Reino Unido Adotará Pets Robôs Para Acompanhar Idosos Solitários

Uma iniciativa do Departamento de Saúde do Reino Unido está fornecendo animais de estimação robôs para fazer companhia a idosos aposentados. O projeto do governo, que recebeu um investimento de £ 1 milhão, visa combater a solidão, o estresse e a ansiedade na terceira idade. Os pets acompanharão 1.300 pessoas em testes em Milton Keynes, Luton e Bedfordshire, de acordo com uma reportagem do Daily Mail.

O Departamento pretende avaliar se os pets, equipados com motores para movimentar a cabeça e abanar o rabo, podem auxiliar na comunicação após casos de acidente vascular cerebral, demência e dificuldades de aprendizagem. Além disso, a iniciativa também busca desenvolver scanners faciais de inteligência artificial para reconhecer sinais de dor.

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Plymouth revelou que os sintomas neuropsiquiátricos diminuíram em residências de idosos que adotaram os robôs. Os animais robóticos ajudaram a reduzir sintomas como delírios, depressão, ansiedade, euforia, apatia e perturbação ocupacional.

Os idosos com demência moderada ou grave e aqueles que se sentiam solitários demonstraram maior propensão a interagir com os pets robóticos. O ato de cuidar e alimentar os robôs proporcionava um senso de responsabilidade e propósito a essas pessoas.

Apesar de terem sido inicialmente projetados para crianças, os robôs têm se mostrado populares entre os idosos. Durante um teste de oito meses em lares na Cornualha, em 2022, somente um quarto dos residentes não interagiu com os pets. No entanto, alguns pets sofreram acidentes, como membros quebrados.

Segundo o presidente-executivo da fabricante Ageless Innovation, Ted Fischer, a ideia de investir nesse mercado surgiu após a constatação de que 20% das críticas aos brinquedos infantis da Hasbro vinham de pessoas que os compravam para parentes idosos. No ano passado, a casa de repouso Oak Manor, em Bedfordshire, testou o uso de pets robóticos, com alguns moradores se encantando com os brinquedos que imitavam sons de gatos, cachorros e pássaros.

A ministra da assistência social, Helen Whately, afirmou que a tecnologia terá um papel cada vez mais relevante na assistência social à medida que as necessidades de cuidados da população idosa aumentam.