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sexta-feira, 30 de outubro de 2026
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Movimento Ocular Horizontal Pode Melhorar a Estabilidade de Pessoas com Parkinson

Livia Campos21 de outubro de 20241 min de leitura

Um estudo realizado com pacientes com doença de Parkinson revelou que movimentar os olhos de um lado para o outro pode ajudar na estabilidade da postura, evitando quedas e desequilíbrios. Os dados foram publicados na revista Biomechanics.

A pesquisa, realizada por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade de Lille, na França, contou com o apoio da FAPESP e envolveu dez pacientes com a doença e 11 indivíduos saudáveis. Durante os testes, os participantes foram instruídos a permanecer parados e equilibrar-se, combinando diferentes posturas estáticas com movimentos oculares horizontais e verticais.

Os resultados mostraram que tanto os pacientes com Parkinson quanto os indivíduos saudáveis apresentaram uma melhor estabilização do corpo ao realizar movimentos oculares horizontais, em comparação com o olhar fixo. Por outro lado, quando os pacientes com Parkinson realizaram movimentos oculares verticais, houve uma maior oscilação corporal.

Os pesquisadores destacaram que a capacidade de combinar movimentos oculares com posturas estáticas pode abrir novas possibilidades para compreender a doença de Parkinson e suas consequências motoras e cognitivas. A integração entre o sistema sensorial (olhos) e o sistema postural (corpo) é essencial para melhorar a estabilidade corporal.

Estudos anteriores já haviam apontado que o controle postural é influenciado pelo movimento dos olhos, o que ajuda a reduzir a oscilação corporal. Para pacientes com doenças como o Parkinson, essa integração dos sistemas motores pode ser prejudicada, resultando em dificuldades para manter a estabilidade ao realizar movimentos oculares verticais.

Em resumo, os movimentos oculares horizontais são eficazes para melhorar a estabilidade da postura em pacientes com Parkinson, enquanto os movimentos verticais podem prejudicar a oscilação corporal. Essas descobertas podem contribuir para desenvolver novas abordagens no tratamento e no entendimento da doença.

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