ONU Aprova 1ª Resolução Para Proteger Humanidade Das IAs
Na semana passada, a ONU aprovou a primeira resolução para proteger a humanidade das inteligências artificiais. No projeto liderado pelos Estados Unidos, a Assembleia Geral da ONU destacou a promoção de sistemas de IA “seguros e confiáveis” para todos.
Apesar do projeto ser dos EUA, a resolução recebeu apoio de todos os 193 Estados-membros da ONU – incluindo o Brasil. De acordo com o texto, o objetivo é garantir o respeito, a proteção e a promoção dos direitos humanos não apenas na concepção, mas também no desenvolvimento e implementação de tecnologias de IA.
A Assembleia Geral da ONU também reconheceu o potencial da IA para acelerar a conquista dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, incluindo metas como fim da pobreza, fome zero, boa saúde, educação de qualidade e igualdade de gênero, entre outros.
Essa é a primeira vez que a Assembleia aprova uma resolução sobre inteligência artificial. Antes da reunião, o Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan, afirmou que a adoção do projeto representaria um “passo histórico” para o uso seguro da IA.
O texto aprovado pede aos Estados-membros e partes interessadas que se abstenham ou cessem o uso de sistemas de IA que não possam operar de acordo com o direito internacional dos direitos humanos ou que representem riscos indevidos para o gozo desses direitos.
A ONU reconheceu os diferentes níveis de desenvolvimento tecnológico entre os países e convidou todos – Estados, setor privado, sociedade civil, organizações de pesquisa e mídia – a desenvolver e apoiar regulamentações para o uso seguro e confiável da IA.
O reconhecimento dos “diferentes níveis” de desenvolvimento tecnológico veio após a ONU constatar que as nações em desenvolvimento enfrentam desafios únicos para acompanhar o ritmo acelerado da inovação.
O Fundo Monetário Internacional concluiu que a inteligência artificial afetará cerca de 40% dos empregos no mundo e alertou que a IA pode agravar a desigualdade global.
