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domingo, 8 de novembro de 2026
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Após Chuva no RS País Se Prepara para Seca na Amazônia

Livia Campos25 de maio de 20242 min de leitura

Mesmo com os trabalhos de resposta às inundações no Rio Grande do Sul ainda em andamento, o governo brasileiro já demonstra preocupação com a ocorrência de um novo evento climático extremo no país. De acordo com a secretária nacional de Mudança do Clima, Ana Toni, uma seca “muito terrível” está prevista para acontecer em breve na região da Amazônia.

O governo já está se preparando, antecipando-se e prevendo os municípios que provavelmente serão afetados, além de que tipo de prevenção será necessária. Essas ações estão sendo lideradas pelo Ministério da Integração Regional, que abriga a Secretaria Nacional de Defesa Civil, e já está pensando em medidas preventivas para lidar com a situação.

Na última semana, a Defesa Civil do Amazonas emitiu um alerta indicando que a seca este ano no estado deverá ser ainda mais grave do que a registrada em 2023. A orientação é para que as pessoas armazenem água, alimentos e medicamentos a fim de enfrentar o período mais crítico da seca.

A estiagem na região da Amazônia ocorre no segundo semestre, com o auge da vazão dos principais rios concentrando-se entre os meses de outubro e novembro. Em 2023, a Amazônia já enfrentou uma das piores secas de sua história, com uma grande redução no nível dos rios, prejudicando o transporte para as comunidades ribeirinhas e, consequentemente, seu acesso a água, comida e remédios.

Estudos apontam que a principal causa desse fenômeno foi a mudança do clima, decorrente da ação humana. A secretária destaca que eventos extremos provocados por essas mudanças mostram que é necessário não apenas a mitigação e adaptação, mas também recursos para reconstruções.

A preocupação com o financiamento para reconstrução também está presente no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). É necessário criar uma solidariedade com bancos multilaterais e fundos para reconstrução, pois eventos extremos podem deixar locais em situação de precariedade e necessitando de recursos para a reconstrução.

Os bancos públicos, portanto, precisarão de recursos para financiar a reconstrução de regiões atingidas por eventos extremos, incluindo o BNDES, que planeja realizar seminários para discutir experiências internacionais nessa área. A reconstrução do Rio Grande do Sul, por exemplo, demandará altos investimentos e taxas de juros menores para garantir uma recuperação efetiva.

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