MEC Tira Dúvidas Sobre Programa Escola Nacional de Hip-Hop

O Ministério da Educação (MEC) irá realizar uma transmissão ao vivo na quinta-feira para discutir o Programa Escola Nacional de Hip-Hop (H2E). Em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), o objetivo do encontro é apresentar o programa, esclarecer dúvidas sobre a adesão e fornecer orientações aos gestores sobre a implementação. O webinário será transmitido nos canais do MEC e da Conviva Educação no YouTube a partir das 15h (horário de Brasília). Durante o evento, será disponibilizado um momento para navegação no sistema de adesão e para responder perguntas.

De acordo com o Decreto nº 11.784/2023, que define as diretrizes nacionais para valorização e fomento da cultura hip-hop, o H2E visa integrar a cultura do hip-hop como instrumento didático-pedagógico, incentivar a inovação curricular e a formação contínua de professores, bem como fortalecer as leis que tornam obrigatório o ensino das histórias e culturas afro-brasileiras, africanas e indígenas em todos os níveis da educação básica. Entre 2026 e 2027, o programa contará com um investimento de R$ 50 milhões.

As redes de ensino estaduais, municipais e distrital têm até o dia 30 de junho para formalizar a adesão ao programa exclusivamente pelo Sistema de Monitoramento, Execução e Controle (Simec).

No evento, representarão o Ministério a secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão, Zara Figueiredo, e o coordenador-geral da Equidade Educacional, Caio Callegari. Além disso, participarão o consultor da Unesco para a implementação da Escola Nacional de Hip-Hop, representantes de secretarias de educação e o presidente da Undime.

O Programa Escola Nacional de Hip-Hop está inserido na Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola, representando uma estratégia inovadora para o engajamento juvenil, levando em consideração a importância cultural entre os jovens brasileiros e seu potencial transformador na educação em direitos humanos, diversidade, aprendizagem e cidadania ativa. No ensino básico, o hip-hop pode servir como ferramenta de apoio ao sucesso acadêmico dos estudantes em áreas como identidade e representatividade, decolonialidade e currículo, e uso de tecnologias e cultura e clima escolar.