Apesar da taxa de desemprego no Brasil estar no nível mais baixo desde 2014, há uma parte da população brasileira que não possui uma renda fixa. São essas pessoas que acabam sendo alvos das “fazendas de cliques”, que prometem uma remuneração fácil, rápida e sem sair de casa, através das redes sociais.
As promessas tentadoras dessas plataformas costumam seduzir aqueles que precisam de dinheiro para pagar as contas e alimentar suas famílias. Porém, trabalhar nessas plataformas que “fabricam” popularidade digital para terceiros geralmente não resulta em um final feliz.
Embora as “fazendas de cliques” já existam há muitos anos, elas ganharam destaque em 2022, quando o ex-BBB Arthur Aguiar fez publicidade para uma delas no Instagram. Com diferentes nomes, como Ganhar nas Redes, Dizu, E2A, todas têm o mesmo objetivo: gerar engajamento para clientes que buscam aumentar sua influência online.
No Brasil, as estratégias dessas plataformas são um pouco diferentes. Elas funcionam por meio de plataformas digitais nas redes sociais, em vez de galpões, e focam principalmente no mercado interno. Com clientes e trabalhadores brasileiros, essas características tornam os brasileiros alvos fáceis para esse tipo de prática.
Para escapar desse tipo de trabalho, é fundamental ter senso crítico. Não existem propostas miraculosas e é preciso desconfiar de tudo que promete ganho fácil e rápido. As “fazendas de cliques” atuam em uma zona cinzenta, sem amparo legal, e muitas pessoas acabam não obtendo remuneração pelas atividades realizadas.
Atualmente, as redes sociais estão se movimentando para limitar a atuação dessas plataformas. Em agosto de 2022, a Meta processou empresas brasileiras por venda de seguidores, curtidas e visualizações nas redes sociais. Além disso, enviou notificações extrajudiciais para outras empresas que atuavam de forma semelhante no Instagram e no Facebook.