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Lewandowski dá 48 horas para Anvisa explicar situação da Coronavac


Da Revista Fórum: O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu um prazo de 48h para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) preste esclarecimentos sobre os critérios utilizados no acompanhamento dos estudos clínicos da vacina Coronavac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac e pelo Instituto Butantã. Nesta terça, o presidente Jair Bolsonaro comemorou suspensão dos testes no Brasil.

 

“Determino à ANVISA, com fundamento no art. 6°, § 1°, da Lei 9.882/1999, que, no prazo de 48 (quarenta oito) horas, observado o âmbito de sua autonomia técnica, preste informações complementares àquelas já ofertadas pela Presidência da República e pela Advocacia-Geral da União, acerca dos critérios utilizados para proceder aos estudos e experimentos concernentes à vacina acima referida, bem como sobre o estágio de aprovação desta e demais vacinas contra a Covid-19”, diz o ministro em decisão.

Segundo informações de Fernanda Vivas e Márcio Falcão, da TV Globo, o despacho do ministro considera “o relevante interesse público e coletivo discutido nos presentes autos” e o artigo 196 da Constituição Federal, do direito coletivo à saúde.

O despacho foi dado em meio á confusão gerada pela suspensão dos estudos em razão de um “evento adverso grave” em um voluntário. Acontece que o voluntário em questão teria morrido em decorrência de um suicídio, o que nada tem a ver com o imunizante.

 

 

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Suspensão da vacina Coronavac é “terrorista”. Diz Reinaldo Azevedo sobre nota da Anvisa


Reinaldo Azevedo e caixas de CoronaVac

Em sua coluna publicada no portal Uol, o jornalista Reinaldo Azevedo afirmou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) usou de terrorismo na nota que usou para anunciar a suspensão dos testes da vacina Coronavac, vacina contra o coronavírus desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo.

“O texto mal esconde o viés terrorista”, disse o colunista sobre a nota da instituição. “Comunicados do gênero não costumam tratar o risco de interrupção da pesquisa, conforme se lê no texto. Mais: o objetivo era anunciar a suspensão da pesquisa até que se avalie a ocorrência ou assustar as pessoas? O texto fala por si”, acrescentou Azevedo.

A Coronavac tem apoio do governo de São Paulo, João Doria (PSDB), desafeto político de Jair Bolsonaro, que também tem atacado os chineses, numa demonstração de submissão ao governo dos Estados Unidos, comandado por Donald Trump.

No mês passado, Bolsonaro atacou o tucano e o país asiático: “Alerto que não compraremos vacina da China. Bem como meu governo não mantém diálogo com João Doria sobre Covid 19”.

Atualmente, o Brasil ocupa o terceiro lugar em número de infecções por coronavírus (5,6 milhões), atrás dos Estados Unidos (10,4 milhões) e Índia (8,4 milhões). Em número de mortes, são 162 mil provocadas pela Covid-19 em território brasileiro, atrás apenas dos EUA (244 mil).

Bolsonaro chegou a dizer que “talvez tenha havido um pouco de exagero” na maneira como a pandemia foi tratada. Chegou a classificá-la como uma “gripezinha”, em março, e perguntou “e daí?” ao ser questionado sobre os cinco mil mortos pela doença, em abril.

Leia agora a íntegra do comunicado da Anvisa para a suspensão da vacina publicado na coluna do jornalista:

Após a ocorrência de um “evento adverso grave”

Esse tipo de interrupção é previsto pelas normas da Anvisa e faz parte dos procedimentos de Boas Práticas Clínicas esperadas para estudos clínicos conduzidos no Brasil.

Com a interrupção do estudo, nenhum novo voluntário poderá ser vacinado. A Anvisa reitera que, segundo regulamentos nacionais e internacionais de Boas Práticas Clínicas, os dados sobre voluntários de pesquisas clínicas devem ser mantidos em sigilo, em conformidade com princípios de confidencialidade, dignidade humana e proteção dos participantes.

A Anvisa mantém o compromisso com o Estado brasileiro de atuar em prol dos interesses da saúde pública.

Fonte 247

10 milhões de pessoas podem quitar dívidas por R$ 50: Feirão Serasa


Dívidas - Foto: Pixabay / Steve Buissinne
Dívidas – Foto: Pixabay / Steve Buissinne

A hora pra limpar o nome é esta. 10 milhões de consumidores brasileiros poderão quitar dívidas por apenas R$ 50.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 9, pela Serasa.

A ação faz parte do 26º Feirão Limpa Nome, que permite renegociar dívidas atrasadas com até 99% de desconto.

O feirão começou na semana passada e participam da iniciativa mais de 50 empresas de diversos segmentos, como lojas de departamento, companhias telefônicas, bancos e faculdades.

Com as ações, 64 milhões de consumidores poderão regularizar suas dívidas.

Como

O feirão vai até o dia 30 deste mês.

Para participar, acesse um dos canais digitais da Serasa: site do Serasa Limpa Nome, WhatsApp (11 99575-2096) e aplicativo.

Nesta edição, a negociação poderá ser feita em mais de 7 mil agências dos Correios em todo o país.

E após quitar a dívida, o consumidor pode ter sua pontuação aumentada e assim conseguir melhores condições de crédito nas próximas compras.

Inadimplentes

A Serasa informou que atualmente o Brasil tem 62,7 milhões de pessoas com dívidas em atraso, dessas 15 milhões são no estado de São Paulo.

Sozinha, a capital paulista tem 4,2 milhões de pessoas inadimplentes.

Fachada Serasa/SP - Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Fachada Serasa/SP – Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Com informações da AgenciaBrasil

 

Revolta da Vacina, 116 anos: diferenças e semelhanças com a onda negacionista atual


Manifestantes atacaram bondes, derrubaram árvores e cortaram fiações elétricas durante o motim, que terminou com 30 mortos – Reprodução

Originalmente publicado em BRASIL DE FATO,

mas a fonte foi o DCM: Por Daniel Giovanaz

 

“Toma a vacina quem quiser. Isso é liberdade”, escreveu o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) em 2 de setembro de 2020. O Brasil registrava uma morte por coronavírus a cada 73 segundos, e cientistas corriam contra o relógio para produzir uma imunização segura e eficaz.

Na mesma postagem, em sua conta no Twitter, o filho do presidente citou a Revolta da Vacina, ocorrida no Rio de Janeiro durante a República Velha.

Alvo de chacota por evocar um motim ocorrido há 116 anos, o deputado Bolsonaro reedita um discurso anticientífico e antivacina em plena pandemia de covid-19. A mesma narrativa é ecoada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e parte de seus apoiadores, contrários a qualquer medida de isolamento para prevenção da doença.

No aniversário da Revolta da Vacina, o Brasil de Fato relembra as origens daquele levante popular e descreve os paralelos com a atual pandemia. Pesquisadores ouvidos pela reportagem afirmam que a comparação entre os dois contextos requer cautela.

“Naquela época, a vacina era uma coisa extremamente nova. Mesmo a descoberta dos microrganismos [como causadores de doenças] por [Louis] Pasteur era muito recente”, pondera Flávio Fernando Batista Moutinho, professor adjunto do Departamento de Saúde Coletiva Veterinária e Saúde Pública da Universidade Federal Fluminense (UFF).

“Hoje a ciência tem tudo isso consolidado, e ainda assim há um movimento de negacionismo e revisionismo”, ressalta.

A apropriação da insatisfação popular com as medidas sanitárias para fins políticos é um dos aspectos em que há correlação entre a Revolta da Vacina e a atual pandemia.

Em 1904, setores políticos de oposição, especialmente monarquistas depostos pelo novo regime e militares positivistas, viram uma oportunidade de articular um golpe de Estado – que fracassou.

“A pandemia de covid-19 também está sendo usada politicamente. Uns contra, uns a favor de certas medidas sanitárias, mas cada um puxando para o seu lado, aproveitando certa insatisfação social para seus interesses”, afirma Moutinho.

Ele ressalta, porém, que há uma diferença “absurdamente grande” na condução política da crise sanitária atual.

“O Rodrigues Alves assumiu uma postura de estadista. Preocupado com a nação como um todo, trouxe os cientistas para comandar as ações. A visão do nosso presidente hoje é mais sectária, negacionista da ciência”, pontua.

“São visões diametralmente opostas. Um queria que a ciência funcionasse, para resolver o problema, e o outro vai contra tudo que a ciência está mostrando para defender seus interesses políticos.”

Avanços e retrocessos

Passado o trauma da Revolta da Vacina, o país consolidou-se ao longo do século 20 como uma referência internacional em imunização. Oswaldo Cruz, outrora descrito como “vilão”, passou a ser considerado um dos maiores sanitaristas brasileiros.

“A gente aprendeu com aquele episódio e ficou à frente de muitos países, com a imunização gratuita, por exemplo. Mas, hoje, vivemos um momento de retrocessos”, pontua Moutinho, que integra o Departamento de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses da Fundação Municipal de Saúde de Niterói (RJ).

O sarampo, por exemplo, estava erradicado no país até 2016. Só nos primeiros sete meses de 2020, foram 7 mil casos registrados e cinco mortes de crianças, e parte da responsabilidade se atribui aos movimentos contrários à vacinação.

“Dez anos atrás, não imaginávamos que estaríamos debatendo essas questões, que já pareciam superadas”, acrescenta o pesquisador.

“Elas podem ser debatidas, claro, desde que não interfira na saúde coletiva. Porque o interesse coletivo se sobrepõe ao interesse individual. Ao não se vacinar, você não prejudica só a si, porque ninguém vive numa bolha.”

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que entre 2 e 3 milhões de mortes são evitadas por ano graças à imunização. Por isso, considera o “medo da vacina” uma das dez maiores ameaças à saúde global.

Embora tenha repercussões na família do presidente da República, o movimento antivacina não é um fenômeno local e está em crescimento desde a virada do século.

O “respaldo científico” é, basicamente, um artigo do médico britânico Andrew Wakefield na revista The Lancet, em 1998, que relacionava a vacina tríplice viral ao autismo. A publicação retirou o estudo de seus arquivos quando se comprovou uma fraude metodológica, que incluía adulteração de dados dos pacientes.

A legislação brasileira permite que a vacinação seja obrigatória em casos excepcionais. Apesar das declarações públicas recentes, o próprio presidente Jair Bolsonaro sancionou um projeto de lei que permite a vacinação obrigatória contra a covid-19.

Da mesma maneira, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece ser “obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias.”

João Malaia Santos, professor de História da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), conta que, entre 1994 e 2010, quando era professor de História no ensino fundamental e médio, as aulas sobre a Revolta da Vacina eram desafiadoras.

“Os alunos perguntavam: ‘Como alguém pode se revoltar a ponto de quebrar a cidade inteira para não ser vacinado?’”, lembra. Hoje, os professores não têm a mesma dificuldade.

“As pessoas estão em contato com todo tipo de argumento contra a vacinação: porque é ‘chinesa’, porque ‘querem introduzir um chip’, ou ‘inserir doença na gente”, conta.

“Se olharmos para 1904, os argumentos não eram tão diferentes. E as pessoas compram essa narrativa porque é conveniente e traz algum conforto. Talvez elas queiram ouvir que [a covid-19] é uma ‘gripezinha’, que a cloroquina funciona, que não precisa de vacina nem é necessário ficar em casa, embora a ciência demonstre o contrário”, analisa o historiador.

Motivações

Apesar do nome eternizado nos livros de História, Moutinho lembra que a causa do motim não foi apenas a vacina obrigatória, mas “um acúmulo de pressões sociais, principalmente sobre a camada mais pobre.”

Capital e maior cidade do país à época, o Rio de Janeiro vivia um drástico aumento populacional, que se refletia nas condições de moradia e saúde. A proliferação de doenças dificultava a atração de mão de obra estrangeira, após a abolição da escravatura, e os problemas de infraestrutura da área portuária eram um entrave ao escoamento do café.

A soma desses fatores motivou uma intensa reorganização urbana no centro, capitaneada pelo prefeito Pereira Passos, nomeado pelo presidente Rodrigues Alves. Inspirado na arquitetura neoclássica de Paris e Buenos Aires, ele autorizou a demolição de cortiços sem indenização aos moradores, que foram “empurrados” para os morros e regiões periféricas da cidade.

Nos subúrbios, as condições sanitárias se mantinham precárias, e coube ao jovem médico Oswaldo Cruz assumir a Diretoria Geral de Saúde  Pública (DGSP) com a missão de enfrentar três epidemias. Para a varíola, havia vacina; para a peste bubônica, transmitida por ratos, a receita era aprimorar a higiene e caçar os roedores; a febre amarela, por fim, seria enfrentada com fumaça de enxofre nas casas e vias públicas, para matar os mosquitos.

Moutinho afirma que a aplicação das medidas sanitárias, em 1904, era tão arbitrária quanto havia sido a reorganização urbana do centro. “Precisamos lembrar que os tempos eram outros e aquele nível de arbitrariedade era comum na época. Não querendo justificar, mas explicando”, ressalta.

Desigualdade

Malaia analisa que a população pobre tinha razões para estar insatisfeita. “Imagine um trabalhador que morava no centro e teve que mudar para o subúrbio, longe do trabalho, chegar em casa e ver os agentes querendo entrar, vacinar todo mundo, colocar fumaça, sem explicar direito o que estava acontecendo”, descreve.

“E a vacina, na época, não era uma agulhinha. Ela deixava um, às vezes até três buracos no braço.”

O abismo entre classes sociais, que se reflete nos números de mortos e contaminados por covid-19, também era um fator preponderante na Revolta da Vacina.

“Exigia-se vacina para trabalhar, por exemplo, e muitas vezes os atestados de vacina eram cobrados”, observa Moutinho, que vê diferença na forma como a classe empresarial encaravam o avanço das epidemias há 116 anos.

“O empresário, na época, queria muito que os seus funcionários se prevenissem. Eles estavam preocupados com a questão econômica, com a preservação da sua mão de obra. Porque não era nada mecanizado”, analisa.

Na pandemia de covid-19, representantes da indústria e do comércio foram criticados por pressionarem o Estado contra as medidas de isolamento e por descumprirem normas sanitárias, colocando trabalhadores em risco.

Malaia ressalta que circulavam dezenas de jornais no Rio de Janeiro no início do século 20, e que essa efervescência contribuiu para a Revolta da Vacina.

“Havia uma imprensa operária, negra, mas os principais jornais dialogavam com as classes mais altas, como a revista Tagarela e o Correio da Manhã, que faziam uma campanha contra o Oswaldo Cruz. Eles diziam que a fumacinha [contra a febre amarela] sufocava as pessoas, que o povo não conseguia mais respirar”, exemplifica.

“Muita gente era analfabeta, mas as pessoas viam as capas expostas nas bancas, viam as charges, comentavam. As informações – e a desinformação – circulavam muito.”

Uma das charges sugeria que o objetivo da vacinação era permitir “que os medicozinhos vejam os braços das pequenas”, em referência às pacientes. Outras tantas ridicularizavam e humilhavam Oswaldo Cruz, que passou a ser visto como inimigo.

Em paralelo, políticos da oposição, como os militares positivistas Barbosa Lima e Lauro Sodré, incitavam a população a se armar contra os trabalhadores da saúde pública. Logo, começaram a circular notícias de profissionais agredidos e até apedrejados no centro da cidade.

Quem pagou o preço

A recusa da população a aderir às medidas sanitárias levou o governo a enrijecer as normas, permitindo que os agentes entrassem nas casas mesmo sem a anuência dos moradores.

O plano de aplicação da vacina obrigatória contra a varíola, publicado no jornal A Notícia em 9 de novembro, é considerado o estopim da rebelião.

Bondes foram atacados, virados de ponta-cabeça e queimados pelos manifestantes, que também romperam fiações elétricas, levantaram barricadas, derrubaram árvores, apedrejaram carros.

Após uma semana de manifestações e repressão, a obrigatoriedade da vacinação foi retirada. Porém, o custo da “vitória” recaiu sobre a parcela mais pobre.

Trinta pessoas morreram e 110 ficaram feridas. Cerca de 945 manifestantes foram presos na Ilha das Cobras, na Baía de Guanabara, e outros 461 foram deportados para o Acre.

“Muita gente hoje cita a Revolta da Vacina para mostrar ‘como o povo foi forte’, foi ‘senhor do seu destino’ em 1904”, analisa Malaia. “Mas, quando começaram os distúrbios, o Sílvio Barbosa Lima e o Lauro Sodré saíram de cena. Na única foto que a gente tem das pessoas presas se vê que, basicamente, são todas negras.”

 

Covid-19: mais de 97% dos estudantes ainda estão fora das salas de aula na América Latina e no Caribe  


 

uma menina usando máscara e segurando material escolar está parada em pé no meio de uma sala de aula vazia

© UNICEF/UN0359848/Schverdfinger

Mais de sete meses depois de declarada a pandemia, a Covid-19 continua colocando em pausa a educação de mais de 137 milhões de crianças e adolescentes na América Latina e no Caribe. Isso de acordo com um novo relatório do UNICEF sobre os impactos devastadores da Covid-19 na educação.

Desde o início da pandemia, as crianças e os adolescentes da América Latina e do Caribe já perderam em média quatro vezes mais dias letivos (174) em comparação com o resto do mundo. Em uma região com mais de 11 milhões de casos de Covid-19 até o momento, milhões de estudantes correm o risco de perder um ano letivo inteiro. Enquanto as escolas estão gradualmente reabrindo em várias partes do mundo, a grande maioria das salas de aula ainda está fechada em toda esta região. Mais de um terço de todos os países da América Latina e do Caribe ainda não definiu uma data para a reabertura das escolas.

O relatório conclui que a Covid-19 aumentou ainda mais as lacunas de educação entre famílias ricas e pobres na América Latina e no Caribe. Os novos dados do UNICEF mostram que a porcentagem de crianças e adolescentes que não recebem nenhuma forma de educação na região aumentou drasticamente, de 4% para 18% nos últimos meses. As projeções da ONU revelam que a Covid-19 pode tirar até 3 milhões de meninas e meninos a mais da escola na América Latina e no Caribe.

“Na América Latina e no Caribe, milhões dos estudantes mais vulneráveis podem não retornar à escola”, disse Bernt Aasen, diretor regional a.i. do UNICEF para a América Latina e o Caribe. “Para quem não tem computador, internet ou até mesmo um lugar para estudar, aprender em casa se tornou um grande desafio”.

Os ganhos educacionais obtidos pela América Latina e pelo Caribe nas últimas décadas correm o risco de ser revertidos. O impacto econômico desta crise educacional será sentido nos próximos anos.

Juntamente com seus parceiros, as equipes do UNICEF estão trabalhando para proteger o direito das crianças e dos adolescentes de aprender em todos os países da América Latina e do Caribe. Desde o início período de fechamento das escolas, cerca de 42 milhões de estudantes na região têm recebido atividades educacionais a distância e em casa com o apoio do UNICEF, fornecido por rádio, TV, internet e outras plataformas.

No entanto, novas estimativas do UNICEF sugerem que, apesar dos esforços governamentais, apenas um em cada dois estudantes de escola pública está tendo acesso a um ensino a distância de qualidade em casa, em comparação com três em cada quatro estudantes de escola privada. Programas educacionais de rádio, TV e internet devem ser fortalecidos para alcançar os estudantes que não estão conectados à internet. Antes e depois da reabertura das escolas, preencher a lacuna digital atual, junto com o setor privado, ajuda a construir sistemas de educação mais resilientes para resistir a potenciais crises futuras.

Crianças e adolescentes com maior risco de abandono escolar – como crianças e adolescentes migrantes, de comunidades indígenas e com deficiência – devem receber apoio educacional especial. Incentivos econômicos, como auxílio para mensalidades, merenda escolar ou custos de transporte, devem ser implementados para encorajar pais e mães a mandar seus filhos e filhas para a escola.

“Na América Latina e no Caribe, a Covid-19 empurrou milhões de famílias para a pobreza”, enfatizou Aasen. “Sem ajuda, muitos pais e mães não terão escolha a não ser sacrificar a educação de seus filhos e filhas. Não é tarde demais para construir sistemas de educação melhores, mais resilientes e mais inclusivos do que antes da pandemia. No momento, é urgente que crianças e adolescentes voltem à escola”.

Uma em cada seis escolas não tem acesso a água na América Latina e no Caribe. O UNICEF apela aos governos para que acelerem urgentemente a preparação para a reabertura segura das escolas, instalando infraestrutura de água, saneamento e higiene, capacitando professoras e professores e adotando abordagens de aprendizagem mais inclusivas.

Embora a situação epidemiológica seja diversa entre os países e dentro deles, a reabertura de escolas deve ser uma prioridade para os governos.

O UNICEF insta os países em toda a região para que protejam e aumentem os orçamentos de educação, com atenção especial às necessidades das crianças e dos adolescentes vulneráveis com maior risco de abandono escolar.

No Brasil
O fechamento das escolas – embora necessário para conter a Covid-19 – teve e ainda tem impactos profundos na vida de crianças e adolescentes. Considerando as desigualdades brasileiras, as opções de continuidade das aprendizagens em casa não se deram da mesma forma.

Antes da pandemia, 4,8 milhões de estudantes viviam em casas sem acesso à internet – o que teve forte impacto nas oportunidades de acesso ao ensino online na pandemia. Em agosto de 2020, segundo a Pnad Covid, 4 milhões de estudantes do ensino fundamental (14,4%) estavam sem acesso a nenhuma atividade escolar. A maioria negros, vivendo em famílias com renda domiciliar inferior a ½ salário mínimo.

Escolas fechadas tiveram também outros impactos. O tempo prolongado de isolamento prejudicou a saúde mental. Sem acesso à merenda, a alimentação dos mais vulneráveis piorou. E, longe da rede de proteção provida pela escola, crianças e adolescentes ficaram ainda mais suscetíveis a diversas formas de violência, entre elas, o trabalho infantil.

Retomar o ensino presencial e garantir o direito de crianças e adolescentes à educação são ações essenciais e urgentes no País. Essa reabertura deve ocorrer com toda a segurança, preservando a saúde de crianças, adolescentes, profissionais da educação e das famílias de todos. Além de reabrir as escolas, é essencial ir atrás de quem não conseguiu se manter aprendendo na pandemia – ou quem já estava fora da escola ou em atraso escolar antes da Covid-19. Essas crianças e esses adolescentes precisam de iniciativas e propostas específicas para que consigam retomar a aprendizagem. Unicef

Anvisa suspende temporariamente teste da vacina Coronavac


Interrupção foi determinada após ‘evento adverso grave’ em morte de voluntário; diretor do Butantan diz que caso não teve relação com o teste

[Anvisa suspende temporariamente teste da vacina Coronavac]
Foto : GOVSP

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu temporariamente os testes em humanos da vacina Coronavac contra a Covid-19. De acordo com a agência, a interrupção foi determinada ontem (9) por causa de um “evento adverso grave”. Segundo o diretor do Butantan, Dimas Covas, o órgão foi notificado de um óbito não relacionado com a vacina. “Como são mais de 10 mil voluntários neste momento, pode acontecer um óbito”, disse.

notificação foi informada através de um “evento adverso grave” ocorrido em 29 de outubro. Mais de 10 dias depois, determinou que nenhum novo voluntário poderá ser vacinado até que a agência possa avaliar os dados e “julgar o risco/benefício da continuidade do estudo”.

O laboratório chinês Sinovac Biotech disse hoje (10) estar “confiante” na segurança de sua vacina. “Estamos confiantes na segurança da vacina”, informa um comunicado no qual afirmou que o incidente em questão “não está relacionado” à vacina.

 

Sem Festival, Réveillon de Salvador será comemorado em live em apenas um dia


O prefeito ACM Neto (DEM) trabalha para anunciar os detalhes na próxima semana, pois ainda de acordo com a apuração, falta fechar patrocínios para a atração online

[Sem Festival, Réveillon de Salvador será comemorado em live em apenas um dia]
Foto : Max Haack/Secom

Sem o tradicional Festival Virada por causa do coronavírus, Salvador não vai deixar de comemorar o seu Réveillon. Conforme apurado pelo Metro1 com quem participa das negociações, a festa será festejada apenas no dia 31 de dezembro de 2020 através de uma live.

O prefeito ACM Neto (DEM) trabalha para anunciar os detalhes na próxima semana, pois ainda de acordo com a apuração, falta fechar patrocínios para a atração online. Salvador vai usar esse momento para divulgar a capital baiana nacionalmente.

Na semana passada, em coletiva, Neto disse que estava ainda fechando os patrocínios. “O fato é que a gente está com três patrocínios bem encaminhados. Quando será [o anúncio]? Ainda em novembro. Quero que seja antes do dia 30”, afirmou. O prefeito disse ainda que acha prudente aguardar o resultado das eleições municipais para anunciar os moldes das festas. “Espero que seja anunciado com aquele que seja escolhido pela população, mas se precisar ser anunciada antes, faremos”, completou.

Ex-governador do Rio de Janeiro, Pezão é internado com diagnóstico de Covid-19


Ex-governador do Rio de Janeiro, Pezão é internado com diagnóstico de Covid-19
Crédito da Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O ex-governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, foi diagnosticado com Covid-19. Ele passou mal e foi internado em um hospital da capital fluminense, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (9/11) pela assessoria de imprensa da Unimed Rio.

De acordo com a operadora de saúde, Pezão deu entrada no hospital no último domingo (8/11), com falta de ar. Ele estava em prisão domiciliar em sua residência, no município de Piraí, no interior do estado.

“O Hospital Unimed-Rio informa que o paciente Luiz Fernando de Souza foi admitido em nossa unidade na madrugada do último domingo, com queixa de dispneia. Teve diagnóstico de covid-19 confirmado e encontra-se internado em leito não intensivo, com quadro estável. Ainda não há previsão de alta hospitalar”, informou a Unimed, em nota assinada pelo médico Paulo Henrique Bloise, diretor médico do Hospital Unimed-Rio.Fonte: Da redação, com informações da Agência Brasil

Planaltino vermelhou com Romi e Luciana. A carreata para Campinhos já entrou para história


“Cheguei em casa ontem e falei para minha mãe que eu preciso ganhar essas eleições com  a minha amiga Luciana, para poder atendermos esse povo simples e bom que existe em Planaltino. Quando saio nas ruas o povo me abraça e clama para que eu entre para lhes atender. Todos os dias eu peço sabedoria a Deus para me orientar para que eu possa dar o melhor de mim na minha gestão”, disse Romi com os olhos em lágrimas e acrescentou: “Vou dedicar a minha vida para melhorar a qualidade de vida desse povo, sobretudo o mais carente, meu caro jornalista” 

Por Walter Salles, Café com Leite Notícias: O domingo 8 de Novembro na cidade de Planaltino já ficou na história. Só para quem esteve presente pode dizer que viu milhares de pessoas em uma adesão histórica. Isso mostra a insatisfação de um povo que clama por uma gestão que trate o seu povo com mais dignidade.

Muitas pessoas que faziam parte do movimento disseram que é preciso que Planaltino experimente uma gestão que seja voltada para o povo e que quem tem o povo no coração é Romi. A emoção e a esperança estavam destampadas na fisionomia de cada um. Vale ressaltar que teria sido com muito mais pessoas se nao fosse a pandemia. Muita gente, ainda que torcendo e com vontade de estar presente, preferiu ficar em casa, principalmente quem é grupo de risco.

O ponto de partida da carreata foi numa localidade às margens da estrada asfaltada, chamada de Barro Vermelho, que antes da largada, que aconteceu por volta das 15 horas, a multidão  gritava os nomes de Romi e Luciana.

Num rápido bate papo com Romi, ele disse estar muito feliz com  a adesão do povo de Planaltino, agradece a cada um que enxerga nele uma saída para uma Planaltino mais promissora e que possa oferecer uma qualidade de vida melhor para todos. Disse que ele sabe que terá uma responsabilidade muito grande, pois o povo vem sofrendo muito com a falta de atenção do poder público municipal e que na sua gestão a prioridade principal é cuidar bem do povo através de cada setor.

Sobre o asfaltamento do centro da cidade encima das eleições, Romi disse que naturalmente é uma obra que vai servir ao povo, principalmente aos motoristas, porém, já que quer fazer algo encima das eleições só pra mostrar serviço, que fizesse outras obras que são de maior importância, como as valetas da Rua Maracás que devido serem abertas, já morreu gente. “Acontece que o que ele queria era uma obra que ficasse à mostra para mais pessoas e não a sua utilidade”, comentou o candidato do 22.

A informação de quem fizeram a contagem dos carros, foram exatos 526 veículos. Algo histórico

 

Sobre algo que considera prioridade para melhorar Planaltino, Romi disse que a Saúde em primeiro lugar, pois durante três anos e meio Planaltino não ofereceu atendimento 24 horas, e, para piorar, não contribuiu com o hospital de Irajuba, o que teve que ser cortado. O candidato do 22 também disse que é preciso investir na Educação, Esporte, Cultura e Lazer. Mas ressaltou de forma especial o atendimento ao homem do campo. Disse que para isso ele terá uma vice prefeita conhecedora dos problemas do homem do campo, que certamente juntos, prefeito e vice farão uma gestão, que a exemplo da carreata, ficará na história. Disse que é preciso que o produtor rural seja acompanhado por um agrônomo e tenha técnicos agrícolas para lhes orientar, fazer análise da terra, procurar a lavoura mais adequada para cada solo para que o produtor tenha lucro e não prejuízo.

Chegada em Campinhos foi outra festa (Matéria continua após as fotos)

 

Logo após a entrevista com o candidato ele encabeçou a carreata ao lado da sua companheira de chapa Luciana, onde ambos foram muito aplaudidos ao passar na sede do município e seguirem rumo a Campinhos. Na chegada do povoado a recepção foi calorosa. Muitos diziam nunca ter visto tanta gente num povoado pequeno.

Depois de circular pelas ruas do povoado, onde o candidato disse ser repleto de gente boa, a carreata seguiu para Planaltino, local que finalizou o dia de grande festa popular, onde cada um seguiu para as suas casas, feliz pela paz que reinou e pela grande multidão que compareceu ao histórico evento.

Ainda falando sobre o candidato Romi (PL), ele disse que o povo de Planaltino não pode se contentar com uma gestão morna. Disse que quando o gestor quer e coloca o povo do município, sobretudo o mais carente dentro seu coração para cuidar, sem dúvida ele vai querer dar o máximo de si para acontecer o melhor.

Sobre a carreata, certamente ficará na história e na memória do planaltinense. Agora falta menos de uma semana para o eleitor inteligente e consciente saber fazer a sua escolha, não só em Planaltino, mas em todo Brasil.

Ponte Salvador-Itaparica: contrato das obras será assinado nesta quinta-feira


Com o documento assinado, as empresas terão um ano para elaborar o projeto e outros quatro para executar o equipamento

[Ponte Salvador-Itaparica: contrato das obras será assinado nesta quinta-feira]
Foto : Divulgação

O contrato da construção da Ponte Salvador-Itaparica será assinado nesta quinta-feira (12) pelo Governo do Estado e o consórcio chinês que irá realizar a obra, formado pelas estatais chinesas China Communications Construction Company (CCCC Ltd), CCCC South America Regional Company (CCCCSA) e China Railway 20 Bureau Group Corporation (CR20)

A ponte terá uma extensão de 12,4 quilômetros, com acessos em Salvador, por túneis e viadutos, e em Vera Cruz, com a ligação à BA-001. Também deverá ser realizada uma nova rodovia expressa e a interligação com a Ponte do Funil, que será revitalizada. Com o documento assinado, as empresas terão um ano para elaborar o projeto e outros quatro para executar o equipamento.

A concessão do projeto executado por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) será de 35 anos. O concessionário terá prazo de cinco anos para a realização de estudos e construção do sistema viário, os demais 30 anos serão de gestão e administração do sistema. O investimento será de R$ 5,4 bilhões e o aporte do Estado será de R$ 1,5 bilhão.

O objetivo do projeto é melhorar a mobilidade entre a capital, a região metropolitana e o sul do estado. A estimativa é que 24 municípios sejam beneficiados com o encurtamento da distância e redução do tempo de viagem. Do Metro1

Filho de Trump divulga vídeo falso de homem queimando saco com cédulas de votos


 

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Eric Trump, filho do presidente dos EUA

Fake news: Filho de Trump divulga vídeo de homem colocando fogo em um saco plástico que estaria cheio de votos a favor do atual presidente dos EUA. O conteúdo é comprovadamente falso

 

Assim como acontece no Brasil com os filhos do presidente, a mesma coisa acontece nos EUA. Durante a contagem de votos dos americanos, que deu a vitória para Biden, o Twitter retirou do ar um vídeo divulgado por Eric Trump, filho do atual presidente dos Estados Unidos e candidato à reeleição, Donald Trump.

As imagens mostravam um homem queimando um saco plástico cheio de papeis que, segundo sua postagem, dava a entender que seriam 80 cédulas eleitorais, “todas para o Trump”. O vídeo, na verdade, foi filmado dias atrás e o saco que aparece na gravação continha cédulas de testes anteriores às eleições.

As autoridades do estado da Virginia emitiram comunicado informando que o conteúdo do vídeo é falso e, por isso, a postagem foi excluída do microblog. Já no Facebook, onde o conteúdo foi compartilhado em algumas páginas de apoio ao republicano, o vídeo segue podendo ser visto acompanhado de um aviso de que se trata de “conteúdo falso”.

As reações da equipe de campanha e do próprio Trump são motivadas por uma vantagem do candidato democrata, Joe Biden, nos resultados apurados até o momento.

As redes de apoio trumpistas chegaram a dizer que há indícios de que 10 mil votos irregulares tenham sido recebidos no estado de Nevada. Crucial na decisão do próximo nome a ocupar a Casa Branca, o estado retomou a apuração das urnas.

A estratégia de atuação da família de Trump no Twitter e nas redes sociais é muito semelhante ao que ocorre no Brasil. Os filhos de Jair Bolsonaro são conhecidos pela disseminação de fake news — o que motivou, inclusive, uma abertura de CPI no Congresso Nacional.

“Parem a contagem”

Desde ontem, o presidente americano exige que a apuração dos votos seja interrompida, alegando que o Partido Democrata tenta fraudar a votação que determinará quem liderará os Estados Unidos pelos próximos quatro anos. “Parem a contagem”, escreveu Trump no Twitter, em Caps Lock.

Isso só aumentou a tensão em um momento de forte polarização do país, em meio às medidas legais tomadas pela campanha de Trump em vários Estados-chave para determinar o ganhador: Wisconsin, Michigan, Pensilvânia e Geórgia.

Fonte Pragmatismo

Bolsonaro fala em enfrentar Biden na questão Amazônia, com poder de dissuasão. (discurso foi no passado)


Do DCM

Ao lado do ministro Tarcísio, da Infraestrutura, Bolsonaro retoma discurso bélico usado para justificar bomba atômica

A eleição de Joe Biden trouxe à tona a live que Bolsonaro fez no dia 1º de outubro, em que comentou declaração de Biden sobre eventuais sanções ao Brasil no caso de Bolsonaro negligenciar a proteção das florestas.

“Ele (Biden) está querendo, parece, romper o relacionamento com o Brasil por conta da Amazônia. Sabemos que alguns países do mundo têm interesse na Amazônia. E nós temos que fazer o quê? Dissuadi-los disso. E como você faz a dissuasão disso? Ter Forças Armadas preparadas”, disse.

Será que Bolsonaro está querendo guerra contra os Estados Unidos?

O discurso vai nessa linha, porque evoca um discurso antigo nas Forças Armadas, o de que o Brasil precisa produzir bomba atômica para “dissuadir” outros países de hostilidade contra o Brasil.

O glossário das Forças Armadas define poder de dissuasão assim:

“Atitude estratégica que, por intermédio de meios de qualquer natureza, inclusive militares, tem por finalidade desaconselhar ou desviar adversários, reais ou potenciais, de possíveis ou presumíveis propósitos bélicos.”

Em 1990, o então presidente Fernando Collor determinou a implosão de um buraco com 300 metros de profundidade aberto na serra do Cachimbo, no Pará, Amazônia, dentro do projeto conhecido como Calha Norte.

Segundo o que se divulgou à época, a Aeronáutica tinha planos de usar o local para explodir uma bomba atômica, depois que cientistas brasileiros haviam dominado a tecnologia de enriquecimento de urânio, base do artefato nuclear.

Em 1991, entrevistei o então ministro da Educação, José Goldemberg, ex-reitor da USP, que tinha sido responsável pelo Meio Ambiente do mesmo governo Collor.

Ele revelou que os militares tinham mesmo um projeto para detonar uma bomba atômica na Amazônia.

— Os militares brasileiros ainda querem fazer a bomba atômica? — perguntei.

— Não sei se ainda querem, mas, quando começou este governo, eles pretendiam, sim, dominar a tecnologia nuclear para fazer armas. Quando o programa nuclear resultante da cooperação Brasil-Alemanha tomou o rumo que tomou, a de construção de usinas nucleares para a produção de energia elétrica, pura e simplesmente sob a fiscalização da Agência Internacional de Energia Atômica, tanto a Aeronáutica quanto o Exército procuraram assegurar ao Brasil o domínio da energia nuclear sem qualquer dependência de potências estrangeiras. Essa independência levou os militares a seguir por um caminho que levaria à produção de armas — respondeu.

Perguntei como ele sabia disso.

— Quando eu era reitor da USP, alguns físicos me procuraram para pedir emprego. Para valorizar seu currículo, alguns contavam que tinham participado de pesquisas militares nessa linha.

— Os militares pretendiam fazer a bomba e explodi-la?

— Pretendiam. O plano era explodir a bomba no final do governo Figueiredo. Eles queriam um Grand finale para o regime militar. Queriam criar um clima de euforia, como na Copa do Mundo de 1970.

Em 1990, no primeiro ano do primeiro governo eleito depois do golpe de 1964, os militares ainda tinha plano de fazer a bomba.

— O Exército queria verba para construir um reator de 10 megawatts, com o que se produziria plutônio a partir do uso combinado de urânio e grafite — explicou o então ministro do governo Collor.

— O pretexto era a produção de energia elétrica. Não era uma proposta razoável, porque essa não é a função do Exército. A fórmula que o Exército adotou para produzir energia elétrica era, curiosamente, a mesma que os americanos usaram há cinquenta anos, na Segunda Guerra, para fazer a bomba. A Aeronáutica começou a enriquecer urânio com laser em São José dos Campos para usar, no futuro, material radiativo para a produção de energia dentro do satélite. Era uma desculpa muito fraca — acrescentou.

Com Bolsonaro, a ambição dos militares pode estar reacesa. O discurso dele em que fala de “poder de dissuasão” é motivo mais do que suficiente para que se ligue a luz amarela.

LÍDERES DO MUNDO TODO PEDEM QUE STF ANULE SENTENÇAS CONTRA LULA


STJ marca julgamento de Lula no aniversário de 75 anos do ex-presidente

Cerca de 400 lideranças políticas de entidades, associações e universidades de países da América Latina, África e Europa assinam um manifesto pedindo ao STF (Supremo Tribunal Federal) a anulação das sentenças dadas ao ex-presidente Lula.

PERSEGUIÇÃO 

O documento afirma que a conduta do ex-juiz Sergio Moro e da força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público deixam claro a “existência de conluio”, e que o petista teve negado o seu direito a um julgamento imparcial.

PERSEGUIÇÃO 2 

O manifesto será encaminhado ao ministro da corte Gilmar Mendes na terça (10), como iniciativa que marca um ano desde a soltura de Lula após 580 dias encarcerado na sede da Superintendência da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba.

Fonte DCM.

Vacina da Pfizer é mais de 90% eficaz contra Covid-19


Vacina da Pfizer é mais de 90% eficaz contra Covid-19

Foto: Reprodução / Agência Brasil

A vacina experimental contra a Covid-19 desenvolvida pela Pfizer é mais de 90% eficaz, informou, nesta segunda-feira (9), o laboratório após começo de estudos da fase 3. A vacina é desenvolvida em parceira com a alemã BioNTech.

De acordo com o G1, a vacina não oferece ainda nenhuma preocupação séria de segurança. A expectativa é o início da aplicação do medicamento nos EUA ainda neste mês.

A vacina é a primeira a apresentar dados bem-sucedidos de um ensaio clínico em grande escala contra a Covid-19. No entanto, para confirmar a taxa de eficácia do medicamento, a Pfizer disse que vai continuar o estudo até que haja 164 casos de Covid-19 entre os participantes.

“Estou quase em êxtase”, afirmou Bill Gruber, um dos principais cientistas de vacinas da Pfizer. “Este é um grande dia para a saúde pública e para o potencial de nos tirar a todos das circunstâncias em que estamos agora.” Do BahiaNotícias

Pai órfão adota 5 irmãos pra evitar o que aconteceu com ele


Os irmãos agora inseparáveis Foto: Hamilton County JFS
Os irmãos agora inseparáveis Foto: Hamilton County JFS

Um pai que ficou órfão decidiu adotar cinco irmãos pra não separá-los, nem repetir o que aconteceu na vida dele.

Robert Carter, tem 29 anos é estilista, gay, solteiro e, quando jovem, passou anos no sistema de adoção de Ohio, nos EUA. Ele entrou no sistema aos 12 anos e somente anos mais tarde se reuniu com sua irmã e irmão mais novos.

“[Estou] criando memórias para substituir muitas das [lembranças] ruins”, disse Carter.

“Todas as noites, eu converso com eles e digo: ‘Eu sou seu pai para sempre. Eu sei como é e estarei sempre aqui para ajudá-los”, afirmou.

Adoção

Os filhos adotados por Carter – Marionna, Makayla, Robert, Giovanni e Kiontae – viviam em três lares adotivos separados, quando ele recebeu a custódia.

“Sr. Carter era o único pai adotivo disposto e capaz de adotar todos os filhos. “Sua história de infância o tornou ciente da importância de manter os irmãos juntos ”, disse a assistente social Stacey Barton à TV WCVB-5 .

Antes da adoção, Carter já estava criando três dos irmãos.

A responsabilidade era grande para o pai solo assumir sozinho, mas Carter estava determinado a manter essas crianças juntas.

E ele conseguiu. Hoje todos vivem juntos em Ohio e Robert Carter evitou que a história dele se repetisse.

Com informações do GNN