MEC Fortalece Ações de Expansão e Internacionalização

Durante o 1º Fórum de Reitores Brasil-África, o Ministério da Educação (MEC) participou do painel “Apresentação das Instituições Públicas Brasileiras”, debatendo as principais políticas de expansão e internacionalização da pasta, com enfoque no Sul Global. Os secretários de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli, e de Educação Superior, Marcus David, apresentaram o panorama da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica e o papel das universidades federais nas relações acadêmicas com o continente africano.

Bregagnoli destacou a implementação de 111 novos campi de institutos federais pelo Brasil, com previsão de que ao menos 60 dessas novas unidades já estejam ofertando cursos ainda neste ano. Essa expansão se baseia no princípio da verticalização do ensino, que abrange desde qualificações profissionais até pós-graduações, sendo essencial para a inclusão social e o desenvolvimento regional.

Já sobre inovação, o secretário ressaltou a estrutura da Rede Federal, que conta com polos disseminados e incubadoras de empresas, promovendo a participação ativa dos estudantes em projetos de desenvolvimento tecnológico. Além disso, a cooperação internacional com países de língua portuguesa, como Moçambique, Cabo Verde e Guiné-Bissau, ganhou destaque.

O secretário Marcus David detalhou o funcionamento das universidades federais, que atendem cerca de 1,4 milhão de estudantes de graduação e pós-graduação, sendo marcadas por políticas afirmativas que reservam vagas para estudantes de baixa renda e minorias étnicas. Ele ressaltou a importância das conexões com o continente africano e a internacionalização do ensino superior.

Destacou-se no painel o Programa de Estudantes-Convênio (PEC), que completou 60 anos de existência, com a maioria das vagas destinadas a estudantes estrangeiros preenchidas por africanos. O MEC tem apoiado a integração desses estudantes por meio de assistência estudantil, acolhimento intercultural e valorização da língua portuguesa.

O debate foi mediado pelo diretor de Relações Internacionais da Capes, contando com a presença de representantes de diversas instituições ligadas à educação.