Na quarta-feira passada, Elon Musk celebrou em sua conta no antigo Twitter o centésimo dia desde o primeiro implante do chip cerebral da Neuralink em um ser humano. Em sua postagem, o bilionário compartilhou o link para um resumo do progresso do experimento publicado pela conta oficial da empresa.
De acordo com o documento divulgado, o chip cerebral apresentou comportamentos inesperados nas semanas seguintes ao implante. Isso resultou na retração de vários fios do cérebro, causando uma diminuição no número de eletrodos eficazes e, consequentemente, uma redução na velocidade de transmissão de dados.
O defeito no chip parece ter afetado os sinais enviados pelo cérebro do participante do estudo para a interface do usuário. No entanto, após algumas modificações nos algoritmos de gravação e nas técnicas de tradução de sinais, houve uma melhoria no desempenho do chip.
Com o problema aparentemente solucionado, Musk comemora o sucesso do implante do chip cerebral após 100 dias. O participante do estudo mencionou que conquistou autonomia em atividades cotidianas que antes exigiam a presença de um acompanhante, devido à tetraplegia.
Especialistas em implantes cerebrais apontam que o motivo do problema pode ter sido o movimento do cérebro dentro do espaço intracraniano, causando o deslocamento dos eletrodos. Os próximos passos da Neuralink incluem melhorias no sistema e a ampliação do uso dos chips cerebrais em aplicações físicas, como braços robóticos e cadeiras de rodas. A empresa busca a aprovação da FDA para implantar mais chips cerebrais em seres humanos.