Nesta sexta-feira, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação acompanhou o presidente em visita às obras de macrodrenagem e urbanização do Canal da União, no bairro do Marco, em Belém. A intervenção faz parte de um conjunto de obras que inclui os canais Vileta, Leal Martins e Timbó, já entregues à população.
O projeto tem como objetivo reduzir os problemas de alagamento na capital paraense, aumentando a resiliência da cidade frente a eventos climáticos extremos e contribuindo para a preparação de Belém para sediar a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em novembro.
As obras no Canal da União abrangem 350 metros de retificação de canal, 700 metros de rede de abastecimento de água, 700 metros de rede de esgoto sanitário, 450 metros de drenagem pluvial, além da construção de três passarelas, uma ponte e a urbanização viária, incluindo calçadas com piso tátil. O projeto é parte do plano de macrodrenagem da Bacia do Tucunduba, considerado um marco para a melhoria da qualidade de vida nos bairros do Guamá, Terra Firme, Canudos e Marco.
O presidente destacou que as obras em Belém vão muito além da preparação para a COP30, deixando benefícios permanentes para a população. Ele ressaltou que todo o investimento para a conferência ficará para a população.
Belém recebe o maior programa de macrodrenagem de sua história, com obras em ritmo acelerado que visam transformar a infraestrutura urbana da capital. Já foram investidos mais de R$ 1,6 bilhão na requalificação de 17 canais, essenciais para prevenir inundações e alagamentos, beneficiando diretamente mais de 520 mil pessoas que residem às margens desses espaços. Os trabalhos estão sendo feitos em parceria com a Itaipu Binacional, o BNDES e o Governo do Brasil.
O governador destacou que as obras contemplam o canal e o entorno, garantindo infraestrutura completa para a população.
Também na sexta-feira, a ministra do MCTI e o presidente visitaram o Parque da Cidade da capital paraense. Considerada a maior intervenção urbana de Belém nos últimos 100 anos, o local ocupa 500 mil m² de uma área que já foi um aeroporto, no bairro da Sacramenta. O espaço será o principal palco da COP30, abrigando as Zonas Azul e Verde da conferência.
A Zona Azul é o palco onde ocorrem as negociações oficiais, da Cúpula de Líderes e dos pavilhões nacionais. O acesso é restrito às delegações oficiais, chefes de Estado, observadores e imprensa credenciada.
Já a Zona Verde traz visibilidade para soluções e parceiros que fortalecem o compromisso com uma abordagem ambiental, social e de governança de diálogo internacional. Com acesso livre ao público, o espaço promove o engajamento democrático, a pluralidade de vozes e a transparência no debate.