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quarta-feira, 28 de outubro de 2026
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Astrônomos japoneses registram imagem de foguete abandonado em órbita da Terra

Alex Barbosa3 de maio de 20242 min de leitura

Astrônomos japoneses registram imagem de foguete abandonado em órbita da Terra

O satélite ADRAS-J, operado pela empresa japonesa Astroscale, conseguiu fotografar na última semana o foguete H-2A, que se rompeu em 2019 perto do nosso planeta, abandonando a órbita da Terra.

“Eis a primeira imagem mundial de detritos espaciais capturada por meio de operações de encontro e proximidade durante nossa missão ADRAS-J”, disse a empresa em um post no X (antigo Twitter).
Assim, empresa defende que a foto é inédita por mostrar pela primeira vez lixo espacial deixado pelo homem. “Marca um passo crucial para a compreensão e abordagem dos desafios colocados pelos detritos espaciais, impulsionando o progresso em direção a um ambiente espacial mais seguro e sustentável”, diz a empresa em um comunicado.
Apesar disso, a imagem não é tão inédita assim. Em 2003, o Laboratório de Pesquisa da Força Aérea dos Estados Unidos fez uma foto de um lixo espacial com o satélite XSS-10.
O que o satélite ADRAS-J quer investigar no foguete 
O nome ADRAS-J é a sigla de Active Debris Removal by Astroscale-Japan (ou Remoção ativa de detritos pela Astroscale-Japão, em tradução).
O objetivo foi se aproximar o foguete H-2A, que foi lançado em 2018, mas se rompeu e formou mais de 70 pedaços em 2019. Agora os cientistas estão estudando o que restou da estrutura para entender melhor do acidente e também sobre como o lixo espacial se locomove.
A ideia é que os dados obtidos durante o procedimento contribuam para o desenvolvimento de outras espaçonaves. Para que, dessa forma, sejam capazes de realizar manutenção em satélites ou até removê-los do espaço.
A expectativa é que na próxima fase da missão as equipes fotografem mais imagens como essa.
O problema do lixo espacial
De acordo com um estudo publicado na revista científica Nature Astronomy, existem 651 pedaços de lixo espacial sob o risco de cair de forma descontrolada nos próximos 10 anos.
Ao todo, existem mais de 27 mil pedaços de lixo espacial em órbita – fruto de mais de 66 anos de exploração espacial.
Apesar de boa parte do lixo espacial se desintegrar na atmosfera ao cair, os pedaços maiores podem eventualmente chegar ao chão. A NASA afirma cerca de 80% da população mundial vive em estruturas que não oferecem proteção contra a queda desses objetos do espaço.

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