 525,1 bilhões destinados ao financiamento da produção agropecuária do país. Esse montante representa um aumento de R$ 9 bilhões em relação ao ciclo anterior e prevê recursos para custeio, comercialização e investimentos, bem como novas condições de financiamento para modernizar a atividade agrícola, aumentar a produtividade e incorporar tecnologias no campo.

Uma das medidas destacadas durante a cerimônia foi a linha de crédito de R$ 10 bilhões para máquinas e equipamentos, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), operado pela Finep, empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Essa iniciativa faz parte da estratégia do governo para promover a inovação na agropecuária, incentivar a renovação do parque de máquinas agrícolas e fortalecer a indústria nacional.

O novo Plano Safra destina R$ 384,9 bilhões para custeio e comercialização, e outros R$ 140,2 bilhões para investimentos. Esses recursos serão utilizados em iniciativas como irrigação, armazenagem, estruturas produtivas, recuperação de áreas, aquisição de máquinas e implementos agrícolas, e incorporação de novas tecnologias. Além disso, os recursos destinados ao Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) foram ampliados para R$ 72,6 bilhões.

Durante o evento, o presidente em exercício destacou que o objetivo do governo foi aumentar o volume de recursos ao mesmo tempo em que reduziu os juros para os produtores. Ele ressaltou que políticas públicas de fortalecimento da infraestrutura, da indústria nacional, da abertura de mercados internacionais e da produção de insumos estratégicos têm contribuído para o bom desempenho da agropecuária brasileira.

O ministro da Agricultura enfatizou que o Plano Safra é resultado de décadas de política pública e continua sendo o principal instrumento de financiamento da agricultura brasileira. Ele ressaltou que esses resultados são fruto de investimentos em pessoas, ciência e instituições, e que o fortalecimento da pesquisa agropecuária tem sido uma base fundamental dessa estratégia.

A ciência, tecnologia e inovação são essenciais para impulsionar a modernização do campo e ampliar o acesso a equipamentos mais modernos, aumentar a produtividade e estimular a inovação na indústria nacional. A atuação conjunta entre a equipe econômica e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação foi destacada na construção dessa política, que visa fortalecer a agricultura nacional e promover o desenvolvimento do setor agropecuário.