Estudo Mostra Como Peixe Chega à Alimentação Escolar

O peixe que é essencial para as comunidades pesqueiras em todo o Brasil também está presente no prato dos estudantes da rede pública. Um relatório do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) mostrou que o pescado da pesca artesanal já faz parte da alimentação escolar, com planejamento nutricional, sendo preparado diariamente pelas merendeiras, de acordo com a cultura alimentar de cada região.

A pesquisa foi feita on-line e contou com a participação de mais de 2.300 profissionais, incluindo nutricionistas responsáveis técnicos, merendeiras e merendeiros do Pnae em diversas partes do país. O levantamento revelou pontos em comum e diferenças significativas na percepção das escolas pelos dois grupos.

O estudo, realizado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), analisou a presença do pescado na alimentação escolar e identificou desafios para a inclusão desse alimento no Pnae. Essa ação está alinhada com o Programa Povos da Pesca Artesanal, criado pelo Decreto nº 11.626/2023, e com as diretrizes do Plano Nacional da Pesca Artesanal.

Os resultados da pesquisa mostraram que ainda há espaço para aumentar a presença do pescado nas escolas públicas. A falta de hábito alimentar, o cuidado com espinhas e o custo do produto foram apontados como as principais barreiras para a inclusão do peixe nos cardápios escolares.

Quanto às espécies de pescado mais utilizadas, a tilápia lidera, seguida por sardinha, atum e cação. Além disso, o estudo ressalta a importância de capacitações e desenvolvimento de receitas adaptadas para facilitar a aceitação do pescado pelos estudantes.

O relatório também apresenta um panorama regional da oferta de pescado, evidenciando diferenças entre os estados em relação à presença desse alimento nas escolas. Essas variações estão relacionadas a fatores geográficos, culturais, produtivos e logísticos de cada região.