Quantas vezes na escola você se perguntou “Onde vou usar isso?” ou “Como isso se encaixa na minha vida?” durante uma aula de física, matemática ou química? E a verdade é que todas essas áreas nos cercam e são encontradas no dia a dia, inclusive durante o Carnaval, a maior festa do país. Prova disso é que a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) distribuiu kits de detecção de metanol em bebidas alcoólicas destiladas para serem usados durante as festividades.
Houve um pico de casos e mortes no Brasil em decorrência de intoxicação por metanol por meio da ingestão de bebidas alcoólicas. Até fevereiro deste ano, 16 pessoas faleceram e 62 casos foram confirmados, segundo o Ministério da Saúde. Foi nesse contexto que o kit de detecção do composto químico começou a ser usado para uso geral.
Os pesquisadores desenvolveram três tecnologias pioneiras de detecção de metanol: o teste colorimétrico, o teste infravermelho e os canudos biodegradáveis. Durante o Carnaval, o teste utilizado pelos técnicos será o colorimétrico. A ação de Carnaval será feita por agentes do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) do estado treinados para utilizar o teste, que conta com quatro reagentes, dois recipientes, luvas, saco para descarte e um guia prático de uso.
Inicialmente, o kit foi criado para o controle de qualidade de cachaças produzidas na Paraíba. O objetivo era criar métodos rápidos, de baixo custo, fácil de ser utilizado e com menor consumo de reagentes.
Mesmo sem saber onde usaria o conhecimento adquirido na escola, David seguiu adiante e hoje vê a pesquisa com a qual ele colaborou sendo usada para resolver um problema nacional, com impacto direto na vida das pessoas. É gratificante ver o trabalho acadêmico sendo aplicado para solucionar questões reais da sociedade.