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quarta-feira, 14 de outubro de 2026
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Língua eletrônica pode detectar vinho estragado antes dos humanos perceberem

Alex Barbosa12 de maio de 20241 min de leitura

Uma língua eletrônica identificou que um vinho branco estava estragado durante um experimento na Universidade Estadual de Washington, nos EUA. O dispositivo conseguiu detectar microrganismos na bebida uma semana após a contaminação. Em comparação, uma pessoa levou cerca de quatro semanas a mais para notar a mudança de aroma do vinho. As descobertas foram publicadas na revista Journal of Food Science.

O dispositivo, chamado de língua eletrônica, não se parece com uma língua humana, mas possui sondas sensoriais organizadas em forma de filamentos. Ao ser imersa em um líquido, os sensores conseguem analisar a presença de substâncias e microrganismos.

A cientista Carolyn Ross, responsável pelo desenvolvimento da língua eletrônica, destacou que o dispositivo pode fornecer uma “impressão digital” de um vinho, coletando informações relevantes para os produtores da bebida.

Em testes realizados, os pesquisadores adicionaram intentionalmente quatro micróbios a diferentes garrafas de vinho branco Riesling, comumente contaminados por microrganismos prejudiciais. Enquanto os voluntários treinados levaram pelo menos 35 dias para detectar a contaminação do vinho, a língua eletrônica fez isso em apenas sete dias.

Além de reconhecer microrganismos contaminadores, a língua eletrônica identificou micróbios cultivados a partir do vinho em uma placa de Petri, auxiliando os vinicultores na identificação de possíveis defeitos na bebida. Ross acredita que a língua eletrônica pode ser um aliado para os produtores de vinho, mas ressalta que o dispositivo é um complemento aos métodos já utilizados, não um substituto.

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