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Brad Pitt constrói 109 casas para pessoas carentes


Brad Pitt constrói 109 casas para pessoas carentes

Brad Pitt é um ator e produtor norte-americano, conhecido por suas grandes atuações e também pelo amplo trabalho social ao redor do mundo. Além de possuir ONG’s em parceria com outros atores e famosos, Brad Pitt está constantemente engajado em lutas sociais e sempre ouvimos notícias de suas doações milionárias para organizações sociais. Brad Pitt constrói 109 casas para pessoas carentes

Apesar de não exigir que suas ações sejam veiculadas pela imprensa, é sempre bom relembrarmos algumas de suas atitudes que trouxeram esperança e dignidade para pessoas em estado de fragilidade.

Uma de suas iniciativas foi construir 109 casas para pessoas que ficaram desabrigadas após o furacão Katrina, que atingiu Nova Orleans em 2005, devastou milhares de casas, empresas, prédios e edifícios.

Depois dessa catástrofe, muitas famílias perderam tudo, e não tinham dinheiro para recomeçar suas vidas. Brad Pitt, então, decidiu que deveria ajudar, e criou a fundação Make It Right, para ajudar a reconstruir casas e dar novos lares à essas pessoas. O projeto contou com a participação de 13 empresas de arquitetura e com a organização ambiental Global Green USA. Além disso, muitas empresas doaram serviços. Brad Pitt e o filantropo Steve Bing ofertaram, cada um, cinco milhões em doações para a fundação.Ao lado de grandes arquitetos, como Shigeru Ban,Thom Mayne e até Frank Gehry, o ator conseguiu reconstruir 109 casas destruídas.

Um detalhe, além de lindas e funcionais, as casas também são ecológicas, promovendo a preservação do meio ambiente.

Um detalhe especial

Brad quis que as pessoas beneficiadas pelas casas pudessem expressar sua opinião sobre seus novos lares. Elas tinham perdido o controle sobre tantas coisas depois do furacão, mas o ator fez questão de que nesse momento elas pudessem fazer escolhas para si mesmas.Assim, todos os moradores puderam escolher algumas coisas sobre suas novas casas, como cor e altura. Além disso, para garantir a segurança contra futuras inundações, as casas foram construídas sobre palafitas.As casas foram construídas com materiais da melhor qualidade. Brad não economizou e proporcionou a essas pessoas o melhor que o seu orçamento permitiu. As casas, que são diferentes entre si, são muito bonitas, tanto por dentro quanto por fora e foram entregues mobiliadas com eletrodomésticos, móveis, tudo aquilo que se pode precisar num lar.Brad Pitt fez questão de entregar casas de boa qualidade para que essas pessoas não ficassem presas em um “ciclo de pobreza”. O projeto custou 26.8 milhões de dólares no total, e cada casa custou em média 150.000 dólares. Um grande investimento, que proporcionou uma chance de recomeçar para muitas pessoas.

Veja algumas fotos abaixo.

Brad Pitt constrói 109 casas para pessoas carentes

Brad Pitt constrói 109 casas para pessoas carentes

Brad Pitt constrói 109 casas para pessoas carentesBrad Pitt constrói 109 casas para pessoas carentes

Brad Pitt constrói 109 casas para pessoas carentes
Brad Pitt constrói 109 casas para pessoas carentes

É muito legal quando pessoas influentes se unem para ajudar aqueles que precisam. Que atitudes como essa se multipliquem!

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Mulher é presa no interior da Bahia ao tentar vender filho por R$ 5 mil


O menino informou à policia civil que o homem havia prometido leva-lo para o Japão.

[Mulher é presa no interior da Bahia ao tentar vender filho por R$ 5 mil]
Foto : Cecílio Junior / Ônibus Brasil

Por Kamille Martinho

Uma mulher confessou que iria vender o filho de 12 anos para um homem na rodoviária de Santa Maria da Vitória, no oeste da Bahia. Segundo a polícia civil,  a mulher entregaria o menino em troca de R$ 5 mil.

De acordo com a polícia, a mulher, identificada como Maria Roque Rocha, deixou o filho no local e foi embora. A polícia começou as buscas por Maria após imagens da câmera de segurança da rodoviária serem coletadas.

Maria Rocha retornou os telefonemas da polícia, por volta das 17h30, afirmando que tinha sido sequestrada e que estava na rodoviária de Bom Jesus da Lapa. Maria foi presa no local. Ela manteve a versão do sequestro inicialmente, mas depois confessou que entregaria o filho para um homem, identificado como Sinvaldo Lima Vieira

Ainda segundo a Polícia Civil, o menino informou aos agentes que o homem havia prometido leva-lo para o Japão.

O homem apontado como suspeito de negociar a compra da criança é procurado pela polícia.

 

 

Contra o preconceito, mulheres fazem ato ‘Vai Ter Gorda na Praia’ em Itapuã, em Salvador


Por G1 BA

É o quinto ato, nomeado de "Vai Ter Gorda na Praia", que acontece na capital baiana desde que o movimento começou, em janeiro de 2016. — Foto: Arquivo Pessoal

É o quinto ato, nomeado de “Vai Ter Gorda na Praia”, que acontece na capital baiana desde que o movimento começou, em janeiro de 2016. — Foto: Arquivo Pessoal

 

O movimento “Vai Ter Gorda” reuniu mulheres na praia de Itapuã, em Salvador, neste domingo (13), em combate ao preconceito sofrido pelas pessoas que estão acima do peso, a chamada “gordofobia”.

“O movimento começou em 2016 e este ano completa três anos de existência. O grupo surgiu com o intuito de combater a gordofobia, a valorização das mulheres gordas”, disse Adriana Santos, organizadora do grupo.

Segundo ela, o histórico de luta do movimento se baseia em ações de reivindicações de políticas públicas para tirar as mulheres gordas de uma exclusão do mercado de trabalho, além de abraçar outras demandas dos direitos humanos.

Movimento "Vai Ter Gorda" reuniu mulheres na praia de Itapuã, em Salvador, neste domingo (13), em combate ao preconceito sofrido pelas pessoas que estão acima do peso. — Foto: Arquivo PessoalMovimento "Vai Ter Gorda" reuniu mulheres na praia de Itapuã, em Salvador, neste domingo (13), em combate ao preconceito sofrido pelas pessoas que estão acima do peso. — Foto: Arquivo Pessoal

Movimento “Vai Ter Gorda” reuniu mulheres na praia de Itapuã, em Salvador, neste domingo (13), em combate ao preconceito sofrido pelas pessoas que estão acima do peso. — Foto: Arquivo Pessoal

Desde que o movimento começou, em janeiro de 2016, este é o quinto ato do “Vai Ter Gorda na Praia” em Salvador.

“O intuito de levar as mulheres gordas, em especial, para as praias, sejam elas de biquíni, maiôs, ou da maneira que quiserem ir, é para reafirmar, mais uma vez, que não existe padrão estético ou corporal”.

Segundo Adriana, a ação também é para chamar atenção para o direito das mulheres gordas ocuparem espaços públicos, sem sofrer discriminação.

“A gente precisa romper essas barreiras do preconceito, da discriminação e dizer um não à gordofobia”, concluiu.

Desde que o movimento começou, em janeiro de 2016, este é o quinto ato do "Vai Ter Gorda na Praia" em Salvador. — Foto: Arquivo Pessoal

Desde que o movimento começou, em janeiro de 2016, este é o quinto ato do “Vai Ter Gorda na Praia” em Salvador. — Foto: Arquivo Pessoal

Ação também é para chamar atenção para o direito das mulheres gordas ocuparem espaços públicos, sem sofrer discriminação. — Foto: Arquivo Pessoal

Ação também é para chamar atenção para o direito das mulheres gordas ocuparem espaços públicos, sem sofrer discriminação. — Foto: Arquivo Pessoal

Gilberto Gil terá que devolver R$ 1 milhão da Lei Rouanet


Gilberto Gil

Gilberto Gil e a Lei Rouanet

‘Chuva de aranhas’ assusta moradores em Minas Gerais


Bichos pareciam cair do céu; especialistas atribuem fenômeno ao calor intenso dos últimos dias

Moradores de Espírito Santo do Dourado, no sul de Minas Gerais, levaram um susto nesta semana ao se depararem com uma teia de aranha gigante na zona rural da cidade. Como os fios eram muito finos e difíceis de observar contra o sol, a impressão era de que estava chovendo aranhas do céu.

O fenômeno ocorreu no último domingo, 6, e foi registrado em vídeos por moradores. As imagens mostram uma grande quantidade de aranhas em teias ligadas a postes, fios e árvores.

Aranhas pareciam cair do céu
Aranhas pareciam cair do céu

Foto: João Pedro Martinelli / Reproduçã

“Não era apenas em volta daqui, tinha muito mais teia do que as que aparecem no vídeo”, contou João Pedro Fonseca, que filmou os aracnídeos de perto da casa da avó. “Já tinha visto muitas aranhas assim por aqui outras vezes e é assustador”, comentou Solange Silva, outra moradora da região.

Calor

Especialistas explicam que esta espécie tem um veneno que não costuma representar perigo – ao contrário, vem sendo usado no desenvolvimento de remédios para tratar problemas como as convulsões. Ainda assim, alertam que é bom não mexer com elas.

Apesar de ser algo incomum entre as aranhas, as desta espécie, quando jovens, costumam se juntar em teias gigantes para obter um número maior de presas e garantir a sobrevivência. E isso costuma ocorrer em épocas de muito sol e alta umidade.

Militares e a reforma da Previdência: “Excluam-nos fora dessa”. Por Miguel Enriquez


Bolsonaro participou da formatura de uma turma de paraquedistas e conversou com generais do Exército
Fernando Souza / AFP

 

POR MIGUEL ENRIQUEZ DCM

“Farinha pouca, meu pirão primeiro”, reza um velho dito popular. Pouco utilizado hoje em dia, o ditado ganha vida nova para  definir à perfeição a postura dos militares brasileiros diante da polêmica proposta de reforma da Previdência, definida por 10 entre 10 integrantes do novo governo e seus apoiadores da mídia corporativa e do chamado mercado, como o fator decisivo para recuperar a economia e recolocar o País na rota do crescimento.

Em princípio, a caserna em peso, hoje reinstalada no poder, é favorável à uma revisão radical das regras do sistema previdenciário, com o corte de benefícios, redução da idade de aposentadoria para homens e mulheres e eliminação de privilégios, sobretudo os concedidos aos servidores públicos, entre outras providências.

Com um pequenino porém. Como diria o seu Peru, um antigo personagem da Escolinha do Professor Raimundo, célebre programa humorístico do grande Chico Anísio, a turma de farda dá “o maiorrr apoio” aos planos do ministro da Economia Paulo Guedes. Desde, é claro, que fique de fora dessa.

Simples assim. 

Essa defesa empedernida da preservação das vantagens adquiridas pela caserna ganhou força na última semana. Como se fosse uma ação orquestrada, por exemplo, na quarta-feira (9), três ocupantes de postos de comando (dois ministros e o comandante da Marinha) defenderam os interesses corporativistas. 

“Todos pediram para deixar os benefícios dos militares de fora das mudanças: o novo ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva; o comandante da Marinha, almirante Ilques Barbosa; e o ministro-chefe da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto dos Santos Cruz”, registrou o jornal O Estado de S. Paulo.

Ilustre desconhecido da esmagadora maioria do povo brasileiro, o  comandante da Marinha, almirante de esquadra Ilques Barbosa Júnior, que ganhou uma fulminante notoriedade ao revelar à nação, em seu discurso de posse, que o Brasil e os Estados Unidos estiveram juntos em “três guerras mundiais”,  foi o mais veemente defensor da blindagem às supostas peculiaridades dos homens e mulheres de farda. 

“Nós não temos Previdência, mas, sim, proteção social dos militares”, afirmou Barbosa Junior, em conversa com jornalistas após cerimônia de transmissão do cargo, realizada no Clube Naval, em Brasília, com a presença do presidente Jair Bolsonaro e de seu vice Hamilton Mourão.Na ocasião, o almirante  aproveitou para esclarecer que o terceiro conflito mundial a que se referia era a “Guerra Fria”, protagonizada pelos Estados Unidos e pela então União Soviética, entre 1945 e 1991.

Ainda de acordo com o Estadão, questionado sobre o aumento da idade para a aposentadoria da categoria, o comandante da Marinha disse que o tema é relevante, mas que ainda não possui opinião formada. “O tema, para nós que precisamos de higidez física para combate, para atuação, garantia de lei e da ordem, é importante. Temos que contribuir com o nosso país”. 

 

A exemplo da maioria dos seus pares, Barbosa Júnior apela para as tais peculiaridades da carreira militar para defender a manutenção dos privilégios.

“Fui incansável no esforço de comunicar as peculiaridades da nossa profissão, que as diferenciam das demais, fundamentando a necessidade de um regime diferenciado, visando assegurar adequado amparo social aos militares das Forças Armadas e seus dependentes”, afirmou.

Evidentemente, a carreira militar se distingue da maior parte das categorias do setor público. Seus integrantes estão sujeitos a mudanças constantes de local de trabalho, muitas vezes em regiões remotas do país, não recebem horas extras, não têm direito à greve e devem estar preparados para enfrentar eventuais inimigos externos e internos.

Nesse caso, a melhor contribuição para enfrentar o problema, seria a comparação com o tratamento dado às Forças Armadas de  outros países. Com as dos Estados Unidos e Reino Unido, por exemplo. 

Como se sabe, os militares americanos e britânicos têm se envolvido ao longo dos anos, em um número muito maior de conflitos ao redor do mundo, do que seus colegas brasileiros, correndo, portanto, muito mais risco de vida. 

O que não é exatamente o caso dos brasileiros, que desde a Segunda Guerra Mundial praticamente foram poupadas de confrontos armados no exterior, com exceção das Missões de Paz da OEA e da ONU ( Canal de Suez, em 1963, República Dominicana, em 1965, Haiti, de 2004 a 2017). Do ponto de vista da defesa do território nacional, o último grande desafio foi a Guerra do Paraguai, em 1865, vencida pelo saudoso Duque de Caxias.

Mesmo assim, a despeito da relativa vida mansa das últimas décadas, no confronto com o tratamento dado às carreiras de americanos e britânicos fica evidenciado o tratamento privilegiado e protecionista da concedido aos militares brasileiros, mostra um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), divulgado em 2017.

No Brasil, os militares de ambos os sexos, têm direito à aposentadoria com vencimentos integrais, estendida às pensões de suas viúvas ou viúvos, com apenas 30 anos de serviço. Com isso, a maioria (55%) se aposenta entre 45 e 49 anos, ainda em boa forma física e intelectual. Enquanto entre eles predominam os quarentões, no INSS o maior contingente de aposentados é de sessentões, que representam 49% do total,

Ao contrário do Brasil, cujo sistema de carreira e aposentadoria militar data dos anos 1960, os Estados Unidos e Reino Unido promoveram uma reforma nos seus, em 2015, e 2013, respectivamente. 

Nos Estados Unidos, o tempo mínimo para aposentadoria varia de 20 a 30 anos de atividade. No primeiro caso, o militar tem direito ao equivalente a 50% do último vencimento na ativa. Com 30 anos, a fatia aumenta para 60%. Já em caso de morte, a pensão da viúva ficará em 50% da aposentadoria do cônjuge, ao contrário do que acontece no Brasil, onde é integral.

Ainda conforme o trabalho do TCU, nos Estados Unidos, bem como no Reino Unido, o pagamento integral da pensão ou aposentadoria só acontece por morte em serviço ou invalidez. permanente do militar.

No Reino Unido, a idade exigida para a aposentadoria é de 65 anos. Caso o candidato  tenha 30 anos de serviço ativo, receberá 63% do salário, Sua viúva ou viúvo, também  ao contrário do que ocorre no Brasil, receberá 62,5% dos proventos do aposentado. 

Incomodado, em documento oficial, o Ministério da Defesa considerou que a comparação com os Estados Unidos não é válida. Os argumentos: na terra de Trump, os militares recebem educação de alta qualidade. Além disso, têm direito a descontos em determinados impostos.

Então, que tal compararmos com Portugal, nosso avozinho, cujos militares, ao contrário de seus camaradas da Pindorama,   estiveram metidos numa sangrenta guerra em suas colônias africanas, entre 1961 e 1974?  Em Portugal, a idade mínima exigida é de 55 anos e a aposentadoria, após 30 anos de atuação, representa 83% do salário da ativa.

Nesses países, principalmente nos Estados Unidos e Reino Unido é bem provável que as peculiaridades da atividade de seus militares, ainda hoje guerreiros em tempo integral, sejam bem mais peculiares em relação ao restante da sociedade, do que as peculiaridades dos militares brasileiros, que certamente são menos sacrificantes do que as de seus irmãos de armas de além mar. 

Essas diferenças nos mimos e benesses concedidos aos soldados de Caxias, são ainda mais incompreensíveis, quando se examina os custos de tanta benemerência para os cofres públicos.

Portanto, por qualquer ângulo que se avalie, a exclusão dos militares da reforma da Previdência, não tem o menor sentido, a não ser instalar definitivamente uma casta de privilegiados no país. O que, diga-se, será um tiro no pé para os defensores da reforma da Previdência.

Por isso mesmo, Guedes e sua equipe defendem fervorosamente  a inclusão dos militares na reforma, convencidos de que Bolsonaro, como ex-capitão do Exército, deveria dar o exemplo, justamente quando pede sacrifícios à população que será afetada por ela.

Não por acaso, no exato momento em que se exacerbam as divergências no governo quanto ao caminho a seguir, o Estadão publica em sua edição desta quinta feira uma reportagem mostrando que o rombo da previdência dos militares cresceu mais do que o do INSS, no ano passado.

Os números são, de fato, alarmantes. Segundo o jornal, entre janeiro e novembro de 2018, o déficit da previdência dos militares cresceu nada menos de 12,8%, cerca de quatro vezes a inflação do período, batendo na casa dos R$ 40,5 bilhões. Já o déficit dos aposentados pelo INSS aumentou 7,4%, chegando a R$ 200 bilhões.

Detalhe: com apenas 378 mil beneficiários (dados do TCU para 2016), o rombo do dito “sistema de proteção social” dos militares, evocado pelo almirante Barbosa Júnior, representa nada menos de um quinto do déficit das pensões e aposentadorias de 26,9 milhões de inativos, abrigados sob o guarda-chuva do INSS.

 

VEJA A REPORTAGEM SOBRE A POSSE DE MADURO PELA DW.


Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, tomou posse nesta quinta-feira (10/01), em Caracas, para um segundo período de seis anos na presidência depois de vencer as polêmicas eleições de maio passado.

Maduro prestou juramento perante o Supremo Tribunal de Justiça, e não perante a Assembleia Nacional, controlada pela oposição e cuja legitimidade o presidente não reconhece e que acusa de afrontar sentenças do tribunal.

O juramento, segundo o próprio presidente, foi um compromisso com o qual procura “defender a independência e a integridade absolutas da pátria, levar prosperidade social e econômica ao nosso povo e construir o socialismo do século 21”.

Em seu discurso, Maduro acusou os Estados Unidos e seus “governos-satélites” de promover uma campanha de manipulação há mais de 20 anos para “manchar a imagem da revolução venezuelana” e afirmou que seu país se encontra “no centro de uma guerra mundial do imperialismo”.

“A oligarquia e o imperialismo, que tantas ditaduras impôs no nosso continente durante todo o século 20, trata de desfigurar a nossa história política e pessoal. É perita em impor campanhas”, ressaltou Maduro.

No discurso, o líder venezuelano atacou também o presidente Jair Bolsonaro, a quem chamou de fascista e representante do extremismo de direita.

“Não podemos economizar adjetivos para o caso de uma direita como a venezuelana, que já infectou a direita latino-americana e caribenha com seu fascismo, sua intolerância e seu extremismo. Vejamos o caso do Brasil e a ascensão de um fascista como o presidente Jair Bolsonaro”, afirmou.

Maduro disse ainda que a Venezuela é uma democracia com alto grau de participação popular. “Poderíamos dizer que a democracia foi refundada há anos com a Constituinte e a Constituição de 1999. Em 19 anos na Venezuela realizaram-se 25 eleições para todos os cargos, inclusive o primeiro referendo revogatório da história política da humanidade”, acrescentou.

Maduro afirmou também que os manifestantes franceses conhecidos como “coletes amarelos” têm simpatia por ele e disse que o grupo inclusive lhe enviou um colete de presente. Entre aplausos de seus partidários, o presidente cogitou ainda a possibilidade fundar uma seção dos “coletes amarelos” da Venezuela. “Porque somos os rebeldes, somos os rebeldes do mundo.”

A legitimidade do segundo mandato de Maduro foi questionada pela oposição venezuelana e por vários governos estrangeiros que não reconhecem os resultados das eleições de maio do ano passado.

A maioria da oposição venezuelana não participou do pleito, ou porque o considerava fraudulento ou porque seus principais líderes estavam presos ou impossibilitados de concorrer. A presença de observadores internacionais não foi permitida.

O presidente obteve 5.823.728 votos, com uma participação de 8,6 milhões de eleitores dos mais de 20 milhões que estavam aptos a votar, o que representou a maior abstenção da história venezuelana. As eleições de maio foram convocadas pela Assembleia Nacional Constituinte, uma espécie de parlamento alternativo formado apenas por apoiadores do governo e não reconhecida pela maioria dos países.

Nenhum representante da União Europeia (UE) ou de seus países-membros esteve presente na cerimônia de posse. A posição oficial do bloco é que as eleições não foram nem livres nem justas. Também por não reconhecer a legitimidade do novo governo, a maioria dos países da América Latina não enviou nenhum representante à posse, da mesma forma que os Estados Unidos.

O governo brasileiro também não estava representado. Já a presidente do maior partido da oposição, o PT, Gleisi Hoffmann, viajou para Caracas para assistir à cerimônia e “levar o apoio do PT ao povo venezuelano”.

Entre os presentes na posse de Maduro estavam, no entanto, os presidentes da Bolívia, Evo Morales; da Nicarágua, Daniel Ortega; de Cuba, Miguel Díaz-Canel; e de El Salvador, Salvador Sánchez Cerén. Além deles, Turquia, Rússia, Belarus, China, Líbano e Moçambique enviaram representantes para a cerimônia, entre outros países.

Críticas internacionais

Após a posse de Maduro, Washington reiterou que não reconhece a legitimidade do governo venezuelano. “Os Estados Unidos não reconhecerão a posse ilegítima da ditadura de Maduro. Continuaremos a aumentar a pressão sobre este regime corrupto, apoiaremos a Assembleia Nacional e pediremos liberdade e democracia para a Venezuela”, escreveu o assessor de segurança nacional da Casa Branca, John Bolton, no Twitter.

A União Europeia afirmou que Maduro inicia um novo mandato sem base em eleições democráticas e lamentou que a Venezuela ignore o pedido internacional para a realização de um pleito em conformidade com as normas democráticas reconhecidas internacionalmente e com a ordem constitucional do país.

Durante uma reunião extraordinária, por 19 votos a favor, seis contra e oito abstenções, a Organização de Estados Americanos (OEA) decidiu nesta quinta-feira “não reconhecer a legitimidade” do segundo mandato de Maduro, e apelou para a realização de novas eleições “numa data próxima”, com observadores internacionais.

O presidente do Paraguai, Mário Abdo Benítez, rompeu as relações diplomáticas com a Venezuela e mandou fechar a embaixada paraguaia em Caracas.

“O Paraguai reafirma a sua condenação à ruptura da ordem constitucional e do Estado de Direito na República Bolivariana da Venezuela, dando pleno apoio e reconhecimento à Assembleia Nacional, eleita legitimamente em dezembro de 2015”, afirmou, em comunicado emitido nesta quinta-feira.

Benítez disse que dará um prazo aceitável para a retirada do corpo diplomático venezuelano do Paraguai. O país destacou que não reconhece o governo de Maduro e expressou solidariedade aos venezuelanos.

Em reação à posse, o Peru chamou para consultas em Lima a encarregada de negócios na embaixada peruana em Caracas, Rosa Álvarez. Há anos, a diplomata era quem comandava a embaixada, depois de o Peru ter retirado o embaixador do país devido a diferenças políticas.

O Ministério do Exterior peruano também confirmou a proibição da entrada de Maduro e centenas de integrantes de seu governo no Peru.

Em comunicado, o Itamaraty considerou o segundo mandato de Maduro ilegítimo e reafirmou seu apoio à Assembleia Nacional. “O Brasil confirma seu compromisso de continuar trabalhando para a restauração da democracia e do estado de direito na Venezuela, e seguirá coordenando-se com todos os atores comprometidos com a liberdade do povo venezuelano”, conclui o texto.

Na semana passada, o Grupo de Lima, formado por Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Guiana, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Santa Lúcia, aprovou, com a exceção do México, uma declaração na qual anuncia que esses países não reconhecem o novo governo de Maduro.

“Sequestro institucional”

O Parlamento venezuelano, de maioria opositora, pediu a todas as forças democráticas do país que unam esforços para se opor ao “sequestro institucional” da Venezuela por Maduro.

Numa teleconferência organizada pelo think tank americano Atlantic Council, o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, afirmou que a nação passa por uma desmontagem do Estado de Direito que é fruto da “usurpação de poder” conduzida por Maduro.

Ele denunciou a repressão e perseguição do regime a oposicionistas. “Há 300 presos políticos e 169 militares detidos, há deserções nas Forças Armadas”, assegurou.

A Venezuela passa por uma profunda crise social, política e econômica, com inflação de quase 1.700.000% ao ano, falta de produtos e remédios e a fuga de 3 milhões de habitantes, a maioria para a Colômbia e o Brasil. Maduro acusa os Estados Unidos, países aliados dos americanos e empresários venezuelanos de fazerem uma “guerra econômica” contra o seu governo e a Venezuela.

 

Ele disse que não descarta “ações radicais” contra o Parlamento e dirigentes opositores em seu novo governo e que apoiaria a Assembleia Nacional Constituinte se ela decidisse dissolver o Parlamento e convocar uma nova eleição para renová-lo.

“Se a ANC, para enfrentar o golpe de Estado [que Maduro alega estar em andamento contra seu governo], a rebelião e a ilegalidade, decidisse em algum momento antecipar as eleições, amém, iríamos todos às eleições”, disse o presidente venezuelano, que disse preferir o diálogo para pôr fim à crise política e econômica na Venezuela.

O líder venezuelano já afirmou que os EUA pretendem matá-lo e “impor um governo ditatorial” na Venezuela, com o apoio do Brasil e da Colômbia. Nesse contexto, ameaçou nesta quarta-feira os países do Grupo de Lima com “as mais urgentes e duras medidas diplomáticas” se não voltarem atrás, em até 48 horas, na declaração em que instam o chavista a não tomar posse e a transferir o poder ao Legislativo.

Segundo o Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela, Maduro foi reeleito para um novo mandato presidencial nas eleições antecipadas de 20 de maio de 2018, com 67,84% dos votos.

Um dia depois das eleições, a oposição venezuelana questionou o resultado, alegando irregularidades e o desrespeito a tratados de direitos humanos e à Constituição. O Cafezinho.

Filme ‘Marighella’, de Wagner Moura, irá para o Festival de Berlim


O ator Wagner Moura Foto: Divulgação

 

O Globo informa que “Marighella”, estreia na direção de Wagner Moura, foi selecionado para o Festival de Berlim, que acontece entre 7 e 17 de fevereiro. Parte da programação foi anunciada nesta quinta-feira. Moura retorna ao evento alemão 11 anos após “Tropa de elite”, de José Padilha, vencer o troféu máximo da competição.

De acordo com a publicação, o filme, que será exibido na mostra principal e fora de competição, acompanha a vida do guerrilheiro baiano Carlos Marighella entre 1964 e 1969, até sua morte por policiais numa emboscada em São Paulo.

Marighella é interpretado por Seu Jorge, num elenco que tem ainda Adriana Esteves e Bruno Gagliasso. O longa é uma adaptação do livro “Marighella: o guerrilheiro que incendiou o mundo”, do jornalista Mário Magalhães, completa o Jornal O Globo. Fonte DCM.

O ator Wagner Moura Foto: Divulgação

BOLSONARO É UM “FASCISTA”, DIZ MADURO DURANTE POSSE


Durante discurso de posse para novo mandato como presidente da Venezuela, Nicolás Maduro afirmou há uma tentativa internacional de “principiar um processo de desestabilização”, e disse que o presidente brasileiro Jair Bolsonaro é “um fascista”, contaminado pela direita venezuelana, que vem impulsando a “direita de toda a região”; governo Maduro enfrenta um isolamento diplomático com sanções da União Europeia e dos Estados Unidos; logo após a posse, o governo do Paraguai anunciou rompimento das relações com Caracas.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi empossado nesta quinta-feira (10) para um segundo mandato que durará até 2025, em meio a críticas da comunidade internacional. Em seu discurso de posse, Maduro chamou o presidente brasileiro Jair Bolsonaro de “fascista”.

Em seu discurso, Maduro afirmou há uma tentativa internacional de “principiar um processo de desestabilização”. Disse que o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, é “um fascista”, contaminado pela direita venezuelana, que vem impulsando a “direita de toda a região”.
Prometeu que levará adiante “as rédeas da pátria, respeitando a democracia”, e fez homenagens ao libertador Simón Bolívar (mostrando a chave de seu sarcófago, pendurada em seu peito junto com a faixa presidencial) e a seu antecessor, Hugo Chávez (1954-2013). “Chávez e eu temos a mesma força”, disse.

Durante a cerimônia oficial, Maduro relembrou Simón Bolívar e seu mentor político, o falecido ex-presidente da Venezuela Hugo Chávez, em uma sala repleta de funcionários, chefes militares e alguns convidados internacionais, como os presidentes da Nicarágua, Cuba, Bolívia, El Salvador e da Ossétia do Sul.

“Juro pelo libertador Simón Bolívar e pelos exércitos libertadores da nossa América, juro pelo legado de nosso amado comandante Hugo Chávez… que cumprirei e farei cumprir todas as premissas da Constituição”, disse o governante de 56 anos, com a mão esquerda levantada em frente ao presidente do Supremo Tribunal de Justiça,  Maikel Moreno.

Maduro prestou o juramento ante o Supremo Tribunal do país porque a Assembleia Nacional, controlada pela oposição, foi destituída de seus poderes desde que o governista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) perdeu controle do Legislativo em 2016, uma medida que reforçou as críticas contra o presidente de governar com um estilo autocrático.

O governo Maduro enfrenta um isolamento diplomático com sanções da União Europeia e dos Estados Unidos. Além disso, países da região que fazem parte do Grupo de Lima já disseram que não reconhecerão o novo mandato. Poucos minutos após a posse, o governo do Paraguai anunciou que estava rompendo as relações diplomáticas  com a Venezuela leia aqui247.

Gleisi: vou a Caracas por reconhecer o voto popular dado a 
Maduro, em legítima disputa com a oposição venezuelana


 A presidente da Executiva Nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann, já em Caracas, explica que vai à posse de Maduro, eleito democraticamente, por discordar da política intervencionista dos Estados Unidos e de seus aliados no Grupo de Lima. Leia a nota oficial da deputada:

1. Para mostrar que a posição agressiva do governo Bolsonaro contra a Venezuela tem forte oposição no Brasil e contraria nossa tradição diplomática.

2. Para deixar claro que não concordamos com a política intervencionista e golpista incentivada pelos Estados Unidos, com a adesão do atual governo brasileiro e outros governos reacionários. Bloqueios, sanções e manobras de sabotagem ferem o direito internacional, levando o povo venezuelano a sofrimentos brutais.

3. Porque é inaceitável que se vire as costas ou se tente tirar proveito político quando uma nação enfrenta dificuldades. Trata-se de um país que tem relações diplomáticas e comerciais importantes com o Brasil. Impor castigos ideológicos aos venezuelanos também resultará em graves problemas imigratórios, comerciais e financeiros para os brasileiros.

4. Porque o PT defende, como é próprio da melhor história diplomática de nosso país, o princípio inalienável da autodeterminação dos povos. Nossa Constituição se posiciona pela não-intervenção e a solução pacífica dos conflitos. Os governos liderados por nosso partido sempre foram protagonistas de mediações e negociações para buscar soluções pacíficas e marcadas pelo respeito à autonomia de todas as nações.

5. Porque somos solidários à posição do governo mexicano e de outros Estados latino-americanos que recusaram claramente a posição do chamado Grupo de Lima, abertamente alinhada com a postura belicista da Casa Branca.

6. Porque reconhecemos o voto popular pelo qual Nicolas Maduro foi eleito, conforme regras constitucionais vigentes, enfrentando candidaturas legítimas da oposição democrática.

7. Em qualquer país em que os direitos do povo estiverem ameaçados, por interesses das elites e dos interesses econômicos externos, o PT estará sempre solidário ao povo, aos que mais precisam de apoio. O respeito à soberania dos países e a solidariedade internacional são princípios dos quais não vamos abrir mão.

Na verdade, todos sabem que essa pré-guerra que começa a se cogitar entre Brasil e Venezuela é só para agradar ou atender aos Estados Unidos da América, mas especificamente ao Tranp. É preciso que as pessoas procurem se informar mais, para não cair nas armadilhas.

Exportações baianas crescem 9,1% em 2018


O resultado foi influenciado pelo fortalecimento da China como principal parceiro da Bahia e pela expansão da produção agrícola estimada em 17%

[Exportações baianas crescem 9,1% em 2018]
Foto : Tânia Rêgo/Agência Brasil

Por Marina Hortélio

As exportações da Bahia fecharam 2018 com vendas de US$ 8,8 bilhões, um crescimento de 9,1% sobre 2017, apontam dados analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

O resultado foi influenciado pelo fortalecimento da China como principal parceiro da Bahia, após conflito comercial protagonizado entre o país asiático e os EUA, o que fez com que ocorresse uma valorização média de 6% na pauta comparada ao ano anterior. A expansão da produção agrícola estimada em 17% também influenciou o valor.

As importações cresceram cerca de 10% alcançando US% 7,92 bilhões, o que sinaliza um maior dinamismo da economia, que ainda é frágil em meio a recuperação da atividade industrial.

Em dezembro, as exportações baianas alcançaram US$ 989,6 milhões, uma alta de 46,9% em relação ao resultado objetivo no último mês do ano passado. O destaque ficou com a venda de soja, algodão, celulose e derivados de petróleo.

 

Empresário descobre fonte de água mineral em Caetité-BA


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A água que brota das terras do empresário Jurandir Barbosa (Indiano de Brejinho), inicialmente para resolver problemas de abastecimento na sua propriedade, agora será fornecida para toda Brasil.
Conforme informação do empresário, o líquido será envasado nos formatos tradicionais e distribuído pela empresa Inajá, a qual possui quase 6 mil m², seis decks para embarque e desembarque de caminhões, área de envase fechado, refeitório, estacionamento, vestiários, laboratório de análise, depósito, área verde e escritórios.
De acordo com informação do site Sudoeste Bahia, o empresário afirmou que a empresa vai produzir 1.700 galões de 20 litros por hora. O manancial descoberto tem capacidade de vazão de 82 mil litros de água/hora. O Brasil é o quarto maior produtor de água mineral do mundo e o terceiro que mais consome água engarrafada, perdendo apenas para os Estados Unidos e a China, respectivamente.

JUSTIÇA SUÍÇA ENVIA AO BRASIL CONTAS SECRETAS MILIONÁRIAS DO PSDB NO EXTERIOR


Há um ditado que diz que onde há fumaça há fogo. Talvez não, mas que é preciso ser investigado se há realmente fogo, isso sim.

 

GENEBRA – A Justiça suíça autorizou o envio de informações bancárias ao Brasil para compor investigação que apura supostos repasses para campanhas do PSDB e do senador José Serra por meio de instituições financeiras locais. A decisão final, tornada pública na manhã desta quinta-feira, 10, ocorre após os suíços rejeitarem um recurso que pedia a suspensão da cooperação entre as procuradorias dos dois países.

A ação tentava impedir que dados bancários anteriores a 2010 fossem enviados ao Brasil. Mas, para os juízes suíços, a decisão de 2018 do Supremo Tribunal Federal de declarar como extinta a punibilidade dos supostos crimes atribuídos ao senador não impede que haja uma investigação.

Em 2017, o Ministério Público da Suíça recebeu um pedido de cooperação do Brasil para investigar o caso por lavagem de dinheiro e corrupção. Foi ainda sob o mandato do então procurador-geral Rodrigo Janot que a Procuradoria-Geral da República solicitou ajuda oficial no exterior no caso que envolvia a campanha eleitoral de Serra e de outros membros do PSDB.

De acordo com os documentos do Tribunal, a movimentação financeira foi detectada a partir dos servidores de internet usados pela Odebrecht. “Os créditos em questão teriam sido depositados nos anos 2006, 2007 e 2009, totalizando R$ 10,8 milhões”, indicou. A instituição usada teria sido o Corner Bank, da cidade de Lugano.

No pedido, os procuradores brasileiros solicitavam todas as movimentações bancárias envolvendo as offshores entre 2006 e 2017. Em agosto de 2017, o MP suíço aceitou o pedido e ainda bloqueou os recursos. Cinco meses depois, em 5 de janeiro de 2018, a Justiça de Berna autorizou o envio de dados das contas ao Brasil.

Uma das empresas offshore supostamente usadas no esquema é a Circle Technical Company Inc, de Amaro Ramos, considerado operador do PSDB. Mas, um mês depois, os advogados da empresa e de Amaro entraram com um recurso para tentar impedir a transmissão dos dados. No dia 5 de setembro de 2018, os advogados argumentaram aos juízes suíços que a cooperação não poderia continuar já que, em 28 de agosto 2018, o STF reconhecia a “extinção da punibilidade” de Serra e de outros implicados.

Aos suíços, os advogados de Amaro entregaram um comunicado de imprensa do STF em que constava que “por unanimidade, a Segunda Turma do STF determinou a remessa à Justiça Eleitoral de São Paulo dos autos do inquérito 4428, em que o senador José Serra (PSDB-SP), o ex-deputado federal Ronaldo César Coelho (PSDB-RJ) e o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza são investigados pelo suposto recebimento de recursos para financiamento de campanhas eleitorais com recursos advindos de contratos para a construção do Rodoanel, em São Paulo”.

 

“Por maioria, a Segunda Turma decidiu ainda reconhecer a extinção da punibilidade de Serra e Coelho em relação aos fatos supostamente ocorridos antes de agosto de 2010”, indicava o STF no documento entregue aos juízes em Bellinzona. Os suíços, porém, rejeitaram o argumento dos advogados. De acordo com o Tribunal europeu, o acordo entre Brasil e Suíça “não prevê a prescrição como uma base para impedir uma cooperação”. “Por essa razão, a queixa poderia ser rejeitada sem nova avaliação”, apontou.

Além disso, os juízes indicaram que, assim que receberam tal argumento, pediram uma explicação urgente por parte das autoridades brasileiras e a resposta apontou que a limitação ocorria pelo fato de Serra ter mais de 70 anos. “Mas nada é dito sobre o restante da investigação”, alertam os juizes suíços, que deixaram claro a potencial importância dos documentos para desvendar eventuais crimes cometidos por outros suspeitos. De acordo com eles, os brasileiros não indicaram que querem abandonar o caso.

Em nota, o PSDB afirmou que desconhece quaisquer valores originados da Odebrecht e repassados às empresas citadas. “Todos os recursos recebidos pelo PSDB de São Paulo foram oriundos de doações legais, depositados em contas oficiais, e a prestação de contas feita de maneira regular e rigorosa à Justiça Eleitoral.”

O senador José Serra também negou qualquer tipo de irregularidade. “Todas as campanhas de José Serra sempre foram realizadas com rigor técnico para demonstrar aos eleitores as melhores propostas ao Brasil. E as contas, sempre aprovadas pela Justiça Eleitoral, ficaram a cargo do partido”, afirmou, também por meio de nota. O advogado Eduardo Carnelós, defensor do empresário José Amaro Pinto Ramos, não retornou o contato feito pela reportagem e os demais citados não foram encontrados.

Depósitos

Ao tentar derrubar o envio de dados, os advogados da offshore indicaram que existem “sérias inconsistências” na cronologia dos fatos. “Os pagamentos feitos entre junho de 2006 e outubro de 2007 não poderiam constituir vantagens indevidas resultantes de crime de corrupção”, alegaram. “Os ex-diretores da Odebrecht confirmaram a existência de pedidos de pagamentos por políticos em relação ao financiamento das campanhas eleitorais de 2009 e 2010, pedidos atendidos entre 2008 e 2010. Portanto, depois de 2006 e 2007”, insistem.

“Na ausência de uma relação entre a oferta ou promessa de vantagens e o serviço, é impossível considerar os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, sob a lei suíça”, alegaram. Uma vez mais, os juízes derrubaram o argumento, indicando que “não se pode esperar” que o país que pede a cooperação tenha uma solicitação isenta de falhas. Para o tribunal suíço, a cooperação serve “justamente para esclarecer pontos obscuros relacionados a casos no exterior”. Na avaliação da corte, o Brasil não precisa “provar” a ofensa. Mas dar as bases suficientes das circunstâncias das suspeitas.

De acordo com o tribunal, as suspeitas vem da análise de computadores e servidores que continham “emails, tabelas, justificação de pagamentos” e outros dados mantidos pela Odebrecht para subornar políticos. Teria sido, segundo a decisão dos juízes, a análise desse material que levou os investigadores a concluir que houve um pagamento total de R$ 10,8 milhões da construtora em 2006, 2007 e 2009 para contas que beneficiariam o candidato do PSDB.

Apenas em uma das contas, a empresa Circle recebeu 11 depósitos, em 2006, totalizando R$ 2,1 milhões. Cada parcela variava de R$ 145 mil a R$ 245 mil e todas foram realizadas entre junho e dezembro daquele ano. A mesma offshore ainda recebeu em 2007 mais R$ 2,4 milhões. Os pagamentos ocorreram em 12 parcelas, cada uma no valor de R$ 200 mil. Uma segunda empresa ainda recebeu, entre 2006 e 2009, outros R$ 6,2 milhões. O dinheiro seria para apoiar “campanhas eleitorais”, incluindo presidenciais.

Os juízes ainda defenderam a troca de informações com o Brasil. “É precisamente para melhor entender a relação entre a Odebrecht e membros do PSDB que os investigadores brasileiros precisam da documentação do banco sob litígio”, defendeu o tribunal. Segundo a corte, o pedido de cooperação “satisfaz todas as exigências formais” e o recurso, portanto, “precisa ser rejeitado”.

“A utilidade potencial da documentação bancária é obvia, independente se o status de limitação foi imposto (no Brasil), já que as investigações tentar reconstruir todas as ofensas supostamente cometidas por outras pessoas, assim como pelos implicados”, completou. Fonte O Cafezinho.

Em Maracás, conheça as delícias da Doces Amélia e faça já a sua encomenda


Não se preocupe mais com os doces e salgados para a sua festa.  Seja ela de casamento, aniversário ou apenas uma reunião com amigos para comemorar algo. A Doces Amélia, que já é uma referência na cidade de Maracás, resolve tudo para você. Quem conhece os produtos da Doces Amélia sabe que trata-se de qualidade nota dez.

E tem mais, não fique achando que vai gastar muito dinheiro. A doces Amélia tem um precinho que certamente vai lhe agradar.

Veja nas fotos as delícias que são produzidas lá. Como foi dito, não precisa você se preocupar com a parte de salgados e doces. A doces Amélia resolve tudo.

Olha essas delícias…

 

Esses bolos então, além de deliciosos são uma verdadeira obra de arte

Olha eles aqui!!! os deliciosos pasteis.

Esse aqui é para a festinha do seu bebê.

Essas são algumas das tantas delícias de salgados e doces que são produzidos na Doces Amélia. 

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