MEC Realiza 2ª Formação Nacional Do Escola Que Protege

O Ministério da Educação (MEC) realizou, entre os dias 23 e 25 de junho, a Formação Nacional do Programa Escola que Protege. O encontro reuniu representantes de todo o país para fortalecer a construção de políticas públicas voltadas à promoção de ambientes escolares seguros e acolhedores. A iniciativa integra as ações do Programa Escola que Protege (ProEP) do MEC e foi promovida pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi). 

Esta edição focou nas dimensões de resposta e reconstrução, trabalhando caminhos práticos para garantir a proteção integral de crianças, adolescentes e profissionais da educação, além de estabelecerdiretrizes para a retomada segura das atividades pedagógicas após situações críticas, dando sequência à primeiraformação nacional, queabordouestratégiasvoltadas à prevenção.  

“A prevenção continua sendonossohorizontepermanente, mas, quando a violência acontece, a escolaprecisaestarpreparada para responder e reconstruir. Esta formação nacional foi pensada para apoiar estados e municípios na construção de estratégias articuladas que protejam vidas, assegurem o direito à educação e fortaleçamos vínculos comunitários”, destacoua coordenadora-geral de Acompanhamento e Combate à ViolêncianasEscolas do MEC, Thaís Santos. 

A formação é umaetapaestratégica para a consolidação das ações alinhadas ao Sistema Nacional de Acompanhamento e Combate à ViolêncianasEscolas (Snave) e ao ProEP. A atividade qualifica a governançaintersetorial, conectando de forma direta as secretarias de educação com as áreas de saúde, assistência social, segurança pública e o Sistema de Garantia de Direitos. A articulação visa preparar os municípios e estados para lidar com diferentes manifestações de violência, que incluem desde o bullying, cyberbullying e racismo, atédiscursos de ódio no ambiente digital, abuso sexual e ataques de violência extrema contra escolas. 

“Apesar de sabermos das diferenças, temos um sentimento coletivo de acreditar na educação democrática, na educaçãoqueforme para a paz e que acredite em um futuro melhor para as nossascrianças e adolescentes. Estamos dando prova concreta de que a intersetorialidade é possível”, pontuou oDiretor de Programa da Secadi, Cleber Vieira. 

Ao longo de três dias de encontro, gestores e especialistas compartilharam protocolos, fluxos e experiências para apoiar a elaboração de planos territoriais de atuação. A programação foi construída de forma colaborativa com instituições parceiras, incluindo o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), da Secretaria de Direitos Digitais (Sedigi) e da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi); a Polícia Federal, por meio da Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos; o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC); o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed); a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime); o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF); a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco); a SaferNet Brasil; a Universidade Federal do Paraná (UFPR); o Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT); o Instituto Auschwitz para a Prevenção do Genocídio e Atrocidades em Massa; e a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi