Profissionais que não possuem curso superior na área em que atuam, ou que têm graduação em outra área, ou que obtiveram bom desempenho no Enem, podem concorrer a bolsas integrais de licenciatura pelo Programa Institucional de Fomento e Indução da Inovação da Formação Inicial e Continuada de Professores com ênfase na Educação Integral (Prilei) do Ministério da Educação (MEC). As vagas são oferecidas em universidades federais, estaduais e privadas sem fins lucrativos, que definem as vagas e regras de seleção por meio de editais próprios.
O Prilei tem como objetivo oferecer cursos de licenciatura que combinem teoria e prática, estabelecendo parcerias com as redes públicas de ensino, com foco na educação integral. Para participar, é necessário que os candidatos se comprometam a realizar um ano de residência docente na rede pública de ensino durante a formação. Durante a residência docente, no último ano do curso, os estudantes recebem uma bolsa no valor de R$ 750.
As instituições de ensino devem apresentar um projeto que demonstre compromisso com as propostas pedagógicas das licenciaturas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e atender a alguns requisitos, como ofertar pós-graduação stricto sensu em educação, com nota igual ou superior a quatro na avaliação da Capes, e possuir docentes atuando na pós-graduação e na pedagogia ou licenciaturas.
Para aderir ao Prilei, as instituições privadas de ensino superior devem acessar o Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec).
O Prilei, criado pela Portaria nº 505/2024, visa apoiar instituições de ensino superior para a formação de professores da educação básica que não possuam curso superior na área em que atuam, além de profissionais em busca de formação em licenciatura.