O Brasil avançou na construção de sistemas avançados de monitoramento oceânico com a realização de um workshop internacional. O objetivo é colaborar com o projeto global Gêmeo Digital do Oceano, que consiste em uma representação virtual de alta resolução que combina dados observacionais, modelagem numérica e simulações preditivas. Com isso, o país busca aumentar a capacidade de prever fenômenos oceânicos, monitorar mudanças ambientais e responder a eventos extremos.
O encontro foi promovido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (Inpo), em parceria com a organização europeia Mercator Ocean International. Durante a abertura, o diretor-geral do Inpo destacou que o projeto é um avanço na articulação entre ciência e aplicação prática, visando construir uma plataforma colaborativa.
Representantes do Governo do Brasil, da marinha, da academia e de instituições internacionais estiveram presentes para discutir a criação de uma plataforma digital capaz de integrar dados oceânicos em tempo real e transformá-los em suporte à tomada de decisão.
O workshop faz parte da estratégia brasileira de colaboração em projetos como o Copernicus Marine Service, instrumento marítimo do programa de observação da Terra da União Europeia. A parceria com a Mercator Ocean International é central para o projeto, que busca integrar dados oceânicos em tempo real e transformá-los em inteligência acionável.
A integração internacional é fundamental, e o Brasil é visto como um parceiro estratégico devido à relevância do Atlântico Sul no sistema climático global e à capacidade científica já existente no país. O workshop marca o início de um plano de ação com metas concretas, com avanços a serem apresentados na Conferência da Década do Oceano em 2027, no Rio de Janeiro.