O jornalismo universitário teve destaque em julho. Cinco universidades federais ligadas ao Ministério da Educação (MEC) ganharam o 17º Prêmio Fernan do Pacheco Jordão para Jovens Jornalistas. Um total de 108 equipes competiram pelo prêmio, produzindo um documentário sobre o tema “Retratos da Violência no Brasil”. A cerimônia ocorreu no mês de julho, em São Paulo, com a exibição dos documentários vencedores de cada região do país.
Os estudantes de jornalismo foram desafiados a investigar as múltiplas formas e dimensões da violência na sociedade brasileira, com base nos dados mais recentes do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024 e do Atlas da Violência 2024. Eles mergulharam nas estatísticas sem perder de vista as histórias humanas por trás dos números, estimulando a percepção crítica do público sobre a realidade brasileira e aprimorando sua formação ética.
Durante a produção, os grupos de estudantes da Universidade Federal do Pará (UFPA), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR) receberam orientação de um professor de cada universidade e de um mentor do Instituto Vladimir Herzog, entidade promotora do projeto.
“Foi uma experiência incrível e gratificante. Ter recebido esse prêmio me fez sentir muita felicidade e gratificação pelo nosso trabalho”, compartilhou Vinícius Gonçalves, estudante da UFPA. Os estudantes paraenses abordaram a exploração sexual de menores na ilha do Marajó, destacando os aspectos estruturais dessa violência na região, além dos dados.
Este prêmio, criado em 2009 pelo Instituto Vladimir Herzog, é considerado um dos mais prestigiosos no cenário jornalístico brasileiro para jovens talentos. A cada ano, o Instituto premia um documentário por região e oferece uma bolsa de R$ 5 mil aos grupos participantes. Esta iniciativa homenageia o jornalista Fernando Pacheco Jordão e Vladimir Herzog, este último, um símbolo brasileiro da liberdade de imprensa e do respeito aos direitos humanos.