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quinta-feira, 29 de outubro de 2026
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Brasileiras Criam Método Para Retardar Amadurecimento de Frutas

Livia Campos30 de novembro de 20242 min de leitura

Quem nunca passou pela situação de perder uma fruta, verdura ou legume na geladeira, que acabou estragando e indo para o lixo? Ou até mesmo deixou de comprar um alimento por causa de alguma imperfeição no mercado? Para evitar o desperdício de frutas suculentas, ricas em nutrientes como vitaminas, minerais, fibras e antioxidantes, pesquisadoras brasileiras desenvolveram um método barato e altamente eficaz para retardar o amadurecimento desses alimentos.

Essa iniciativa se torna ainda mais importante diante do cenário apontado no novo Relatório Diagnóstico sobre a Fome e o Desperdício de Alimentos no Brasil, que revela que mais de 45 milhões de toneladas de frutas, hortaliças e tubérculos são desperdiçados anualmente no país, seja por imperfeições ou por estarem muito maduras.

A causa da aparência ruim nas frutas está relacionada ao etileno, um hormônio gasoso que acelera o processo de amadurecimento ao estimular enzimas. Esse fator reduz o tempo de consumo dos alimentos, principalmente frutas suculentas como o mamão, que duram apenas de dois a três dias sob refrigeração.

O método desenvolvido pelas pesquisadoras utiliza nanopartículas poliméricas biodegradáveis e biocompatíveis, contendo um doador de óxido nítrico, que juntas inibem a ação do etileno, reduzem o estresse oxidativo nas células das frutas e atuam como regulador do processo de amadurecimento. Essas nanopartículas podem ser aplicadas após a colheita, por pulverização ou imersão dos alimentos em um líquido com o composto, aumentando a durabilidade dos frutos, reduzindo o amolecimento e evitando a perda de massa.

A pesquisa foi realizada pelo INCT NanoAgro (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Nanotecnologia para Agricultura Sustentável) e tem como objetivo reduzir os prejuízos financeiros dos produtores com possíveis perdas durante o transporte e a comercialização, além de potencializar o comércio internacional de frutas suculentas. Participaram do estudo a cientista Joana Pieretti, da UFABC, a Profª. Dra. Amedea Seabra, da UFABC, e Julia Veiga, do Instituto Agronômico da Unesp, orientada pela Drª. Ilana Bron e co-orientada pela Profª. Dra. Neidiquele Silveira.

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