Com o tema “Vamos cuidar do Brasil com escolas sustentáveis: educação e justiça climática”, a VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA) está mobilizando escolas em todo o país. O Cemaden Educação, programa do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), desempenha um papel fundamental nessa iniciativa, fornecendo materiais didáticos que apoiam professores e alunos no desenvolvimento de projetos escolares relacionados à questão do clima.
A educadora e pesquisadora Rachel Trajber, coordenadora do Cemaden Educação, destacou que as cartilhas produzidas foram elaboradas para três faixas etárias: Ensino Fundamental I, Ensino Fundamental II e Ensino Médio. O material do Ensino Fundamental II, chamado “Nós no clima da mudança: caminhos de educação e justiça climática”, foi o primeiro a ser lançado, com linguagem acessível e enfatizando o protagonismo juvenil. Esse material já foi utilizado na etapa escolar da Conferência, que foi encerrada no fim de junho.
Além dos conceitos teóricos abordados, a cartilha propõe atividades que incentivam os alunos a criarem soluções locais para lidar com as mudanças climáticas e a refletirem sobre o território e as desigualdades ambientais.
Atualmente, estão em fase final de produção outras duas cartilhas: uma voltada para o Ensino Fundamental I, que já está em processo de edição e diagramação, e outra destinada ao Ensino Médio. Todas seguem o princípio de adaptar a linguagem e a abordagem de acordo com a faixa etária, mantendo o foco nas questões de justiça climática e educação transformadora.
Uma quarta publicação, direcionada à sociedade civil e aos funcionários públicos, também foi recentemente lançada pelo programa: “Emergências de Desastres e Crise Climática: o que fazer?”. Esse material aborda o funcionamento do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, fornecendo orientações sobre respostas de emergência, solicitação de recursos públicos e recuperação de áreas afetadas por desastres.
A produção das cartilhas é fruto de uma ação conjunta entre os Ministérios do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (MMA), da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Rachel Trajber ressaltou que os materiais também estão alinhados com o Programa Semana de Educação para a Vida, que incorporou a educação ambiental e a redução de riscos de desastres como temas estruturantes.
A coleção das cartilhas deverá ser oficialmente lançada até outubro, durante a etapa nacional da VI Conferência Infantojuvenil, que está programada para acontecer entre os dias 6 e 10 de outubro, como preparação para a COP 30, que será realizada em Belém do Pará em 2025.