Através do curso de Extensão, Formação para Docência e Gestão para a Educação das Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola, com início na aula inaugural na segunda-feira, o Ministério da Educação (MEC) reafirmou o compromisso com a formação de profissionais da educação como meio de promover a equidade nas escolas e implementar a Lei nº 10.639, de 2003. Durante o encontro, a diretora de Políticas de Educação Étnico-Racial e Educação Escolar Quilombola destacou a importância de qualidade e equidade caminharem juntas na garantia de processos educacionais que promovam aprendizagens e construção de identidade para crianças negras, indígenas e quilombolas. A formação visa ir além do conhecimento, buscando ações transformadoras nas salas de aula.
O objetivo do curso é fomentar o letramento racial entre profissionais da educação básica, contribuindo para a formação de professores e gestores em consonância com os princípios da educação para as relações étnico-raciais e educação escolar quilombola. Com carga horária de 120 horas e 150 mil vagas iniciais, o curso será oferecido de forma totalmente a distância, com coordenação da Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ) em parceria com a Capes. Os quatro módulos abordam temas como Panorama Étnico-Racial e Quilombola Brasileiro, Culturas e Territorialidades, Educação Antirracista na Prática e Gestão Democrática para a Diversidade, em cumprimento à Lei 10.639/2003 que tornou obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira na educação básica do país.
Parte integrante da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), o curso está voltado para a formação continuada de profissionais da educação, buscando fortalecer a gestão e docência voltadas para as relações étnico-raciais e quilombolas. A Pneerq visa implementar ações educacionais para superar as desigualdades étnico-raciais e promover a política educacional para a população quilombola.