Hip-Hop Vira Política Educacional Para Combater Desigualdade

O Ministério da Educação (MEC) realizou uma transmissão ao vivo para discutir o Programa Escola Nacional de Hip-Hop (H2E), em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Gestores estaduais, municipais e distritais foram orientados sobre a adesão e implementação do programa nas redes de ensino. A Escola Nacional de Hip-Hop faz parte da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), com um investimento previsto de R$ 50 milhões entre 2026 e 2027. O período de adesão ao programa vai até 30 de junho, através do Sistema de Monitoramento, Execução e Controle (Simec).

A iniciativa busca combater desigualdades raciais na aprendizagem, valorizando a cultura negra e periférica nas escolas. Pesquisas indicam que o hip-hop pode contribuir para melhorar a aprendizagem em diferentes áreas. A Escola Nacional de Hip-Hop H2E incorpora saberes urbanos, periféricos e negros por meio de atividades culturais nas escolas.

Dentre as ações previstas estão a formação de MCs, o breaking olímpico, slams estudantis, batalhas de rima, grafite e atividades pedagógicas com o hip-hop na educação infantil. O programa visa fortalecer a identidade e representatividade, integrar saberes decoloniais ao currículo e melhorar o clima escolar, incluindo ações culturais. Reconhecer essas manifestações culturais na escola fortalece o pertencimento dos estudantes.

O encontro em União dos Palmares, Alagoas, marca a adesão coletiva de prefeitos e secretários municipais de Educação à Escola Nacional de Hip-Hop H2E. Participaram do webinário representantes de entidades educacionais, como o Consed e Undime, além de especialistas. A iniciativa visa transformar a inserção do hip-hop nas escolas em uma política educacional apoiada pelas redes municipais e estaduais.