Ao destacar a inclusão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) como parte fundamental das pastas estratégicas do governo na 17ª Cúpula do BRICS, o presidente demonstra que a ciência retomou seu papel de destaque no cenário nacional e internacional. Com o cenário global marcado por disputas tecnológicas, mudanças climáticas e transição energética, a colaboração científica entre países se tornou essencial para a soberania nacional e a posição do Brasil no contexto mundial.
A ministra do MCTI, Luciana Santos, participou ativamente das reuniões bilaterais ao lado do presidente. Com o Vietnã, foi firmado um Memorando de Entendimento para cooperação em tecnologias digitais, visando avanços nas áreas de Semicondutores e Inteligência Artificial. Já com a China, foram realizados importantes acordos, como a criação do Centro China-Brasil de cooperação em inteligência artificial e o desenvolvimento do satélite CBERS-5, o primeiro satélite geoestacionário brasileiro.
O CBERS-5 terá um papel fundamental no monitoramento meteorológico e ambiental do Brasil, trazendo maior precisão na previsão do tempo e do clima. Com benefícios para setores como energia, agronegócio e urbanização, o satélite também fortalecerá a capacidade de resposta a desastres naturais extremos, como secas e tempestades.
Além disso, a parceria com a China prevê a transferência de tecnologia e conhecimento como forma de impulsionar o desenvolvimento conjunto. A iniciativa visa compartilhar os dados do CBERS-5 gratuitamente com países da América Latina e do Caribe, promovendo a colaboração na região.
O fortalecimento da cooperação em Ciência, Tecnologia e Inovação entre os países do BRICS ao longo dos últimos anos reflete o compromisso mútuo com o desenvolvimento científico e tecnológico. Com iniciativas em diversas áreas, como biotecnologia, energias renováveis e inovação, a parceria busca impulsionar o crescimento econômico e a melhoria da qualidade de vida da população.
A governança global da Inteligência Artificial tem sido um ponto de destaque, com o BRICS reconhecendo a importância de uma abordagem ética e centrada no ser humano. A colaboração entre os países do bloco visa garantir uma regulação transparente e inclusiva, promovendo o acesso justo e equitativo à tecnologia de IA para todos, independentemente do nível de desenvolvimento econômico.