Pular para o conteúdo
sábado, 7 de novembro de 2026
Notícias
Ciência

Após Chuva No Rs, País Se Prepara Para Seca Na Amazônia

Livia Campos27 de maio de 20242 min de leitura

Apesar dos trabalhos de resposta às enchentes no Rio Grande do Sul estarem em andamento, o governo brasileiro já demonstra preocupação com a possibilidade de ocorrer um novo evento climático extremo no país. De acordo com a secretária nacional de Mudança do Clima, Ana Toni, uma seca “muito terrível” está prevista para acontecer em breve na região da Amazônia.

O governo já está se preparando antecipadamente, compreendendo que os municípios provavelmente serão afetados e quais medidas de prevenção serão necessárias. Essa ação está sendo coordenada pelo Ministério da Integração Regional, em conjunto com a Secretaria Nacional de Defesa Civil, visando a implementação de ações preventivas. A informação foi compartilhada por Ana durante um seminário do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) sobre descarbonização da economia, realizado no Rio de Janeiro.

Recentemente, a Defesa Civil do Amazonas emitiu um alerta informando que a estiagem prevista para este ano no estado deverá ser ainda mais severa do que a ocorrida em 2023. A orientação é para que a população estoque água, alimentos e medicamentos, a fim de estar preparada para enfrentar o período mais crítico da seca.

A seca na Amazônia costuma ocorrer no segundo semestre, com o pico da vazante dos principais rios da região concentrado entre outubro e novembro. Em 2023, a região já havia enfrentado uma das piores secas de sua história, resultando na redução do nível dos rios e prejudicando o transporte para comunidades ribeirinhas, afetando o acesso a água, comida e remédios.

Estudos apontaram que a principal causa desse fenômeno foi a mudança climática provocada pela ação humana. Segundo a secretária, eventos climáticos extremos desse tipo demonstram a necessidade não apenas de mitigação e adaptação, mas também de recursos para reconstruções.

A preocupação com o financiamento para a reconstrução também é compartilhada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O presidente do banco, Aloizio Mercadante, enfatizou a importância de criar uma solidariedade com bancos multilaterais para formar fundos de reconstrução. Ele destacou a relevância de se discutir experiências internacionais nesse sentido.

Mercadante ainda ressaltou a necessidade de recursos para financiar a reconstrução de regiões afetadas por eventos climáticos extremos. O BNDES pretende implementar uma linha de crédito de R$ 5 bilhões no Rio Grande do Sul, em parceria com outros bancos, visando auxiliar na reconstrução do estado.

Leia também

Ver a editoria