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segunda-feira, 26 de outubro de 2026
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Cientistas querem utilizar IA para capturar imagens das memórias da mente.

Alex Barbosa17 de abril de 20242 min de leitura

Photo by <a href='https://pixabay.com/photos/vietnam-asia-church-travel-5186117/' target='_blank' rel="noopener">6028523</a> from <a href='https://pixabay.com' target='_blank' rel="noopener">Pixabay</a>

Fotografia de memórias perdidas: O uso da inteligência artificial

Existem momentos na vida que são tão significativos que as pessoas ficam totalmente envolvidas e acabam esquecendo de registrá-los com fotos. Somente depois que o momento prazeroso passou é que lembram da importância de ter uma lembrança visual, uma fotografia que reflita as memórias.

Situações semelhantes a essa podem ter acontecido com você – e com muitas pessoas ao redor do mundo. E é exatamente para resolver esse problema que um grupo de pesquisa está trabalhando atualmente. Eles estão fazendo testes usando inteligência artificial para recuperar posteriormente essas memórias perdidas.

O projeto Synthetic Memories faz parte do movimento Domestic Data Streamers. Ao utilizar modelos de IA e dados cerebrais de uma pessoa, a equipe por trás do projeto consegue criar uma “fotografia de memória”.

Dessa forma, são desenvolvidas imagens de eventos que até então estavam registrados apenas na mente da pessoa. Em geral, a proposta é criar fotos que pareçam ter sido tiradas no exato momento em que o evento aconteceu.

Como funciona a fotografia de lembranças

O mais recente teste foi realizado com Maria, uma mulher espanhola de 84 anos que reside em Barcelona. Para o projeto, ela compartilhou uma memória muito vívida de tentar avistar seu pai, que estava detido em um local em frente à sua casa naquela época.

Com base na análise de sua memória e relatos, os pesquisadores conseguiram criar uma fotografia da lembrança. Na imagem, Maria está na varanda de sua casa, procurando seu pai do lado de fora.

Para gerar a fotografia da lembrança da espanhola, a equipe do Domestic Data Streamers utilizou modelos antigos de inteligência artificial, como o DALL-E 2. Portanto, há algumas imperfeições na imagem.

Apesar de não ser visualmente perfeita, eles acreditam que esses modelos mais antigos conseguem capturar os aspectos mais nebulosos e difusos das memórias. Por exemplo, aquilo que não é lembrado em detalhes precisos.

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