(77) 99152-6666

Mariana: quatro anos após rompimento de barragem, não há previsão para julgamento de responsáveis


Por Cintia Paes, Patrícia Fiúza e Laura Marques, G1 Minas e Rádio CBN — Belo Horizonte

Quatro anos após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, atingidos lutam para conseguir reparação

Quatro anos após o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, atingidos lutam para conseguir reparação

Passados quase quatro anos do rompimento da barragem da Samarco, em Mariana, os responsáveis pela tragédia, que em novembro de 2015 destruiu três distritos e resultou em 19 mortes e em um aborto, respondem, em liberdade, por inundação qualificada e estão livres da acusação de homicídio. Não há previsão para o julgamento. O número de atingidos ao longo dos cerca de 700 km do Rio Doce ainda é impreciso.

(Correção: na publicação desta reportagem, o G1 errou ao informar que pouco mais de 9 mil pessoas foram indenizadas após rompimento da barragem de Fundão, em Mariana. Na verdade, 9.120 indenizações foram pagas para quem teve perda de renda ou bens materiais. Segundo a Fundação Renova, até agosto deste ano, 319 mil moradores receberam indenizações ou auxílio financeiro. A informação foi corrigida às 10h30.)

Após o rompimento da barragem, quatro empresas e 22 pessoas se tornaram rés, em 2016. Vinte e uma delas foram acusadas de homicídio e lesão corporal, entre outros crimes. Treze foram excluídas por decisões judiciais e não vão responder por nenhum crime, segundo Ministério Público Federal (MPF).

Em abril deste ano, as acusações de homicídios e lesão corporal foram retiradas da ação penal. Isso significa que os acusados não vão mais a júri popular pelas 19 mortes. Eles vão responder apenas pelos crimes de inundação qualificada, porque resultou em morte, desabamento e 12 crimes ambientais.

As empresas Samarco Mineração, Vale e BHP Billiton Brasil respondem a pelos mesmos 12 crimes ambientais. Já a VogBr responde por emissão de laudo falso ou enganoso.

O crime de inundação tem pena de 6 a 12 anos em caso de ação dolosa (crime qualificado pelo resultado morte).

Excluídos da ação penal

  • José Carlos Martins
  • Hélio Cabral
  • Margaret McMahon Beck
  • Jeffery Mark Zweig
  • Marcus Philip Randolph
  • Gerd Peter Poppinga
  • Stephen Michael Potter
  • Pedro José Rodrigues
  • Luciano Torres Sequeira
  • Maria Inês Gardonyi Carvalheiro
  • Sérgio Consoli Fernandes
  • André Ferreira Gavinho
  • Guilherme Campos Ferreira

Acusados que respondem por inundação qualificada e desabamento:

  • Ricardo Vescovi de Aragão (diretor-presidente da Samarco à época do desastre)
  • Kleber Luiz de Mendonça Terra (diretor de Operações e Infraestrutura)
  • Germano Silva Lopes (gerente operacional)
  • Wagner Milagres Alves (gerente operacional)
  • Daviely Rodrigues Silva (gerente operacional)
  • James John Wilson (membro da governança)
  • Antonino Ottaviano (membro da Governança),
  • Samarco Mineração
  • Vale
  • BHP Billiton Brasil

Atingidos são 700 mil, diz MP

Para o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), são mais de 700 mil pessoas atingidas de Minas até o Espírito Santo. A pescadora Eva Franco Raimundo, que mora em Barra Longa há mais de 40 anos, e o filho Edmo Agostinho Raimundo, de 30, são alguns dos atingidos que ainda esperam indenização. “A vida agora piorou um pouco. Antes [de a barragem se romper], eu ia lá em cima, trabalhava lá em cima na roça. Perdi renda de leite, perdi o lugar que paguei para arar. Chegou a lama e cobriu tudo. (…) E tem a pescaria também. Eu saía daqui, saltava na canoa, pescava e só voltava ‘boca da noite’”, contou.

A cidade de Barra Longa foi parcialmente atingida pela lama — Foto: Reprodução / TV GloboA cidade de Barra Longa foi parcialmente atingida pela lama — Foto: Reprodução / TV Globo

A cidade de Barra Longa foi parcialmente atingida pela lama — Foto: Reprodução / TV Globo

Edmo, que seguiu os passos da mãe, conta que durante o período de piracema, em que não podia pescar, o trabalho era de garimpo manual no leito do rio. De renda com as atividades, tinha cerca de R$ 1.600 por mês. Depois que a barragem se rompeu, os dois pararam de pescar e já não é possível mais ‘garimpar’, garantem. Edmo adoeceu e hoje faz tratamento para depressão.

A pescadora procurou a Fundação Renova em 2016 e Edmo, no final do ano passado. Os dois voltaram para casa com a promessa de que receberiam uma proposta em poucos dias. Mas nunca tiveram retorno.

Edmo e a mãe, Eva, voltaram a pescar no Rio do Carmo, mas não conseguem mais vender os peixes — Foto: Patrícia Fiúza / G1Edmo e a mãe, Eva, voltaram a pescar no Rio do Carmo, mas não conseguem mais vender os peixes — Foto: Patrícia Fiúza / G1

Edmo e a mãe, Eva, voltaram a pescar no Rio do Carmo, mas não conseguem mais vender os peixes — Foto: Patrícia Fiúza / G1

A Fundação Renova não respondeu por que não entrou em contato com Edmo e Eva ou se existe um prazo para isso. Afirmou apenas que os atingidos devem ligar para a central de atendimento da fundação. O porta-voz da Renova, André de Freitas, explicou, de modo geral, como é feito o trabalho de reconhecimento dos pescadores:

“[Para] quem pescava por ofício, foi construída uma metodologia para fazer mapeamento de como era realizada a pesca. E as pessoas passam por um processo de autonarrativa. E aí, a Renova avalia se a narrativa se encaixa no mapeamento. Como pescava, onde pescava, que tipo de peixe pescava, em que época do ano.”

Em relação ao garimpo manual, a instituição afirmou que ainda não definiu como será a reparação dos atingidos. “A faiscação tem o desafio adicional que é a ilegalidade. Então, o garimpo, sem licença, é ilegal”, disse o porta-voz da Renova.

Para o promotor André Sperling, o cerne do problema para identificar os atingidos, especialmente os que estão fora de Mariana, é a contratação de assessorias técnicas, que auxiliariam estas pessoas a comprovar que têm direito à reparação. Deveriam ser 21. Apenas três foram contratadas.

“Se a gente não consegue ter as assessorias técnicas, junto com os atingidos, a gente não consegue fazer o processo de reparação. Para que esta participação possa ocorrer de forma informada e técnica, os atingidos têm direito de ter ao lado deles, o técnico de confiança”, disse.

Atingidos de Mariana

Promotor Guilherme Meneghin diz que o rompimento da barragem é uma tragédia continuada — Foto: Patrícia Fiúza / G1Promotor Guilherme Meneghin diz que o rompimento da barragem é uma tragédia continuada — Foto: Patrícia Fiúza / G1

Promotor Guilherme Meneghin diz que o rompimento da barragem é uma tragédia continuada — Foto: Patrícia Fiúza / G1

Para os cerca de 3.500 moradores de Bento Rodrigues e outros sete distritos próximo à Mariana, os critérios para pagamento das indenizações finais foram estabelecidas em acordo feito há cerca de um ano.

“Diria que grande parte [do acordo] foi cumprida. Mas, mesmo assim, identificamos descumprimento de famílias que não receberam auxílio financeiro. Nós identificamos cerca de 300 famílias que não receberam nada das empresas”, disse o promotor Guilherme Meneghin, que atua na região.

Meneghin afirma que, ao longo destes anos, muitas famílias passaram por mudanças, como nascimentos ou divórcios, e que isso precisa ser considerado no caso das medidas de reparação.

“É uma tragédia continuada”, declarou.

Em outros casos, segundo o promotor, os próprios atingidos não procuram reparação.

Além disso, o MP identificou, só nesta região, mais de 50 casos de descumprimento do prazo de 90 dias para oferecer a proposta.

A Fundação Renova diz que foram pagas 9.120 indenizações para mais de 31 mil pessoas atingidas por “dano geral”, ou seja, aqueles que perderam renda ou bens materiais. A Renova diz, ainda, que também foram pagas 264.216 indenizações por “dano água” (para quem teve abastecimento de água interrompido por mais de 24 horas) e prestados 13.673 auxílios financeiros emergenciais, atendendo a 31.184 pessoas. Segundo a fundação, até agosto deste ano, o valor de R$ 1,84 bilhão foi destinado para 319 mil impactados pelo rompimento da barragem (leia nota da Renova abaixo).

 

Error, no Ad ID set! Check your syntax!

Gravação indica que Domingos Brazão mandou matar Marielle


Marielle Franco, vereadora assassinada no Rio de Janeiro. Foto: Mário Vasconcellos/CMRJ

MARIELLE FRANCO, VEREADORA ASSASSINADA NO RIO DE JANEIRO. FOTO: MÁRIO VASCONCELLOS/CMRJ

Denúncia do MPF ao Superior Tribunal de Justiça aponta o político como principal suspeito e o envolvimento de diversos milicianos e PMs

A vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes foram mortos a mando do político Domingos Brazão, que pagou por 500 mil reais pelo crime. É o que afirma o miliciano Jorge Alberto Moreth, durante uma conversa telefônica com o vereador Marcello Sicilliano (PHS), segundo documentos do Ministério Público Federal (MPF) obtidos pelo portal UOL.

Raquel Dodge, quando ainda ocupava o cargo de procuradora-geral da República, apresentou ao Superior Tribunal de Justiça denúncia por obstrução no caso Marielle.

Na gravação, o miliciano aponta os três verdadeiros assassinos da vereadora: Leonardo Gouveia da Silva, o Mad, Leonardo Luccas Pereira, o Leléo, e Edmilson Gomes Menezes, o Macaquinho.

Os indivíduos citados são matadores de aluguel do Escritório do Crime e chefiam uma milícia no Morro do Fubá, na zona norte do Rio de Janeiro, indicam investigações da Polícia Civil.

De acordo com Moreth, um dos líderes da milícia em Rio das Pedras – onde Brazão tem grande influência eleitoral -, o crime teve o comando de Ronald Paulo Alves Pereira, major da Polícia Militar (PM) e o apoio do major Ronald Paulo, que estava em outro carro no momento do assassinato.

A ligação, encontrada no celular de Sicilliano pela Polícia Federal, ocorreu em 8 de fevereiro de 2019. Na época, o vereador e o miliciano Orlando Araújo eram suspeitos de envolvimento no crime.

Moreth está preso desde maio.

Também estão detidos o PM da reserva Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Vieira de Queiroz. Para a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro, eles são os assassinos da vereadora. Ambos negam participação no caso.

Diálogos

Na gravação, Sicilliano pergunta a Moreth quem era o mandante do crime. O miliciano responde que havia sido Brazão, adversário eleitoral do vereador. “Os moleques foram lá, montaram uma cabrazinha, fizeram o trabalho de casa, tudo bonitinho, ba-ba-ba, escoltaram, esperaram, papa-pa, pa-pa-pa pum. Foram lá e tacaram fogo nela [Marielle].”

O assassinato custou 500 mil e teria sido intermediado pelo ex-PM Marcus Vinicius Reis dos Santos, o Fininho, também membro da milícia de Rio das Pedras.

Moreth: Sim. Tu não conhece o “Fininho” não cara, que trabalha pro Brazão aqui no Rio das Pedras não? (…) Ele fez esse contato, o bagulhinho foi quinhentos conto, irmão, pra matar aquela merda, quinhentos cruzeiros. Cada um levou uma pontinha, o carro saiu realmente lá de cima do Floresta [um clube na zona oeste do Rio], eles foram lá, tiraram foto, câmera, ba-ba-ba, só que o carro era um doublé e o carro já acabou, a arma já acabou. Um dos moleques já está foragido por outras coisas, eles têm pica pra caralho. De todos esses caras que morreram eles têm pica. Quem empurrou foi os três moleques a mando de Sr Brazão, simples.

Na conversa, Moreth diz não saber a motivação do crime. “Agora, a motivação do Brazão, se foi por motivo torpe, ou por ganância, ou por raiva da mulher, por qualquer coisa … porque eles não acharam que ia dar essa repercussão toda, chefe!”

Muito obrigado por ter chegado até aqui…

… Mas não se vá ainda. Ajude-nos a manter de pé o trabalho de CartaCapital.

O jornalismo vigia a fronteira entre a civilização e a barbárie. Fiscaliza o poder em todas as suas dimensões. Está a serviço da democracia e da diversidade de opinião, contra a escuridão do autoritarismo do pensamento único, da ignorância e da brutalidade. Há 24 anos CartaCapital exercita o espírito crítico, fiel à verdade factual, atenta ao compromisso de fiscalizar o poder onde quer que ele se manifeste.

Nunca antes o jornalismo se fez tão necessário e nunca dependeu tanto da contribuição de cada um dos leitores. Seja Sócio CartaCapital, assine, contribua com um veículo dedicado a produzir diariamente uma informação de qualidade, profunda e analítica. A democracia agradece. Fonte: CartaCapital.

Guedes quer descompromissar governo de investimentos em saúde e educação, após ter atacado aposentadoria


Paulo Guedes. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom Agência Brasil

 

Depois de aprovar no Congresso Nacional a reforma da Previdência que tirou direitos dos trabalhadores e dificultou a aposentadoria para a maior parte da população brasileira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, promete agora avançar sobre as normas constitucionais que obrigam estados e municípios a investirem em Saúde e Educação.

O projeto de desmonte do Estado brasileiro e das garantias previstas na Constituição de 1988 já havia sido anunciado por Guedes em entrevista no começo de setembro, quando afirmou que pretende privatizar todas as estatais de uma vez só, extinguir as deduções no imposto de renda, demitir servidores públicos e acabar com os investimentos obrigatórios em saúde e educação, entras outras medidas. O plano foi batizado de “Caminho para a Prosperidade”.

Uma das primeiras ações do pacote, segundo noticiou nesta semana o jornal Folha S.Paulo, será o envio ao Congresso de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) “liberando” prefeitos e governadores de investirem percentuais mínimos em saúde e educação.

Pelas regras atuais, pelo menos 15% dos recursos municipais têm de ser aplicados em saúde, e 25%em educação. Para os estados, os percentuais são 12% e 25% respectivamente.

A proposta recebeu duras críticas da oposição no Congresso. A líder da minoria na Câmara, a deputada Jandira Feghalli (PCdoB-RJ), ressaltou a importância da regra atual.

“A vinculação é a garantia constitucional das políticas universais. Para que a maioria da população, ou toda ela, tenham acesso aos bens e serviços públicos, principalmente em áreas estratégicas e fundamentais como a saúde e a educação”, disse.

O líder da Oposição, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) destacou que a ideia é impopular e dificilmente terá sustentação ou apoio.

“A intenção do governo de eliminar o piso para a Saúde e para a Educação é um acinte. Serviços que já estão ruins vão piorar. Se esta proposta chegar ao Congresso, encontrará enorme resistência não só da oposição, mas de vários partidos, pois estamos falando de direitos básicos dos brasileiros”, disse o deputado.

Mesmo pelo viés que os prefeitos e governadores teriam mais autonomia para trabalhar os seus orçamentos, a proposta é frágil, pois os gastos da União nesses dois setores estão diminuindo, por conta da emenda do teto, e a pressão sobre as prefeituras e os estados tende a aumentar.

De 2016 a 2019, segundo os dados do Portal Transparência, o gasto anual da União com Saúde caiu 15,6%. Era de R$ 486,12 por habitante e passou para R$ 409,85.

Na Educação, a redução foi ainda maior, com uma queda de R$ 461,81 para R$ 330,27 por brasileiro, um corte de 28,4%, em três anos. No mesmo período, a população cresceu 1,9%.

A União, após a lei que congelou os investimentos públicos por 20 anos, não tem mais obrigação de usar um percentual da receita com saúde e educação. A despesa será sempre igual a do ano anterior.

O economista Rodrigo Orair, especialista em finanças públicas, comentou o efeito dominó que essa redução causa e porque a intenção de Guedes não deve surtir o efeito anunciado.

“Vai acontecer o contrário. É um erro achar que está flexibilizando (…). Na esfera local vai acontecer o oposto. As prefeituras têm demandas básicas de saúde e educação, os vereadores e a população vão pressionar por investimentos nessas áreas, e o prefeito vai ter que cortar em outros setores. Então o orçamento estará enrijecendo e não flexibilizando”, disse.

O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) diz que as propostas de Guedes agravam ainda mais a crise econômica do país.

“Guedes quer fazer malabarismo onde se exige política e segue a cartilha: precarizar direitos, cortar no social e atacar o serviço público. Desvincular recursos será o maior ataque contra a saúde e educação do povo brasileiro. Verdadeiro atentado contra os direitos de nossa juventude. O caos se aprofunda”, disse.

Com informação do DCM.

Vídeo mostra dupla sendo presa enquanto comemora assalto em ‘live’


Os dois são acusados de roubar carro em Recife, mas não foram longe

Dois homens foram presos em flagrante na BR-101 em Recife, Pernambuco, quando celebravam o roubo de um carro fazendo uma “live” na internet. O caso foi na sexta-feira (25), segundo a Polícia Civil.

Os suspeitos foram identificados como  João Vitor Claudino dos Santos, de 23 anos, e Lucas Miguel Oliveira de Andrade, de 18 anos. Segundo informações do G1 Pernambuco, eles roubaram um carro em que estavam o motorista e a filha dele, que está grávida.

As imagens do vídeo da “live” circularam pelo WhatsApp. Os dois aparecem dançando dentro do carro roubado e um deles exibe a arma usada no crime. Depois, a Polícia Militar chega e prende a dupla. Os dois aparecem preocupados e depois colocando as mãos para o alto. “Polícia…”, diz um. “Calma”, recomenda o outro. Mas logo em seguida são ouvidos gritos e a abordagem acontece.

Os suspeitos estavam em um engarrafamento na rodovia e aproveitaram para fazer o vídeo. Nesse momento, acabaram identificados e detidos por policiais da Companhia Independente de Policiamento com Motocicleta (Cipmoto), que reconheceram a placa do carro roubado.

“Eles estavam comemorando o roubo na ‘live’. A vítima e a filha dele, que estava grávida, estavam indo viajar. Inclusive, o carro estava cheio de bolsas e travesseiros. Conseguimos interceptá-los no meio do caminho”, disse o comandante da companhia, Major Wambergson Correia.

Com os dois, foram apreendidos o carro roubado e um revólver calibre 38 com três munições. Eles foram autuados na Central de Plantões e encaminhados para audiência de custódia. Com informações do Correio.

(Foto: Divulgação/Polícia Militar)

 

Diretor Jorge Fernando morre aos 64 anos


Ele estava internado no Rio de Janeiro e foi vítima de um aneurisma

[Diretor Jorge Fernando morre aos 64 anos]
Foto : Reprodução/Instagram

O ator e diretor Jorge Fernando morreu na noite deste domingo (27), no Rio de Janeiro. Ele se sentiu mal e foi internado no hospital Copa Star, em Copacabana, onde teve uma parada cardíaca.

Em nota, o Hospital Copa Star informou que ele morreu após dar entrada no fim da tarde deste domingo, devido a uma parada cardíaca “em decorrência de uma dissecção de aorta completa”.

Jorginho, como era conhecido por amigos e colegas, se notabilizou pelo trabalho na Rede Globo, onde dirigiu uma série de novelas. Seu último trabalho foi na novela Verão 90, que foi ao ar em 2019, na faixa das 19h.

Em outubro de 2016, Jorge Fernando passou 18 dias internado vítima de pancreatite. Poucas semanas depois, ele sofreu AVC e foi submetido a uma cirurgia no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro. Por Metro1

 

Miss e blogueira que debochou de entregador de bicicleta, vai perder o título e a coroa


A miss, blogueira e fisioterapeuta, Bruna Reis, da cidade de Campo Novo que estava em Cuiabá, está sendo detonada nas redes sociais por fazer um vídeo em seu Instagram, debochando de um entregador de comidas da Uber Eats, por ele estar fazendo entregas em uma bicicleta.

Devido a repercussão negativa, do deboche e do desprezo que a miss demonstrou no vídeo a um trabalhador ganhando o pão de cada dia, o prefeito da cidade, onde a fisioterapeuta é miss, pretende retirar o seu título de Miss modelo da cidade. Fonte: JornaldoPaís.

Assista Aqui o vídeo:

‘Nem no pior pesadelo imaginei que pudesse ser tão violentado’, diz jovem baleado por beijar companheiro


Marcelo Macêdo foi atingido por quatro tiros. “Ver a morte de perto é assustador. Nos paralisa”, disse

['Nem no pior pesadelo imaginei que pudesse ser tão violentado', diz jovem baleado por beijar companheiro]
Foto : Reprodução/Acervo pessoal

Marcelo Macêdo, de 33 anos, atingido por quatro tiros após beijar outro homem dentro de um bar em Camaçari (BA) disse que viveu “um verdadeiro filme de terror”. O ataque aconteceu no último domingo (20).

“É difícil acreditar que as pessoas são agredidas tão cruelmente e de maneira tão covarde pelo simples fato de demonstrar afeto. É triste. Dói. Estou despedaçado”, disse em uma postagem nas redes sociais.

Depois da agressão por três homens que estavam no mesmo bar, Marcelo já passou por uma cirurgia e permanece internado no Hospital Geral de Camaçari (HGC). “Nem no meu pior pesadelo eu imaginei que um dia pudesse ser tão violentado. Ver a morte de perto é assustador. Nos paralisa”, completou.

A titular da 18ª Delegacia, Thaís Siqueira, havia informado que obteve acesso às imagens do bar e estava identificando os autores da tentativa de homicídio. Após o comunicado, dois dos envolvidos se apresentaram. Segundo a delegada, a tentativa de homicídio foi motivada por homofobia.

 

Casal compra casa com moedas e notas que juntou em caixa de sapato


Dinheiro economizado para comprar casa - Foto: arquivo pessoal

Dinheiro economizado para comprar casa – Foto: arquivo pessoal

 

Um casal de São Paulo provou que dá pra separar um pouquinho de dinheiro todo dia, guardar e comprar a casa própria.

Myllena e Alison Silva, ambos de 26 anos, são donos de uma mercearia, em uma comunidade da cidade e começaram a guardar os trocos diariamente em um cofre improvisado, em copos e caixas de sapato.

Eles juntaram R$ 10 mil em moedas e notas e usaram as economias para dar entrada na sonhada casa própria, na mesma localidade.

“Todos os dias recolhemos o lucro. As notas de R$ 2 reservamos numa caixa de sapato. A cada dois meses, pegamos as moedas, deixando apenas dez de cada valor para não zerar (o saldo). Separamos, então, o restante, por valor, em galões de água de cinco litros”, disse Myllena ao Extra.

Myllena revelou que o casal não escolhe antecipadamente para o que vai economizar, mas quando aparece um objeto de desejo, os dois contam o valor que tem guardado para investir.

Como

Com o dinheiro que economizaram desde 2015 Myllena e Alison contam que já compraram uma moto, um terreno e a casa.

“Começamos a juntar, inicialmente moedas, em 2015. Um ano depois, tínhamos R$ 5 mil e demos como entrada num carro. As parcelas posteriores sempre pagamos com nosso trabalho. Depois disso, já usamos as economias para comprar uma casa de dois cômodos e um terreno também na comunidade”. lembra.

A casa

“A entrada desta casa de três cômodos custava R$ 15 mil. Fomos ver quanto tínhamos economizado. Eram R$ 10 mil. Para completar, demos ao vendedor uma moto, no valor de R$ 5 mil”, lembra a empreendedora.

Além do comércio, Alison trabalha também como gari na cidade de São Paulo.

Myllena se dedica apenas à mercearia, que vende alimentos e bebidas.

O casal tem dois filhos, de sete e três anos, frutos do casamento de oito anos.

Tentação de gastar

Os dois confirmam que é difícil resistir às tentações diárias de consumo e juntar dinheiro.

E revelam que não têm conta em banco.

“O meu marido não gosta de banco… há muitas taxas. É claro que, vendo as moedas, dá vontade de gastar. Eu sou mais consumista do que ele e, de vez em quando, pego algumas [de forma] escondida. Mas sei que é preciso me esforçar e vale a pena”, diz Myllena.

Quando a quantidade de moedas e notas baixa é grande, eles trocam os valores com outros comerciantes.

“A gente leva um pouco em cada mercado do bairro para trocar, quando chega a hora. Eles ficam muito felizes”, afirma Myllena.

Com informações de Extra

 

Novas manifestações no Iraque deixam mais de 20 mortos



Protesto em Najaf, no Iraque, contra a situação econômica e o governo do país — Foto: Alaa al-Marjani/Reuters

Protesto em Najaf, no Iraque, contra a situação econômica e o governo do país — Foto: Alaa al-Marjani/Reuters

Protestos nesta sexta-feira (25) contra o governo iraquiano deixaram mais de 20 mortos em Bagdá e no sul do país, onde manifestantes atacaram prédios de instituições e de partidos políticos. Segundo a agência France Presse, as vítimas fatais no fim do dia chegavam a 24. A rede Al Jazeera cita 21 mortos.

Na capital, os agentes dispararam gás lacrimogêneo para dispersar milhares de manifestantes que se reuniram nos acessos à Zona Verde, onde estão os principais órgãos do governo e a embaixada dos Estados Unidos.

A onda de protestos deflagrada no início do mês foi marcada pela violência e deixou, entre 1º e 6 de outubro, mais de 150 mortos.Com informações do G1.

Um manifestante joga uma lata de gás lacrimogêneo durante um protesto contra corrupção, falta de emprego e serviços ruins, em Bagdá, nesta sexta ( — Foto: Reuters/Thaier Al-Sudani

Um manifestante joga uma lata de gás lacrimogêneo durante um protesto contra corrupção, falta de emprego e serviços ruins, em Bagdá, nesta sexta ( — Foto: Reuters/Thaier Al-Sudani

Segundo números oficiais, a maioria das vítimas é de manifestantes.

No poder há um ano, o governo de Adel Abdel Mahdi decretou a mobilização geral das forças de segurança a partir da noite de quinta-feira para conter os distúrbios.

Os protestos denunciam a corrupção e exigem empregos e serviços públicos de qualidade em um país rico em petróleo, mas onde falta eletricidade e água potável.

Istoé declara guerra ao clã Bolsonaro


Em uma dura reportagem sobre a família Bolsonaro, a Istoé aponta uma “uma assombrosa malha de práticas criminosas”. A revista também cita uma “poderosa rede de milicianos digitais”, bem como lua de mel e carro blindado de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) pagos com dinheiro público

(Foto: Esq.: ABR / Dir.: Reprodução)

247 – Em uma dura reportagem sobre os bastidores da presidência da República, a revista IstoÉ afirma ter descoberto uma “uma assombrosa malha de práticas criminosas que já levaram no Brasil, legal e legitimamente, à abertura de processos de impeachment do mais alto mandatário da Nação”

Assinada pelo jornalista Germano Oliveira, matéria também aponta uma a “manutenção de uma poderosa rede de milicianos digitais operados diretamente pelo Planalto, promíscuo fato que joga na marginalidade a República brasileira, transformando-a em republiqueta de fundo de quintal”. “Ou, melhor: fazendo da República uma associação criminosa de milicianos”, diz o texto.

A “quadrilha digital”, termo usado na reportagem, seria chefiada por Dudu Guimarães, assessor parlamentar do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). De acordo com o texto, “Dudu é o responsável pelo falso perfil Snapnaro, e há outros perfis, igualmente falsos, comandados pelos Bolsonaros – como Bolsofeios, Bolsonéas e Pavão Misterioso”.

O grupo é coordenador pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) e pelo assessor internacional da Presidência do Brasil, Filipe Martins. Também é formado por três funcionários públicos que operam na criação de notícias favoráveis ao atual ocupante do Planalto, mas também produzem fake news e dossiês contra desafetos, estejam eles dentro ou fora do governo. São eles: Tércio Arnaud Tomaz, José Mateus Salles Gomes e Mateus Matos.

Negligência com dinheiro público

A revista informa que Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) usou dinheiro público para a sua lua de mel. A advogada Karina Kufa, contratada pelo PSL a pedido do congressista, teria sido a responsável por acertar os detalhes da viagem. O filho de Jair Bolsonaro Eduardo se casou com Heloísa Wolf no dia 25 de maio, no Rio de Janeiro, com as despesas pagas por amigos, mas faltava comprar as passagens para as Ilhas Maldivas. Karina teria ligado para Antonio Rueda, vice-presidente nacional do PSL, pedindo dinheiro do fundo partidário.

“As mesmas fontes, checadas com dois deputados do PSL ligados a Rueda, confirmaram a informação já citada acima de que até carro blindado de Eduardo é pago com o erário”, diz a reportagem.

Comprar de cargos

A matéria aponta, ainda, as recentes brigas internas do PSL envolvendo o presidente nacional da sigla, Luciano Bivar, envolvido num esquema de candidaturas laranjas. Bolsonaro também foi flagrado pedindo a aliados que tirassem o Delegado Waldir (GO) da liderança do PSL na Câmara. joice hasselmann (PSL-SP) também deixou a liderança do governo por ter apoiado a permanência de Waldir no cargo. O delegado foi favorável à criação das CPIs da Lava Toga e Fake News.

Até mesmo Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador FLávio Bolsonaro (PSL-RJ), gravou um áudio divulgado por grupos de Whatasapp, no qual indica que continua influente na divisão de empregos públicos, com direito à “rachadinhas”. “Tem mais de 500 cargos lá, cara, na Câmara, no Senado… Pode indicar para qualquer comissão, alguma coisa, sem vincular a eles (família Bolsonaro) em nada. Vinte continho pra gente caía bem pra c…”, afirma.

“Pô, cara, o gabinete do Flávio faz fila de deputados pra conversar com ele. Faz fila. É só chegar, meu irmão: nomeia fulano aí, para trabalhar contigo. Salariozinho bom desse aí, cara, pra gente que é pai de família, p…, cai como uma uva”, continua.

Queiroz desviou mais de R$ 1,2 milhão dos funcionários do gabinete de Flávio quando ele era deputado estadual no Rio de Janeiro.

Delegado vira réu em processo por queimar 12 corpos em usina durante a ditadura militar


Medina
Crédito da Foto: divulgação

A Justiça do Rio abriu processo contra um ex delegado, acusado de ocultar e destruir 12 corpos de militantes, durante o período da ditadura militar.

Segundo o UOL, Cláduio Antônio Guerra, 79, admitiu ter cometido os crimes à Comissão Nacional da Verdade e ao Ministério Público Federal (MPF).Ainda de acordo com o portal, Guerra colaborava com o Centro de Informações do Exército.

Ele foi acusado pela Justiça Federal em 31 de julho deste ano, e na última terça (22/10), a denúncia foi recebida pela juíza federal substituta Flávia Rocha Garcia. Para a magistrada, “a ocultação de cadáveres no contexto apresentado pela denúncia é crime contra a humanidade” e, por isso, não cabe prescrição.

A informação é que as vítimas foram assassinadas na Casa da Morte, centro clandestino de tortura que funcionava em Petropólis, no Rio, e no Doi-Codi, que atuava como braço de repressão do exército. Os corpos eram queimados em fornos industriais da Usina Cambahyba, em Campos.

 

Brumado: Processo de cassação de prefeito ‘desaparece’ após ser postado em agência dos Correios


Gestor e vice tiveram mandatos cassados pela Justiça no dia 17 de setembro

[Brumado: Processo de cassação de prefeito 'desaparece' após ser postado em agência dos Correios]
Foto : Huan Nunes l 97NEWS

O processo que resultou na cassação do prefeito de Brumado, Eduardo Vasconcelos (PSB), desapareceu da agência dos Correios da cidade, após ter sido postado para ser encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

De acordo com a coluna Tempo Presente, do jornal A Tarde, a própria agência dos Correios atestou o “sumiço”. O cartório em Brumado já havia digitalizado o processo e agora pede autorização para mandar a via digital.

Além do prefeito, o vice-prefeito da cidade, Édio Pereira (PCdoB), teve o mandato cassado pela Justiça no dia 17 de setembro, devido a gastos ilegais nas eleições de 2016. A condenação foi feita pelo juiz Genivaldo Alves Guimarães, da 90ª Zona Eleitoral do município. Por Metro1.

Mãe é acusada de matar filha e mentir sobre saúde da menina para ganhar dinheiro e fama


Além de arrecadar fundos para o tratamento da menina em uma vaquinha virtual, a família participou de inúmeros programas de televisão

 

Olivia Gant ficou famosa nos Estados Unidos após a mãe dela, Kelly Turner, de 41 anos, criar uma lista de desejos para que a menina realizasse antes da morte. Kelly dizia que a filha sofria de uma doença sem cura em estágio terminal. Além de arrecadar fundos para o tratamento da menina em uma vaquinha virtual, a família participou de inúmeros programas de televisão e teve alguns dos sonhos da lista realizados por várias instituições. Olivia morreu em agosto de 2017, aos sete anos, mas nesta semana a história dela sofreu uma reviravolta. A polícia do estado do Colorado prendeu Kelly sob a acusação de ter assassinado a própria filha, mentir sobre o estado de saúde da menina e se aproveitar dela para conseguir dinheiro e fama.
A acusação é baseada em uma autópsia e no depoimento de 11 médicos que asseguraram que Olivia não tinha uma doença terminal. Os profissionais disseram inclusive que a sonda que a menina usava para se alimentar era desnecessária. Quando Olivia faleceu, a mãe contou que o intestino da criança parou de funcionar.
O próprio departamento de polícia foi uma das organizações que realizou um desejo de Olivia. Ela se dizia “apaixonada pela corporação” e se transformou em policial por um dia. Além de ganhar um uniforme, a menina participou de rondas pela cidade com um agente de segurança. Um dos momentos mais lembrados da vida da menina foi a realização de uma festa à fantasia. Ela dizia ter o sonho de ser uma “Bat princesa” e conseguiu cerca de 20 mil dólares para realizar a celebração.

Representantes da organização Make-A-Wish do Colorado, que organizaram a festa, disseram por meio de nota que estão “profundamente perturbados” com as acusações. A instituição que é conhecida por realizar desejos de crianças com saúde debilitada disse que pretende acompanhar o caso de perto, na esperança de saber exatamente o que aconteceu. “À medida que procuramos entender mais sobre as circunstâncias que levaram à morte de Olivia, lembramos com carinho de seu espírito e esperamos que a realização de seu desejo tenha trazido alegria à sua vida trágica”, diz o comunicado.

Mais um caso de sarampo é confirmado na Bahia e número chega a 23


Maioria dos casos confirmados são na cidade de Santo Amaro, no recôncavo baiano

[Mais um caso de sarampo é confirmado na Bahia e número chega a 23]
Foto : Jefferson Peixoto/ Secom

Boletim divulgado ontem (24) pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) apontou mais um caso confirmado de sarampo no estado. O registro foi na cidade de Ituberá, baixo sul da Bahia.

Com isso, o número de ocorrências confirmadas da doença no estado chega a 23. O número corresponde ao levantamento feito até o dia 19.

O último balanço da secretaria havia sido divulgado no dia 17.

Entre os 23 casos de sarampo confirmados no estado, 12 são em Santo Amaro, 5 em Gandu, 2 em Ituberá, 1 em Jacobina, 1 em Palmeiras, 1 em Salvador e 1 em Andorinha.

Do total de casos, cinco são importados, ou seja, a contaminação foi em outras localidades fora da Bahia, mas a notificação ocorreu durante a estadia no estado. Esses casos são em Porto Seguro (1), Salvador (1), Souto Soares (1) e Caetité (2).

Até o momento, foram notificados ainda 584 casos suspeitos de sarampo. Do total, 310 foram descartados e 23 confirmados. Outros 251 seguem em investigação.

Alunos de escola militar são obrigados a ficar nus em Goiás


Meninos e meninas de escola militar em Goiás são obrigados a ficar completamente nus e pais denunciam abusos ao Ministério Público. Aluna relata que não quer mais “voltar para a escola”

colégio militar estudantes nus
(Imagem ilustrativa. Reprodução/Exército)

O Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) instaurou procedimento para apurar uma revista íntima feita em cerca de 40 alunos e alunas de um colégio militarizado na cidade de Goiás, a 130km de Goiânia. As denúncias partiram dos pais dos adolescentes.

De acordo com a denúncia, os estudantes foram obrigados a ficar nus para que policiais militares os inspecionassem. Os meninos e meninas têm, em média, 14 anos de idade.

O MPGO confirmou a denúncia e informou que aguarda informações do Conselho Tutelar para dar prosseguimento ao caso. Após a reação das famílias, a Polícia Militar de Goiás afastou o diretor e dois PMs.

Os relatos são de que a revista ocorreu após a suspeita de que um aluno do colégio estaria envolvido com tráfico de drogas. Estudantes do 9° ano, então, foram levados um a um ao banheiro, onde, na frente de um policial, tiveram que de despir, tirando, inclusive, as peças íntimas. No caso das meninas, cuja revista foi conduzida por uma PM, elas ainda foram orientadas a se agachar cerca de cinco vezes.

Em depoimento à TV Anhanguera, algumas das alunas que passaram pela revista relataram o caso. “Foi muito constrangedor, um momento de muito desconforto. Ficar pelada na frente de um adulto, que você não conhece”, lamentou uma. “Eu não quero ir para a escola mais, pela vergonha que passei”, afirmou uma outra.

De acordo com a vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, Adolescente e Juventude da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional DF (OAB/DF), Raquel Fuzaro, jamais os adolescentes devem ser expostos a situações constrangedoras.

“Nessas situações, a escola deve buscar auxílio das autoridades competentes. Se for caso de tráfico de drogas, encaminhar a denúncia para a delegacia competente. Se houver suspeita de que alunos estão envolvidos com drogas, comunicar à família e ao Conselho Tutelar, para que juntos possam buscar os serviços de atendimentos”, explica.

Com informações do Correio Braziliense