Em comunicado divulgado no último sábado, a Comissão de Atletas do COI (Comitê Olímpico Internacional) se manifestou sobre mais de 8.500 publicações de ataques virtuais e assédio a atletas e membros de delegações olímpicas durante os Jogos Olímpicos de Paris 2024. Todas essas ocorrências foram identificadas por meio de um sistema de monitoramento por inteligência artificial.
Sem entrar em detalhes, a nota condenou os ataques e expressou solidariedade às vítimas. Foi destacada a implementação de medidas futuras e a disponibilização de uma linha de apoio confidencial para a saúde mental dos atletas.
O comunicado ressalta que “muitos atletas foram alvos desses ataques, mesmo tendo dado o seu melhor em campo e respeitado integralmente as regras de seus eventos.”
Dentre os casos mais relevantes, estão os das boxeadoras Imane Khelif, da Argélia, e Lin Yu-Ting, de Taiwan, que possuem hiperandrogenismo e foram injustamente acusadas de serem transexuais. Além delas, as ginastas Jordan Chiles, dos EUA, e Ana Barbosu, Sabrina Maneca-Voinea e Nadia Comaneci, da Romênia, também sofreram ataques devido a uma polêmica no solo que levou Chiles a perder sua medalha de bronze.
Até mesmo uma ex-atleta, Nadia Comaneci, foi alvo de ataques após defender suas colegas e criticar um erro no regulamento. A Federação Romena de Ginástica pediu o fim dos ataques e se manifestou em favor das atletas envolvidas.
Jordan Chiles, atleta negra, também foi vítima de racismo online e precisou se pronunciar, afirmando que os ataques de cunho racial são extremamente prejudiciais. Ela destacou que se dedicou ao esporte com orgulho e representando a sua cultura e país.