Escola Nacional De Hip Hop Já Tem Adesão De 22 Estados

As redes estaduais, distrital e municipais de ensino têm até terça-feira para aderir ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Até o momento, 22 estados e o Distrito Federal já confirmaram participação na iniciativa, que busca integrar saberes urbanos, periféricos e negros por meio da cultura e pedagogia hip-hop.

A Escola Nacional de Hip-Hop faz parte da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola e prevê um investimento de R$ 50 milhões entre 2026 e 2027. A adesão deve ser feita através do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), mediante assinatura do termo de adesão.

A proposta do programa é fortalecer práticas pedagógicas que se relacionem com as vivências dos estudantes através de atividades como música, dança, grafite, batalhas de rima e formação cultural. Dentre as ações planejadas, estão trilhas formativas voltadas à gestão de carreira de MCs, breaking olímpico, slams estudantis, batalhas de rima, atividades de grafite e experiências pedagógicas relacionadas ao hip-hop na educação.

Na educação básica, o hip-hop atua como uma ferramenta de apoio ao sucesso acadêmico dos estudantes em três áreas principais: fortalecimento da identidade e representatividade; integração de saberes e perspectivas decoloniais ao currículo; e melhoria do clima escolar, incluindo ações culturais que possam contribuir para reduzir o uso excessivo de celulares nos intervalos escolares.

Até o momento, 22 estados e o Distrito Federal já aderiram ao Programa Escola Nacional de Hip-Hop. Entre as unidades que ainda não formalizaram participação estão Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso e Paraná. Nas capitais, 22 das 26 cidades já confirmaram adesão, restando apenas Boa Vista (RR), Manaus (AM) e Vitória (ES) pendentes. O levantamento também mostra alta adesão das redes municipais em diversas regiões do país, com destaque para o Amapá, Roraima e Acre.