Estudo Diz Que Internet Pode Ser Tão Boa Para o Bem-Estar Quanto Andar Ao Ar Livre

“Enquanto a Internet é um fenômeno global, a pesquisa sobre seus efeitos ainda não atingiu essa mesma abrangência”, afirmou Andrew Przybylski, da Universidade de Oxford, ao compartilhar suas descobertas sobre a relação entre o uso da Internet, especialmente das mídias sociais, e o bem-estar.

Os resultados da pesquisa, publicados recentemente, surpreenderam ao demonstrar que o comportamento online pode contribuir positivamente para a satisfação na vida e o senso de propósito das pessoas. Segundo Przybylski, esse efeito benéfico é equiparável ao impacto positivo de uma caminhada na natureza.

Estudos anteriores haviam associado as redes sociais, a Internet e o uso excessivo de celulares a problemas como cyberbullying, vício em redes sociais e questões de autoimagem. No entanto, muitas dessas pesquisas se concentravam em amostras limitadas, não refletindo a diversidade da população global.

O novo estudo, realizado ao longo de 16 anos com 2,4 milhões de pessoas de 168 países, revelou que o acesso à Internet estava correlacionado a diversos aspectos do bem-estar, de acordo com dados do Gallup World Poll. Fatores como renda, emprego, educação e saúde foram considerados para evitar possíveis influências.

Em média, as pessoas com acesso à Internet apresentaram uma pontuação 8% maior em indicadores de satisfação com a vida, experiências positivas e contentamento social. Para os pesquisadores, isso se deve às oportunidades de aprendizado e conexão social que a Internet proporciona.

Apesar dos benefícios, é necessário conduzir mais estudos para determinar se a relação entre o uso da Internet e o bem-estar é causal ou apenas associativa. O mundo digital pode servir como refúgio, particularmente para grupos como mulheres jovens em busca de conexão e acolhimento virtual.