Justiça condena João de Deus a mais 40 anos de prisão por crimes sexuais


Justiça condena João de Deus pelo estupro de 5 mulheres.

Justiça condena João de Deus pelo estupro de 5 mulheres.

A juíza Rosângela Rodrigues Santos condenou João de Deus, de 78 anos, nesta segunda-feira (20), a mais 40 anos de prisão por crimes sexuais cometidos contra cinco mulheres. Esta sentença acolheu denúncia do Ministério Público de Goiás enviada em março do ano passado. A defesa pode recorrer ao Tribunal de Justiça de Goiás. O condenado sempre negou as acusações.

João de Deus está preso desde 16 de dezembro de 2018. O advogado de defesa, Anderson Van Gualberto, disse que ainda não foi notificado sobre esta condenação, mas que, assim que tiver acesso ao conteúdo da sentença, entrará com recurso nas instâncias cabíveis. A defesa acrescenta que o entendimento da juíza é diferente do que o Superior Tribunal de Justiça já decidiu em casos similares.

João de Deus já foi condenado três vezes, até esta segunda-feira:

  • 1ª – por posse ilegal de arma de fogo, pena de 4 anos em regime semiaberto, novembro de 2019;
  • 2ª – por crimes sexuais cometidos contra quatro mulheres, condenado a 19 anos em regime fechado, em dezembro de 2019;
  • 3ª – por crimes sexuais cometidos contra cinco mulheres, sentenciado a 40 anos em regime fechado, janeiro de 2020.

A juíza ainda tem 10 processos em seu gabinete aguardando resposta de Judiciários de outros estados para voltar a dar andamento aos procedimentos. A magistrada explica que não há um prazo para decidir sobre esses processos porque foram enviadas cartas precatórias, as quais ainda não foram respondidas.

Os processos que tramitam na Comarca de Abadiânia, no Entorno do Distrito Federal, envolvem 50 mulheres. A magistrada destaca que as condenações já publicadas ainda não foram transitadas em julgado, sendo que as duas primeiras têm recurso tramitando no Tribunal de Justiça de Goiás.

“O julgamento dessas demais ações é imprevisível porque tem testemunhas que são de fora e precisamos aguardar retorno de outros juízes para que os processos estejam maduros para julgamento”, explica a juíza.

Justiça condena João de Deus pelo estupro de 5 mulheres.

Justiça condena João de Deus pelo estupro de 5 mulheres.

Processos na Justiça

Desde quando as denúncias vieram à tona, em dezembro de 2018, o MP-GO já recebeu cerca de 320 denúncias de mulheres que se dizem vítimas de João de Deus.

Ao todo, ele já foi denunciado 14 vezes pelo Ministério Público, sendo 12 por crimes sexuais. Veja a situação de cada uma:

  • Dez por crimes sexuais: duas com condenações por abusos sexuais. As demais aguardam a devolução de cartas precatórias;
  • Uma por crimes sexuais e falsidade ideológica: aguardando sentença;
  • Uma por crimes sexuais, corrupção de testemunha e coação: está aguardando a devolução de cartas precatórias;
  • Uma por posse ilegal de armas de fogo e munição em Abadiânia: João de Deus foi condenado a quatro anos no regime semiaberto e teve a prisão revogada. A esposa dele, Ana Keyla Teixeira também era ré no processo, mas foi absolvida;
  • Uma por apreensão de documentos, armas de fogo e munição, em Anápolis: não teve o andamento informado pelo Tribunal de Justiça.

João de Deus chega ao Fórum de Aparecida de Goiânia para interrogatório, em Goiás — Foto: Vitor Santana/G1João de Deus chega ao Fórum de Aparecida de Goiânia para interrogatório, em Goiás — Foto: Vitor Santana/G1

João de Deus chega ao Fórum de Aparecida de Goiânia para interrogatório, em Goiás — Foto: Vitor Santana/G1

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As perguntas que ficaram sem resposta no Roda Viva com Sergio Moro


PUBLICADO ORIGINALMENTE NA REDE BRASIL ATUAL

O ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro, Sergio Moro, esteve no programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite de ontem (20). Com respostas evasivas e com pontas soltas eu seu discurso, o ex-juiz foi questionado sobre temas como escândalos no alto escalão do governo, assassinato da vereadora Marielle Franco e, especialmente, sobre a VazaJato.

Nenhum jornalista que trabalhou nas publicações de mensagens vazadas – e que mostraram que a Lava Jato foi uma operação coordenada por Moro  para tirar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da disputa eleitoral de 2018 – foi convidado para fazer parte da bancada de entrevistadores. O caso repercutiu negativamente nas redes sociais que, de forma espontânea, começaram uma campanha para pedir a presença de alguém do The Intercept Brasil no programa. Não deu certo. De acordo com editorial do veículo que iniciou as investigações que incriminam Moro, os jornalistas presentes teriam passado por aprovação do ministro, o que foi negado pela âncora do programa, a jornalista Vera Magalhães, que estreava na função.

A Vaza Jato revelou que Moro atuou com parcialidade enquanto juiz federal de primeira instância, formando um conluio com membros do Ministério Público Federal para atingir objetivos políticos a partir da operação Lava Jato. Na prática, Moro atuou como chefe da operação e não juiz imparcial.

Questões

Mesmo sem jornalistas responsáveis diretamente pela Vaza Jato, o tema esteve presente em boa parte das perguntas. Como fala decorada, Moro desdenhou do escândalo. “A Vaza Jato é um episódio menor, nunca dei muita importância.  Nunca entendi muito bem a importância daquilo. Foi utilizado politicamente para soltar pessoas condenadas por corrupção e enfraquecer o ministro”, disse.

Em outro momento, foi questionado sobre a parcialidade em seu trabalho como juiz. Moro repetiu que os vazamentos que deram origem à Vaza Jato são ilegais e devem ser desconsiderados. Por outro lado, vazou ilegalmente conversas entre a ex-presidenta Dilma Rousseff (PT) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em outro caso de evidente parcialidade, Moro adiou um depoimento de Lula que estava previsto para acontecer pouco antes das eleições de 2018, alegando que tal evento poderia ter influência no processo (influência positiva para o PT). Contraditoriamente, o então juiz quebrou o sigilo de uma delação antiga do ex-ministro petista Antônio Palocci, que acabou publicada na imprensa seis dias antes do primeiro turno. Ou seja, adiou algo que poderia favorecer o PT e divulgou o que poderia prejudicar.

Nas duas questões, Moro se esquivou. “Quando fizemos o primeiro depoimento do Lula houve manifestações (…) No caso do Palocci, ele já tinha dado o depoimento. Não vi nenhuma importância”, disse, ao defender que o caso do Palocci foi “super dimensionado”.

Moro “liso”

Moro preferiu se esquivar de temas “delicados”, como o escândalo de corrupção envolvendo o filho do presidente, senador Flávio Bolsonaro e o caso Queiroz; a manifestação aberta de nazismo do ex-secretário de Cultura, Roberto Alvim; o caso de corrupção envolvendo o secretário de Comunicação do governo, Fábio Wajngarten; os ataques de Bolsonaro contra a liberdade de imprensa e jornalistas. “Não cabe ao ministro da Justiça ser comentarista sobre tudo”, foi a resposta padrão de Moro. “Não vim aqui falar sobre o presidente (…) cabe ao presidente fazer avaliações (…) Não preciso ficar externando conselhos que dou ao presidente”, foram algumas de suas respostas.

Enquanto isso…

Já que não foram convidados para o Roda Viva, jornalistas do The Intercept Brasil estiveram ao vivo acompanhando todo o programa e publicando comentários em suas redes sociais. Com audiência que beirava as 14 mil visualizações simultâneas, rebateram as esquivas de Moro e ainda deixaram uma série de perguntas que eles fariam se estivessem lá. Algumas boas perguntas foram feitas pela “bancada oficial”, como afirmou o editor executivo do veículo, Leandro Demori. A grande exceção foi Felipe Moura Brasil, da Jovem Pan, que pouco participou e, quando falou, mais pareceu um assessor do ministro, segundo os analistas.


Segue algumas das perguntas do The Intercept Brasil que ficaram sem resposta:

  • O senhor acha a delação de Palocci fraca, por que levantou sigilo seis dias antes das eleições? Nem mesmo o MPF aceitou fechar delação.

PS. Foi perguntado e Moro não respondeu.

  • Deltan trouxe da Suíça, em segredo, um pen drive com informações de contas bancárias. Ilegalmente. Um procurador pode ir para um país estrangeiro sem autorização e usar no processo?
  • O senhor acha normal que procuradores vazem informações para a imprensa para intimidar réus e delatores?
  • O que acha da Lava Jato ter acessado clandestinamente o esquema de propinas da Odebrecht antes da autorização judicial? Pode ser usado no processo?
  • Por que o senhor instruiu a Lava Jato a não apreender os celulares de Eduardo Cunha? O que tinha nesses celulares? Ele se declarou contra uma delação do Eduardo Cunha, pediu para ser informado. Disse “Como sabe, sou contra”. Por que era contra? Por que instruiu agentes a não apreender os celulares?
  • O senhor autorizou uma devassa na filha de um investigado para tentar prendê-lo. Um cara que morava em Portugal. Há relatos de pressão, inclusive, contra uma criança de 7 anos. Acha normal isso?
  • O que quis dizer com “In Fux We Trust”?
  • Como Deltan conseguiu ganhar 400 mil reais em um ano, pelo menos, em palestras a partir da Lava Jato?
  • Fonte DCM.

A “bobageirada” de Moro: veja todas as mentiras que ele contou no Roda Viva amigo (20.01.20)


Veja a avaliação feita por jornalistas do DCM, sobre entrevista a Sergio Moro

Se você for daqueles que não quer nem ver esse vídeo, ou começar vê sem já fazendo crítica ao vídeo, eu lhe digo que você está altamente contaminado com a avalanche de manipulações que surgem todos os dias, onde o objetivo é esse: fazer você acreditar em uma única coisa: de que o Lula acabou com o país e que esse grupo novo está com dificuldade para arrumar o Brasil. Fuja de manipulação, tente manter a sua cabeça livre para poder avaliar os dois lados. Tente enxergar por si só, o que estão fazendo com o país agora. Enfim, assista o vídeo.

Geralmente quando vai haver uma sabatina com um político, com jornalistas que honra o seu diploma, o político treme por temer que vem chumbo grosso. Mas quando é tudo de dentro de casa, o cara se sente sentado no seu sofá. No caso desta entrevista, até que algumas perguntas surpreenderam, uma vez que não aceitaram o Glenn como participante se esperava que todas as perguntas seia uma espécie de água com açúcar, já que ele, o Glenn, foi o responsável por desmontar a farsa que a mídia aberta não divulgou, mas até que houve perguntas apimentadas. O problema é que não eram respondidas nem desmentidas, mas ficava por isso mesmo. Muito diferente, por exemplo, da entrevista da Manuela D’ávia, que colocaram literalmente numa roda viva e nem ao menos deixavam ela responder, por temer que as sua respostas atrapalhassem o plano da mídia, que era enfraquecer a esquerda.Texto Café com Leite, vídeo DCM.

Número de motoristas que podem pedir restituição do DPVAT 2020 dobra e chega a 4 milhões


Aumento ocorreu após atualização dos pagamentos via Detrans e Secretaria da Fazenda

[Número de motoristas que podem pedir restituição do DPVAT 2020 dobra e chega a 4 milhões]
Foto : Marcelo Camargo/Agência Brasil

O número de proprietários de veículos que podem pedir a restituição do seguro obrigatório DPVAT 2020 aumentou de dois milhões para quatro milhões. A informação foi divulgada ontem (20) pela Seguradora Líder.

De acordo com o comunicado, o crescimento ocorreu após a atualização dos pagamentos via Detrans e Secretaria da Fazenda. A gestora explicou ainda que, como os prazos de compensação bancários de cada instituição financeira podem variar, o total de ressarcimentos disponíveis ainda deve ter alta.

A empresa divulgou que, até a tarde de ontem, o total de pedido de restituição cadastrados alcançava, aproximadamente, 510 mil. Com informações do Metro1.

 

Movimento de direita e com inspiração “nacionalista” é criado por artistas fiéis a Bolsonaro em Natal


O jornalista Tácito Costa criticou o movimento e lembrou da exposição “Primeira Grande Exposição de Arte Alemã”, aberta pelos nazistas em 1937, em Munique, na Alemanha

Foto: Reprodução
  

Por Rafael Duarte no Saiba Mais

Um grupo de artistas conservadores ligados à direita nacionalista e ao bolsonarismo de Natal (RN) lançou no sábado (18) um movimento de direita nacionalista com o propósito de “unir e libertar a classe artística, amordaçada e aprisionada dos calabouços da ditadura cultural ideológica de esquerda”.

Batizado de Canarinho e evocando as cores verde e amarelo da bandeira nacional, o grupo é encabeçado pelo artista plástico Tiago Vicente e tem entre os adeptos o pintor Francisco Eduardo, entre outros artistas. O músico Cleudo Freire teve o nome divulgado como membro do movimento, mas divulgou um texto negando participação:

– Odeio ter de dar explicações por causa de policiamento ideológico, mas infelizmente agora é necessário. Que fique claro – não faço parte de nenhum movimento artístico fascista nem comunista, ateu nem religioso! Dito isso, quero falar que como músico trabalho onde houver possibilidade de trabalhar, onde houver perspectiva de sobrevivência física e espiritual do meu ofício. É dele que eu dependo pra sobreviver como pessoa e como artista, mas especificamente pra alimentar meu corpo e minha alma”, diz um trecho do texto publicado na rede social.

O lançamento do Canarinho aconteceu na galeria B-612, localizada na rua Doutor Barata, na Ribeira. Pelas imagens divulgadas nas redes sociais, aproximadamente 10 pessoas participaram do evento.

O movimento Canarinho foi assunto nesta segunda-feira (20) em vários grupos de whatsaap e revoltou artistas e ativistas da cidade. Na página no Facebook de Tiago Vicente há mensagens de apoio e repúdio ao movimento.

Alguns dos membros do movimento compartilharam nos últimos dias mensagens de apoio ao ex-secretário nacional de Cultura Roberto Alvim, demitido após copiar e divulgar um texto inspirado no ministro da Propaganda Nazista Joseph Goebbels.

Um deles é identificado como Erick Guerra O Caçador, para quem o Canarinho é um movimento “em defesa da arte brasileira que representa o bom, o belo e o verdadeiro!”, escreveu antes de complementar com o clichê:

– É a raiz do Brasil florando para o Mundo… E que estronde na Terra inteira: a nossa auriverde bandeira JAMAIS será vermelha!”, diz a postagem.

Tiago Vicente, que nunca escondeu sua admiração pelas práticas e também pela figura do presidente da República Jair Bolsonaro, publicou várias mensagens nas redes sociais sobre o movimento:

“Fazemos a arte que eleva o homem, família, religiosidade, ligação do homem com a terra e patriotismo, esse é o movimento Canarinho. Se você artista se identifica com esses valores venha juntar- se a nós!”, diz uma das mensagens, cujo tom remete às convocações do Exército brasileiro.

Na visão do líder do grupo, o Canarinho é “arte e cultura livres de amarras ideológicas”.

Tiago Vicente critica um suposto aparelhamento político de esquerda nas instâncias culturais:

– Queremos ter a mesma oportunidade de trabalho e de verbas de fomento artístico que os famosos vinculados ao lulopetismo têm. Artistas excluídos do Brasil: juntem-se a nós!”, escreveu.

A agência Saiba Mais tentou contato por telefone com o artista plástico, mas não conseguiu falar com ele.

Simpatizando do movimento e também do bolsonarismo, o jornalista Sílvio Santiago declarou apoio ao movimento:

– Artistas e intelectuais potiguares de direita criam o coletivo Canarinho. É a resistência e o combate ao grupeto chinfrim de esquerda que sempre usurpou as políticas — e finanças — do Estado na área cultural. Dentre os integrantes estão o cantor Cleudo Benarez Freire é o pintor Tiago Vicente. Parabéns e tamojunto”, escreveu.

“Há método nessas loucuras”, critica jornalista

O jornalista Tácito Costa criticou o movimento e num texto publicado no facebook lembrou da exposição “Primeira Grande Exposição de Arte Alemã”, aberta pelos nazistas em 1937, em Munique, na Alemanha. No texto, ele questiona os leitores sobre o nome de algum dos artistas presentes na mostra que tenha sido lembrado pela história. Tácito relacionou a exposição na Alemanha nazista com o movimento criado em Natal:

O governo Bolsonaro adotou para a cultura a estratégia nazista, conforme explicitou o secretário de Cultura Roberto Alvim, em pronunciamento que teve repercussão internacional e provocou sua queda, embora as ideias defendidas pelo governo para o setor continuem de pé.

Natal, que já teve seu nome ligado à vanguarda artística, com o modernismo do poeta Jorge Fernandes, e com o Poema Processo, inicia um processo de enxovalhar esse passado, aderindo de formas pioneira e vergonhosa, a esta onda obscurantista pregada por Bolsonaro e Alvim.

Ontem, o artista plástico Francisco Eduardo anunciou em sua página no Facebook, a criação do movimento “Canarinho”. O nome não foi escolhido aleatoriamente. Há método nessas loucura e ideologia dos bolsonaristas. Remete ao verde, da bandeira brasileira e dos integralistas (o RN teve representantes ilustres nesse movimento fascista), à seleção brasileira de 1970 (“seleção canarinho”), período mais terrível da ditadura militar.

Para Tácito Costa, a história mostra, cabalmente, que arte e engajamento político/ideológico são antípodas:

“Resultam em obras medíocres, feias e com destino previsível: a lata de lixo”, escreveu.

Com informação da Revista Forum.

 

 

 

 

Vaza Jato: Nova reportagem mostra esquema entre Antagonista e Deltan Dallagnol


Procuradores atuaram em conjunto com jornalistas para evitar que Ivan Monteiro, ex-presidente da Petrobras, assumisse a chefia do Banco do Brasil

Deltan Dallagnol (Foto: Arquivo)

De acordo a Revista Forum, uma nova reportagem da Vaza Jato publicada nesta segunda-feira (20) pelo Intercept Brasil revelou que procuradores da Operação Lava Jato usaram o site Antagonista para influenciar na escolha do novo presidente do Banco do Brasil no governo de Jair Bolsonaro. No final de 2018, a força-tarefa atuou em conjunto com repórteres do portal para evitar que Ivan Monteiro, ex-presidente da Petrobras, assumisse a chefia do banco.

Visto como o responsável por “salvar” as contas da Petrobras, Monteiro era o nome mais forte entre os cotados para assumir o Banco do Brasil, uma escolha do próprio ministro da Economia, Paulo Guedes. A preferência, no entanto, desagradou Onyx Lorenzoni, atual chefe da Casa Civil de Bolsonaro e amigo próximo de Deltan Dallagnol.

Influenciado pelo descontentamento de Lorenzoni, Dallagnol ordenou a assessores a busca por documentos contra o ex-presidente da Petrobras e enviou quatro arquivos a Claudio Dantas, do Antagonista, que já fazia campanha para que Monteiro não entrasse no governo Bolsonaro.

Em conversas no Telegram, obtidas pelo Intercept, fica evidente a parceria entre a Lava Jato e o jornalista, assim como Diogo Mainardi e Mario Sabino, também do Antagonista, para prejudicar a imagem de Monteiro. Além de receberem documentos e informações em primeira mão, os repórteres também deixavam que procuradores ditassem a direção editorial do site.

A reportagem do Intercept também cita que Mainardi, dono e editor do site, acatou o pedido de Dallagnol e parou de publicar notícias sobre um escândalo de corrupção que envolvia o escritório de advocacia Mossack Fonseca, suspeito de abrir empresas offshore no Panamá. Mainardi também auxiliou Dallagnol em uma de suas investigações, que seguiu as dicas do comentarista e em seguida informou-o que o caso estava “fora da alçada” da operação.
Em outro caso, a Lava Jato seguiu um boato repassado por Claudio Dantas para pedir, sem autorização da justiça, a quebra do sigilo fiscal de  Marlene Araújo Lula da Silva, nora do ex-presidente Lula, em 2016. No entanto, nada foi encontrado contra ela, que nunca foi indiciada ou acusada de crimes.

Vírus da letal da China alcança Coreia do Sul


Autoridades chinesas reconhecem uma nova onda de infecções pelo agente, que causou três mortes e já foi detectado na Tailândia e no Japão

Pessoal médico transfere um paciente para o hospital Jin Yintan, na província chinesa de Jiangxi.
Pessoal médico transfere um paciente para o hospital Jin Yintan, na província chinesa de Jiangxi.GETTY IMAGES (GETTY IMAGES)

O novo coronavírus de Wuhan continua seu avanço preocupante. Depois que os dois primeiros casos foram detectados na quinta-feira passada no exterior —na Tailândia e no Japão—, neste fim de semana as autoridades chinesas confirmaram uma nova onda de infecções em Wuhan e os três primeiros positivos em outras cidades do país. Também há uma nova vítima, a terceira a morrer até hoje por causa dessa estranha doença. A Coreia do Sul, por outro lado, confirmou seu primeiro caso nesta segunda-feira.

O número de infectados disparou em Wuhan, cidade no centro da China que é considerada a origem do surto. A Comissão Municipal de Saúde informou que uma terceira pessoa morreu no sábado por causa do misterioso vírus, que provoca sintomas semelhantes aos da pneumonia, causando febre e dificuldades respiratórias. A morte se junta à de dois outros homens, de 61 e 69 anos, respectivamente. Ambos sofriam de doenças pulmonares anteriores e pereceram devido a complicações derivadas da infecção.

As autoridades locais detalharam que 136 novos positivos foram detectados —59 no sábado e 77 no domingo—, o que eleva o número total de casos confirmados até agora para 198. A Comissão Municipal disse na semana passada que nenhum novo caso havia ocorrido desde 3 de janeiro, dando a entender que a situação estava controlada e que a transmissão entre humanos parecia pouco provável, embora não pudesse ser completamente descartada.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou os dados mais recentes através de sua conta de Twitter, embora os tenha atribuído ao aumento das informações disponíveis sobre o vírus. “Isto [os novos casos] é resultado da maior busca e testes do 2019-nCov [nome oficial do coronavírus descoberto há duas semanas] entre pacientes que sofrem de doenças respiratórias.” “A OMS está propondo estudos sobre o novo coronavírus que podem ser realizados na China e em qualquer outro lugar para entender melhor a transmissão, os fatores de risco e a origem do vírus. Esses trabalhos exigirão tempo e recursos”, acrescentou a instituição em uma publicação posterior.

Ao mesmo tempo, a Comissão Nacional de Saúde da China revelou a detecção de outras três novas infecções, as primeiras em território doméstico fora de Wuhan: duas na capital Pequim e outra em Shenzhen, cidade vizinha a Hong Kong.

Mas isso pode não ser tudo. Também há rumores de que vários casos suspeitos teriam sido identificados em Xangai. Isso foi revelado por um médico de um dos principais hospitais da cidade em declarações anônimas ao jornal South China Morning Post, de Hong Kong. “Nosso centro está realizando sessões de treinamento sobre prevenção e tratamento do vírus. Também está sendo apressada a compra de máscaras, toucas e desinfetantes”, afirmou. “Sendo sincero, estou assustado. É um novo vírus com muitos aspectos que ainda não estão claros.”

O Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças publicou uma declaração no sábado em seu site e nas redes sociais na qual enfatizou que esse novo vírus “não é o SARS”, uma epidemia originária da China e que acabou com a vida de mais de 700 pessoas em todo o mundo entre 2002 e 2003. O órgão também negou os “rumores” de que centros de saúde fora de Wuhan poderiam estar oferecendo tratamento em segredo a pessoas infectadas pelo vírus. No domingo, a Comissão Nacional de Saúde da China se juntou com um texto pedindo calma, caracterizando a situação como “previsível e controlável”, enquanto considerava necessário “um monitoramento de perto para descobrir novas mutações”.

A publicação do centro gerou mais de 5.000 comentários no Weibo –rede social chinesa semelhante ao Twitter–, a maioria deles expressando preocupação com o desenvolvimento dos acontecimentos. “Não encontraram a origem da infecção e se atrevem a proclamar que a epidemia está sob controle? Qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento médico sabe que a coisa mais séria que pode acontecer nessas situações é que a origem não esteja localizada”, escreveu um usuário. As investigações das autoridades apontaram desde o primeiro momento para um mercado de peixes e frutos do mar em Wuhan, onde o vírus teria sido transmitido de um animal para várias pessoas. A área permanece em quarentena há várias semanas, embora não se descarte que possa haver outros focos.

Muitas outras mensagens alertavam sobre a proximidade do Ano Novo Chinês, celebração que ocorrerá no próximo sábado, 25 de janeiro, famosa por ser a maior migração humana do mundo, com mais de três bilhões de deslocamentos. “A data se aproxima e Wuhan é um grande centro de transporte, espero que todo mundo preste atenção para se proteger”, disse outro internauta. A China e o resto dos países da região começaram a reforçar as medidas de segurança em aeroportos e estações de trem. Imagens divulgadas nesta manhã nas redes sociais mostram uma equipe médica usando equipamentos de proteção e verificando, um a um, a temperatura corporal dos passageiros de um avião que saía da cidade de Wuhan.

Por outro lado, alguns comentários mostravam ceticismo, desconfiando da veracidade das informações oficiais. Embora o Governo chinês tenha melhorado bastante sua reação em relação à gestão do SARS, epidemia mantida em segredo durante semanas, ainda existem dúvidas razoáveis sobre a transparência dos dados: enquanto novos casos vieram à luz no exterior, o número de infectados permaneceu, até este fim de semana, estável dentro de suas fronteiras.

Um estudo recente preparado pelo Centro de Análise de Doenças Infecciosas Globais do Imperial College de Londres estimou que em 12 de janeiro o número de infecções prováveis era de 1.723. “É provável que o surto de um novo coronavírus em Wuhan tenha causado um número de doenças respiratórias leves ou moderadas substancialmente maior do que o divulgado”, diz o texto, produzido com o apoio da OMS.

A informação foi do ELPAÍS

Duas estudantes de Teresina tiram nota 1000 na redação do Enem


Vitória Castro pretende cursar medicina, assim como Letícia, que ainda fez dois cursinhos de redação por fora.

As piauienses Vitória Castro e Letícia Islávia fazem parte dos 53 estudantes que atingiram a nota 1000 na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2019 no Brasil, que teve as notas divulgadas nesta sexta-feira (07). As duas fazem parte do grupo CEV Vestibulares. O tema da Redação na prova em 2019 foi “Democratização do acesso ao cinema no Brasil”.

Vitória Castro à esquerda e Letícia Islávia à direita (Reprodução/Instagram)

As jovens aproveitaram o momento para comemorar a pontuação atingida em suas redes sociais. Ainda sem acreditar, as jovens agradeceram pelo feito conquistado. “Eu não consigo acreditar! Obrigada meu Deus. Você tarda, mas não falha nunca!”, escreveu Vitória Castro. Letícia Islávia aproveitou para agradecer seus professores do grupo CEV e por todos que lhe ajudaram. “Felicidade que não cabe em mim…saber que todo esforço, toda tentativa, todas as horas, todas as lágrimas valeram a pena”, disse. Só gratidão por essa nota. Obrigada a todos os professores que me ajudaram”, completa a estudante.

Piauienses comemoram nota máxina na redação nas redes sociais (Reprodução/Instagram)

Tanto Vitória quanto Letícia tem 19 anos de idade e são da mesma época do CEV, ingressas no ano de 2015. Vitória Castro pretende cursar medicina, assim como Letícia, que ainda fez dois cursinhos de redação por fora.

Ainda sem acreditar, Vitória revelou em reportagem a TV Meio Norte, como foi a primeira reação ao ver sua nota. “Quando eu acordei, eu já tinha falado com alguns amigos. Eles já tinham visto a nota e não tinham ido muito bem. Eu fiquei muito nervosa. Estava com medo e preocupada em não tirar uma nota tão boa quanto o ano passado, que foi 980. Mas eu sabia. Eu estava confiando, pois passei o ano estudando muito; focando muito em redação. Fazia em média 3 a 4 redações por semana”, disse Vitória.

“Quando vi a nota, eu não acreditei. Foi uma felicidade muito grande para mim. Eu estou confiante. Acredito que nesse ano sai”, completa.

Assista:

Notas

O desempenho individual do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foram divulgados nesta sexta-feira (17). Para ter acesso ao resultado, os candidatos podem entrar na Página do Participante, incluir o CPF e a senha cadastrada.

Após fuga de 76 presos, Brasil bloqueia fronteira do Paraguai com Mato Grosso do Sul


Fechamento da divisa com o Paraná depende de governador do estado

[Após fuga de 76 presos, Brasil bloqueia fronteira do Paraguai com Mato Grosso do Sul]
Foto : Reprodução/Google Street View

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, determinou ontem (19) o bloqueio da fronteira do Brasil com o Paraguai no trecho no Mato Grosso do Sul. Mais cedo no mesmo dia, a assessoria de imprensa da pasta chegou a informar o fechamento, mas depois corrigiu a informação.

A decisão de efetuar um bloqueio ocorre após a fuga de 76 integrantes de uma facção brasileira que estavam na Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, na madrugada de ontem. A cidade faz fronteira com Ponta Porã (MS).

De acordo com o governo paraguaio, há cidadãos dos dois países entre os criminosos que fugiram. Com relação ao possível fechamento da fronteira com o Paraná, o ministério afirmou que só acontecerá caso haja pedido do governador do estado, Ratinho Junior (PSD). Fonte:Metro1

 

Após erro na correção do Enem 2019, participantes temem perder vagas nas universidades federais


Por Elida Oliveira e Marcelo Valadares, G1

 

Participantes do Enem 2019 relatam problemas na correção do exame — Foto: Reprodução/Twitter

Participantes do Enem 2019 relatam problemas na correção do exame — Foto: Reprodução/Twitter

A apreensão dos candidatos a uma vaga no ensino superior aumentou desde que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, reconheceu no sábado (18) que houve “inconsistências” na correção dos gabaritos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019. Segundo Weintraub, a falha ocorreu na transmissão das informações – quem fez prova de uma cor teve o gabarito corrigido como se fosse outra cor.

O ministro da Educação afirmou que até esta segunda-feira (20) o problema será resolvido. No domingo, ele reforçou que o Inep segue apurando os erros e descartou que qualquer candidato possa ser prejudicado.

“A equipe do Inep continua trabalhando na apuração das inconsistências nas notas individuais do Enem 2019. Reafirmo: nenhum candidato será prejudicado! A abertura do Sisu será na terça, dia 21” – Abraham Weintraub, ministro da Educação.

O desempenho no Enem é critério para concorrer no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece 237 mil vagas em universidades federais em todo o país. O período de inscrições foi mantido: vai de terça-feira (21) a sexta-feira (24).

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Enem, 3,9 milhões de pessoas fizeram as provas em 3 e 10 de novembro. A princípio o erro havia atingido apenas a correção de gabaritos do 2º dia, quando houve provas de ciências da natureza e matemática. Neste domingo (19), o Inep afirmou que a revisão será feita nos dois dias do exame.

O Inep criou um email para os candidatos que se sentirem prejudicados. O endereço é [email protected]. Os relatos devem ser enviados até as 10h desta segunda-feira (20), com nome completo e CPF.

Virgínia Medina, 20 anos, tenta pela quarta vez entrar em medicina – o primeiro ano foi como “treineira”. Ela procurou o Inep e, até a manhã de domingo quando conversou com o G1, não sabia se as suas notas estavam sendo revisadas.

“Meu medo é o erro não ser corrigido e eu ser prejudicada no Sisu. Foi um ano inteiro de investimento. Eu morei em outra cidade para fazer cursinho, paguei as aulas, estudei bastante e agora comecei a me preocupar, porque aquela nota não condiz com a minha preparação” – Virgínia Medina, 20 anos, que fez prova em Viçosa (MG).

Ministro da Educação, Abraham Weintraub (à esq.), afirma que houve 'inconsistências' na correção do Enem 2019; pronunciamento foi feito ao lado de Alexandre Lopes, presidente do Inep — Foto: Luis Fortes/MECMinistro da Educação, Abraham Weintraub (à esq.), afirma que houve 'inconsistências' na correção do Enem 2019; pronunciamento foi feito ao lado de Alexandre Lopes, presidente do Inep — Foto: Luis Fortes/MEC

Ministro da Educação, Abraham Weintraub (à esq.), afirma que houve ‘inconsistências’ na correção do Enem 2019; pronunciamento foi feito ao lado de Alexandre Lopes, presidente do Inep — Foto: Luis Fortes/MEC

Até a manhã de sábado, o MEC e o Inep não sabiam informar quantas pessoas poderiam ter sido atingidas, mas admitiram o erro em ao menos quatro provas de Viçosa (MG) – justamente a cidade em que Virgínia fez o exame. O governo não descartou que as falhas podem ter ocorrido em outros estados e afirmou que investiga o caso.

Segundo Weintraub, o erro atingiu “alguma coisa como 0,1%” dos candidatos que prestaram o exame – o equivalente a 3,9 mil candidatos. Depois, Alexandre Lopes, presidente do Inep, falou que o erro poderia ter afetado “até” 1% – 39 mil pessoas. Ao fim, afirmou que “não chega a 9 mil”.

G1 questionou o Inep na manhã de domingo (18) para saber se houve atualização nos dados, mas não recebeu resposta até as 5h. O instituto afirmou que vai divulgar o resultado da força tarefa feita para identificar os erros na correção das provas do Enem 2019 ainda nesta segunda-feira (20), mas não especificou o horário.

Além do Sisu, a nota do Enem pode ser usada na seleção de outras universidades, incluindo instituições em Portugal, e também em programas de apoio do governo – como o Prouni, que oferece bolsas de estudo parciais e integrais em universidades particulares, e o Fies, que financia o pagamento de mensalidades.

#ErrosnoEnem

Os relatos de erros nas notas do Enem começaram a aparecer nas redes sociais assim que os resultados individuais foram divulgados na sexta (17).

De acordo com os estudantes ouvidos pelo G1, antes do anúncio do governo, eles já haviam procurado o Inep, por telefone e e-mail.

A resposta era de que não seria possível revisar a correção e que o Enem seguia a Teoria de Resposta ao Item (TRI) – metodologia que avalia se o estudante acertou as questões fáceis e difíceis ou só as difíceis, por exemplo, uma espécie de método “antichute”. A TRI calcula as notas conforme o desempenho em vez de contabilizar erros e acertos. O mesmo esclarecimento foi enviado pelo Inep à TV Globo.

Os estudantes de Viçosa viram que outros candidatos estavam com o mesmo problema e começaram a usar a hashtag #errosnoenem. Logo, foram seguidos por outros estudantes de todo o país.

Os relatos feitos ao G1 são de candidatos que fizeram a prova do Enem no Pavilhão de Aulas B (PVB) da Universidade Federal de Viçosa (UFV).

Segundo eles, ao menos 50 estudantes tiveram o mesmo problema e estudam entrar com uma ação no Ministério Público Federal.

A União Nacional dos Estudantes (UNE) diz estar recolhendo informações de candidatos prejudicados para denunciar o caso à Justiça. A entidade diz estar atenta para as “correções necessárias”.

“Quando vi a nota baixa, achei que era erro e seria atualizado. Depois, vi que não foi. A gente confia na nossa educação e no preparo dado pelos professores. Sabíamos que estava errado. É uma sensação de descaso absurda, uma desvalorização de tudo que estudamos este ano” – Lívia Costa, 19 anos, que tenta medicina na UFV.

Nota mínima

Das 45 questões em matemática, Lívia afirma que acertou 36 e recebeu nota 350. “Não conheço absolutamente ninguém que já tirou essa nota, é praticamente a nota mínima do Enem”, afirma ela, que em outras edições da prova chegou a atingir 700 pontos na disciplina.

Lívia Costa, uma das participantes do Enem 2019 que relatou erro nas notas da prova — Foto: Arquivo PessoalLívia Costa, uma das participantes do Enem 2019 que relatou erro nas notas da prova — Foto: Arquivo Pessoal

Lívia Costa, uma das participantes do Enem 2019 que relatou erro nas notas da prova — Foto: Arquivo Pessoal

A mesma discrepância de notas ocorreu com Virgínia, citada no início desta reportagem. Ela conta que acertou 35 das 45 questões de matemática e obteve nota de 386,9. Em ciências da natureza, ela acertou 30 das 45 questões e teve nota 400,3. “São notas que, mesmo com a TRI, correspondem a 5 ou 6 acertos, quando a pessoa tem um desempenho muito baixo”, afirma.

Virginia Medina, 20 anos, relatou erro na correção da prova do Enem 2019; ela tenta uma vaga em medicina — Foto: Arquivo PessoalVirginia Medina, 20 anos, relatou erro na correção da prova do Enem 2019; ela tenta uma vaga em medicina — Foto: Arquivo Pessoal

Virginia Medina, 20 anos, relatou erro na correção da prova do Enem 2019; ela tenta uma vaga em medicina — Foto: Arquivo Pessoal

“Nenhum dos participantes que entrei em contato está tranquilo com a manifestação [do MEC], principalmente pelo prazo curto que deram para refazer a correção”, afirma Gustavo Castro, 18 anos, que fez seu primeiro Enem no PVB de Viçosa.

Ele conta que acertou 35 questões das 45 em matemática e em ciências da natureza. Em ambas, tirou 400. “Mesmo com TRI, as notas de matemática são sempre próximas a 700 ou 800 [com este número de acertos]. Ano passado, sem cursinho e estudando em escola pública, eu tirei 785. A discrepância é muito grande”, afirma.

“Eu me sinto injustiçado e estou em um desgaste, sofrendo muito, é a realização de um sonho que está em jogo” – Gustavo Castro, estudante que tenta uma vaga em medicina e teve problemas na nota do Enem 2019.

Gustavo Castro, 18 anos, é um dos participantes do Enem 2019 que relatam erros na correção do exame. — Foto: Arquivo PessoalGustavo Castro, 18 anos, é um dos participantes do Enem 2019 que relatam erros na correção do exame. — Foto: Arquivo Pessoal

Gustavo Castro, 18 anos, é um dos participantes do Enem 2019 que relatam erros na correção do exame. — Foto: Arquivo Pessoal

Luisa Mendonça também fez a prova no PVB, em Viçosa(MG). Esta é a terceira vez que ela faz o exame. Luisa já cursa agronomia na UFV, mas quer tentar uma outra vaga em biomedicina e mudar de curso.

Ela afirma que sentiu muita frustração ao ver as notas do segundo dia. Ela faz parte do grupo de estudantes de Viçosa que se mobilizou para relatar os erros nas redes sociais com a hashtag #errosnoenem.

“Aparentemente, afetou só aqui em Viçosa, mas ouvimos relatos de pessoas que foram afetadas em outras cidades. Até o ministro fazer a declaração estávamos desolados. Agora, estamos ansiosos esperando que eles corrijam a nota. Mas estamos chateados, é um ano que a gente dedicou e a gente não esperava por isso. Esperamos que a nota seja corrigida antes do Sisu” – Luisa Mendonça, participantes do Enem 20192 que diz ter sido afetada pelos erros na correção.

Luisa, 19 anos, pretende cursar Biomedicina — Foto: Arquivo PessoalLuisa, 19 anos, pretende cursar Biomedicina — Foto: Arquivo Pessoal

Luisa, 19 anos, pretende cursar Biomedicina — Foto: Arquivo Pessoal

 

“Que você como o pão requentado que o diabo amassou todas as manhãs”! Disse, sobre Alvim, Atriz que interpretou melhor amiga de Olga


Renata Jesion

O texto abaixo foi escrito por Renata Jesion, atriz que interpretou Sabo, a melhor amiga de Olga Benário Prestes, a comunista judia entregue pelo governo de Getúlio Vargas a Hitler.

Renata é filha de um sobrevivente do Holocausto, homem que tinha no braço o número tatuado no campo de concentração. Ela conheceu de perto, portanto, os horrores do nazismo.

Renata também conheceu Alvim, em trabalhos no teatro. “Você conseguiu enganar a todos, mas a mim não!”, escreveu.

O desabafo foi publicado em seu perfil no Facebook:

Com a graça do nosso bom Deus, você foi demitido, Alvim!
Mas isso é pouco diante do que pensa, fala, fez, faz com os seus semelhantes!
Do fundo do meu coração, e com a ajuda do nosso Deus todo poderoso, espero que você se foda pra sempre!!!
Desde a primeira vez que te vi, num trabalho em comum, no palco do Carlos Gomes, senti arrepios com a sua presença. Ficava indagando “esse menino de merda, com ações e pensamentos egóicos e maléficos, fala como quem é dono da verdade. Estranho, ele esconde algo!!”. Muita gente nessa ocasião te achava um menino prodígio! Mas eu não! Já te achava um merda!!!
Depois anos se passaram, finalmente veio aquela sua direção de merda do Leite Derramado. Meus Deus, você dirigindo uma obra prima do Chico Buarque! Você conseguiu enganar a todos, mas a mim não!
Te desejo daqui pra diante, durante todos os seus cafés da manhã, que você coma o pão requentado que o diabo amassou!
Alvim, vai tomar no cu!

Ontem, Roberto Alvim publicou um texto em um grupo de WhatsApp em que tenta se passar por vítima:

“Perdi tudo por causa desse erro terrível”, disse, depois de afirmar que não sabia que a frase lida por ele no vídeo sobre o festival de cultura era de Joseph Goebbels, o ministro da propaganda de Hitler.

E uso como trilha sonora da ópera de Richard Wagner, o compositor preferido de Hitler?

Fonte 247.

Roubo coletivo em plena tarde: Um grupo de 100 pessoas roubam pessoas que faziam caminhada na AV Paulista


Da Folha:

A polícia de São Paulo investiga um arrastão que teria ocorrido no final da tarde de domingo (19) na avenida Paulista para furto de celulares. O registro do caso foi feito no 78º Distrito Policial, nos Jardins, que não divulgou detalhes sobre o ocorrido.

Segundo informações do Hora 1, da Globo, dezenas de aparelhos foram furtados por um grupo de cerca de 100 pessoas. Quatro foram detidas – três jovens e um adolescente de 13 anos.

A suspeita é que o grupo, formado por homens e mulheres, tenha combinado o arrastão pela internet. De acordo com testemunhas, na avenida, que fica fechada para veículos aos domingos, os criminosos furtaram celulares das mãos, bolsas e bolsos de pedestres e se organizaram para passar os aparelhos de mão em mão, em uma espécie de corrente.

Até o momento, 45 vítimas procuraram o 78º Distrito Policial para registrar boletim de ocorrência, mas a maior parte preferiu fazer isso pela internet após receber orientação.

Fonte DCM.

Jornal Nacional: Globo deu uma aula sobre o que é ser bolsonarista. Por Jeferson Miola


Jornal Nacional da Globo. Foto: Divulgação/Twitter

Publicado originalmente no blog do autor

POR JEFERSON MIOLA

A Folha de São Paulo [15/1] denunciou que Fabio Wajngarten, chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência [SECOM], é proprietário da empresa FW Comunicação e Marketing. Segundo a reportagem, através desta empresa Fabio “recebe dinheiro de emissoras de TV e de agências de publicidade contratadas pela própria secretaria, ministérios e estatais do governo Jair Bolsonaro”.

É um caso enciclopédico de violação do código de ética do serviço público, de conflito de interesses e de improbidade administrativa. Em outros tempos que não os atuais, cinicamente denominados como de “normalidade institucional”, isso daria até cadeia.

A Folha “confirmou que a FW tem contratos com ao menos cinco empresas que recebem do governo, entre elas a Band e a Record [e a SBT], cujas participações na verba publicitária da Secom vêm crescendo” às custas da diminuição das verbas que a Globo recebia, que desabaram de 48,52% em 2017 para 16,38% do total em 2019.

Mas o escândalo, contudo, não cessa aí.

O chefe de Comunicação do Bolsonaro escolheu Samy Liberman para ser seu chefe-adjunto na Secretaria. Samy, por sua vez, é irmão de Fabio Liberman, que Fabio Wajngarten escolheu para ser o administrador da sua empresa, a FW Comunicação e Marketing. Ou seja, montaram uma maçaroca no gabinete ao lado do gabinete do Bolsonaro para operar negócios ilícitos.

É desnecessário descrever o que a Globo teria feito se ocorresse apenas uma milionésima parte desse escândalo impensável em algum governo petista.

Mesmo sendo prejudicada pela redução de 2/3 das verbas publicitárias por Bolsonaro, no Jornal Nacional desta quarta-feira [15/1] a Globo tratou o escândalo como um “não-acontecimento”. O assunto não foi mencionado nem por um milésimo de segundo.

Pode-se aventar muitas hipóteses para explicar a atitude omissa da Globo – menos a de que tenha praticado jornalismo que faça jus à concessão pública e à autorização que uma emissora de TV recebe para funcionar.

É razoável, por exemplo, especular-se que a cumplicidade da Globo serve como elemento de chantagem para engordar suas contas bancárias [várias delas em paraísos fiscais] mediante a recuperação de dinheiro público gasto em publicidade.

A conivência da Globo, assim, pode ser uma arma para recuperar e aumentar sua participação no butim de guerra; no roubo brutal das riquezas e da renda nacional que a burguesia promove desde o golpe de 2016.

Com seu anti-jornalismo – também conhecido como jornalismo-lixo, jornalismo de guerra ou Globo-lixo – a Globo deu uma tremenda aula sobre o que é ser bolsonarista.

Bolsonarismo não é só o clã psicopata, não é só o PSL e as figuras escatológicas que saíram do esgoto com a eleição de Bolsonaro. Bolsonarismo também não são somente os milicianos e o Escritório do Crime; os parlamentares deploráveis, os ministros e militantes horrorosos e fascistas; os extremistas religiosos, os terroristas de extrema-direita ou os lavajatistas que corromperam o sistema de justiça para viabilizar o projeto de poder da extrema-direita.

Bolsonarismo é a forma que o ultraliberalismo assumiu no Brasil. Bolsonarismo é o pacto de dominação firmado entre a oligarquia, o establishment estadunidense e as finanças internacionais para promover a mais terrível e profunda destruição da soberania e devastação das riquezas do país.

Bolsonarismo, enfim, é a expressão da alma genuína da classe dominante. Bolsonaristas disfarçados, como FHC e os golpistas dessa estirpe, que abandonaram qualquer compromisso com a democracia, proclamam com ódio: o PT não! Mas, ao mesmo tempo, esses canalhas jamais dizem não! ao Bolsonaro – como não disseram na eleição de 2018, mesmo escutando o monstro fascista fazer da louvação da tortura, do estupro, da violência, da morte, do ódio e do endeusamento de torturadores seu programa de governo.

No bolsonarismo não existe probidade, decência, dignidade, ética pública, transparência, republicanismo, liberdade, democracia e imprensa livre e decente.

A Globo está na origem do bolsonarismo; é sócia-fundadora dessa etapa de terror do Brasil. Sem a Globo não teria sido pavimentado o caminho que conduziu Bolsonaro ao poder.

A Globo, agora, quer sua retribuição, sua compensação; a Globo, enfim, busca seu butim na guerra de ocupação devastadora que a classe dominante promove contra o Brasil, contra o mundo do trabalho e contra todo povo brasileiro.

Fonte DCM