O foco principal da oficina regional do programa Mais Médicos para o Brasil, realizada em Campinas (SP), foi o aprimoramento do atendimento na Atenção Primária. Cerca de cem médicos, sob supervisão do Ministério da Educação (MEC) por meio da Secretaria de Educação Superior (Sesu), debateram estratégias para enfrentar a sífilis, considerada uma das principais emergências de saúde pública no país.
O evento marca a etapa de supervisão acadêmica do programa, conduzida pela Diretoria de Desenvolvimento da Educação em Saúde (DDES), vinculada à Sesu.
Organizado pela Escola de Saúde Pública de Campinas (ESPC), em parceria com tutores, supervisores e apoiadores do MEC, o encontro mobilizou a equipe ligada a uma instituição de supervisão da região. Para garantir a aplicação prática do conhecimento, foram realizadas palestras técnicas e discussões de casos reais de sífilis congênita, onde profissionais analisaram as ocorrências e propuseram melhorias para o trabalho das equipes de Saúde da Família no município.
A mesa de abertura do evento destacou a importância da qualidade técnica do programa, com a presença do diretor da DDES/Sesu, prefeito de Campinas, secretário municipal de Saúde, e representantes do Ministério da Saúde. Na atividade, foi avaliado o impacto do modelo formativo.
Segundo a avaliação do diretor da DDES/Sesu, a supervisão acadêmica garante um atendimento mais assertivo e humanizado para a população, ao reunir profissionais para debater soluções para emergências locais, como a sífilis, e evitar que os médicos atuem de maneira isolada.