O Ministério da Educação (MEC) se reuniu com representantes da Embaixada da Austrália para discutir novas oportunidades de cooperação e intercâmbio acadêmico. O encontro aconteceu com o objetivo de fortalecer os laços entre os dois países, que enfrentam desafios semelhantes e têm interesses estratégicos em áreas como agricultura, meio ambiente e mineração, sendo a Austrália um destino muito procurado por estudantes brasileiros.
Durante a reunião, foi apresentado o novo conselheiro de Educação e Pesquisa da Embaixada da Austrália no Brasil, Pete Nolan, que destacou que a parceria entre Brasil e Austrália está caminhando para um modelo de cooperação mais sofisticado e duradouro. O foco é ir além da mobilidade estudantil tradicional, estabelecendo parcerias sólidas em pesquisa e desenvolvimento que fortaleçam as duas áreas educacionais.
Segundo dados apresentados por Nolan, a Austrália tem cerca de 80 mil residentes brasileiros, dos quais 24 mil são estudantes. Além disso, a integração acadêmica já é expressiva, com 114 acordos de cooperação vigentes entre instituições de ensino superior dos dois países.
Em relação às políticas públicas, o MEC destacou a proximidade entre os países, como a expansão da educação a distância (EaD), considerando as dimensões continentais dos dois países, e o interesse em aumentar o intercâmbio de pessoas e experiências de forma equitativa, incentivando a vinda de estudantes e pesquisadores australianos para o Brasil. Também foi mencionado o interesse na troca de experiências em educação profissional e tecnológica (EPT).
As relações diplomáticas entre Brasil e Austrália, estabelecidas em 1945, são baseadas em afinidades e valores compartilhados, já que ambos são países continentais, com sociedades multiétnicas, estados democráticos, economias fortes e líderes globais na produção e exportação de produtos agropecuários e minerais. Essa base comum facilita o diálogo técnico e a implementação de projetos conjuntos que beneficiam o desenvolvimento científico e social de ambas as populações.