Cada vez mais alunos de Sergipe estão avançando e concluindo o ensino médio na rede pública. Entre 2022 e 2025, a taxa de abandono escolar no estado diminuiu de 5,3% para 1,8%, enquanto a reprovação caiu de 11,9% para 4,2%. O indicador que mede o atraso escolar foi reduzido de 36,8% para 20%, evidenciando melhorias na permanência e progressão escolar dos estudantes.
Esses dados são parte da segunda etapa do Censo Escolar 2025, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC) e divulgado nesta sexta-feira, 26 de junho.
A nível nacional, entre 2022 e 2025, a reprovação no ensino médio público diminuiu em 62%, o abandono escolar em 61% e a distorção idade-série, indicador que mede o atraso escolar, foi reduzida em 28%. No mesmo período, a taxa de aprovação cresceu 11%, evidenciando avanços na permanência e no sucesso escolar dos alunos.
Os novos dados do Censo Escolar 2025 permitem calcular as taxas de rendimento escolar, demonstrando uma trajetória de melhoria do ensino médio público desde 2023. O MEC implementou programas estruturantes, como o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, o Escola em Tempo Integral, a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, além de avanços no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
O Pé-de-Meia, criado no início de 2024, é outra política que tem contribuído para a evolução dos indicadores educacionais. Com 112.475 estudantes de Sergipe beneficiados pelo programa, a maioria é do sexo feminino.
O ministro da Educação, Leonardo Barchini, enfatiza que os resultados mostram que mais alunos estão conseguindo permanecer na escola, avançar de série e concluir seus estudos no tempo adequado, refletindo a eficácia das políticas públicas educacionais.
Outros indicadores educacionais importantes também indicam progresso no ensino médio da rede pública. Por exemplo, o Enem registrou um aumento de 46% nas inscrições realizadas por alunos de escolas públicas.
Por fim, dados da Pnad Contínua Educação 2025, divulgados pelo IBGE, mostram que mais estudantes estão em sala de aula, com aumento na taxa de frequência escolar entre os jovens, atingindo o maior valor da série histórica desde 2016.