Em reunião no Ministério da Educação (MEC), na quarta-feira, a Comissão de Implantação da Universidade Federal Indígena (Unind) elegeu, por aclamação, o presidente e a vice-presidente do colegiado, em seu primeiro encontro após a publicação da Lei nº 15.418/2026, que estabelece sua criação.
Gersem Baniwa presidirá o colegiado, enquanto Rita Potyguara ocupará a vice-presidência. A partir de agora, a Comissão de Implantação da Unind elaborará o cronograma de trabalho para realizar debates e estudos técnicos, além do estatuto, o regimento geral, o projeto pedagógico institucional e a definição dos primeiros cursos a serem implementados.
O novo presidente destacou o protagonismo dos povos indígenas na construção da universidade, enfatizando a importância do trabalho coletivo da Comissão para o bom funcionamento da instituição.
A Comissão é formada por representantes de diferentes entidades e deverá se reunir mensalmente, podendo convocar reuniões extraordinárias. Especialistas e representantes de outras entidades poderão contribuir com debates, sem direito a voto.
Um cronograma detalhado de trabalho será estabelecido e encaminhado ao ministro da Educação. A comissão terá o prazo de duração de um ano, podendo ser prorrogado por mais um ano, se necessário.
A Universidade Federal Indígena tem como objetivos produzir conhecimentos científicos e técnicos voltados ao fortalecimento cultural e garantia dos direitos indígenas, desenvolver pesquisa, valorizar a cultura indígena e promover a sustentabilidade socioambiental.
A instituição deve iniciar as atividades acadêmicas em 2027, com a oferta de dez cursos de graduação voltados para áreas estratégicas para os povos indígenas. A criação da universidade é uma demanda histórica que começou a ser discutida em 2010 e ganhou novo impulso em 2023.
Os encontros realizados resultaram em um relatório que apontou a viabilidade da criação da universidade multicampi, recomendando Brasília como sede inicial da instituição.